Não tenhais medo por Francisco Sanchez
- Henry Ayres
- 28 de jun.
- 2 min de leitura

O medo é uma das emoções mais humanas que existem. Ele nos acompanha desde o nascimento e, em muitos momentos, é um aliado precioso. Graças ao medo, evitamos perigos, preservamos a vida e aprendemos a agir com prudência. Contudo, quando deixa de ser um sinal de proteção e passa a governar nossas escolhas, ele se transforma em uma prisão invisível.
Vivemos em uma sociedade que frequentemente utiliza o medo como ferramenta de controle. O medo do fracasso, da rejeição, da opinião alheia, da escassez, da violência e até do futuro é constantemente alimentado. Pessoas e instituições sabem que alguém dominado pelo medo tende a desistir de sonhar, evita arriscar e aceita viver muito abaixo do potencial que Deus lhe concedeu.
Existe uma diferença importante entre o medo que protege e o medo que paralisa. O primeiro nos torna prudentes; o segundo nos impede de viver. Um nos faz olhar antes de atravessar a rua; o outro nos convence de que jamais devemos sair de casa. Um preserva a vida; o outro impede que ela floresça.
Quando o medo domina o coração por muito tempo, frequentemente nasce a ansiedade. A mente passa a viver em um futuro que ainda não aconteceu, criando cenários negativos, antecipando sofrimentos e roubando a paz do presente. A ansiedade é, muitas vezes, a tentativa de controlar aquilo que ainda não aconteceu: o amanhã.
Entretanto, coragem não significa ausência de medo. Os verdadeiramente corajosos também sentem medo, mas escolhem não permitir que ele determine seus passos. A coragem nasce da confiança. Quem confia e acredita, encontra força para seguir mesmo quando tudo parece incerto.
Superar o medo é um caminho construído diariamente. Começa pela oração, fortalece-se na fé, cresce na esperança e se concretiza em pequenas decisões de enfrentar aquilo que antes parecia impossível. Cada passo dado com confiança enfraquece o medo e fortalece a alma.
Ser feliz não é viver sem desafios, mas viver sem permitir que o medo tenha a última palavra. O medo continuará batendo à porta. Faz parte da condição humana. Mas ele não precisa ocupar o lugar de honra dentro de nós. E, talvez por isso, aquelas antigas palavras continuem ecoando com tanta força em nosso tempo:" Não tenhais medo."
Quem aprende a caminhar apesar do medo descobre que a coragem não elimina os obstáculos; ela apenas impede que eles tenham a última palavra.
Francisco Usero Sanchez
Administrador, especialista em gestão de pessoas e recursos humanos
Terapeuta internacional TRG




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