Capa | Marcelo Menino: O Palestrante, Empresário e Mentor que transforma vidas na saúde.
- Adela Villas Boas

- há 2 dias
- 17 min de leitura


Versão em Português
Há trajetórias que impressionam pelos números. Outras, pela permanência. Mas existem aquelas mais raras, que se distinguem pela forma como conseguem unir excelência, consciência e humanidade em uma mesma linha de vida. É nesse território mais nobre, onde ambição e sentido deixam de ser opostos, que ele construiu sua história.
Sua presença carrega a segurança de quem aprendeu cedo que crescer não basta. É preciso crescer sem se perder. Em um tempo que tantas vezes associa sucesso ao excesso, sua trajetória aponta para outra direção: a de uma realização sustentada por valores, disciplina, fé, vínculos sólidos e um compromisso genuíno com a vida do outro.
Não se trata apenas de liderança. Trata-se de influência com propósito.
Uma visão de grandeza mais profunda
Ao longo de sua jornada, consolidou uma compreensão incomum sobre o verdadeiro êxito. Para ele, reconhecimento e performance só têm valor quando caminham lado a lado com coerência interior. Existe, em sua forma de pensar, uma recusa elegante à ideia de triunfo vazio. O que importa não é apenas chegar longe, mas chegar inteiro.
Essa visão se traduz em uma vida guiada por prioridades muito claras. Saúde física e mental, espiritualidade, família e trabalho ocupam lugares definidos, sem disputa, sem confusão, sem inversões perigosas. Há maturidade nessa escolha. E há, sobretudo, lucidez. Porque só entende o preço do desequilíbrio quem já observou de perto o custo silencioso de uma vida bem-sucedida por fora e desmoronada por dentro.
Seu discurso não romantiza o excesso, nem glorifica o cansaço. Ao contrário: afirma, com convicção serena, que nenhuma conquista compensa a perda da paz.
A força silenciosa do autoconhecimento
Nem toda virada acontece diante de plateias. Algumas das mais decisivas se dão no espaço íntimo em que alguém finalmente reconhece a própria natureza. Em sua trajetória, esse momento teve o peso de uma revelação. A compreensão mais precisa de seu perfil humano e comportamental reposicionou não apenas sua forma de trabalhar, mas também sua forma de liderar, decidir e se relacionar com as pessoas.
A partir dali, a carreira deixou de ser apenas uma sucessão de responsabilidades e passou a se tornar expressão mais fiel de sua essência. Houve um ajuste fino entre vocação e prática, entre talento e direção. E quando isso acontece, a energia muda. O que antes exigia desgaste passa a encontrar fluidez. O que parecia esforço excessivo começa a se organizar como consequência natural de um alinhamento interno.
Talvez resida aí uma das marcas mais fortes de sua construção profissional: a coragem de não permanecer onde já não fazia sentido por dentro.
Liderar é compreender pessoas
Em tempos de lideranças ruidosas e fórmulas prontas, ele escolheu um caminho mais sofisticado: o da escuta, da leitura humana e da inteligência relacional. Sua compreensão sobre gestão não nasce da rigidez, mas da sensibilidade estratégica. Liderar, em sua visão, exige perceber nuances, respeitar diferenças e entender que pessoas não se movem da mesma forma, nem respondem aos mesmos estímulos.
Essa percepção foi especialmente decisiva dentro da própria empresa familiar, espaço em que afetos, história e responsabilidade convivem em intensidade permanente. Transformar convivência em harmonia funcional exigiu mais do que competência técnica. Exigiu maturidade emocional. Exigiu linguagem. Exigiu discernimento.
Com o tempo, foi desenhando uma arquitetura de relações mais consciente, capaz de respeitar individualidades sem perder a força do conjunto. O resultado é uma estrutura em que papéis se tornaram mais claros, a colaboração ganhou densidade e a empresa passou a operar com a precisão de uma engrenagem afinada, sem perder a alma.
Há conquistas que brilham porque foram vistas. Outras porque foram sentidas. Em sua trajetória, o reconhecimento alcançado carrega justamente esse valor mais raro: o de ser reflexo de uma experiência vivida por quem está dentro e por quem está do lado de fora.
A cultura que construiu se tornou, ao longo do tempo, mais do que um modelo eficiente. Tornou-se ambiente fértil para crescimento, pertencimento e evolução real. E isso se percebe não apenas nos resultados institucionais, mas na força simbólica do que foi sendo validado ao longo dos anos. Quando uma organização é reconhecida de forma consistente por sua excelência, o prêmio deixa de ser apenas distinção. Passa a ser evidência de uma filosofia praticada.
No centro dessa filosofia está uma convicção simples e poderosa:
Pessoas florescem quando são tratadas com dignidade, clareza, incentivo e visão.

Há homens que se tornam grandes no mundo e pequenos dentro de casa. Ele escolheu o caminho inverso. Em sua narrativa, a vida privada não aparece como contraponto à carreira, mas como sua base mais importante. A família não é moldura, é estrutura. Não é discurso, é eixo.
Talvez por isso exista tanta ternura em sua maneira de celebrar. Não é o gesto grandioso que o comove, mas a memória compartilhada. O instante tranquilo. O símbolo guardado. O reconhecimento vivido a dois. Existe beleza nessa recusa do espetáculo. Existe sofisticação nessa escolha do essencial.
Ao final, o que parece sustentá-lo não é apenas o desejo de construir, mas a consciência amorosa de com quem vale a pena construir.
Disciplina também é cuidado
Sua rotina fala a língua da consistência. Não da obsessão performática, mas da disciplina que protege. Há um senso de autocuidado muito claro em seus hábitos, como se cada gesto cotidiano reafirmasse um compromisso silencioso com a longevidade física, mental e emocional.
O dia começa com intenção. O corpo recebe atenção antes que o mundo imponha urgências. O movimento vem antes do ruído. A pausa, por sua vez, não é negligência, mas inteligência. Há sabedoria nesse modo de viver. Uma sabedoria rara, porque entende que energia não é recurso infinito e que presença exige manutenção.
Essa forma de existir diz muito sobre sua visão de sucesso: não uma corrida desgovernada, mas uma construção sustentável, capaz de durar sem destruir quem a sustenta.
Nenhuma trajetória consistente é feita apenas de ganhos visíveis. Crescer também exige renúncias, reposicionamentos e, por vezes, afastamentos difíceis. Com o tempo, ele compreendeu que nem toda presença acompanha a direção de uma vida em expansão. E reconhecer isso, sem amargura e sem condenação, é uma forma elevada de maturidade.
Há relações que pertencem à história, mas já não pertencem ao caminho. Saber diferenciá-las é um exercício de consciência. Não por dureza, mas por preservação. Porque ambientes moldam. Companhias influenciam. E ninguém constrói uma vida sólida ignorando a força silenciosa das presenças ao redor.
Seu modo de lidar com isso não é agressivo nem ressentido. É só lúcido.
O impacto de sua atuação ultrapassa os limites da empresa. Ele compreende a liderança como uma extensão da responsabilidade de servir, ensinar e abrir caminhos. Essa visão aparece na disposição constante de compartilhar conhecimento, formar outros profissionais, incentivar crescimento e usar sua experiência como instrumento de transformação coletiva.
A generosidade, aqui, não surge como ornamento moral. Surge como prática. Está no cuidado com equipes, no estímulo ao mérito, na criação de oportunidades concretas, no apoio a causas sociais e no desejo de produzir efeitos que continuem ecoando para além de sua presença imediata.
Existe algo profundamente admirável em quem entende que vencer sozinho é uma forma menor de vitória.
Talvez uma das frases que melhor definam sua maturidade seja a mais simples: tudo o que rouba sua paz perde o direito de permanecer. Há, nessa ideia, uma clareza que não nasce da impulsividade, mas da experiência. A paz, para ele, não representa passividade. Representa alinhamento. Representa integridade. Representa a condição mínima para que a felicidade deixe de ser um evento passageiro e se torne estado possível.
Sua inteligência está justamente em não confundir desafio com peso permanente. Há lutas que edificam. E há desgastes que só corroem. Saber reconhecer a diferença é uma das formas mais sofisticadas de sabedoria adulta.
Por isso, suas decisões parecem obedecer menos à pressa e mais à verdade interior.
Ao olhar sua história, o que permanece não é apenas a imagem de um gestor bem-sucedido. O que permanece é a figura de alguém que decidiu construir uma vida coerente. Alguém que compreendeu que influência sem afeto endurece, que resultado sem propósito empobrece e que ambição sem consciência pode custar caro demais.
Seu legado não está apenas no que expandiu, conquistou ou liderou. Está no tipo de ambiente que ajudou a formar, nas pessoas que impulsionou, no cuidado com que protegeu o essencial e na forma como transformou a própria caminhada em testemunho de equilíbrio possível.
Num mundo fascinado por velocidade, ele oferece profundidade. Num tempo seduzido por aparência, ele insiste em substância. E talvez seja exatamente por isso que sua trajetória ilumina tanto: porque não brilha apenas para ser vista, mas para orientar.
Capa | Marcelo Menino: O Palestrante, Empresário e Mentor que transforma vidas na saúde.

English version
Cover Story | Marcelo Menino: The Speaker, Entrepreneur, and Mentor Transforming Lives Through Health
There are paths that impress because of the numbers. Others, because of their staying power. But the rarest ones are distinguished by the way they bring excellence, awareness, and humanity together in a single life story. It is in that more elevated territory, where ambition and meaning no longer stand in opposition, that he has built his journey.
His presence carries the steadiness of someone who learned early that growth alone is not enough. One must grow without losing oneself in the process. In a time that so often equates success with excess, his story points in another direction: toward an achievement sustained by values, discipline, faith, strong relationships, and a genuine commitment to the lives of others.
It is not simply a matter of leadership. It is influence with purpose.
A deeper vision
Throughout his journey, he has developed an unusually clear understanding of what real success means. For him, recognition and performance only matter when they walk alongside inner coherence. There is, in the way he thinks, an elegant refusal of hollow triumph. What matters is not simply going far, but arriving whole.
That vision is reflected in a life guided by very clear priorities. Physical and mental health, spirituality, family, and work each hold their proper place, without rivalry, confusion, or dangerous inversion. There is maturity in that choice. More than that, there is clarity. Only those who have truly seen the silent cost of a life that looks successful on the outside while collapsing within can understand the price of imbalance.
His message does not romanticize overextension, nor does it glorify exhaustion. On the contrary, it calmly affirms that no achievement is worth the loss of peace.
Quiet self-knowledge
Not every turning point happens before an audience. Some of the most decisive ones unfold in the private space where a person finally recognizes his own nature. In his story, that moment carried the force of revelation. A more precise understanding of his human and behavioral profile reshaped not only the way he worked, but also the way he led, made decisions, and related to others.
From that point on, his career ceased to be merely a sequence of responsibilities and became a more faithful expression of who he truly is. There was a subtle realignment between calling and practice, between talent and direction. And when that happens, energy changes. What once required strain begins to move with greater ease. What once felt like constant effort starts to organize itself as the natural consequence of inner alignment.
Perhaps that is one of the clearest marks of his professional path: the courage not to remain where life no longer made sense from within.
Leadership and people
At a time of noisy leadership and ready-made formulas, he chose a more sophisticated path: listening, reading people well, and cultivating relational intelligence. His understanding of management does not come from rigidity, but from strategic sensitivity. In his view, to lead is to perceive nuance, honor difference, and understand that people are not moved in the same way, nor do they respond to the same stimuli.
That insight proved especially important within the family business itself, a space where affection, history, and responsibility coexist with unusual intensity. Transforming coexistence into functional harmony required more than technical competence. It required emotional maturity. It required language. It required discernment.
Over time, he began shaping a more conscious architecture of relationships, one capable of honoring individuality without weakening collective strength. The result is a structure in which roles became clearer, collaboration gained depth, and the company began to operate with the precision of a finely tuned mechanism without losing its soul.
Culture and recognition
Some achievements shine because they were seen. Others because they were felt. In his trajectory, the recognition he has earned carries precisely that rarer kind of value: it reflects an experience lived by those on the inside and by those looking in from the outside.
The culture he has built has become, over time, more than an effective model. It has become fertile ground for growth, belonging, and real evolution. That can be felt not only in institutional results, but in the symbolic weight of what has been affirmed over the years. When an organization is consistently recognized for excellence, the award ceases to be a mere distinction. It becomes evidence of a philosophy being lived.
At the center of that philosophy is a simple and powerful conviction: people flourish when they are treated with dignity, clarity, encouragement, and vision.
Home as foundation
There are men who become great in the world and small at home. He chose the opposite path. In his story, private life does not appear as a counterpoint to career, but as its most important foundation. Family is not a frame. It is the structure. It is not rhetoric. It is the axis.
Perhaps that is why there is so much tenderness in the way he celebrates. It is not the grand gesture that moves him, but the shared memory. The quiet moment. The symbol carefully kept. The recognition experienced between two people. There is beauty in that refusal of spectacle. There is sophistication in that choice for what is essential.
In the end, what seems to sustain him is not only the desire to build, but the loving awareness of whom it is worth building with.

Discipline as care
His routine speaks the language of consistency. Not the language of performance obsession, but of discipline that protects. There is a very clear sense of self-care in his habits, as if each daily gesture quietly reaffirmed a commitment to physical, mental, and emotional longevity.
The day begins with intention. The body receives attention before the world imposes its urgencies. Movement comes before noise. Rest, in turn, is not negligence, but intelligence. There is wisdom in that way of living. A rare kind of wisdom, because it understands that energy is not an infinite resource and that presence requires maintenance.
That way of existing says much about his vision of success: not a reckless race, but a sustainable construction, one capable of lasting without destroying the person who sustains it.
The wisdom of distance
No consistent path is made only of visible gains. Growth also requires renunciations, repositioning, and, at times, difficult distances. Over time, he came to understand that not every presence can accompany the direction of an expanding life. To recognize that, without bitterness and without condemnation, is a higher form of maturity.
There are relationships that belong to one’s history, but no longer belong to one’s path. Knowing how to distinguish between the two is an act of consciousness. Not out of hardness, but out of preservation. Environments shape us. Company influences us. And no one builds a solid life by ignoring the quiet force of the presences around them.
His way of dealing with this is neither aggressive nor resentful. It is simply lucid.
The impact of his work extends beyond the boundaries of the company. He understands leadership as an extension of the responsibility to serve, teach, and open doors. That vision appears in his constant willingness to share knowledge, develop other professionals, encourage growth, and use his experience as an instrument of collective transformation.
Generosity here does not emerge as moral ornament. It appears as practice. It lives in the care he extends to teams, in the encouragement of merit, in the creation of concrete opportunities, in the support of social causes, and in the desire to produce effects that continue to echo beyond his immediate presence.
There is something deeply admirable about a person who understands that winning alone is a lesser kind of victory.
Peace as principle
Perhaps one of the phrases that best defines his maturity is also the simplest: everything that steals his peace loses the right to remain. There is a clarity in that idea that does not come from impulsiveness, but from experience. For him, peace does not mean passivity. It means alignment. It means integrity. It means the minimum condition for happiness to cease being a passing event and become a possible state of being.
His intelligence lies precisely in not confusing challenge with permanent weight. Some struggles build us. Others only erode us. Knowing the difference is one of the most refined forms of adult wisdom.
That is why his decisions seem to obey less to urgency and more to inner truth.
Cover line
Looking at his story, what remains is not simply the image of a successful executive. What remains is the figure of someone who chose to build a coherent life. Someone who understood that influence without affection becomes hard, that results without purpose become impoverished, and that ambition without awareness may cost far too much.
His legacy lives not only in what he expanded, achieved, or led. It lives in the kind of environment he helped create, in the people he lifted, in the care with which he protected what matters most, and in the way he turned his own path into a testimony of possible balance.
In a world fascinated by speed, he offers depth. In a time seduced by appearances, he insists on substance. And perhaps that is exactly why his trajectory shines so brightly: not merely to be seen, but to guide.
Cover Feature | Marcelo Menino: The Speaker, Entrepreneur, and Mentor Transforming Lives Through Health

Versión en Español
Portada | Marcelo Menino: El conferenciante, empresario y mentor que transforma vidas en la salud
Hay trayectorias que impresionan por sus cifras. Otras, por su permanencia. Pero existen aquellas más raras, las que se distinguen por la manera en que logran reunir excelencia, conciencia y humanidad en una misma línea de vida. Es en ese territorio más noble, donde la ambición y el sentido dejan de ser opuestos, donde él ha construido su historia.
Su presencia transmite la serenidad de quien aprendió pronto que crecer no basta. Hay que crecer sin perderse en el camino. En un tiempo que tantas veces asocia el éxito con el exceso, su trayectoria señala otra dirección: la de una realización sostenida por valores, disciplina, fe, vínculos sólidos y un compromiso genuino con la vida de los demás.
No se trata solo de liderazgo. Se trata de influencia con propósito.
Una idea más profunda de la grandeza
A lo largo de su recorrido, ha consolidado una comprensión poco común sobre el verdadero éxito. Para él, el reconocimiento y el rendimiento solo tienen valor cuando avanzan de la mano de la coherencia interior. En su manera de pensar hay una negativa elegante a la idea del triunfo vacío. Lo importante no es solo llegar lejos, sino llegar entero.
Esa visión se traduce en una vida guiada por prioridades muy claras. La salud física y mental, la espiritualidad, la familia y el trabajo ocupan lugares definidos, sin disputa, sin confusión y sin inversiones peligrosas. Hay madurez en esa elección. Y, sobre todo, lucidez. Porque solo entiende el precio del desequilibrio quien ha observado de cerca el coste silencioso de una vida exitosa por fuera y derrumbada por dentro.
Su discurso no romantiza el exceso ni glorifica el cansancio. Al contrario: afirma con una convicción serena que ningún logro compensa la pérdida de la paz.
La fuerza silenciosa del autoconocimiento
No todos los giros decisivos ocurren ante un público. Algunos de los más determinantes tienen lugar en ese espacio íntimo en el que una persona reconoce por fin su propia naturaleza. En su trayectoria, ese momento tuvo el peso de una revelación. Una comprensión más precisa de su perfil humano y conductual redefinió no solo su manera de trabajar, sino también su forma de liderar, decidir y relacionarse con los demás.
A partir de ahí, la carrera dejó de ser solo una sucesión de responsabilidades para convertirse en una expresión más fiel de su esencia. Hubo un ajuste fino entre vocación y práctica, entre talento y dirección. Y cuando eso sucede, la energía cambia. Lo que antes exigía desgaste empieza a encontrar fluidez. Lo que parecía un esfuerzo excesivo comienza a ordenarse como consecuencia natural de una alineación interior.
Tal vez ahí resida una de las marcas más sólidas de su construcción profesional: el valor de no permanecer allí donde, por dentro, todo había dejado de tener sentido.
Liderar es comprender a las personas
En tiempos de liderazgos ruidosos y fórmulas prefabricadas, él eligió un camino más sofisticado: el de la escucha, la lectura humana y la inteligencia relacional. Su comprensión de la gestión no nace de la rigidez, sino de una sensibilidad estratégica. Liderar, en su visión, exige percibir matices, respetar diferencias y entender que las personas no se mueven del mismo modo ni responden a los mismos estímulos.
Esa percepción fue especialmente decisiva dentro de la propia empresa familiar, un espacio en el que afectos, historia y responsabilidad conviven con una intensidad permanente. Transformar la convivencia en armonía funcional exigió algo más que competencia técnica. Exigió madurez emocional. Exigió lenguaje. Exigió discernimiento.
Con el tiempo, fue dibujando una arquitectura de relaciones más consciente, capaz de respetar las individualidades sin perder la fuerza del conjunto. El resultado es una estructura en la que los roles se volvieron más claros, la colaboración ganó profundidad y la empresa empezó a funcionar con la precisión de un engranaje afinado, sin perder el alma.
Cultura y reconocimiento
Hay logros que brillan porque fueron vistos. Otros, porque fueron sentidos. En su trayectoria, el reconocimiento alcanzado encierra precisamente ese valor más raro: el de ser reflejo de una experiencia vivida tanto por quienes están dentro como por quienes observan desde fuera.
La cultura que ha construido se convirtió, con el tiempo, en algo más que un modelo eficiente. Se transformó en un entorno fértil para el crecimiento, el sentido de pertenencia y una evolución real. Y eso se percibe no solo en los resultados institucionales, sino también en la fuerza simbólica de lo que ha ido siendo validado a lo largo de los años. Cuando una organización es reconocida de forma consistente por su excelencia, el premio deja de ser una simple distinción. Pasa a ser la evidencia de una filosofía practicada.
En el centro de esa filosofía hay una convicción sencilla y poderosa: las personas florecen cuando son tratadas con dignidad, claridad, estímulo y visión.

Hay hombres que se hacen grandes en el mundo y pequeños dentro de casa. Él eligió el camino inverso. En su relato, la vida privada no aparece como contrapunto de la carrera, sino como su base más importante. La familia no es el marco: es la estructura. No es discurso: es eje.
Tal vez por eso hay tanta ternura en su manera de celebrar. No le conmueve el gesto grandilocuente, sino la memoria compartida. El instante tranquilo. El símbolo conservado. El reconocimiento vivido entre dos. Hay belleza en esa renuncia al espectáculo. Hay sofisticación en esa elección de lo esencial.
Al final, lo que parece sostenerle no es solo el deseo de construir, sino la conciencia amorosa de con quién merece la pena construir.
Su rutina habla el lenguaje de la constancia. No el de la obsesión por el rendimiento, sino el de una disciplina que protege. Hay un sentido del autocuidado muy claro en sus hábitos, como si cada gesto cotidiano reafirmara en silencio un compromiso con la longevidad física, mental y emocional.
El día empieza con intención. El cuerpo recibe atención antes de que el mundo imponga sus urgencias. El movimiento llega antes que el ruido. Y la pausa, por su parte, no es negligencia, sino inteligencia. Hay sabiduría en esa manera de vivir. Una sabiduría poco común, porque entiende que la energía no es un recurso infinito y que la presencia requiere mantenimiento.
Esa forma de estar en el mundo dice mucho sobre su idea del éxito: no una carrera desbocada, sino una construcción sostenible, capaz de durar sin destruir a quien la sostiene.
Ninguna trayectoria consistente está hecha solo de ganancias visibles. Crecer también exige renuncias, reposicionamientos y, a veces, alejamientos difíciles. Con el tiempo, comprendió que no toda presencia acompaña la dirección de una vida en expansión. Y reconocerlo, sin amargura y sin condena, es una forma elevada de madurez.
Hay relaciones que pertenecen a la historia, pero ya no pertenecen al camino. Saber distinguirlas es un ejercicio de conciencia. No por dureza, sino por preservación. Porque los entornos moldean. Las compañías influyen. Y nadie construye una vida sólida ignorando la fuerza silenciosa de las presencias que le rodean.
Su manera de afrontar eso no es agresiva ni resentida. Es, sencillamente, lúcida.
El impacto de su actuación supera los límites de la empresa. Él entiende el liderazgo como una extensión de la responsabilidad de servir, enseñar y abrir caminos. Esa visión aparece en su disposición constante a compartir conocimiento, formar a otros profesionales, impulsar el crecimiento y utilizar su experiencia como instrumento de transformación colectiva.
Aquí, la generosidad no surge como un adorno moral. Surge como práctica. Está en el cuidado hacia los equipos, en el estímulo al mérito, en la creación de oportunidades concretas, en el apoyo a causas sociales y en el deseo de producir efectos que sigan resonando más allá de su presencia inmediata.
Hay algo profundamente admirable en quien entiende que vencer solo es una forma menor de victoria.
Tal vez una de las frases que mejor definen su madurez sea también la más sencilla: todo lo que le roba la paz pierde el derecho a permanecer. Hay en esa idea una claridad que no nace de la impulsividad, sino de la experiencia. Para él, la paz no representa pasividad. Representa alineación. Representa integridad. Representa la condición mínima para que la felicidad deje de ser un acontecimiento pasajero y se convierta en un estado posible.
Su inteligencia reside precisamente en no confundir desafío con peso permanente. Hay luchas que construyen. Y hay desgastes que solo erosionan. Saber reconocer la diferencia es una de las formas más sofisticadas de la sabiduría adulta.
Por eso, sus decisiones parecen obedecer menos a la prisa que a la verdad interior.
Al observar su historia, lo que permanece no es solo la imagen de un gestor de éxito. Lo que permanece es la figura de alguien que decidió construir una vida coherente. Alguien que comprendió que la influencia sin afecto endurece, que el resultado sin propósito empobrece y que la ambición sin conciencia puede costar demasiado.
Su legado no está solo en lo que expandió, conquistó o lideró. Está en el tipo de entorno que ayudó a formar, en las personas a las que impulsó, en el cuidado con que protegió lo esencial y en la manera en que transformó su propio camino en testimonio de un equilibrio posible.
En un mundo fascinado por la velocidad, él ofrece profundidad. En un tiempo seducido por la apariencia, insiste en la sustancia. Y quizá sea precisamente por eso por lo que su trayectoria ilumina tanto: porque no brilla solo para ser vista, sino para orientar.
Portada | Marcelo Menino: El conferenciante, empresario y mentor que transforma vidas en la salud




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