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- Capa | Dra. Evelin Goldenberg: Clínica Geral e Reumatologista
Dra. Evelin Goldenberg é reumatologista do Hospital Albert Einstein, mestre e doutora em Reumatologia pela UNIFESP, autora de O Coração Sente, o Corpo Dói e fundadora do BE Institute, em São Paulo. Versão em Português Há uma frase que atravessa a vida de Evelin Goldenberg como um fio de aço, dita pelo pai, o também reumatologista José Goldenberg, e repetida por ela até virar princípio: ser um entre os melhores, e não mais um. Não é uma frase de efeito. É um método. Uma escolha diária que explica por que uma médica decidiu falar de fibromialgia numa época em que o tema era recebido com desconfiança, por que apostou nas terapias biológicas quando ainda eram novidade, por que montou um centro de infusão dedicado a doenças autoimunes e por que, décadas depois, continua construindo. Nada nessa trajetória aconteceu por acaso. E ela faz questão de dizer isso. "Carreira brilhante, para mim, é se destacar naquilo que você se propôs a fazer. Ser referência no que você escolheu." A definição vem sem rodeios, e o que a sustenta é ainda mais direto. Evelin se propôs a cuidar de pacientes com dor, com doenças reumatológicas, com quadros clínicos que muitas vezes ninguém sabia nomear. Fez isso sem abrir mão daquilo que aprendeu na propedêutica: ouvir a história do paciente, examinar, interpretar. E sem parar de estudar nunca, da clínica médica à reumatologia, das terapias biológicas à medicina regenerativa. "Brilhante é a carreira em que você cumpre, com excelência, aquilo que prometeu a si mesma." O reconhecimento que vem de quem entende Existe um tipo de validação que não se compra e não se fabrica. Evelin percebeu que estava no caminho certo quando o investimento começou a voltar em forma de resultado: os livros vendendo e chegando a pessoas que finalmente entendiam a própria dor, os pacientes chegando por indicação de outros pacientes. Mas o que mais a tocou veio de dentro da própria classe. Colegas médicos encaminhando pacientes para ela. Seu nome aparecendo, ano após ano, nas listas de revistas que indicam médicos escolhidos por outros médicos. "Quando o reconhecimento vem de quem entende do ofício, você sabe que não está no caminho certo por acaso. Está porque construiu." O currículo é vasto e ela o ostenta com orgulho. O mestrado e o doutorado em Reumatologia. A experiência com terapias biológicas desde que transformaram o tratamento das doenças autoimunes. O consultório construído sobre a confiança de pacientes e colegas. O centro de infusão. Os livros O Coração Sente, o Corpo Dói: como reconhecer e tratar a Fibromialgia, Viver bem depende de você: articule-se! Como prevenir e tratar a osteoartrose e Osteoporose Masculina. As participações na mídia, incluindo no programa do Jô Soares, discutindo fibromialgia quando quase ninguém falava sobre isso. O que dá peso a tudo isso, porém, é o contexto. Cada uma dessas conquistas foi construída em um mundo majoritariamente masculino. "Lutar e vencer como mulher na medicina não foi fácil. Todas essas conquistas têm a marca do trabalho, do estudo e da persistência." Não existe atalho, existe consistência Perguntada sobre o maior desafio, ela não hesita: vencer e se manter à frente em um ambiente extremamente competitivo, trazendo sempre algo novo. Foi assim quando falou de fibromialgia antes da conversa existir. Foi assim com as terapias biológicas. Foi assim com o centro de infusão. E é assim agora, com o BE Institute, projeto voltado para a longevidade, autoestima e qualidade de vida, que une medicina, reumatologia e estética avançada com tecnologias inovadoras e medicina regenerativa. Um cuidado pensado para todos, inclusive para pacientes autoimunes, que tantas vezes ficam de fora dessas possibilidades, porque é sempre importante lembrar que uma pessoa é um sistema completo, não apenas uma articulação, e precisa cuidar do todo. Mas há uma vitória que ela coloca acima das outras: ter feito tudo isso sendo mãe. Hoje uma das filhas é dermatologista, a outra se dedica ao empreendedorismo, e as duas trabalham lado a lado com ela. Somam-se cinco netos, que Evelin descreve simplesmente como sua alegria. "Nada disso foi sorte. Sorte pode abrir uma porta, mas só o trabalho mantém você dentro dela." O preço, dito em voz alta Há uma honestidade rara na forma como Evelin fala do que ficou para trás. Ela não romantiza. Abriu mão de acompanhar passo a passo o crescimento das filhas. Do próprio tempo e do próprio lazer. Foram mais de dez anos trabalhando de domingo a domingo, sem feriados, sem férias. Abriu mão de círculos sociais, porque era preciso trabalhar. "Hoje, quando assisto ao ballet da minha neta, sinto o peso de não ter visto o das minhas filhas. Isso dói, não vou negar." E então, com a mesma serenidade, ela vira a página: "Mas foi esse caminho que me permitiu dar às minhas filhas muito mais do que eu tive. Se valeu a pena? Valeu. E a vida, generosa, me deu uma segunda chance: o que não pude ver nas filhas, hoje vejo nos netos." O sucesso, diz ela, mostrou que a luta, o trabalho e a inovação valem a pena. Cada risco assumido, cada área nova buscada, cada noite de estudo se converteu em resultado, em reconhecimento e em pacientes com mais qualidade de vida. E se converteu também em exemplo, o mais valioso dos legados. "Nem sempre pude participar ativamente da vida delas como gostaria. Mas dei a elas algo que considero ainda maior: um exemplo vivo de luta. E hoje, vendo as mulheres que se tornaram, sei que cada esforço valeu a pena." Evelin lida diariamente com as consequências que a falta de equilíbrio causa no corpo: dor, inflamação, doenças agravadas pelo estresse, sono inadequado e sedentarismo. Ela afirma que seria incoerente não cuidar de si mesma. Por isso, ela se cuida. Mantém a atividade física em dia, tem uma alimentação balanceada e garante um sono de qualidade. Exatamente o que recomenda, como uma perfeccionista exemplar. Encontrou no golfe um hobby que reúne foco, disciplina e concentração, algo que sempre pautou sua vida, e que virou também uma forma de viajar ao lado do marido. Janta com as amigas uma vez por semana. Gosta de ver a casa sempre florida. E quando surge uma brecha na agenda, foge para ver os netos. Tem ainda um privilégio raro: trabalhar ao lado das filhas. "Equilíbrio, para mim, não é dividir o tempo em partes iguais. É estar presente de verdade em cada momento." Celebrar, para ela, dispensa festa. É um jantar com as amigas, viagens com marido, familiares e amigos, uma tarde com os netos, um dia de golfe. Depois de tantos anos sem pausa, aprendeu que a maior celebração é ter tempo para viver o que construiu. E saber dar valor. A herança que ninguém rouba Quando fala de referências, Evelin começa pelo pai que nunca lhe deu nada de mão beijada. Deu trabalho e conhecimento. Nunca a favoreceu por ser filha. Pelo contrário, exigia o dobro. Foi dali que veio a força. Depois vem a mãe, que sempre acreditou em seu potencial e a ajudou com as filhas, tornando possível uma carreira que, sem ela, não teria existido. E vem o avô, sobrevivente do Holocausto, autor da frase que ela carrega como escudo: Hitler me roubou tudo, menos a minha inteligência e o meu conhecimento. "Cresci com essa lição: podem tirar tudo de você, menos o que você sabe e o que você é." Hoje, suas referências também são as filhas. "Comecei inspirada pelos meus pais e sigo inspirada pelas minhas filhas. É uma corrente que não se quebra." O que ainda a move Falta de motivação é algo que Evelin diz não ter. Quando aparece, entende como sinal. "Se uma decisão exige filosofia demais, se a dúvida é excessiva, é porque não tem que ser." Ela se descreve como sensitiva e espiritualizada. Boa parte do que fez na vida foi guiada pelo sentimento e pela intuição. Percebe as pessoas de longe. Tem fé, e diz, com um sorriso, que Deus sempre dá uma mãozinha. O que a move agora é a longevidade com qualidade e autoestima. Não basta viver mais, é preciso viver bem, com saúde, autonomia e bem-estar. E o desafio mais recente tem um sabor especial: erguer o BE Institute com Bruna, dermatologista, e Carla, à frente da curadoria de produtos e da administração. Três mulheres investindo em tecnologia para ganho de massa muscular, queima de gordura, regeneração tecidual e autoestima. A BE Institute reúne uma equipe multidisciplinar completa, com neurologista e endocrinologista, formando uma policlínica com foco absoluto no paciente. "Enquanto houver um desafio novo, eu vou estar lá. Parar nunca foi uma opção." Sonhar, focar, executar Para quem busca propósito, o conselho vem em camadas. Primeiro: nunca desistir. Depois: maturidade para não se desesperar, porque é a serenidade, e não o pânico, que resolve. E, principalmente para as mulheres, um recado que ela faz questão de sublinhar. "Jamais se achar inferior em um mundo masculino. Eu construí minha carreira num ambiente dominado por homens e aprendi que o seu lugar não é concedido, é conquistado com trabalho, estudo e competência." Propósito, na visão dela, não se encontra pronto. Se constrói trabalhando. "Sonho sem foco é fantasia. Foco sem execução é intenção. Os três juntos são o que transformam propósito em realidade." A carta para a jovem Evelin Se pudesse voltar no tempo, ela sabe exatamente o que diria à mulher que estava começando. Continue, porque vale a pena. Você vai trabalhar de domingo a domingo, vai ouvir que o mundo é dos homens, vai ter que provar o dobro para valer o mesmo. E vai vencer. Não mude nada. Confie na sua intuição, ela nunca vai te trair. Estude sempre, porque o conhecimento é a única coisa que ninguém pode te roubar. E sonhe, foque e execute. Um dia, você vai olhar para trás e ver uma carreira sólida, duas filhas extraordinárias trabalhando ao seu lado, cinco netos. E vai entender que cada sacrifício tinha um propósito. "Seja um entre os melhores, e não mais um. Você vai conseguir." Artigo: Capa | Dra. Evelin Goldenberg: Clínica Geral e Reumatologista Dra. Evelin Goldenberg é reumatologista do Hospital Albert Einstein, mestre e doutora em Reumatologia pela UNIFESP, autora de O Coração Sente, o Corpo Dói e fundadora do BE Institute, em São Paulo. Instagram: https://www.instagram.com/dra_evelingoldenberg/ English version Cover Story | Dr. Evelin Goldenberg: General Practitioner and Rheumatologist Dr. Evelin Goldenberg is a rheumatologist at Hospital Albert Einstein, holds a master's and doctorate in Rheumatology from UNIFESP, is the author of The Heart Feels, the Body Hurts: How to Recognize and Treat Fibromyalgia, and founder of the BE Institute in São Paulo. There's a sentence that runs through Evelin Goldenberg's life like a steel thread, spoken first by her father, fellow rheumatologist José Goldenberg, and repeated by her until it became principle: be one among the best, not just one more. It isn't a catchphrase. It's a method. A daily choice that explains why a doctor decided to speak openly about fibromyalgia at a time when the subject was met with skepticism, why she bet on biologic therapies when they were still new, why she built an infusion center dedicated to autoimmune diseases, and why, decades later, she keeps building. Nothing in this trajectory happened by chance. And she makes a point of saying so. "A brilliant career, to me, means standing out in what you set out to do. Becoming a reference in what you chose." The definition is blunt, and what backs it up is even more direct. Evelin set out to care for patients in pain, patients with rheumatological diseases, clinical pictures that often no one could even name. She did it without giving up what she learned in the earliest days of clinical training: listen to the patient's story, examine, interpret. And without ever stopping her studies, from internal medicine to rheumatology, from biologic therapies to regenerative medicine. "A brilliant career is one where you deliver, with excellence, what you promised yourself." Recognition from people who understand the craft There's a kind of validation that can't be bought or manufactured. Evelin knew she was on the right path when the investment started coming back as results: the books selling and reaching people who finally understood their own pain, patients arriving through other patients' referrals. But what moved her most came from within her own field. Fellow doctors referring patients to her. Her name showing up, year after year, on the lists of publications that rank physicians chosen by other physicians. "When recognition comes from people who understand the profession, you know you're not on the right path by accident. You're there because you built it." The résumé is extensive, and she wears it with pride. The master's and doctorate in Rheumatology. Experience with biologic therapies since they transformed the treatment of autoimmune diseases. A practice built on the trust of patients and colleagues. The infusion center. The books The Heart Feels, the Body Hurts: How to Recognize and Treat Fibromyalgia, Living Well Depends on You: Get Moving! How to Prevent and Treat Osteoarthritis, and Male Osteoporosis. Media appearances, including on Jô Soares's show, discussing fibromyalgia when almost no one else was. What gives all of it weight, though, is the context. Every one of these achievements was built in a world dominated by men. "Fighting and winning as a woman in medicine wasn't easy. All of these achievements carry the mark of work, of study, of persistence." There's no shortcut, only consistency Asked about her biggest challenge, she doesn't hesitate: winning and staying ahead in a fiercely competitive environment, always bringing something new. That's how it was when she spoke about fibromyalgia before that conversation existed. That's how it was with biologic therapies. That's how it was with the infusion center. And that's how it is now, with the BE Institute, a project centered on longevity, self-esteem and quality of life, combining medicine, rheumatology and advanced aesthetics with innovative technologies and regenerative medicine. Care designed for everyone, including autoimmune patients, who are so often left out of these possibilities, because it's always worth remembering that a person is a complete system, not just a joint, and needs care for the whole. But there's one victory she places above all the others: having done all of this while being a mother. Today, one of her daughters is a dermatologist, the other is devoted to entrepreneurship, and both work alongside her. Add five grandchildren, whom Evelin simply describes as her joy. "None of this was luck. Luck might open a door, but only work keeps you inside it." The price, said out loud There's a rare honesty in how Evelin talks about what got left behind. She doesn't romanticize it. She gave up watching her daughters grow up step by step. Her own time, her own leisure. More than ten years working Sunday to Sunday, no holidays, no vacations. She gave up social circles, because there was work to do. "Today, when I watch my granddaughter's ballet recital, I feel the weight of not having seen my daughters'. That hurts, I won't deny it." And then, with the same composure, she turns the page: "But that path is what let me give my daughters far more than I had. Was it worth it? It was. And life, generously, gave me a second chance: what I couldn't see in my daughters, I now see in my grandchildren." Success, she says, proved that the fight, the work and the innovation were worth it. Every risk taken, every new field pursued, every night of study turned into results, into recognition, into patients with a better quality of life. And it turned into something else too: an example, the most valuable of all legacies. "I wasn't always able to be as present in their lives as I would have liked. But I gave them something I consider even greater: a living example of what it means to fight. And now, seeing the women they've become, I know every effort was worth it." Evelin deals daily with what happens to the body when balance is missing: pain, inflammation, diseases worsened by stress, poor sleep and a sedentary lifestyle. She says it would be inconsistent not to take care of herself. So she does. She keeps up with physical activity, eats a balanced diet, and makes sure she gets quality sleep. Exactly what she recommends, like the perfectionist she is. She found in golf a hobby that brings together focus, discipline and concentration, qualities that have always guided her life, and one that also became a way to travel alongside her husband. She has dinner with friends once a week. She likes keeping the house full of flowers. And whenever there's a gap in her schedule, she slips away to see her grandchildren. She also has a rare privilege: working alongside her daughters. "Balance, to me, isn't splitting time into equal parts. It's being truly present in every moment." Celebrating, for her, doesn't require a party. It's dinner with friends, trips with her husband, family and friends, an afternoon with her grandchildren, a day of golf. After so many years without a pause, she learned that the greatest celebration is having time to live what you built. And knowing how to value it. The inheritance no one can steal When she talks about the people who shaped her, Evelin starts with her father, who never handed her anything. He gave her work and knowledge. He never went easy on her for being his daughter. If anything, he demanded twice as much. That's where the strength came from. Then comes her mother, who always believed in her potential and helped with the girls, making possible a career that, without her, wouldn't exist. And then her grandfather, a Holocaust survivor, author of the line she carries like a shield: Hitler stole everything from me except my intelligence and my knowledge. "I grew up with that lesson: they can take everything from you except what you know and who you are." Today, her daughters are her reference points too. "I started out inspired by my parents, and I keep going inspired by my daughters. It's a chain that doesn't break." What still drives her Lack of motivation isn't something Evelin says she experiences. When it does show up, she reads it as a signal. "If a decision needs too much philosophizing, if the doubt is excessive, it's because it wasn't meant to happen." She describes herself as intuitive and spiritual. Much of what she's done in life was guided by feeling and instinct. She can read people from a distance. She has faith, and says, with a smile, that God always lends a hand. What drives her now is longevity with quality and self-esteem. It's not enough to live longer, you have to live well, with health, autonomy and well-being. And the latest challenge carries a special flavor: building the BE Institute alongside Bruna, a dermatologist, and Carla, who leads product curation and administration. Three women investing in technology for muscle gain, fat burning, tissue regeneration and self-esteem. The BE Institute brings together a full multidisciplinary team, including a neurologist and an endocrinologist, forming a full clinic with an absolute focus on the patient. "As long as there's a new challenge, I'll be there. Stopping was never an option." Dream, focus, execute For anyone searching for purpose, her advice comes in layers. First: never give up. Then: maturity enough not to panic, because it's composure, not panic, that gets things done. And, especially for women, a message she makes a point of underlining. "Never see yourself as inferior in a man's world. I built my career in an environment dominated by men, and I learned that your place isn't handed to you, it's earned through work, study and competence." Purpose, in her view, doesn't come ready-made. It's built by working. "A dream without focus is fantasy. Focus without execution is intention. The three together are what turn purpose into reality." A letter to young Evelin If she could go back in time, she knows exactly what she'd tell the woman who was just starting out. Keep going, because it's worth it. You're going to work Sunday to Sunday, you're going to hear that the world belongs to men, you're going to have to prove yourself twice over to be worth the same. And you're going to win. Don't change a thing. Trust your intuition, it will never betray you. Keep studying, because knowledge is the one thing no one can take from you. And dream, focus and execute. One day, you'll look back and see a solid career, two extraordinary daughters working by your side, five grandchildren. And you'll understand that every sacrifice had a purpose. "Be one among the best, not just one more. You're going to make it." Cover Feature | Dr. Evelin Goldenberg: General Practitioner and Rheumatologist Dr. Evelin Goldenberg is a rheumatologist at Hospital Albert Einstein, holds a master's and doctorate in Rheumatology from UNIFESP, is the author of The Heart Feels, the Body Hurts, and founder of the BE Institute in São Paulo. Instagram: https://www.instagram.com/dra_evelingoldenberg/ Versión en Español Portada | Dra. Evelin Goldenberg: Médica General y Reumatóloga La doctora Evelin Goldenberg es reumatóloga del Hospital Albert Einstein, máster y doctora en Reumatología por la UNIFESP, autora de El Corazón Siente, el Cuerpo Duele: cómo reconocer y tratar la Fibromialgia y fundadora del BE Institute, en São Paulo. Hay una frase que atraviesa la vida de Evelin Goldenberg como un hilo de acero, pronunciada primero por su padre, también reumatólogo, José Goldenberg, y repetida por ella hasta convertirse en principio: ser una entre las mejores, y no una más. No es una frase hecha. Es un método. Una decisión diaria que explica por qué una médica decidió hablar de fibromialgia en una época en que el tema se recibía con desconfianza, por qué apostó por las terapias biológicas cuando aún eran una novedad, por qué montó un centro de infusión dedicado a las enfermedades autoinmunes y por qué, décadas después, sigue construyendo. Nada en esta trayectoria ha sido casualidad. Y ella se encarga de dejarlo claro. "Una carrera brillante, para mí, es destacar en aquello que te propones. Ser referente en lo que has elegido." La definición no da rodeos, y lo que la sostiene es todavía más directo. Evelin se propuso cuidar a pacientes con dolor, con enfermedades reumatológicas, con cuadros clínicos que muchas veces nadie sabía ni nombrar. Lo hizo sin renunciar a lo que aprendió en la propedéutica: escuchar la historia del paciente, explorar, interpretar. Y sin dejar nunca de estudiar, desde la clínica médica hasta la reumatología, desde las terapias biológicas hasta la medicina regenerativa. "Brillante es la carrera en la que cumples, con excelencia, lo que te prometiste a ti misma." El reconocimiento de quienes entienden el oficio Existe un tipo de validación que no se compra ni se fabrica. Evelin se dio cuenta de que iba por el buen camino cuando la inversión empezó a devolverle resultados: los libros vendiéndose y llegando a personas que por fin entendían su propio dolor, pacientes que llegaban por recomendación de otros pacientes. Pero lo que más la conmovió vino de dentro de su propio gremio. Colegas médicos derivándole pacientes. Su nombre apareciendo, año tras año, en las listas de revistas que señalan a los médicos elegidos por otros médicos. "Cuando el reconocimiento viene de quien entiende el oficio, sabes que no estás en el buen camino por casualidad. Estás porque lo has construido." El currículo es extenso y ella lo luce con orgullo. El máster y el doctorado en Reumatología. La experiencia con terapias biológicas desde que transformaron el tratamiento de las enfermedades autoinmunes. La consulta construida sobre la confianza de pacientes y colegas. El centro de infusión. Los libros El Corazón Siente, el Cuerpo Duele: cómo reconocer y tratar la Fibromialgia, Vivir bien depende de ti: ¡Muévete! Cómo prevenir y tratar la osteoartrosis y Osteoporosis Masculina. Sus apariciones en medios, incluida la del programa de Jô Soares, hablando de fibromialgia cuando casi nadie más lo hacía. Lo que da peso a todo esto, sin embargo, es el contexto. Cada uno de estos logros se construyó en un mundo mayoritariamente masculino. "Luchar y vencer como mujer en la medicina no fue fácil. Todos estos logros llevan la marca del trabajo, del estudio y de la constancia." No hay atajos, solo constancia Preguntada por su mayor desafío, no duda: vencer y mantenerse en cabeza en un entorno extremadamente competitivo, aportando siempre algo nuevo. Así fue cuando habló de fibromialgia antes de que esa conversación existiera. Así fue con las terapias biológicas. Así fue con el centro de infusión. Y así es ahora, con el BE Institute, un proyecto centrado en la longevidad, la autoestima y la calidad de vida, que une medicina, reumatología y estética avanzada con tecnologías innovadoras y medicina regenerativa. Un cuidado pensado para todos, incluidos los pacientes autoinmunes, que tantas veces quedan fuera de estas posibilidades, porque siempre conviene recordar que una persona es un sistema completo, no solo una articulación, y necesita cuidados integrales. Pero hay una victoria que ella coloca por encima de las demás: haber hecho todo esto siendo madre. Hoy, una de sus hijas es dermatóloga, la otra se dedica al emprendimiento, y ambas trabajan codo con codo con ella. A eso se suman cinco nietos, a quienes Evelin describe sencillamente como su alegría. "Nada de esto fue suerte. La suerte puede abrirte una puerta, pero solo el trabajo te mantiene dentro de ella." El precio, dicho en voz alta Hay una honestidad poco común en la forma en que Evelin habla de lo que quedó atrás. No lo romantiza. Renunció a acompañar paso a paso el crecimiento de sus hijas. A su propio tiempo, a su propio ocio. Fueron más de diez años trabajando de domingo a domingo, sin festivos, sin vacaciones. Renunció a los círculos sociales, porque había que trabajar. "Hoy, cuando veo el ballet de mi nieta, siento el peso de no haber visto el de mis hijas. Eso duele, no lo voy a negar." Y entonces, con la misma serenidad, pasa página: "Pero ese fue el camino que me permitió darles a mis hijas mucho más de lo que yo tuve. ¿Valió la pena? Valió. Y la vida, generosa, me dio una segunda oportunidad: lo que no pude ver en mis hijas, hoy lo veo en mis nietos." El éxito, dice ella, demostró que la lucha, el trabajo y la innovación merecen la pena. Cada riesgo asumido, cada terreno nuevo explorado, cada noche de estudio se convirtió en resultado, en reconocimiento y en pacientes con mejor calidad de vida. Y se convirtió también en ejemplo, el más valioso de los legados. "No siempre pude participar tan activamente en su vida como me hubiera gustado. Pero les di algo que considero todavía más grande: un ejemplo vivo de lucha. Y hoy, viendo a las mujeres en las que se han convertido, sé que cada esfuerzo mereció la pena." Evelin lidia a diario con las consecuencias que la falta de equilibrio provoca en el cuerpo: dolor, inflamación, enfermedades agravadas por el estrés, el sueño inadecuado y el sedentarismo. Afirma que sería incoherente no cuidarse a sí misma. Por eso se cuida. Mantiene al día la actividad física, sigue una alimentación equilibrada y se asegura un sueño de calidad. Justo lo que recomienda, como la perfeccionista que es. Encontró en el golf una afición que reúne concentración, disciplina y foco, algo que siempre ha marcado su vida, y que se convirtió también en una forma de viajar junto a su marido. Cena con las amigas una vez por semana. Le gusta ver la casa siempre llena de flores. Y cuando surge un hueco en la agenda, se escapa para ver a sus nietos. Tiene además un privilegio poco frecuente: trabajar junto a sus hijas. "El equilibrio, para mí, no es repartir el tiempo en partes iguales. Es estar realmente presente en cada momento." Celebrar, para ella, no requiere fiesta. Es una cena con las amigas, viajes con su marido, familiares y amigos, una tarde con los nietos, un día de golf. Después de tantos años sin pausa, aprendió que la mayor celebración es tener tiempo para vivir lo que ha construido. Y saber darle valor. La herencia que nadie puede robar Cuando habla de sus referentes, Evelin empieza por su padre, que nunca le regaló nada. Le dio trabajo y conocimiento. Nunca la favoreció por ser su hija. Al contrario, le exigía el doble. De ahí vino la fuerza. Después está su madre, que siempre creyó en su potencial y la ayudó con las niñas, haciendo posible una carrera que, sin ella, no habría existido. Y está su abuelo, superviviente del Holocausto, autor de la frase que ella lleva como escudo: Hitler me robó todo, menos mi inteligencia y mi conocimiento. "Crecí con esa lección: pueden quitarte todo, menos lo que sabes y lo que eres." Hoy, sus hijas también son su referente. "Empecé inspirada por mis padres y sigo inspirada por mis hijas. Es una cadena que no se rompe." Lo que todavía la mueve La falta de motivación es algo que Evelin dice no conocer. Cuando aparece, la interpreta como una señal. "Si una decisión exige demasiada filosofía, si la duda es excesiva, es porque no tenía que ser." Se define como sensitiva y espiritual. Buena parte de lo que ha hecho en la vida estuvo guiado por el sentimiento y la intuición. Percibe a las personas a distancia. Tiene fe, y dice, con una sonrisa, que Dios siempre echa una mano. Lo que la mueve ahora es la longevidad con calidad y autoestima. No basta con vivir más, hay que vivir bien, con salud, autonomía y bienestar. Y el desafío más reciente tiene un sabor especial: levantar el BE Institute junto a Bruna, dermatóloga, y Carla, al frente de la curaduría de productos y la administración. Tres mujeres invirtiendo en tecnología para la ganancia de masa muscular, la quema de grasa, la regeneración tisular y la autoestima. El BE Institute reúne a un equipo multidisciplinar completo, con neurólogo y endocrinólogo, formando una policlínica con el foco puesto por completo en el paciente. "Mientras haya un desafío nuevo, ahí estaré yo. Parar nunca fue una opción." Soñar, enfocar, ejecutar Para quien busca un propósito, el consejo llega por capas. Primero: nunca rendirse. Después: madurez para no desesperarse, porque es la serenidad, y no el pánico, lo que resuelve las cosas. Y, sobre todo para las mujeres, un mensaje que se empeña en subrayar. "Nunca sentirse inferior en un mundo de hombres. Yo construí mi carrera en un entorno dominado por hombres y aprendí que tu lugar no se concede, se conquista con trabajo, estudio y competencia." El propósito, en su visión, no se encuentra hecho. Se construye trabajando. "Soñar sin foco es fantasía. Foco sin ejecución es intención. Los tres juntos son lo que convierte el propósito en realidad." La carta a la joven Evelin Si pudiera volver atrás en el tiempo, sabe exactamente qué le diría a la mujer que estaba empezando. Sigue adelante, porque merece la pena. Vas a trabajar de domingo a domingo, vas a oír que el mundo es de los hombres, vas a tener que demostrar el doble para valer lo mismo. Y vas a vencer. No cambies nada. Confía en tu intuición, nunca te va a traicionar. Estudia siempre, porque el conocimiento es lo único que nadie te puede robar. Y sueña, enfoca y ejecuta. Un día, mirarás atrás y verás una carrera sólida, dos hijas extraordinarias trabajando a tu lado, cinco nietos. Y entenderás que cada sacrificio tenía un propósito. "Sé una entre las mejores, y no una más. Lo vas a conseguir." Portada | Dra. Evelin Goldenberg: Médica General y Reumatóloga La doctora Evelin Goldenberg es reumatóloga del Hospital Albert Einstein, máster y doctora en Reumatología por la UNIFESP, autora de El Corazón Siente, el Cuerpo Duele y fundadora del BE Institute, en São Paulo. Instagram: https://www.instagram.com/dra_evelingoldenberg/
- Julho: férias para alguns, oportunidade para empreender para outros por Juliana Pires
Quando o mês de julho chega, muitas pessoas pensam imediatamente em férias, descanso e viagens. Mas, para quem empreende, este período representa muito mais do que uma pausa no calendário: é uma oportunidade estratégica para fortalecer o relacionamento com os clientes, inovar e manter o faturamento em alta. É comum que alguns segmentos sintam uma redução no movimento durante as férias escolares, enquanto outros experimentam um aumento significativo na demanda. Independentemente do ramo de atuação, existe uma verdade que todo empreendedor precisa compreender: quem se prepara antes colhe melhores resultados durante e depois. O maior erro que um empresário pode cometer é acreditar que julho será um "mês fraco" e simplesmente esperar que agosto chegue. Empresas que crescem são aquelas que transformam períodos de baixa em momentos de criatividade, planejamento e aproximação com seus clientes. Durante as férias, as pessoas alteram suas rotinas. Passam mais tempo nas redes sociais, frequentam shoppings, restaurantes, parques e cinemas, viajam ou simplesmente aproveitam momentos em família. Isso significa que o consumo não desaparece: ele apenas muda de formato. Cabe ao empreendedor entender esse novo comportamento e adaptar sua comunicação, seus produtos e suas campanhas para continuar sendo relevante. Oferecer descontos pode ser uma estratégia interessante, mas não deve ser a única ferramenta. Os consumidores estão cada vez mais em busca de experiências. Um restaurante pode criar um menu especial para famílias. Uma loja pode oferecer uma degustação. Um salão de beleza pode propor uma hidratação especial, uma massagem ou ainda um "Dia da Família", com condições especiais para pais, mães e filhos cuidarem da autoestima juntos. Quando a experiência encanta, o cliente volta e ainda indica o negócio para outras pessoas. Julho costuma registrar um aumento no tempo que as pessoas passam conectadas. É o momento ideal para mostrar os bastidores da empresa, apresentar a equipe, compartilhar depoimentos de clientes, divulgar novidades e produzir conteúdos que gerem valor. Quem desaparece das redes durante as férias corre o risco de desaparecer também da lembrança do consumidor. A constância continua sendo uma das maiores ferramentas de vendas. Muitos empresários concentram seus esforços apenas na conquista de novos consumidores e esquecem de cuidar daqueles que já confiam na marca. Julho é um excelente momento para criar campanhas de fidelização: um brinde, um atendimento diferenciado, um bônus para quem indicar amigos, uma mensagem personalizada. Pequenos gestos fortalecem relacionamentos e aumentam as chances de recompra. Caso o movimento realmente diminua, não desperdice esse tempo. Revise processos, atualize cadastros, capacite sua equipe, organize o estoque, analise indicadores financeiros e planeje campanhas para o segundo semestre. As empresas que crescem raramente utilizam os períodos mais tranquilos para descansar completamente; elas aproveitam esses momentos para preparar o próximo ciclo de crescimento. Nenhuma estratégia funciona sem uma equipe motivada. Julho também pode ser um ótimo momento para treinamentos, integração, reciclagem de conhecimentos e reconhecimento dos colaboradores. Funcionários bem preparados atendem melhor, vendem mais e transformam clientes em verdadeiros promotores da marca. Empresas que inovam não esperam as dificuldades aparecerem para mudar. Criar um novo serviço, montar um combo, firmar parcerias, realizar eventos, produzir conteúdos educativos, buscar novas formas de atender: a inovação não depende apenas de grandes investimentos. Muitas vezes, ela nasce da criatividade e da disposição para enxergar oportunidades onde outros enxergam obstáculos. Empreender é aprender diariamente a transformar desafios em oportunidades. Enquanto alguns olham para julho como um mês de queda nas vendas, outros enxergam uma excelente ocasião para conquistar novos clientes, fortalecer relacionamentos e preparar um segundo semestre ainda mais promissor. As férias passam. Os resultados de uma boa estratégia permanecem. Que este mês seja um convite para olhar seu negócio com criatividade, coragem e planejamento. Afinal, o sucesso não acontece por acaso: ele é construído todos os dias, por empresários que entendem que cada estação, cada mês e cada desafio podem se transformar em novas oportunidades de crescimento. Porque empreender é exatamente isso: seguir em frente, inovar sempre e nunca deixar de acreditar no potencial do seu próprio negócio. Bora criar um Julho Extraordinário? 5 ações práticas para aumentar as vendas em julho As pessoas gostam de viver experiências. Aproveite o clima das férias para lançar promoções criativas, kits especiais, brindes ou condições exclusivas durante o mês de julho. Uma campanha bem planejada chama atenção e gera um senso de oportunidade. Seu maior patrimônio pode estar na sua própria carteira de clientes. Envie uma mensagem personalizada, ofereça uma condição especial para o retorno ou convide quem está há algum tempo sem visitar sua empresa. Recuperar um cliente costuma ser mais barato e eficiente do que conquistar um novo. Durante as férias, muitas pessoas passam mais tempo conectadas. Publique conteúdos diariamente, mostre os bastidores da empresa, apresente sua equipe, compartilhe depoimentos e utilize vídeos curtos para gerar proximidade. Quem é visto é lembrado. Empresas não precisam competir o tempo todo; elas podem crescer juntas. Procure negócios que tenham o mesmo público que o seu e desenvolvam ações em conjunto. Uma parceria bem estruturada amplia a divulgação, fortalece a marca e cria novas oportunidades para ambos. O diferencial de uma empresa nem sempre está no preço, mas na forma como ela faz as pessoas se sentirem. Um atendimento acolhedor, um ambiente agradável, um mimo inesperado, um pós-venda atencioso ou uma lembrança personalizada podem transformar um cliente ocasional em um verdadeiro defensor da sua marca. Julho marca a metade do ano. Aproveite esse momento para analisar os resultados dos primeiros seis meses, revisar metas, ajustar estratégias, organizar as finanças e preparar campanhas para datas importantes como Dia dos Pais, Primavera, Black Friday e Natal. Lembre-se: o mercado recompensa quem se antecipa. Enquanto muitos esperam o movimento melhorar, os empreendedores de sucesso trabalham para criar as oportunidades que desejam. Juliana Pires https://www.instagram.com/julianasouzapires/
- Capa | Dani Campibelli: criadora do Marketing de Conexão
Versão em Português Dani Campidelli transformou uma sensibilidade que parecia excesso em método. Criadora do Marketing de Conexão, ela ensina marcas e pessoas a fazerem o que sempre fez por instinto: tocar quem está do outro lado Existe um tipo de inteligência que não cabe em diploma. Ela aparece cedo, quase sempre sem nome, e costuma ser confundida com intuição, com sensibilidade demais, com aquela mania de perceber o que ninguém falou. Dani Campidelli carrega essa inteligência desde menina. Demorou anos para entender que aquilo não era um traço de personalidade. Era um dom de leitura. E, mais tarde, viraria um método. Hoje, quando olha para a própria trajetória, ela resume com uma clareza que só o tempo constrói: uma carreira brilhante não é status, dinheiro ou presença nos lugares certos. É olhar para trás e sentir que tudo fez sentido. "Eu sempre fui movida por conexão. Às vezes eu nem sabia explicar, mas eu enxergava quando uma pessoa precisava conhecer outra, quando uma marca precisava mudar a forma de se apresentar, quando uma história precisava ser contada de outro jeito." Essa frase poderia ser o manifesto de toda a sua vida profissional. Porque antes de existir o método, existiu a estrada. Uma escola chamada vida real Dani começou cedo. Abriu o primeiro CNPJ aos 21 anos e, a partir dali, atravessou mundos que raramente conversam entre si: moda, vendas, fotografia, política, eventos, marketing, posicionamento. Em 2007, quando redes sociais ainda eram território experimental, ela já usava o Orkut para criar desejo, mostrar produto e movimentar pessoas. Não chamava aquilo de estratégia. Era só o jeito dela de fazer. Cada território deixou uma camada. A moda ensinou desejo. A fotografia ensinou olhar. A política ensinou percepção pública. O marketing ensinou estratégia. A fé ensinou propósito. A maternidade ensinou responsabilidade. E a vida, como ela mesma diz, ensinou conexão. Mas foi preciso um momento de pausa e honestidade para perceber que o fio que costurava tudo não era a foto bonita, a legenda certeira ou a campanha bem executada. Era o que acontecia antes de tudo isso. "Quando entendi que eu não fazia apenas marketing, mas lia pessoas, ambientes e possibilidades, eu percebi que estava no caminho certo." "Todo ser humano quer pertencer a alguma coisa. A uma história, a uma marca, a uma causa, a uma nova versão de si mesmo." O nascimento de um método A conquista que mais a orgulha não é uma campanha, um cliente ou um número. É ter conseguido dar nome ao que sempre fez naturalmente. Assim nasceu o Marketing de Conexão. A tese é simples de enunciar e profunda de praticar. Algumas campanhas vendem, viralizam e marcam não porque têm uma boa ideia, mas porque tocam em uma necessidade humana essencial: a necessidade de pertencer. Todo ser humano quer pertencer a alguma coisa. A uma história, a uma marca, a uma causa, a uma estética, a um grupo, a uma transformação, a uma nova versão de si mesmo. Quando Dani entendeu isso, percebeu que a percepção que carregava não era apenas dela. Era replicável. Era ensinável. Era método. E um método com uma ética embutida: ajudar marcas e pessoas a venderem sem perder verdade. Curiosamente, o maior desafio da trajetória não veio de fora. Veio de dentro. "Meu maior desafio foi confiar na minha própria leitura", admite. Ela enxergava antes. Percebia oportunidades, riscos, intenções, conexões possíveis. Mas demorava a acreditar que aquilo tinha valor, porque achava que era só intuição. Hoje sabe que essa intuição é feita de repertório, vivência, observação e muita estrada. "Nem todo dom chega com manual. Às vezes você primeiro vive, apanha, observa, erra, tenta de novo, até entender que aquilo que parecia só sensibilidade era uma inteligência." Sucesso como responsabilidade Para Dani, o sucesso mudou de definição no caminho. Deixou de ser uma chegada e virou uma responsabilidade. Quem trabalha com marketing, imagem e posicionamento mexe com percepção. E percepção muda decisão, comportamento, caminho. "Hoje eu não quero só fazer uma campanha bonita. Eu quero entender o que aquela campanha vai gerar dentro da pessoa." Essa consciência também transformou a relação dela com as próprias escolhas. Antes, oportunidade boa era qualquer porta que abria. Hoje ela sabe que existe porta que abre e diminui. A felicidade, que já foi coadjuvante, virou critério. Não como busca por facilidade, mas como bússola de sentido: estar no lugar certo, fazendo algo que conversa com quem ela é. "Equilíbrio é não se abandonar no meio da construção." A intensidade que não pede desculpas Perguntada sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional, Dani responde com uma sinceridade rara em entrevistas de capa: ainda está aprendendo. Ela é intensa. Quando entra em um projeto, pensa, sente, sonha, acorda com ideia e dorme desenhando caminho. Por isso, sua definição de equilíbrio não tem nada de agenda impecável. "Equilíbrio é não se abandonar no meio da construção. É lembrar que eu também sou mulher, mãe, pessoa, filha de Deus." Seus rituais de bem estar seguem a mesma lógica de profundidade. O principal deles é voltar para si. Entender o que sente, o que quer, o que faz sentido para a mulher que está se tornando. Ela fala com convicção sobre independência emocional: não viver presa à opinião alheia, não precisar de validação externa para acreditar no próprio valor. O reconhecimento profissional importa, claro. Mas a validação da identidade precisa vir de dentro. "Para eu estar bem, eu preciso estar conectada comigo, com Deus e com a minha verdade." E quando o cansaço chega, ela não insiste. Desliga do mundo, para, dorme. Aprendeu que muitas vezes o problema não é falta de talento ou de propósito. É exaustão. "Nem sempre a resposta é insistir. Às vezes, a resposta é descansar para conseguir voltar inteira." O que ficou pelo caminho Toda construção cobra renúncias. A dela foi abrir mão de ser entendida por todo mundo. Quem carrega uma visão diferente costuma ouvir que é exagero, que é viagem, que está inventando demais. Dani aprendeu a aceitar que algumas coisas chegam primeiro como inquietação, não como aplauso. Também precisou parar de se diminuir para caber. "Toda vez que eu tentei ser menor do que sou, eu me perdi um pouco." As vitórias, grandes ou pequenas, ela celebra em silêncio e gratidão. Nem sempre posta, nem sempre conta. Para e fala com Deus. Porque sabe o quanto cada conquista custou por dentro. Uma reunião que deu certo, uma ideia aceita, uma porta que abriu, uma coragem que finalmente veio. O conselho de quem aprendeu a se escutar Para quem busca propósito na carreira, o conselho de Dani é desconcertantemente prático: preste atenção no que você faz naturalmente e que os outros sempre procuram em você. O propósito raramente chega como grande revelação. Ele está no que se repete. "Às vezes, o que você chama de facilidade é justamente o seu diferencial." E se pudesse voltar no tempo, o que diria à menina que abriu um CNPJ aos 21 anos e sentia o mundo com uma antena que ninguém mais parecia ter? Diria para confiar mais nela. Diria que a loja, as vendas, o Orkut, a fotografia, a política, as portas fechadas e as pessoas que não entenderam, tudo isso um dia viraria leitura, método e força. Diria, sobretudo, para não ter vergonha de ser intensa. "Porque um dia ela entenderia que essa intensidade não era defeito. Era parte do jeito que Deus deu para ela enxergar o mundo." E é exatamente essa intensidade, agora com nome, método e direção, que faz de Dani uma mente que brilha. Não porque busca o próprio brilho, mas porque dedicou a carreira a algo mais raro: ajudar pessoas, marcas e projetos a enxergarem o brilho que já era deles. Artigo: Capa | Dani Campibelli: criadora do Marketing de Conexão Instagram: https://www.instagram.com/danii.s.ofc/ English version Cover Story | Dani Campidelli: Creator of Connection Marketing Dani Campidelli Turned a Sensibility That Looked Like Too Much Into a Method. The creator of Connection Marketing teaches brands and people to do, on purpose, what she always did on instinct: reach the person on the other side. There is a kind of intelligence that no diploma can hold. It shows up early, almost always without a name, and gets mistaken for intuition, for being "too sensitive," for that habit of noticing what nobody actually said out loud. Dani Campidelli has carried that intelligence since she was a girl. It took her years to understand it wasn't a personality trait. It was a gift for reading people. Later, it would become a method. Looking back at her own path today, she sums it up with a clarity that only time can build: a brilliant career isn't status, money, or being seen in the right places. It's looking back and feeling that everything made sense. "I was always driven by connection. Sometimes I couldn't even explain it, but I could see when one person needed to meet another, when a brand needed to change how it showed up, when a story needed to be told differently." That single line could serve as the manifesto for her entire professional life. Because before there was a method, there was the road. A School Called Real Life Dani started early. She opened her first business license at 21, and from there crossed worlds that rarely speak to each other: fashion, sales, photography, politics, events, marketing, positioning. Back in 2007, when social media was still experimental territory, she was already using Orkut to build desire, showcase product, and move people. She didn't call it strategy. It was just how she worked. Each world left its mark. Fashion taught her desire. Photography taught her how to look. Politics taught her public perception. Marketing taught her strategy. Faith taught her purpose. Motherhood taught her responsibility. And life, as she puts it, taught her connection. But it took a moment of pause and honesty to see that the thread running through all of it wasn't the pretty photo, the sharp caption, or the well executed campaign. It was what happened before any of that. "When I understood I wasn't just doing marketing, I was reading people, environments, and possibilities, I knew I was on the right path." "Every human being wants to belong to something. To a story, to a brand, to a cause, to a new version of themselves." The Birth of a Method The achievement she's proudest of isn't a campaign, a client, or a number. It's having given a name to something she'd always done naturally. That's how Connection Marketing was born. The thesis is simple to state and deep to practice. Some campaigns sell, go viral, and stick, not because they have a clever idea, but because they touch a basic human need: the need to belong. Every human being wants to belong to something. To a story, a brand, a cause, an aesthetic, a group, a transformation, a new version of themselves. Once Dani understood that, she realized the perception she carried wasn't just hers. It was repeatable. It was teachable. It was a method, one with an ethic built in: help brands and people sell without losing what's true about them. Interestingly, the biggest challenge on her path didn't come from outside. It came from within. "My biggest challenge was trusting my own read on things," she admits. She saw things before others did. She noticed opportunities, risks, intentions, possible connections. But it took her a long time to believe any of that had value, because she thought it was "just" intuition. Now she knows that intuition is built from experience, lived history, observation, and a lot of road. "Not every gift comes with an instruction manual. Sometimes you have to live it first, take some hits, watch closely, get it wrong, try again, until you understand that what looked like just sensitivity was actually a form of intelligence." Success as Responsibility For Dani, success changed definitions along the way. It stopped being a destination and became a responsibility. Anyone working with marketing, image, and positioning is working with perception. And perception changes decisions, behavior, direction. "Today I don't just want to make a beautiful campaign. I want to understand what that campaign is going to create inside the person who sees it." That awareness also reshaped her relationship with her own choices. She used to think a good opportunity was any door that opened. Now she knows some doors open and shrink you at the same time. Happiness, once a supporting character, became a criterion, not a search for ease, but a compass for meaning: being in the right place, doing something that actually matches who she is. "Balance is not abandoning yourself in the middle of building something." The Intensity That Doesn't Apologize Asked about balancing personal and professional life, Dani answers with a rare honesty for a cover story: she's still learning. She's intense. When she takes on a project, she thinks about it, feels it, dreams about it, wakes up with ideas, falls asleep mapping out the next step. So her definition of balance has nothing to do with a spotless calendar. "Balance is not abandoning yourself in the middle of building something. It's remembering that I'm also a woman, a mother, a person, a daughter of God." Her wellness rituals follow the same logic of depth. The main one is coming back to herself. Understanding what she feels, what she wants, what actually makes sense for the woman she's becoming. She speaks with conviction about emotional independence: not living tied to other people's opinions, not needing outside validation to believe in her own worth. Professional recognition matters, of course. But validating her identity has to come from within. "For me to be okay, I need to be connected to myself, to God, and to my own truth." And when exhaustion hits, she doesn't push through. She steps away from the world, stops, sleeps. She's learned that the problem is often not a lack of talent or purpose. It's exhaustion. "The answer isn't always to push harder. Sometimes the answer is to rest so you can come back whole." What Was Left Along the Way Every act of building demands sacrifice. Hers was giving up on being understood by everyone. Anyone who carries a different point of view usually hears that they're exaggerating, that they're off in the clouds, that they're overthinking it. Dani learned to accept that some ideas arrive first as unease, not applause. She also had to stop shrinking herself to fit in. "Every time I tried to be smaller than I am, I lost a little piece of myself." Her wins, big or small, she celebrates quietly, with gratitude. She doesn't always post about them, doesn't always tell people. She stops and talks to God instead, because she knows what each win cost her on the inside. A meeting that went well, an idea that got approved, a door that opened, a courage that finally showed up. Advice From Someone Who Learned to Listen to Herself For anyone looking for purpose in their career, Dani's advice is disarmingly practical: pay attention to what you do naturally, the thing people always come to you for. Purpose rarely arrives as a big revelation. It's in whatever keeps repeating. "Sometimes what you call 'easy for you' is exactly your edge." And if she could go back in time, what would she tell the girl who opened a business license at 21 and felt the world through an antenna nobody else seemed to have? She'd tell her to trust herself more. She'd tell her that the store, the sales, the Orkut posts, the photography, the politics, the closed doors, the people who didn't get it, all of it would one day become insight, method, and strength. Above all, she'd tell her not to be ashamed of being intense. "Because one day she'd understand that intensity wasn't a flaw. It was part of the way God gave her to see the world." And it's exactly that intensity, now with a name, a method, and a direction, that makes Dani a mind that shines. Not because she's chasing her own spotlight, but because she's dedicated her career to something rarer: helping people, brands, and projects see the light that was already theirs. Cover Story | Dani Campidelli: Creator of Connection Marketing Instagram: https://www.instagram.com/danii.s.ofc/ Versión en Español Portada | Dani Campidelli: creadora del Marketing de Conexión Dani Campidelli ha convertido una sensibilidad que parecía un exceso en un método La creadora del Marketing de Conexión enseña a marcas y personas a hacer, de forma consciente, lo que ella siempre ha hecho por instinto: llegar de verdad a quien está al otro lado. Existe un tipo de inteligencia que no cabe en ningún título. Aparece pronto, casi siempre sin nombre, y suele confundirse con intuición, con demasiada sensibilidad, con esa manía de percibir lo que nadie ha dicho en voz alta. Dani Campidelli ha cargado con esa inteligencia desde niña. Le ha costado años entender que aquello no era un rasgo de carácter. Era un don para leer a las personas. Y, más tarde, se convertiría en un método. Hoy, cuando mira atrás, resume su trayectoria con una claridad que solo el tiempo puede construir: una carrera brillante no es estatus, ni dinero, ni estar en los sitios adecuados. Es mirar atrás y sentir que todo ha tenido sentido. "Siempre me ha movido la conexión. A veces ni siquiera sabía explicarlo, pero veía cuándo una persona necesitaba conocer a otra, cuándo una marca necesitaba cambiar su forma de presentarse, cuándo una historia había que contarla de otra manera." Esa frase podría ser el manifiesto de toda su vida profesional. Porque antes de que existiera el método, existió el camino. Una escuela llamada vida real Dani empezó pronto. Se dio de alta como autónoma a los 21 años y, desde ahí, ha atravesado mundos que raras veces se hablan entre sí: la moda, las ventas, la fotografía, la política, los eventos, el marketing, el posicionamiento. En 2007, cuando las redes sociales eran todavía territorio experimental, ella ya usaba Orkut para generar deseo, mostrar producto y mover a la gente. No lo llamaba estrategia. Era, sencillamente, su manera de trabajar. Cada territorio le ha dejado una capa. La moda le enseñó el deseo. La fotografía le enseñó a mirar. La política le enseñó la percepción pública. El marketing le enseñó estrategia. La fe le enseñó propósito. La maternidad le enseñó responsabilidad. Y la vida, como dice ella misma, le enseñó conexión. Pero hizo falta un momento de pausa y honestidad para darse cuenta de que el hilo que unía todo no era la foto bonita, ni el titular certero, ni la campaña bien ejecutada. Era lo que ocurría antes de todo eso. "Cuando entendí que no solo hacía marketing, sino que leía a las personas, los entornos y las posibilidades, supe que iba por el buen camino." "Todo ser humano quiere pertenecer a algo. A una historia, a una marca, a una causa, a una nueva versión de sí mismo." El nacimiento de un método El logro que más orgullo le da no es una campaña, ni un cliente, ni una cifra. Es haber conseguido ponerle nombre a lo que siempre había hecho de forma natural. Así nació el Marketing de Conexión. La tesis es sencilla de enunciar y profunda de llevar a la práctica. Algunas campañas venden, se hacen virales y dejan huella, no porque tengan una buena idea, sino porque tocan una necesidad humana esencial: la necesidad de pertenecer. Todo ser humano quiere pertenecer a algo. A una historia, a una marca, a una causa, a una estética, a un grupo, a una transformación, a una nueva versión de sí mismo. Cuando Dani entendió esto, se dio cuenta de que la percepción que llevaba dentro no era solo suya. Era replicable. Era enseñable. Era un método, y además con una ética incorporada: ayudar a marcas y personas a vender sin perder su verdad. Curiosamente, el mayor reto de su trayectoria no vino de fuera. Vino de dentro. "Mi mayor reto ha sido confiar en mi propia lectura", reconoce. Ella veía las cosas antes que los demás. Percibía oportunidades, riesgos, intenciones, conexiones posibles. Pero tardó en creer que aquello tenía valor, porque pensaba que era solo intuición. Hoy sabe que esa intuición está hecha de bagaje, de vivencias, de observación y de mucho camino recorrido. "No todos los dones vienen con manual de instrucciones. A veces primero tienes que vivirlo, recibir algún golpe, observar, equivocarte, volver a intentarlo, hasta entender que lo que parecía solo sensibilidad era, en realidad, una inteligencia." El éxito como responsabilidad Para Dani, la definición de éxito ha ido cambiando por el camino. Ha dejado de ser una meta para convertirse en una responsabilidad. Quien trabaja con marketing, imagen y posicionamiento trabaja con percepción. Y la percepción cambia decisiones, comportamientos, rumbos. "Hoy no me conformo con hacer una campaña bonita. Quiero entender qué va a generar esa campaña dentro de la persona que la ve." Esa conciencia también ha transformado su relación con sus propias decisiones. Antes, una buena oportunidad era cualquier puerta que se abría. Hoy sabe que hay puertas que se abren y, a la vez, te empequeñecen. La felicidad, que antes era un personaje secundario, se ha convertido en un criterio, no como búsqueda de comodidad, sino como brújula de sentido: estar en el lugar correcto, haciendo algo que encaja con quien es ella. "El equilibrio es no abandonarse a una misma en mitad de la construcción." La intensidad que no pide disculpas Preguntada por el equilibrio entre vida personal y profesional, Dani responde con una sinceridad poco habitual en una entrevista de portada: todavía está aprendiendo. Es intensa. Cuando se mete en un proyecto, piensa en él, lo siente, lo sueña, se despierta con una idea y se duerme diseñando el siguiente paso. Por eso, su definición de equilibrio no tiene nada que ver con una agenda impecable. "El equilibrio es no abandonarse a una misma en mitad de la construcción. Es recordar que también soy mujer, madre, persona, hija de Dios." Sus rituales de bienestar siguen la misma lógica de profundidad. El principal es volver a sí misma. Entender qué siente, qué quiere, qué tiene sentido para la mujer en la que se está convirtiendo. Habla con convicción sobre la independencia emocional: no vivir pendiente de la opinión ajena, no necesitar validación externa para creer en su propio valor. El reconocimiento profesional importa, claro está. Pero la validación de la identidad tiene que venir de dentro. "Para estar bien, necesito estar conectada conmigo misma, con Dios y con mi verdad." Y cuando llega el cansancio, no insiste. Se desconecta del mundo, para, duerme. Ha aprendido que muchas veces el problema no es falta de talento ni de propósito. Es agotamiento. "No siempre la respuesta es seguir insistiendo. A veces la respuesta es descansar para poder volver entera." Lo que se quedó por el camino Toda construcción exige renuncias. La suya fue renunciar a que todo el mundo la entendiera. Quien tiene una mirada diferente suele escuchar que exagera, que se lo imagina todo, que le está dando demasiadas vueltas. Dani ha aprendido a aceptar que algunas ideas llegan primero como inquietud, no como aplauso. También ha tenido que dejar de achicarse para encajar. "Cada vez que intenté ser más pequeña de lo que soy, me perdí un poco a mí misma." Sus victorias, grandes o pequeñas, las celebra en silencio y con gratitud. No siempre las publica, no siempre las cuenta. Se para y habla con Dios, porque sabe lo que le ha costado por dentro cada logro. Una reunión que ha salido bien, una idea aceptada, una puerta que se ha abierto, un valor que por fin ha aparecido. El consejo de quien ha aprendido a escucharse Para quien busca propósito en su carrera, el consejo de Dani es desconcertantemente práctico: fíjate en lo que haces de forma natural y en lo que los demás siempre buscan en ti. El propósito casi nunca llega como una gran revelación. Está en lo que se repite. "A veces, lo que tú llamas facilidad es justo tu diferencial." Y si pudiera volver atrás en el tiempo, ¿qué le diría a la chica que se dio de alta como autónoma a los 21 años y sentía el mundo con una antena que nadie más parecía tener? Le diría que confiara más en ella misma. Le diría que la tienda, las ventas, Orkut, la fotografía, la política, las puertas cerradas y la gente que no lo entendió, todo eso acabaría convirtiéndose un día en lectura, en método y en fuerza. Le diría, sobre todo, que no se avergonzara de ser intensa. "Porque algún día entendería que esa intensidad no era un defecto. Era parte de la forma en que Dios le dio a ella para ver el mundo." Y es precisamente esa intensidad, ahora con nombre, método y dirección, la que convierte a Dani en una mente que brilla. No porque busque su propio brillo, sino porque ha dedicado su carrera a algo mucho más escaso: ayudar a personas, marcas y proyectos a ver el brillo que ya era suyo. Artículo: Portada | Dani Campidelli: creadora del Marketing de Conexión Instagram: https://www.instagram.com/danii.s.ofc/
- Menopausa: o renascimento do feminino por Dra. Marlene Siqueira
A fase do climatério e da menopausa, historicamente vista como um "declínio" na vida das mulheres, adquire um novo olhar com a ciência moderna, que nos mostra que essa transição é, na verdade, uma oportunidade de ouro para refinarmos nossa saúde e nossa longevidade. Não é uma pausa na vida, é um renascimento. A expectativa de vida da mulher brasileira ultrapassa os 80 anos. Isso significa que viveremos, em média, um terço de nossas vidas na pós-menopausa. A queda na produção dos hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona) não afeta apenas a reprodução, ela retira um "escudo protetor" do nosso corpo. Sem o manejo adequado, essa deficiência hormonal acelera processos de adoecimento: aumenta o risco de doenças cardiovasculares em até 3 vezes, de osteoporose e de declínio cognitivo em até 6 vezes, além de favorecer o ganho de peso e agravar doenças preexistentes como artrite, fibromialgia, depressão e ansiedade. A menopausa exige que assumamos, de forma ativa e amorosa, a governança da nossa saúde. O climatério é o período de transição que antecede a menopausa. Nessa fase, o corpo começa a sussurrar (e às vezes gritar) que as regras do jogo estão mudando. Os sinais mais comuns incluem ondas de calor (fogachos) e suores noturnos, alterações no sono e fadiga crônica, oscilações de humor, ansiedade e irritabilidade, névoa mental com dificuldade de foco e memória, ressecamento vaginal e diminuição da libido, além da redistribuição da gordura corporal, especialmente na região abdominal. Cada um desses sinais é um convite para que nos dediquemos ao autocuidado com mais intensidade. Para um cuidado de excelência, a medicina funcional não olha apenas para os hormônios, mas para o seu "terreno biológico" como um todo. Um check-up estratégico nesta fase deve incluir um perfil hormonal completo (FSH, LH, Estradiol, Progesterona, Testosterona e SHBG); avaliação do cortisol e do DHEA-S; saúde metabólica e inflamatória (Insulina de jejum, Hemoglobina Glicada, Perfil Lipídico detalhado e PCR ultrassensível); função tireoidiana (TSH, T4 Livre, T3 Livre e anticorpos); e rastreio nutricional (Vitamina D, B12, B9, Ferro e Magnésio). Complementamos com exames de imagem para avaliação e detecção precoce de doenças: Densitometria Óssea, Mamografia, Ultrassom Transvaginal, avaliação cardiovascular minuciosa e Tomografia de Tórax. Esses exames são o mapa que nos guia para as melhores decisões. A medicina funcional nos ensina que o tratamento começa pelas recomendações de mudança no estilo de vida, para adequar os hábitos às necessidades de cada mulher. Na alimentação, adote um padrão anti-inflamatório. Reduza açúcares e carboidratos refinados. Aumente a ingestão de vegetais crucíferos (brócolis, couve), gorduras boas (abacate, azeite) e proteínas de alto valor biológico para sustentar a sua massa muscular. O exercício físico é inegociável. A musculação (treino de força) é a sua "poupança" para a longevidade óssea e metabólica, enquanto o exercício aeróbico protege o seu coração. Pratique regularmente, no mínimo 3 vezes por semana, por 40 minutos. A gestão do estresse é fundamental. O cortisol (hormônio do estresse) elevado "rouba" a produção dos nossos hormônios sexuais. Quando está extremamente baixo, por cansaço crônico, leva a infecções de repetição, fadiga crônica, falta de libido, baixa produtividade e alterações do ciclo sono-vigília. Pratique respiração consciente e yoga, cultive sua fé e valorize as amizades. A espiritualidade e a gratidão diária são cientificamente comprovadas como moduladoras da imunidade e promotoras de paz interior. Nutrientes como Coenzima Q10 (para energia celular mitocondrial), Magnésio Inositol (para o sono), Ômega-3 (para inflamação e cérebro) e Vitaminas ADEK (para ossos e coração) são grandes aliados. E quando bem indicada e individualizada, a terapia com hormônios biocompatíveis (que possuem a mesma estrutura molecular dos que nosso corpo produzia) devolve a qualidade de vida e protege contra o envelhecimento precoce. A natureza nos oferece dádivas preciosas. Na aromaterapia, óleos essenciais de Sálvia Esclareia e Gerânio, inalados ou em massagens diluídas em óleo carreador, ajudam a equilibrar as emoções e aliviar os fogachos. Lavanda e Bergamota são perfeitas no difusor ao lado da cama para induzir um sono profundo e reparador. Na fitoterapia, chás ou extratos de Amora Branca, Cimicífuga (Black Cohosh) e Maca Peruana são excelentes moduladores naturais para atenuar as ondas de calor e devolver o vigor. A menopausa não é o fim da sua feminilidade; é o início da sua fase de maior poder, sabedoria e liberdade. Vamos iniciar os cuidados na fase de 35 a 40 anos para que você faça a transição menopausal com alegria, saúde e tranquilidade. Assuma a governança do seu corpo e permita-se florescer! Dra Marlene Siqueira CRM: 85292 / RQE:14550/96 -14551/96 Saúde Feminina em Foco /Astral TV -Vivo TV canal 633 Instagram: @dramarlenesiqueira
- Não tenhais medo por Francisco Sanchez
O medo é uma das emoções mais humanas que existem. Ele nos acompanha desde o nascimento e, em muitos momentos, é um aliado precioso. Graças ao medo, evitamos perigos, preservamos a vida e aprendemos a agir com prudência. Contudo, quando deixa de ser um sinal de proteção e passa a governar nossas escolhas, ele se transforma em uma prisão invisível. Vivemos em uma sociedade que frequentemente utiliza o medo como ferramenta de controle. O medo do fracasso, da rejeição, da opinião alheia, da escassez, da violência e até do futuro é constantemente alimentado. Pessoas e instituições sabem que alguém dominado pelo medo tende a desistir de sonhar, evita arriscar e aceita viver muito abaixo do potencial que Deus lhe concedeu. Existe uma diferença importante entre o medo que protege e o medo que paralisa. O primeiro nos torna prudentes; o segundo nos impede de viver. Um nos faz olhar antes de atravessar a rua; o outro nos convence de que jamais devemos sair de casa. Um preserva a vida; o outro impede que ela floresça. Quando o medo domina o coração por muito tempo, frequentemente nasce a ansiedade. A mente passa a viver em um futuro que ainda não aconteceu, criando cenários negativos, antecipando sofrimentos e roubando a paz do presente. A ansiedade é, muitas vezes, a tentativa de controlar aquilo que ainda não aconteceu: o amanhã. Entretanto, coragem não significa ausência de medo. Os verdadeiramente corajosos também sentem medo, mas escolhem não permitir que ele determine seus passos. A coragem nasce da confiança. Quem confia e acredita, encontra força para seguir mesmo quando tudo parece incerto. Superar o medo é um caminho construído diariamente. Começa pela oração, fortalece-se na fé, cresce na esperança e se concretiza em pequenas decisões de enfrentar aquilo que antes parecia impossível. Cada passo dado com confiança enfraquece o medo e fortalece a alma. Ser feliz não é viver sem desafios, mas viver sem permitir que o medo tenha a última palavra. O medo continuará batendo à porta. Faz parte da condição humana. Mas ele não precisa ocupar o lugar de honra dentro de nós. E, talvez por isso, aquelas antigas palavras continuem ecoando com tanta força em nosso tempo:" Não tenhais medo." Quem aprende a caminhar apesar do medo descobre que a coragem não elimina os obstáculos; ela apenas impede que eles tenham a última palavra. Francisco Usero Sanchez Administrador, especialista em gestão de pessoas e recursos humanos Terapeuta internacional TRG @franciscosanchez379
- Capa | Walevska Quantum: Cientista da Felicidade, Psicoterapeuta Quântica e criadora do Quantum VR®
Versão em Português Quando a ciência se permite olhar para dentro, ela deixa de ser apenas método e se torna propósito. É nesse cruzamento entre dados, espiritualidade e tecnologia que Walevska Quantum construiu uma carreira que hoje atravessa fronteiras e atende pessoas em diferentes países, sempre com a mesma convicção: saúde mental e felicidade podem, e devem, ser tratadas com rigor científico e profundidade humana. Há entrevistadas que respondem perguntas. Walevska Quantum responde com trajetória. Cada frase carrega o peso de mais de cinquenta mestres estudados, de anos de pesquisa solitária e de uma certeza que ela repete como mantra: um sonho visto com clareza já existe, só falta o mundo alcançá-lo. Psicoterapeuta quântica, especialista em Ciências da Felicidade e criadora do Quantum VR®, ela construiu algo raro no universo do desenvolvimento humano: uma metodologia própria, testada, registrada e hoje reconhecida por nomes que ela própria considera ícones na área. "Ter uma carreira brilhante é quando alcançamos um objetivo, um propósito", ela define, sem rodeios. "É quando o que fazemos passa a ter um significado maior e a alcançar reconhecimento inevitável." O instante em que tudo mudou de direção Não existe um único momento de virada na história de Walevska, mas existe um sinal que ela aprendeu a reconhecer como bússola: quando o trabalho começa a falar por si. "Foi quando meu trabalho começou a ser indicado por profissionais dos quais eu considero ícones, e quando comecei a ser procurada por pessoas em vários países", lembra. Foi o momento em que a pesquisa silenciosa de anos encontrou eco fora das próprias paredes do estúdio, e o que era convicção pessoal passou a ser validação coletiva. Essa validação, no entanto, não chegou de bandeja. Veio depois de um processo que poucos teriam coragem de sustentar: o desenvolvimento e o registro do Quantum VR®, projeto que a enche de orgulho até hoje. "Foram anos de estudos e pesquisas nos quais me dediquei sozinha, até conseguir o apoio do Sebrae para desenvolver o projeto e colocá-lo no mundo", conta. O desafio não era apenas técnico, era também conceitual: como registrar algo que nunca havia existido antes, sem nenhum parâmetro no mundo para embasar o pedido? "O que aprendi com isso é que não importa o quão difícil seja seu sonho, é possível concretizar. Se você já viu em sua mente, então ele existe. Não desista jamais de algo que você criou." A frase, dita por ela em meio à entrevista, funciona quase como assinatura. É o tipo de convicção que só se sustenta depois de ter sido testada pela dúvida e ter vencido. Quantum VR: ciência, tecnologia e cuidado em um mesmo território O Quantum VR® nasceu da intersecção entre disciplinas que raramente conversam entre si: neurociência, psicoterapia quântica e realidade virtual. Para Walevska, essa convergência não é modismo, é responsabilidade. "Hoje vejo a responsabilidade social que tenho. Trazer saúde mental através da tecnologia é disruptivo, e isso requer maturidade para lidar com os desafios que isso gera", afirma. É uma maturidade que se reflete também na forma como ela enxerga o próprio sucesso. Longe de ser ponto de chegada, ele se tornou ponto de partida para uma consciência mais ampla sobre o impacto do seu trabalho. "O que me motiva a continuar crescendo é ver que o que faço impacta centenas de pessoas pelo mundo, e que também estimulo o olhar da ciência para a saúde mental, para que possamos ter mais tecnologias em favor do ser humano." Felicidade como ciência, não como acaso Entre as formações que carrega está justamente Ciências da Felicidade, e é dali que vem uma das convicções mais firmes de Walevska: felicidade não é sorte, é estrutura. "A felicidade é essencial para nossa saúde física, emocional, mental, espiritual e vibracional. Ela conduz todos os nossos pensamentos e emoções, e isso é essencial para uma vida de propósito e prosperidade", explica. Essa estrutura se sustenta em rituais simples, quase artesanais, em meio a uma rotina de alta exigência. "Começo meu dia com um bom café da manhã acompanhado de uma oração. Depois disso, o mesmo que todo mundo: atividade física e uma boa noite de sono." A simplicidade da resposta é, em si, uma declaração: grandeza não exige excesso, exige consistência. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional, no entanto, ela não romantiza. "É algo bem desafiador quando estamos falando de anos de estudos, mas precisamos ter esse cuidado para não deixar de fazer o que é importante nas duas áreas." E sobre o preço dessa trajetória, é igualmente honesta: "Sempre precisamos abrir mão de algumas coisas para chegar onde queremos. Nem sempre vai ser fácil, mas se você seguiu com clareza, discernimento, bom senso e sabedoria, com certeza vai valer a pena." Mestres, vitórias e a arte de celebrar o caminho Walevska soma mais de cinquenta mestres em sua formação, um espectro que vai de Amit Goswami a Helio Couto, físicos e pensadores que moldaram sua visão de mundo quântico aplicado ao humano. "Todos foram extremamente importantes na minha jornada", diz, sem hierarquizar nomes, reconhecendo que cada influência teve seu papel insubstituível. Sobre celebrar conquistas, ela tem uma visão pouco convencional, quase neurocientífica: "As vitórias, grandes ou pequenas, precisam ser celebradas para que nosso cérebro possa continuar a te apoiar no seu propósito. A vitória é como você passou pelo caminho, não é só a chegada no pódio." É uma forma de dizer que o processo importa tanto quanto o resultado, e que ignorar isso é desperdiçar combustível emocional necessário para seguir. "Veja seus sonhos mais loucos, mais ousados, e se eles favorecerem mais pessoas, coloque-os em prática. Este será o seu maior estímulo." Nos dias mais difíceis, quando dúvida e cansaço aparecem, ela não busca atalhos. "Acredito que temos que olhar para todo o caminho que já percorremos e honrar nossa trajetória. Orar, meditar e se conectar com a natureza me ajuda muito." É uma resposta que dialoga diretamente com sua própria metodologia: voltar para dentro antes de seguir para fora. A mensagem para quem está começando Ao ser convidada a voltar no tempo e falar com a versão mais jovem de si mesma, Walevska não hesita: "Eu diria: não escute ninguém que duvide da sua capacidade. Não se preocupe tanto em ficar sozinha, você tem um propósito muito maior que tudo isso para alcançar. Então não se distraia com nada disso. Siga em frente e divirta-se com a sua jornada." É um conselho que resume, em poucas linhas, toda a trajetória que a trouxe até aqui: solidão produtiva, fé inabalável no que ainda não existe no mundo, e a coragem de transformar ciência em ferramenta de cuidado. Walevska Quantum não apenas estuda a felicidade, ela construiu, com método e fé, um caminho próprio para entregá-la ao mundo. Artigo: Capa | Walevska Quantum: Cientista da Felicidade, Psicoterapeuta Quântica e criadora do Quantum VR® Walevska Quantum é Psicoterapeuta Quântica, especialista em Ciências da Felicidade e criadora do Quantum VR®, tecnologia voltada para saúde mental reconhecida internacionalmente. Instagram: https://www.instagram.com/terapeutawalevska/ English version Cover Story | Walevska Quantum: Scientist of Happiness, Quantum Psychotherapist, and Creator of Quantum VR® When science allows itself to look inward, it stops being only a method and becomes a purpose. It is at this intersection of data, spirituality, and technology that Walevska Quantum has built a career that today crosses borders and reaches people in different countries, always carrying the same conviction: mental health and happiness can, and should, be treated with scientific rigor and human depth. Some interview subjects answer questions. Walevska Quantum answers with her trajectory. Every sentence carries the weight of more than fifty masters studied, years of solitary research, and a certainty she repeats like a mantra: a dream seen clearly already exists, the world just has to catch up to it. A quantum psychotherapist, a specialist in the Science of Happiness, and the creator of Quantum VR®, she has built something rare in the world of human development: her own methodology, tested, registered, and now recognized by names she herself considers icons in the field. "Having a brilliant career means reaching a goal, a purpose," she says plainly. "It is when what we do takes on a greater meaning and reaches an inevitable recognition." The moment everything changed direction There is no single turning point in Walevska's story, but there is a signal she has learned to read as a compass: the moment the work begins to speak for itself. "It was when my work started being recommended by professionals I consider icons, and when people from various countries started seeking me out," she recalls. That was the moment when years of quiet research found an echo beyond the walls of her own studio, when personal conviction became collective validation. That validation, however, did not arrive easily. It came after a process few would have had the courage to sustain: developing and registering Quantum VR®, a project that still fills her with pride today. "There were years of study and research that I pursued alone, until I found support from Sebrae to develop the project and bring it into the world," she says. The challenge was not only technical, it was conceptual: how do you register something that had never existed before, with no precedent anywhere in the world to support the request? "What I learned from this is that no matter how difficult your dream is, it can be made real. If you have already seen it in your mind, then it exists. Never give up on something you created." The line, spoken midway through the interview, almost works as a signature. It is the kind of conviction that only holds up after being tested by doubt, and winning. Quantum VR: science, technology, and care in the same territory Quantum VR® was born at the intersection of disciplines that rarely speak to one another: neuroscience, quantum psychotherapy, and virtual reality. For Walevska, that convergence is not a trend, it is a responsibility. "Today I see the social responsibility I carry. Bringing mental health through technology is disruptive, and that requires the maturity to handle the challenges it creates," she states. It is a maturity that also shows in how she views her own success. Far from being a finish line, it has become a starting point for a wider awareness of her work's impact. "What motivates me to keep growing is seeing that what I do reaches hundreds of people around the world, and that I also push science to look at mental health, so we can have more technology working in favor of human beings." Happiness as science, not chance Among the disciplines she has studied is, fittingly, the Science of Happiness, and from there comes one of Walevska's firmest convictions: happiness is not luck, it is structure. "Happiness is essential to our physical, emotional, mental, spiritual, and vibrational health. It guides every thought and emotion we have, and that is essential for a life of purpose and prosperity," she explains. That structure rests on rituals that are simple, almost handmade, in the middle of a demanding routine. "I start my day with a good breakfast and a prayer. After that, the same as everyone else: physical activity and a good night's sleep." The simplicity of the answer is, in itself, a statement: greatness does not require excess, it requires consistency. She does not, however, romanticize the balance between personal and professional life. "It is quite challenging when we are talking about years of study, but we need to take care not to neglect what matters in either area." And about the price of this path, she is just as honest: "We always have to give up some things to get where we want to go. It will not always be easy, but if you moved forward with clarity, discernment, common sense, and wisdom, it will be worth it." Masters, victories, and the art of celebrating the journey Walevska counts more than fifty masters in her formation, a range that stretches from Amit Goswami to Helio Couto, physicists and thinkers who shaped her quantum vision of what it means to be human. "All of them were extremely important in my journey," she says, refusing to rank names, recognizing that every influence played an irreplaceable role. On celebrating achievements, she holds a view that is almost neuroscientific in its precision: "Victories, big or small, need to be celebrated so our brain can keep supporting us in our purpose. The victory is how you walked the path, not just arriving on the podium." It is a way of saying that the process matters as much as the result, and that ignoring this wastes the emotional fuel needed to keep going. "Look at your wildest, boldest dreams, and if they benefit more people, put them into practice. That will be your greatest motivation." On the hardest days, when doubt and exhaustion show up, she does not look for shortcuts. "I believe we have to look at the whole path we have already walked and honor our journey. Praying, meditating, and connecting with nature help me a great deal." It is an answer that speaks directly to her own methodology: turning inward before moving outward. The message for those just starting out Asked to go back in time and speak to her younger self, Walevska does not hesitate: "I would say, do not listen to anyone who doubts your ability. Do not worry so much about being alone, you have a purpose far greater than any of that to reach. So do not let yourself get distracted by it. Keep moving forward and enjoy your journey." It is advice that sums up, in just a few lines, the entire path that brought her here: productive solitude, unshakable faith in what does not yet exist in the world, and the courage to turn science into a tool for care. Walevska Quantum does not just study happiness, she has built, with method and faith, her own way of delivering it to the world. Cover Story | Walevska Quantum: Scientist of Happiness, Quantum Psychotherapist, and Creator of Quantum VR® Walevska Quantum is a Quantum Psychotherapist, a specialist in the Science of Happiness, and the creator of Quantum VR®, an internationally recognized mental health technology. Instagram: https://www.instagram.com/terapeutawalevska/ Versión en Español Portada | Walevska Quantum: científica de la felicidad, psicoterapeuta cuántica y creadora de Quantum VR® Cuando la ciencia se permite mirar hacia dentro, deja de ser solo un método y se convierte en un propósito. Es en ese cruce entre datos, espiritualidad y tecnología donde Walevska Quantum ha construido una carrera que hoy atraviesa fronteras y llega a personas de distintos países, siempre con la misma convicción: la salud mental y la felicidad pueden, y deben, tratarse con rigor científico y profundidad humana. Hay entrevistadas que responden preguntas. Walevska Quantum responde con su trayectoria. Cada frase lleva el peso de más de cincuenta maestros estudiados, de años de investigación solitaria y de una certeza que repite como un mantra: un sueño visto con claridad ya existe, solo falta que el mundo lo alcance. Psicoterapeuta cuántica, especialista en Ciencias de la Felicidad y creadora de Quantum VR®, ha construido algo poco habitual en el universo del desarrollo humano: una metodología propia, probada, registrada y hoy reconocida por nombres que ella misma considera referentes en el sector. "Tener una carrera brillante es alcanzar un objetivo, un propósito", afirma sin rodeos. "Es cuando lo que hacemos pasa a tener un significado mayor y alcanza un reconocimiento inevitable." El instante en que todo cambió de dirección No existe un único momento de giro en la historia de Walevska, pero sí hay una señal que ha aprendido a reconocer como brújula: cuando el trabajo empieza a hablar por sí mismo. "Fue cuando mi trabajo comenzó a ser recomendado por profesionales a los que considero referentes, y cuando empecé a recibir consultas de personas de varios países", recuerda. Fue el momento en que la investigación silenciosa de años encontró eco fuera de las paredes de su propio estudio, y lo que era convicción personal se convirtió en validación colectiva. Esa validación, sin embargo, no llegó por la vía fácil. Llegó tras un proceso que pocos habrían tenido el valor de sostener: el desarrollo y el registro de Quantum VR®, un proyecto que aún hoy la llena de orgullo. "Fueron años de estudio e investigación a los que me dediqué en solitario, hasta conseguir el apoyo del Sebrae para desarrollar el proyecto y llevarlo al mundo", cuenta. El reto no era solo técnico, era también conceptual: ¿cómo se registra algo que nunca había existido, sin ningún precedente en el mundo que respaldara la solicitud? "Lo que aprendí con esto es que, por difícil que sea tu sueño, se puede hacer realidad. Si ya lo has visto en tu mente, entonces existe. Nunca renuncies a algo que has creado." La frase, dicha a media entrevista, funciona casi como una firma. Es el tipo de convicción que solo se sostiene después de haber sido puesta a prueba por la duda y haber salido victoriosa. Quantum VR: ciencia, tecnología y cuidado en un mismo territorio Quantum VR® nació en la intersección de disciplinas que rara vez dialogan entre sí: la neurociencia, la psicoterapia cuántica y la realidad virtual. Para Walevska, esa convergencia no es una moda, es una responsabilidad. "Hoy soy consciente de la responsabilidad social que tengo. Llevar la salud mental a través de la tecnología es algo disruptivo, y eso exige la madurez necesaria para afrontar los retos que genera", afirma. Es una madurez que también se refleja en cómo entiende su propio éxito. Lejos de ser un punto de llegada, se ha convertido en un punto de partida hacia una conciencia más amplia sobre el impacto de su trabajo. "Lo que me motiva a seguir creciendo es ver que lo que hago llega a cientos de personas en todo el mundo, y que además impulso a la ciencia a mirar hacia la salud mental, para que podamos contar con más tecnología al servicio del ser humano." La felicidad como ciencia, no como azar Entre su formación figura precisamente Ciencias de la Felicidad, y de ahí nace una de las convicciones más firmes de Walevska: la felicidad no es suerte, es estructura. "La felicidad es esencial para nuestra salud física, emocional, mental, espiritual y vibracional. Guía todos nuestros pensamientos y emociones, y eso resulta esencial para una vida con propósito y prosperidad", explica. Esa estructura se sostiene en rituales sencillos, casi artesanales, en medio de una rutina muy exigente. "Empiezo el día con un buen desayuno acompañado de una oración. Después, lo mismo que todo el mundo: actividad física y una buena noche de sueño." La sencillez de la respuesta es, en sí misma, una declaración: la grandeza no exige exceso, exige constancia. El equilibrio entre la vida personal y profesional, sin embargo, no lo idealiza. "Es bastante complicado cuando hablamos de años de estudio, pero hay que cuidar de no dejar de atender lo importante en ninguna de las dos áreas." Y sobre el precio de este camino, es igualmente honesta: "Siempre hay que renunciar a algunas cosas para llegar a donde queremos. No siempre será fácil, pero si has avanzado con claridad, discernimiento, sentido común y sabiduría, sin duda habrá merecido la pena." Maestros, victorias y el arte de celebrar el camino Walevska suma más de cincuenta maestros en su formación, un abanico que va de Amit Goswami a Helio Couto, físicos y pensadores que moldearon su visión cuántica aplicada a lo humano. "Todos fueron extremadamente importantes en mi camino", dice, sin jerarquizar nombres, reconociendo que cada influencia tuvo un papel insustituible. Sobre celebrar los logros, mantiene una visión poco convencional, casi neurocientífica: "Las victorias, grandes o pequeñas, hay que celebrarlas para que nuestro cerebro pueda seguir apoyándonos en nuestro propósito. La victoria está en cómo se recorre el camino, no solo en llegar al podio." Es una manera de decir que el proceso importa tanto como el resultado, y que ignorarlo supone desperdiciar el combustible emocional necesario para continuar. "Mira tus sueños más locos, más atrevidos, y si benefician a más personas, ponlos en práctica. Ese será tu mayor estímulo." En los días más difíciles, cuando aparecen la duda y el cansancio, no busca atajos. "Creo que hay que mirar todo el camino que ya hemos recorrido y honrar nuestra trayectoria. Rezar, meditar y conectar con la naturaleza me ayudan mucho." Es una respuesta que dialoga directamente con su propia metodología: volver hacia dentro antes de salir hacia fuera. El mensaje para quienes empiezan Al ser invitada a viajar en el tiempo y hablar con su versión más joven, Walevska no duda: "Le diría: no escuches a nadie que dude de tu capacidad. No te preocupes tanto por estar sola, tienes un propósito mucho más grande que todo eso por alcanzar. Así que no te distraigas con nada de esto. Sigue adelante y disfruta de tu camino." Es un consejo que resume, en pocas líneas, toda la trayectoria que la ha traído hasta aquí: soledad productiva, fe inquebrantable en lo que todavía no existe en el mundo, y el valor de convertir la ciencia en una herramienta de cuidado. Walevska Quantum no se limita a estudiar la felicidad, ha construido, con método y fe, un camino propio para entregarla al mundo. Portada | Walevska Quantum: científica de la felicidad, psicoterapeuta cuántica y creadora de Quantum VR® Walevska Quantum es psicoterapeuta cuántica, especialista en Ciencias de la Felicidad y creadora de Quantum VR®, una tecnología orientada a la salud mental reconocida internacionalmente. Instagram: https://www.instagram.com/terapeutawalevska/
- Capa | Dra. Anna Maria Brasil: Escritora, Editora e Educadora Ambiental
Versão em Português Da Bahia natal às principais feiras literárias do mundo, a trajetória da escritora, editora e educadora ambiental Anna Maria Brasil é a prova viva de que sonhar grande, quando acompanhado de disciplina, fé e trabalho, é o material com que se constroem os legados que atravessam gerações. Há histórias que começam com um propósito tão claro que parecem ter sido escritas antes mesmo de existirem. A de Anna Maria Brasil é uma delas. Escritora, editora e educadora ambiental, ela transformou uma inquietação pessoal, o desejo de contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes em relação ao meio ambiente, em uma obra de vida que hoje alcança milhares de pessoas em todo o país. Tudo começou com um livro. Equilíbrio Ambiental & Resíduos na Sociedade Moderna nasceu da vontade de ajudar estudantes, educadores, profissionais e empresas a compreenderem a gestão adequada dos resíduos, alinhada à legislação ambiental e às boas práticas de sustentabilidade. Era um projeto simples na concepção e ambicioso na intenção. Faltava, porém, alguém dispostos a apostar nele. Quando a porta não abre, você constrói a sua própria "Sucesso, para mim, nunca foi uma conquista que se guarda sozinha. Ele se espalha, ganha outros rostos, outras histórias, e só faz sentido quando alcança quem vem depois de nós." Diante da dificuldade em encontrar uma editora interessada em publicar uma autora ainda desconhecida, Anna Maria tomou uma decisão que diria muito sobre o tipo de mulher que viria a se tornar: ela criou sua própria editora. Em 2003 nasceu a Brasil Sustentável Editora, especializada em publicações voltadas à sustentabilidade, à educação ambiental e à responsabilidade socioambiental. O gesto, à época pequeno, revelava uma característica que se repetiria em todos os capítulos seguintes de sua vida: quando o caminho não existe, ela o pavimenta com as próprias mãos. "Os sonhos exigem coragem, disciplina e perseverança." Uma formação construída a dois Parte significativa de sua maturidade como editora, Anna Maria credita ao convívio constante com o marido, Cosmo Juvela, editor há mais de seis décadas e membro da diretoria da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Ao lado dele, teve o privilégio de representar o Brasil em feiras internacionais de peso como Frankfurt, Barcelona, Madri e Cuba, experiências que ampliaram seus horizontes e aprofundaram sua compreensão sobre o poder transformador da leitura na construção de uma sociedade melhor. Foi também ao lado de Cosmo que aprendeu a olhar para o livro não apenas como produto, mas como instrumento de transformação social, uma convicção que orienta cada projeto editorial assinado pela Brasil Sustentável até hoje. "Não meço o que construí pelo que ficou em meu nome, mas pelo que floresceu em quem aprendeu comigo. É nessa multiplicação que mora o verdadeiro significado de ter vivido bem." O reconhecimento que confirma o caminho A virada definitiva veio quando Equilíbrio Ambiental foi adotado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), passando a integrar as bibliotecas das escolas estaduais de São Paulo e de instituições de ensino superior. Foi o sinal de que a aposta feita anos antes, a de confiar no próprio propósito mesmo sem o apoio do mercado editorial tradicional, havia sido certeira. A partir daí, o que começou como um único livro se transformou em uma missão de vida. Vieram novas publicações, entre elas o Novo Dicionário O Ser Humano e o Meio Ambiente de A a Z, além de dezenas de projetos desenvolvidos em parceria com especialistas, educadores e instituições de ensino. A editora expandiu sua atuação por meio de programas educacionais, cursos e materiais voltados à formação de crianças, jovens, educadores e comunidades inteiras. "O que nasceu como uma obra única se tornou uma missão de vida. Porque propósito de verdade nunca se contenta em ficar do tamanho que começou." Raízes que sustentam Anna Maria é categórica ao afirmar que o sucesso nunca foi uma conquista solitária. Ela reconhece a equipe que caminha ao seu lado todos os dias e cita nomes que marcaram sua trajetória, como o Desembargador José Renato Nalini, seu professor de Direito Civil e autor dos prefácios de suas obras, e o médico e ex-Deputado Federal Walter Feldman, que a incentivou desde os primeiros passos da editora. Mas é dos pais que vêm as raízes mais profundas. Do pai, Jayme Brasil, herdou valores como ética, respeito, amor ao próximo e uma fé inabalável. Da mãe, Leolina Brasil, recebeu algo igualmente formador: as medidas e os alinhavos das costuras aprendidos ainda na infância, que mais tarde se revelariam essenciais para o olhar minucioso e a precisão visual que Anna Maria aplica até hoje na diagramação de seus livros. Não satisfeita em parar, decidiu, aos 45 anos, cursar Direito e foi aprovada no exame da OAB, conciliando estudo, trabalho e família em uma das fases mais intensas de sua vida. "Os sonhos exigem coragem, disciplina e perseverança", repete ela, agora com a autoridade de quem viveu essa frase na prática. "Aos 45 anos, voltei a ser estudante porque entendi que parar nunca foi uma opção para mim. Os sonhos não têm prazo de validade, têm prazo de coragem." A menina do leite Desde criança, Anna Maria era conhecida pela família como sonhadora demais. Costumavam repreendê-la por viver imaginando possibilidades e construindo planos para o futuro. Sua mãe, com ternura, dizia: "Essa menina parece a Menina do Leite", referência a um conto popular da Bahia, terra onde nasceu. A história é conhecida: uma menina carrega diariamente uma lata de leite na cabeça e, no caminho, sonha acordada. Imagina vender o leite, comprar uma galinha, multiplicar os ovos em pintinhos, os pintinhos em galinhas, e assim, pouco a pouco, construir uma grande fazenda. Distraída pelos próprios sonhos, tropeça, derrama o leite e perde, junto com ele, tudo o que havia imaginado. Por anos, Anna Maria ouviu essa comparação como um alerta para não sonhar demais. A vida, porém, lhe ensinou outra lição: os sonhos são o ponto de partida de toda realização. A diferença está em não apenas sonhar, mas em transformar cada sonho em planejamento, trabalho e ação constante. "Sonhar nunca foi o meu erro. O erro estava em ouvir quem dizia que sonhar demais era perigoso. Aprendi a transformar cada sonho em chão firme, passo a passo, até ele deixar de ser apenas imaginação." Um legado em construção Hoje, o que move Anna Maria é saber que os programas de educação ambiental criados por sua editora impactam positivamente milhares de vidas. Cada criança, educador, família ou profissional alcançado reforça sua certeza de que vale a pena continuar semeando conhecimento e construindo caminhos para um futuro mais sustentável. É esse o legado que ela deixa, com todo amor, para o filho Alexandre Juvela e as netinhas gêmeas Beatriz e Catarina. Para quem está começando a própria jornada profissional, sua mensagem é direta e generosa: escolha uma causa que faça seu coração vibrar, cultive relacionamentos verdadeiros e nunca pare de aprender. Porque, no fim, a felicidade está em construir algo que tenha significado, cercada das pessoas que compartilham dos mesmos valores e sonhos. Essa, para Anna Maria Brasil, é a verdadeira definição de sucesso. Artigo: Capa | Dra. Anna Maria Brasil: Escritora, Editora e Educadora ambiental Instagram: @bse_editora Site: brasilsustentaveleditora.com.br Facebook e LinkedIn: Brasil Sustentável Editora E-mail: annamaria@brasilsustentaveleditora.com.br English version Cover Story | Dra. Anna Maria Brasil: Writer, Publisher, and Environmental Educator From her native Bahia to the world's most prestigious book fairs, the journey of writer, publisher, and environmental educator Anna Maria Brasil proves that dreaming big, when paired with discipline, faith, and hard work, is exactly what legacies that outlast generations are made of. There are stories that begin with a purpose so clear it feels like it was written before it even existed. Anna Maria Brasil's is one of them. A writer, publisher, and environmental educator, she took a personal restlessness, the desire to help shape more environmentally conscious citizens, and turned it into a life's work that today reaches thousands of people across Brazil. It all started with a book. *Equilíbrio Ambiental & Resíduos na Sociedade Moderna* grew out of her wish to help students, educators, professionals, and companies understand proper waste management, grounded in environmental law and sustainable best practices. The idea was simple in concept and ambitious in intent. What was missing was someone willing to bet on it. When the door won't open, you build your own "Success, to me, was never something you hold onto alone. It spreads, it takes on other faces, other stories, and it only means something when it reaches the people who come after us." Faced with the difficulty of finding a publisher willing to take a chance on an unknown author, Anna Maria made a decision that would say a great deal about the woman she was becoming: she built her own publishing house. In 2003, Brasil Sustentável Editora was born, focused on sustainability, environmental education, and social and environmental responsibility. The move, modest at the time, revealed a trait that would show up again and again in every chapter that followed: when the road doesn't exist, she paves it herself. "Dreams demand courage, discipline, and perseverance." A partnership that shaped her Anna Maria credits much of her growth as a publisher to her marriage to Cosmo Juvela, an editor for more than six decades and a board member of the Brazilian Book Chamber (CBL). At his side, she had the privilege of representing Brazil at major international book fairs, including Frankfurt, Barcelona, Madrid, and Cuba, experiences that broadened her horizons and deepened her understanding of the transformative power of reading in building a better society. It was also alongside Cosmo that she learned to see a book not just as a product, but as an instrument of social change, a conviction that still drives every editorial project Brasil Sustentável puts out today. "I don't measure what I built by what carries my name. I measure it by what bloomed in the people who learned alongside me. That multiplication is where the real meaning of a life well lived shows up." The recognition that confirmed she was on the right path The real turning point came when *Equilíbrio Ambiental* was adopted by the Foundation for the Development of Education (FDE) and made its way into the libraries of São Paulo's public schools and higher education institutions. It was the signal that the bet she had made years earlier, to trust her own purpose without the backing of the traditional publishing market, had paid off. From there, what began as a single book became a life's mission. New titles followed, including *Novo Dicionário O Ser Humano e o Meio Ambiente de A a Z*, along with dozens of editorial projects developed in partnership with specialists, educators, and schools. The publishing house expanded its reach through educational programs, courses, and materials aimed at children, young people, educators, and entire communities. "What started as a single piece of work turned into a mission for life. Because real purpose never stays the size it started out as." Roots that hold everything up Anna Maria is firm in saying that success was never a solitary achievement. She credits the team that walks alongside her every day and names people who shaped her path, including Judge José Renato Nalini, her civil law professor and the author of the prefaces to her books, and physician and former federal congressman Walter Feldman, who encouraged her from the publishing house's earliest days. But it's her parents who gave her the deepest roots. From her father, Jayme Brasil, she inherited values like ethics, respect, love for others, and an unshakable faith. From her mother, Leolina Brasil, she received something equally formative: the measurements and stitching techniques learned as a young girl, which would later prove essential to the meticulous, precise eye she still brings to laying out her books. Not one to slow down, she decided at 45 to go to law school, and passed the Brazilian bar exam, juggling study, work, and family during one of the most demanding stretches of her life. "Dreams demand courage, discipline, and perseverance," she repeats, now with the authority of someone who has lived that sentence in practice. "At 45, I went back to being a student because I understood that stopping was never an option for me. Dreams don't come with an expiration date. They come with a courage deadline." The girl with the milk pail As a child, Anna Maria was known in her family for dreaming too much. She was often scolded for living in her imagination, dreaming up possibilities and building plans for the future. Her mother used to say, fondly, "That girl is just like the Milkmaid," a reference to a well known folktale from Bahia, the state where Anna Maria was born. The story goes like this: a girl carries a pail of milk on her head every day, and along the way, she daydreams. She imagines selling the milk, buying a hen, watching the eggs hatch into chicks, the chicks grow into more hens, and bit by bit building a whole farm. Distracted by her own dreams, she trips, spills the milk, and loses, along with it, everything she had imagined. For years, Anna Maria heard that comparison as a warning against dreaming too big. Life, though, taught her something different. She learned that dreams are the starting point of every achievement. The difference lies in not just dreaming, but in turning every dream into planning, work, and steady action. "Dreaming was never my mistake. The mistake was listening to people who said dreaming too much was dangerous. I learned to turn every dream into solid ground, one step at a time, until it stopped being just imagination." A legacy still being built Today, what drives Anna Maria is knowing that the environmental education programs her publishing house created are making a real difference in thousands of lives. Every child, educator, family, or professional reached reinforces her certainty that it's worth continuing to plant knowledge and build paths toward a more sustainable future. That's the legacy she leaves, with all her love, for her son Alexandre Juvela and her twin granddaughters Beatriz and Catarina. For anyone just starting out on their own professional path, her message is simple and generous: choose a cause that makes your heart race, build real relationships, and never stop learning. Because in the end, happiness comes from building something meaningful, surrounded by people who share your values and your dreams. That, for Anna Maria Brasil, is the true definition of success. Cover Story | Dra. Anna Maria Brasil: Writer, Publisher, and Environmental Educator Instagram: @bse_editora Site: brasilsustentaveleditora.com.br Facebook e LinkedIn: Brasil Sustentável Editora E-mail: annamaria@brasilsustentaveleditora.com.br Versión en Español Portada | Dra. Anna Maria Brasil: escritora, editora y educadora ambiental Desde su Bahía natal hasta las ferias literarias más importantes del mundo, la trayectoria de la escritora, editora y educadora ambiental Anna Maria Brasil demuestra que soñar a lo grande, cuando va acompañado de disciplina, fe y trabajo, es precisamente la materia con la que se construyen los legados capaces de atravesar generaciones. Hay historias que comienzan con un propósito tan claro que parece haber sido escrito antes incluso de existir. La de Anna Maria Brasil es una de ellas. Escritora, editora y educadora ambiental, supo transformar una inquietud personal, el deseo de contribuir a la formación de ciudadanos más conscientes con el medio ambiente, en una obra de vida que hoy llega a miles de personas en todo Brasil. Todo empezó con un libro. Equilíbrio Ambiental & Resíduos na Sociedade Moderna nació de su voluntad de ayudar a estudiantes, docentes, profesionales y empresas a comprender la correcta gestión de los residuos, conforme a la legislación ambiental y a las buenas prácticas de sostenibilidad. Era un proyecto sencillo en su concepción y ambicioso en su intención. Lo único que faltaba era alguien dispuesto a apostar por él. Cuando la puerta no se abre, la construyes tú misma "El éxito, para mí, nunca fue algo que se guarda en solitario. Se reparte, adopta otros rostros, otras historias, y solo cobra sentido cuando llega a quienes vienen después de nosotros." Ante la dificultad de encontrar una editorial dispuesta a publicar a una autora todavía desconocida, Anna Maria tomó una decisión que diría mucho sobre la mujer en la que se convertiría: creó su propia editorial. En 2003 nació Brasil Sustentável Editora, especializada en publicaciones sobre sostenibilidad, educación ambiental y responsabilidad socioambiental. Aquel gesto, modesto en su momento, dejaba ver un rasgo que se repetiría en todos los capítulos siguientes de su vida: cuando el camino no existe, ella lo allana con sus propias manos. "Los sueños exigen valentía, disciplina y constancia." Una formación construida en pareja Anna Maria atribuye buena parte de su madurez como editora a la convivencia constante con su marido, Cosmo Juvela, editor desde hace más de seis décadas y miembro de la junta directiva de la Cámara Brasileña del Libro (CBL). A su lado tuvo el privilegio de representar a Brasil en ferias internacionales de gran peso, como las de Fráncfort, Barcelona, Madrid y Cuba, experiencias que ampliaron sus horizontes y profundizaron su comprensión sobre el poder transformador de la lectura en la construcción de una sociedad mejor. Fue también junto a Cosmo donde aprendió a mirar el libro no solo como producto, sino como instrumento de transformación social, una convicción que sigue guiando cada proyecto editorial que firma Brasil Sustentável. "No mido lo que construí por lo que quedó a mi nombre, sino por lo que floreció en quienes aprendieron a mi lado. En esa multiplicación está el verdadero sentido de haber vivido bien." El reconocimiento que confirmó el camino El punto de inflexión definitivo llegó cuando Equilíbrio Ambiental fue adoptado por la Fundación para el Desarrollo de la Educación (FDE) y empezó a formar parte de las bibliotecas de los colegios públicos de São Paulo y de centros de educación superior. Fue la señal de que la apuesta hecha años atrás, confiar en su propio propósito incluso sin el respaldo del mercado editorial tradicional, había sido la acertada. A partir de ahí, lo que comenzó como un único libro se convirtió en una misión de vida. Llegaron nuevas publicaciones, entre ellas el Novo Dicionário O Ser Humano e o Meio Ambiente de A a Z, además de decenas de proyectos editoriales desarrollados junto a especialistas, docentes e instituciones educativas. La editorial amplió su alcance a través de programas educativos, cursos y materiales dirigidos a niños, jóvenes, profesores y comunidades enteras. "Lo que nació como una obra única se convirtió en una misión de vida. Porque un propósito de verdad nunca se conforma con el tamaño que tenía al principio." Raíces que sostienen Anna Maria es tajante al afirmar que el éxito nunca fue una conquista en solitario. Reconoce al equipo que camina junto a ella cada día y menciona nombres que han marcado su trayectoria, como el magistrado José Renato Nalini, su profesor de Derecho Civil y autor de los prólogos de sus obras, y el médico y ex diputado federal Walter Feldman, que la animó desde los primeros pasos de la editorial. Pero son sus padres quienes le dieron las raíces más profundas. De su padre, Jayme Brasil, heredó valores como la ética, el respeto, el amor al prójimo y una fe inquebrantable. De su madre, Leolina Brasil, recibió algo igualmente formativo: las medidas y los hilvanes de la costura aprendidos desde niña, que más tarde resultarían esenciales para esa mirada minuciosa y precisa que aplica todavía hoy en la maquetación de sus libros. Lejos de conformarse, decidió, a los 45 años, estudiar Derecho y aprobó el examen de colegiación, compaginando estudio, trabajo y familia en una de las etapas más intensas de su vida. "Los sueños exigen valentía, disciplina y constancia", repite, ahora con la autoridad de quien ha vivido esa frase en carne propia. "A los 45 años volví a ser estudiante porque entendí que parar nunca fue una opción para mí. Los sueños no tienen fecha de caducidad, tienen fecha límite de valentía." La niña de la lechera Desde pequeña, en su familia la conocían por soñar demasiado. Solían reprenderla por vivir imaginando posibilidades y haciendo planes de futuro. Su madre, con cariño, le decía: "Esta niña es igual que la lechera", en referencia a un cuento popular muy conocido en Bahía, la tierra donde nació. La historia es conocida: una niña lleva todos los días un cántaro de leche sobre la cabeza y, por el camino, se queda absorta soñando despierta. Imagina que vende la leche, compra una gallina, multiplica los huevos en pollitos, los pollitos en más gallinas, y así, poco a poco, levanta una gran granja. Distraída por sus propios sueños, tropieza, derrama la leche y pierde, junto con ella, todo lo que había imaginado. Durante años, Anna Maria escuchó esa comparación como una advertencia para no soñar demasiado. La vida, sin embargo, le enseñó algo distinto. Aprendió que los sueños son el punto de partida de todo logro. La diferencia está en no quedarse solo en el sueño, sino en convertir cada uno de ellos en planificación, trabajo y acción constante. "Soñar nunca fue mi error. El error estaba en escuchar a quienes decían que soñar demasiado era peligroso. Aprendí a convertir cada sueño en suelo firme, paso a paso, hasta que dejó de ser solo imaginación." Un legado que sigue creciendo Hoy, lo que mueve a Anna Maria es saber que los programas de educación ambiental creados por su editorial están cambiando, para bien, miles de vidas. Cada niño, cada docente, cada familia o profesional al que llegan sus proyectos refuerza su certeza de que merece la pena seguir sembrando conocimiento y abriendo caminos hacia un futuro más sostenible. Ese es el legado que deja, con todo su cariño, a su hijo Alexandre Juvela y a sus nietas mellizas Beatriz y Catarina. A quienes están comenzando su propio camino profesional les deja un mensaje sencillo y generoso: elige una causa que te haga vibrar el corazón, cultiva relaciones verdaderas y no dejes nunca de aprender. Porque, al final, la felicidad consiste en construir algo con sentido, rodeada de personas que comparten tus valores y tus sueños. Esa es, para Anna Maria Brasil, la verdadera definición de éxito. Portada | Dra. Anna Maria Brasil: escritora, editora y educadora ambiental Instagram: @bse_editora Site: brasilsustentaveleditora.com.br Facebook e LinkedIn: Brasil Sustentável Editora E-mail: annamaria@brasilsustentaveleditora.com.br
- 5 anos de terapia em 10 minutos por Henry Ayres
Tem insights que fazem o trabalho de anos na nossa mente. Não porque resolvem tudo, mas porque finalmente nomeiam o que já estava dentro de nós. Há um tipo de frase que muda alguma coisa por dentro sem pedir licença. Ela chega numa conversa qualquer, num vídeo de trinta segundos, numa fala de alguém que nem sabia que estava sendo profundo, e em poucos minutos organiza o que cinco anos de terapia tentaram, com paciência e método, colocar em ordem. Isso costuma assustar um pouco. Faz parecer que todo aquele tempo no consultório foi desperdiçado, que bastava ouvir a coisa certa no momento certo. Mas não é isso que acontece. O que acontece é mais bonito e mais justo do que parece. A culpa nunca foi o problema Culpa, vista de perto, não é punição. É termômetro. Ela aparece quando uma ação sai de sincronia com aquilo em que a pessoa acredita, e o desconforto que ela provoca não existe para humilhar, existe para avisar. O erro de quem carrega culpa por anos não é sentir, é confundir o aviso com sentença. Levar cinco anos para entender essa diferença não é lentidão. É o tempo que o corpo precisa para parar de se defender e começar, finalmente, a escutar o próprio termômetro sem entrar em pânico com o que ele mede. Motivação é tempo, hábito é casa Motivação vai e volta como clima. Um dia ela enche a pessoa de vontade, no outro desaparece sem aviso, e ninguém deveria construir uma vida inteira esperando bom tempo. O que sustenta, de fato, é a estrutura erguida para resistir independente do clima: o hábito, a repetição sem glamour, a decisão pequena tomada de novo no dia em que ninguém estava inspirado. A vida raramente entrega motivação. Entrega algo mais discreto e mais durável, que é a capacidade de agir mesmo sem ela, e isso, multiplicado por anos, é o que parece milagre quando aparece resumido numa única frase. O passado como dado, não como sentença Existe uma diferença enorme entre carregar o passado e ser condenado por ele. A versão mais jovem de qualquer pessoa, aquela que tomou a decisão errada, que ficou onde não devia, que se calou quando devia falar, não tinha acesso à informação que essa mesma pessoa tem hoje. Não é sobre absolver sem reflexão. É sobre reconhecer que aprendizado é, literalmente, isso: transformar experiência em dado disponível para a próxima decisão, em vez de deixá-la congelada como identidade. Quem leva anos para fazer essa virada não está sendo devagar. Está desmontando, com cuidado, uma arquitetura de autopunição que não se desfaz no estalar de dedos. O que está sob controle Quase nada nas circunstâncias está realmente sob controle. O trânsito, a notícia inesperada, a reação de alguém, o tempo que as coisas levam para acontecer: nada disso obedece a vontade própria, e insistir em controlar o incontrolável é receita garantida de exaustão. O que sobra, e não é pouco, é a resposta. É a escolha de como atravessar o que não se pediu para atravessar. Esse deslocamento, do controle externo para a resposta interna, é provavelmente o ponto mais caro de qualquer processo terapêutico, e também o mais silencioso. Ninguém sente quando ele acontece. Só percebe, tempo depois, que já não reage mais do jeito antigo. A generosidade do momento certo Há algo bonito em como tudo isso costuma chegar: não pelo profissional mais qualificado, não na sessão mais cara, mas num comentário qualquer, dito por alguém que nem imagina o peso do que falou. Essa pessoa não fez terapia ao seu lado, não testemunhou o trabalho, não sabe quanto custou abrir esse espaço interno para que a frase coubesse. Ela só estava ali, sincera, no instante exato em que havia, finalmente, onde guardar o que disse. O mérito dela é ter dito a verdade sem medo. O mérito de quem escuta é ter feito o trabalho de conseguir ouvir. Por isso a sensação de resolver em dez minutos o que não se resolvia em anos não invalida o processo. Ela é o processo, na sua forma mais visível. Os anos continuam ali, presentes, discretos, como fundação que ninguém vê mas que sustenta o andar de cima inteiro. A vida tem o hábito generoso de devolver, de repente, tudo o que se investiu em silêncio. Só raramente avisa quando isso vai acontecer. Por isso vale continuar plantando, mesmo sem ver o fruto. Ele aparece. E quando aparece, parece ter vindo do nada, mas na verdade veio de tudo. Artigo: 5 anos de terapia em 10 minutos por Henry Ayres @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca e Conteúdo na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.
- Capa | Cris Gouvêa: a Alquimista da Consciência
A Alquimia de Ser Inteira: Cris Gouvêa construiu uma carreira atravessando indústrias, crises e recomeços. O que ficou de pé em cada fase foi sempre a mesma coisa: ela mesma. Versão em Português Tem gente que chega ao seu propósito de forma linear, como se a vida tivesse lido o roteiro com antecedência. Cris Gouvêa não é esse tipo de pessoa, e ela seria a primeira a dizer isso com orgulho. Relações públicas da Mercedes-Benz, dona de agência de casting, facilitadora de autoconhecimento. São vidas que caberiam em currículos diferentes, mas que, na trajetória de Cris, formam uma coisa só: uma busca honesta por fazer sentido no mundo. "Fiz diversas transições de carreira ao longo da minha vida", ela conta, "e sinto que, de fato, estou me encontrando agora." Há uma leveza nessa frase que só quem já trabalhou muito para conquistá-la consegue pronunciar assim, sem drama. O elogio que veio de um estranho A memória que ela guarda com mais carinho da época na Mercedes-Benz não vem de premiações nem de reconhecimentos formais. Veio de um dono de xerox. Em um dia qualquer, entrando em uma copiadora, ela foi abordada por um homem que não a conhecia e que começou a elogiar os eventos que ela organizava. Ele não sabia com quem estava falando. E talvez seja exatamente por isso que o elogio chegou de forma tão pura. "Isso me deixou super feliz, radiante e orgulhosa de ter feito um bom trabalho", ela recorda. É um episódio pequeno nos registros, mas enorme na memória afetiva. Porque valida algo que Cris sempre soube: um trabalho bem feito transborda. Chega em lugares que você nem imaginou. Quando a ameaça mora dentro de casa Nem tudo na jornada foi leve. Na época da agência de casting, Cris tomou uma decisão que a colocaria diante do maior teste da sua vida profissional: trouxe sócios para dentro de casa, literalmente, em busca de capital para expandir o negócio. O que se seguiu foi uma tentativa de expulsá-la do próprio espaço que ela havia construído. "Eles não contribuíram como esperado e ainda estavam tramando para me tirar do meu próprio negócio e da minha casa", ela conta com a serenidade de quem já digeriu o que precisava ser digerido. Ela conseguiu reverter a situação. Comprou a casa, se manteve de pé, e saiu do episódio com uma convicção que virou princípio: às vezes, é melhor estar sozinha do que mal acompanhada. Uma frase que parece simples, mas que, quando vivida, pesa muito antes de virar sabedoria. Equilíbrio não é ausência de tensão O que chama atenção em Cris não é apenas o que ela fez, mas como ela escolheu existir ao longo do caminho. Mesmo nos momentos de visibilidade, de sucesso, ela manteve o que chama de equilíbrio entre corpo, mente e espírito como linha de chegada e, ao mesmo tempo, ponto de partida. "Nenhum dinheiro no mundo deve ser capaz de desequilibrar essa harmonia", ela afirma. E não soa como frase de almanaque. Soa como alguém que já viu, de perto, o que acontece quando esse equilíbrio vai embora. Ela cuida do corpo com exercícios, dança e massagens. Nutre o espírito com boas leituras e com fé. Mas o que ancora tudo isso, segundo ela, é o compromisso com o propósito. "O mais importante é a fé em Deus e o compromisso com o meu propósito de vida." Hoje, Cris trabalha com autoconhecimento e uma das ferramentas que mais a encantam é o Maha Lilah, um jogo de tabuleiro criado por sábios indianos há mais de dois mil anos. Com 72 casas que representam estados de consciência humana, o jogo funciona como um espelho: a cada jogada, o participante se depara com os próprios padrões, bloqueios e virtudes. "Atualmente, a ferramenta que mais me fascina é o Maha Lilah, um jogo de vida criado por sábios indianos, que transita entre os vícios e as virtudes humanas para trazer clareza e sabedoria", ela explica. O Maha Lilah é um jogo de tabuleiro milenar, originário da tradição védica indiana, criado há mais de dois mil anos pelos Rishis, os sábios da antiga Índia. Com 72 casas que representam estados da consciência humana, ele funciona como um mapa do inconsciente: a cada jogada, o participante se depara com seus próprios padrões, bloqueios, vícios e virtudes. Não é entretenimento. É tecnologia de transformação, uma das mais antigas que a humanidade produziu, e que chegou ao Ocidente com a mesma força com que atravessou séculos. Não é por acaso que Cris chegou até aqui. Há nesse trabalho um fio condutor que atravessa toda a sua trajetória: a vontade, que ela diz carregar desde a infância, de ver as pessoas felizes. De contribuir para um mundo mais humano. O Maha Lilah é, talvez, a forma mais sofisticada que ela encontrou de fazer isso. Cris usa o Tarot como ferramenta de reflexão. Medita. Reza, sempre, para agradecer "as pequenas e as grandes vitórias." E tem Jesus como maior referência, uma escolha que ela faz questão de nomear sem cerimônia, num tempo em que falar de espiritualidade ainda gera ruído nos espaços profissionais. Mas o que talvez defina melhor quem ela é não é nenhuma ferramenta, prática ou conquista específica. É uma postura diante da vida que ela resume com precisão: "Antes de agir, recue. Deixe que o silêncio te governe por um instante, é nele que reside toda a sabedoria que a pressa jamais te dará." Para quem já enfrentou sócios que queriam tomar sua casa, é um conselho que vem do lugar mais real que existe. Cris Gouvêa não terminou de se encontrar porque chegou ao destino. Ela está se encontrando porque aprendeu a gostar do caminho, mesmo quando ele desanda. E há uma diferença enorme entre as duas coisas. Uma carreira verdadeiramente brilhante, ela acredita, é aquela que melhora a vida das pessoas. Olhando para a dela, fica difícil discordar ❤️ Artigo: Capa | Cris Gouvêa: a Alquimista da Consciência Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋 Cris Gouvêa é facilitadora de autoconhecimento e especialista em desenvolvimento humano, com uma prática construída na interseção entre espiritualidade, propósito e transformação pessoal. Conduz processos individuais e em grupo utilizando ferramentas como o Tarot e o Maha Lilah, o milenar jogo védico de consciência criado por sábios indianos. Seu trabalho parte de uma convicção simples e profunda: o autoconhecimento é o caminho mais direto para uma vida com mais sentido. English version Cover | Cris Gouvêa: The Alchemist of Consciousness Some people find their purpose in a straight line, as if life handed them the script in advance. Cris Gouvêa is not that kind of person, and she would be the first to tell you so, proudly. PR executive at Mercedes-Benz. Casting agency owner. Self-awareness facilitator. These are lives that could belong to entirely different resumes, yet in Cris's story, they form a single, coherent whole: an honest search for meaning in the world. "I have gone through many career transitions throughout my life," she says, "and I feel that I am truly finding myself now." There is a lightness in that sentence that only someone who has worked very hard to earn it can deliver without drama. The Compliment That Came From a Stranger The memory she holds most dear from her time at Mercedes-Benz did not come from an award or a formal recognition. It came from a copy shop owner. On an ordinary afternoon, walking into a print shop, she was approached by a man who had no idea who she was and began praising the events she organized. He did not know he was talking to the person behind them. And maybe that is exactly why the compliment landed so purely. "That made me incredibly happy, radiant, and proud of having done good work," she recalls. It is a small episode in the record books, but enormous in emotional memory. Because it confirmed something Cris has always known: good work spills over. It reaches places you never expected. When the Threat Lives Inside Your Home Not everything on this journey has been light. During her casting agency years, Cris made a decision that would put her through the biggest professional test of her life: she brought partners into her home, literally, looking for capital to grow the business. What followed was an attempt to push her out of the very space she had built. "They did not contribute as expected, and they were plotting to remove me from my own business and my own home," she says with the calm of someone who has already processed what needed processing. She reversed the situation. She bought the house, stood her ground, and walked away from the experience with a conviction that became a principle: sometimes, it is better to stand alone than to stand in the wrong company. A line that sounds simple but carries enormous weight before it becomes wisdom. Balance Is Not the Absence of Tension What stands out about Cris is not just what she has done, but how she has chosen to exist along the way. Even in moments of visibility and success, she held onto what she calls the balance between body, mind, and spirit as both a finish line and a starting point. "No amount of money in the world should be capable of disrupting that harmony," she says. And it does not sound like a quote from a motivational calendar. It sounds like someone who has seen, up close, what happens when that balance disappears. She tends to her body with exercise, dance, and massage. She feeds her spirit with good reading and faith. But what anchors all of it, she says, is her commitment to purpose. "The most important things are my faith in God and my commitment to my life's purpose." Today, Cris works with self-awareness facilitation, and one of the tools she finds most compelling is Maha Lilah, a board game created by Indian sages more than two thousand years ago. With 72 squares representing states of human consciousness, it functions like a mirror: with each move, the player comes face to face with their own patterns, blockages, and virtues. "The tool that fascinates me most right now is Maha Lilah, a life game created by Indian sages that moves between human vices and virtues to bring clarity and wisdom," she explains. Maha Lilah is an ancient board game rooted in the Vedic Indian tradition, created over two thousand years ago by the Rishis, the sages of ancient India. Its 72 squares represent states of human consciousness, and it functions as a map of the unconscious: with each move, the player confronts their own patterns, blockages, vices, and virtues. This is not entertainment. It is transformation technology, one of the oldest the human race has ever produced, and it has reached the Western world with the same force with which it crossed centuries. It is no coincidence that Cris arrived here. There is a thread running through her entire trajectory: a desire, which she says she has carried since childhood, to see people happy. To contribute to a more human world. Maha Lilah is, perhaps, the most sophisticated form that calling has ever taken. Cris also works with Tarot as a tool for reflection. She meditates. She prays, always, to give thanks "for the small victories and the great ones." And she holds Jesus as her greatest reference, a choice she names without ceremony, in a time when talking about spirituality still makes professional spaces uncomfortable. But what perhaps best defines who she is cannot be reduced to any tool, practice, or achievement. It is a posture toward life that she captures with precision: "Before you act, step back. Let silence govern you for a moment. It is where all the wisdom lives that hurry will never give you." Coming from someone who once had to fight to stay in her own home, that is advice rooted in the most real place there is. Cris Gouvêa has not finished finding herself because she reached a destination. She is finding herself because she learned to love the road, even when it falls apart. And there is a profound difference between those two things. A truly brilliant career, she believes, is one that improves people's lives. Looking at hers, it is hard to argue otherwise. Cover | Cris Gouvêa: The Alchemist of Consciousness Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋 Versión en Español Portada | Cris Gouvêa: La Alquimista de la Conciencia Hay personas que llegan a su propósito de forma lineal, como si la vida hubiera leído el guion con antelación. Cris Gouvêa no es esa clase de persona, y sería la primera en decirlo con orgullo. Relaciones públicas en Mercedes-Benz, dueña de una agencia de casting, facilitadora de autoconocimiento. Vidas que cabrían en currículos distintos pero que, en la trayectoria de Cris, forman una sola cosa: una búsqueda honesta de sentido en el mundo. "He atravesado muchas transiciones de carrera a lo largo de mi vida", cuenta, "y siento que, de verdad, me estoy encontrando ahora." Hay una ligereza en esa frase que solo quien ha trabajado mucho para conquistarla puede pronunciar así, sin dramatismo. El Elogio Que Vino de un Desconocido El recuerdo que guarda con más cariño de su época en Mercedes-Benz no proviene de un premio ni de un reconocimiento formal. Vino de un dueño de copistería. Un día cualquiera, entrando en un local de fotocopias, un hombre que no la conocía se le acercó y empezó a elogiar los eventos que ella organizaba. No sabía con quién estaba hablando. Y quizá es exactamente por eso que el elogio llegó de una manera tan pura. "Eso me llenó de alegría, de luz y de orgullo por haber hecho un buen trabajo", recuerda. Es un episodio pequeño en los registros, pero enorme en la memoria afectiva. Porque confirma algo que Cris siempre supo: el trabajo bien hecho se desborda. Llega a lugares que uno ni imagina. Cuando la Amenaza Vive en Casa No todo en este camino fue ligero. En la época de la agencia de casting, Cris tomó una decisión que la enfrentaría al mayor desafío de su vida profesional: incorporó socios a su propio hogar, literalmente, en busca de capital para expandir el negocio. Lo que vino después fue un intento de expulsarla del espacio que ella misma había construido. "No aportaron lo esperado y además estaban conspirando para sacarme de mi propio negocio y de mi propia casa", cuenta con la serenidad de quien ya ha digerido lo que había que digerir. Consiguió revertir la situación. Compró la casa, se mantuvo en pie y salió del episodio con una convicción que se convirtió en principio: a veces es mejor estar sola que mal acompañada. Una frase que parece simple, pero que, cuando se vive de verdad, pesa mucho antes de convertirse en sabiduría. El Equilibrio No Es la Ausencia de Tensión Lo que llama la atención en Cris no es solo lo que ha hecho, sino cómo ha elegido existir a lo largo del camino. Incluso en los momentos de mayor visibilidad y éxito, mantuvo lo que ella llama el equilibrio entre cuerpo, mente y espíritu como meta de llegada y, al mismo tiempo, punto de partida. "Ningún dinero del mundo debería ser capaz de desestabilizar esa armonía", afirma. Y no suena a frase de almanaque. Suena a alguien que ha visto, de cerca, lo que ocurre cuando ese equilibrio se pierde. Cuida su cuerpo con ejercicio, danza y masajes. Nutre el espíritu con buenas lecturas y con fe. Pero lo que ancla todo eso, según ella, es el compromiso con el propósito. "Lo más importante es la fe en Dios y el compromiso con mi propósito de vida." Hoy, Cris trabaja con el autoconocimiento, y una de las herramientas que más la fascinan es el Maha Lilah, un juego de mesa creado por sabios indios hace más de dos mil años. Con 72 casillas que representan estados de la conciencia humana, funciona como un espejo: con cada tirada, el participante se encuentra frente a sus propios patrones, bloqueos y virtudes. "La herramienta que más me fascina actualmente es el Maha Lilah, un juego de vida creado por sabios indios que transita entre los vicios y las virtudes humanas para traer claridad y sabiduría", explica. El Maha Lilah es un juego de tablero milenario, originario de la tradición védica india, creado hace más de dos mil años por los Rishis, los sabios de la antigua India. Sus 72 casillas representan estados de la conciencia humana y funciona como un mapa del inconsciente: con cada jugada, el participante se enfrenta a sus propios patrones, bloqueos, vicios y virtudes. No es entretenimiento. Es tecnología de transformación, una de las más antiguas que la humanidad ha producido, y que llegó a Occidente con la misma fuerza con la que atravesó siglos. No es casualidad que Cris haya llegado hasta aquí. Hay un hilo conductor que atraviesa toda su trayectoria: el deseo, que ella dice llevar desde la infancia, de ver a las personas felices. De contribuir a un mundo más humano. El Maha Lilah es, quizá, la forma más sofisticada que ha encontrado para hacer eso. Cris también utiliza el Tarot como herramienta de reflexión. Medita. Reza, siempre, para agradecer "las pequeñas y las grandes victorias". Y tiene a Jesús como su mayor referencia, una elección que nombra sin ceremonias, en un tiempo en el que hablar de espiritualidad sigue generando incomodidad en los espacios profesionales. Pero lo que quizá define mejor quién es ella no es ninguna herramienta, práctica o logro concreto. Es una actitud ante la vida que resume con precisión: "Antes de actuar, da un paso atrás. Deja que el silencio te gobierne por un instante. Es ahí donde reside toda la sabiduría que la prisa jamás te dará." De alguien que una vez tuvo que luchar para quedarse en su propia casa, ese consejo viene del lugar más real que existe. Cris Gouvêa no ha terminado de encontrarse porque haya llegado a un destino. Se está encontrando porque aprendió a amar el camino, incluso cuando se tuerce. Y hay una diferencia enorme entre las dos cosas. Una carrera verdaderamente brillante, cree ella, es aquella que mejora la vida de las personas. Mirando la suya, resulta difícil llevarle la contraria. Portada | Cris Gouvêa: La Alquimista de la Conciencia Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋
- O que realmente buscamos por Henry Ayres
Existe uma frase de Emily McDonald que parece simples até você sentar com ela por tempo suficiente para que ela comece a desarrumar suas certezas. "Você não quer a coisa que você quer. Você quer o sentimento que você acredita que a coisa que você quer vai te trazer." O que ela revela não é nada agradável: a maioria das nossas decisões, desde as mais simples até aquelas que transformam toda uma vida, talvez nunca tenha sido realmente sobre o objeto em si. Sempre foi sobre o estado interno que imaginamos estar além dele. Pense no que move alguém a aceitar um cargo, mudar de cidade, comprar uma casa, terminar um relacionamento, começar outro. Listamos os motivos com a confiança de quem acredita estar olhando para a conquista em si. A casa maior, o salário melhor, o corpo diferente, o reconhecimento. Mas quando McDonald insiste que o desejo verdadeiro está uma camada abaixo, ela está apontando para algo que a neurociência também sussurra: nós não somos atraídos por objetos, somos atraídos por previsões de sensação. O cérebro antecipa como nos sentiremos ao alcançar um objetivo, e é essa antecipação, não o objetivo em si, que nos motiva a agir. A casa representa uma promessa de segurança. O cargo simboliza uma promessa de importância. O elogio sugere uma promessa de pertencimento. Buscamos o sentimento e utilizamos o objeto ou a situação para obtê-lo. O detalhe inquietante é que as coisas raramente atendem às nossas expectativas pelo tempo que imaginávamos. Todos conhecem essa experiência na prática. O carro novo fascina por algumas semanas, mas logo se torna apenas o carro. A promoção traz alívio por um trimestre, mas rapidamente esse alívio se transforma em uma nova ansiedade, um novo patamar a ser alcançado. Os psicólogos chamam isso de adaptação hedônica, essa habilidade quase cruel que temos de tornar comum aquilo que antes parecia ser o objetivo principal. Mas talvez o termo técnico esconda algo mais interessante do que descreve. Talvez a coisa "deixe de funcionar" não porque nos acostumamos, mas porque ela nunca foi realmente o que buscávamos. O sentimento que ela prometia já tinha desaparecido, ou nunca chegou, e acabamos lidando com o vazio, perplexos por ele não ter mais peso algum. É neste ponto que a ideia de McDonald deixa de ser apenas uma observação e se transforma em um convite. Se o que buscamos é sempre uma sensação, a questão deixa de ser "o que eu quero" e se torna "o que eu acredito que isso vai me fazer sentir". Esta segunda pergunta possui um poder que a primeira não tem: ela pode ser respondida agora. Sentir-se seguro. Sentir-se visto. Sentir-se livre. Sentir-se em paz. Sentir-se digno. A lista é curta, repetitiva, quase decepcionante na sua simplicidade. Passamos a vida construindo arquiteturas elaboradas de conquista para chegar a estados que cabem em uma palavra. Não estou sugerindo que abandonemos a ambição, que deixemos de desejar a casa, a posição ou o corpo. Isso seria irreal, e ninguém vive o desapego apenas para mostrar aos outros. O que a frase propõe é algo mais sutil e mais valioso: a oportunidade de agir no mundo com clareza, em vez de agir por impulso. Talvez seja por isso que tantas conquistas vêm com um silêncio peculiar. Aquele instante, no topo da escada que levou anos para subir, em que você se questiona por que não sente o que tinha certeza de que sentiria. A resposta desconfortável é que o sentimento nunca esteve guardado lá no alto. Ele só pode ser gerado onde você sempre esteve, no único lugar onde qualquer experiência ocorre: dentro de você. A escada era real, o esforço foi autêntico, mas o destino sempre foi um endereço interno. Fico refletindo que a maturidade, no fundo, talvez seja apenas isso: a transição gradual de "quero a coisa" para "compreendo o sentimento que estou buscando" e, por fim, para "consigo começar a sentir um pouco dele agora, durante o percurso, não apenas na linha de chegada". Não para eliminar o desejo, mas para trazê-lo de volta à sua dimensão humana. A coisa volta a ser o que sempre deveria ter sido, um meio, e não o guardião da sua felicidade. E você volta a ser o que sempre foi sem saber, a única pessoa capaz de assinar o contrato que entrega o que você realmente busca. Artigo: O que realmente buscamos por Henry Ayres Instagram: @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca, Conteúdo e Digital na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.
- Capa | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: O dentista que transformou a forma como o Brasil sorri
Versão em Português Há profissões que se exercem. E há profissões que se vivem. Para o Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira, a Odontologia sempre foi das segundas. Não aquela vivida sob a pressão dos resultados ou da visibilidade, mas a que nasce de uma convicção silenciosa e profunda: de que devolver um sorriso a alguém é, na prática, devolver a essa pessoa um pedaço de si mesma. Essa convicção atravessou décadas, fronteiras e continentes. Formou uma carreira que hoje é referência no Brasil e reconhecida em consultórios, congressos e universidades na Europa e nos Estados Unidos. Mas quem conversa com ele percebe rapidamente que o peso da trajetória não pesou no tom. A voz é calma. A fala, cuidadosa. O orgulho, genuíno, porém nunca ruidoso. "Sorriso não é vaidade. É confiança. É saúde. É a porta que se abre antes mesmo de você dizer a primeira palavra." A frase diz muito sobre como ele pensa. E sobre por que chegou onde chegou. A percepção de que estava no caminho certo não veio de um prêmio ou de um diploma emoldurado na parede. Veio dos pacientes. Do momento em que percebeu que seu trabalho não mexia apenas com dentes, mas com a forma como as pessoas entravam em uma sala, apertavam uma mão, encaravam um espelho. "Comecei a perceber que meu trabalho não impactava apenas a estética dos pacientes, mas também a autoestima, os relacionamentos e até a forma como eles voltavam a sorrir para a vida", conta. Foi aí que a carreira deixou de ser uma escolha para se tornar uma certeza. "Quanto maior o reconhecimento, maior o compromisso com a excelência, a ética e o exemplo que transmitimos às pessoas ao nosso redor." Mas certeza, no vocabulário do Dr. Aonio, nunca foi sinônimo de acomodação. O maior desafio que ele aponta ao longo de toda a trajetória é precisamente o que move os grandes: se manter atualizado em uma profissão que não para. "Aprendi que o conhecimento não tem linha de chegada. É preciso estudar, se reinventar e estar aberto às mudanças." Esse movimento constante, que para muitos soa como obrigação, para ele sempre pareceu parte natural do ofício. Quase um prazer. "O verdadeiro sucesso é conseguir unir realização profissional, respeito das pessoas e a sensação de que deixamos uma contribuição positiva na vida de muitos pacientes e alunos ao longo do caminho." É essa postura que explica a dimensão internacional de uma carreira construída com raízes firmemente brasileiras. Não foi a busca por reconhecimento fora do país que o levou à Europa e aos Estados Unidos. Foi a consequência orgânica de quem trabalha com excelência sem calcular o alcance. O reconhecimento veio porque o trabalho veio primeiro. No Brasil, sua influência se deu em duas frentes igualmente importantes: o consultório e a sala de aula. Porque para o Dr. Aonio, ensinar sempre foi tão essencial quanto tratar. Ver alunos crescerem, encontrarem o próprio caminho na profissão, carregarem algo do que aprenderam com ele, isso aparece na conversa com o mesmo peso emocional que os casos clínicos mais complexos. O legado, para ele, se mede tanto nos sorrisos transformados quanto nas carreiras que ajudou a construir. Sobre o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ele foge da resposta fácil. Não fala em divisão perfeita de tempo, nem em fórmulas. Fala em presença. "Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional não significa dividir o tempo de forma exata, mas estar presente de forma verdadeira em cada momento." Quem construiu uma carreira do tamanho da dele sabe que houve escolhas. Finais de semana abertos mão, horas de descanso trocadas por especializações, momentos pessoais postergados em nome do estudo. Ele não esconde isso. Mas também não lamenta. "Valeu a pena porque cada esforço contribuiu para a construção da carreira que tenho hoje." O que fica, depois de décadas, é uma visão de sucesso que pouco tem a ver com o que normalmente se exibe. Para o Dr. Aonio, o verdadeiro sucesso é servir bem. É fazer diferença na vida de outro ser humano. É olhar para trás e contar não troféus, mas histórias. Pacientes que voltaram a sorrir. Alunos que se tornaram excelentes profissionais. Famílias que confiaram a ele algo que não se confia a qualquer um. "Os resultados nem sempre aparecem rapidamente, mas a persistência, a honestidade e a paixão pelo que se faz acabam abrindo caminhos que muitas vezes nem imaginamos." Se pudesse voltar no tempo e dizer algo ao jovem que começava, a mensagem seria simples, quase desarmantemente direta: acredite no processo, tenha paciência, trabalhe com dedicação e se permita ser feliz. Não é a resposta de quem chegou ao topo e esqueceu o caminho. É a resposta de quem nunca parou de caminhar. Artigo: Capa | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: O dentista que transformou a forma como o Brasil sorri Instagram: Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira Cirurgião-dentista formado pela Universidade Metodista de São Paulo, com especialização em Prótese Dental e Implantodontia pela Associação Brasileira de Odontologia e pós-graduação em Implantes pela Free University of Berlin. Membro da Academia Europeia de Osseointegração e da American Dental Association, nos Estados Unidos. Professor de Prótese Fixa há mais de quatro décadas, autor dos livros "Sorria com Saúde" e "Sorrir Faz Bem", e consultor odontológico para TV, rádio e imprensa. English version Cover Story | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: The dentist who changed the way Brazil smiles There are professions people practice. And there are professions people live. For Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira, dentistry has always been the latter. Not the kind driven by results or visibility, but the kind rooted in a quiet, deeply held belief: that giving someone their smile back is, in every real sense, giving them a piece of themselves. That belief has crossed decades, borders, and continents. It built a career that stands as a benchmark in Brazil and commands respect in clinics, conferences, and universities across Europe and the United States. Yet anyone who spends time with him notices quickly that the weight of that journey never made it into his voice. He is calm. Deliberate. Proud, but never loud about it. "A smile is not vanity. It's confidence. It's health. It's the door that opens before you even say a word." That line says a lot about how he thinks. And about how he got where he is. The sense that he was on the right path didn't come from an award or a framed diploma. It came from patients. From the moment he realized his work wasn't just about teeth, but about how people walked into a room, shook a hand, looked at themselves in the mirror. "I started to see that my work wasn't only affecting patients aesthetically, but also their self-esteem, their relationships, and even the way they started smiling at life again," he recalls. That was the moment a career became a calling. "The greater the recognition, the greater the commitment to excellence, ethics, and the example we set for those around us." But in Dr. Aonio's vocabulary, calling has never meant complacency. The biggest challenge he points to across his entire career is precisely the kind that defines the greats: staying current in a field that never stands still. "I've learned that knowledge has no finish line. You have to keep studying, reinventing yourself, staying open to change." A mindset that sounds like discipline to most people felt, to him, like the natural pace of the work. Almost like pleasure. "The true measure of success is being able to bring together professional fulfillment, the respect of others, and the feeling that we've made a positive difference in the lives of the patients and students we've met along the way." That's what explains the international reach of a career built on deeply Brazilian roots. It wasn't ambition that took him to Europe and the United States. It was the organic consequence of doing excellent work without calculating the radius. The recognition came because the work came first. In Brazil, his influence runs along two equally important lines: the clinic and the classroom. Because for Dr. Aonio, teaching has always mattered as much as treating. Watching students grow, find their own footing in the profession, carry forward something of what they learned from him, that comes up in conversation with the same emotional weight as the most complex clinical cases. His legacy, by his own measure, lives as much in the careers he helped shape as in the smiles he restored. On work-life balance, he sidesteps the easy answer. He doesn't talk about splitting time evenly or following a formula. He talks about presence. "Balance between personal and professional life doesn't mean dividing your time perfectly. It means showing up fully in each moment." Anyone who built a career of this scale knows choices were made. Weekends sacrificed. Rest traded for continuing education. Personal moments delayed for the sake of the work. He doesn't hide that. He also doesn't regret it. "It was worth it, because every effort contributed to building the career I have today." What remains, after decades, is a definition of success that has little to do with what most people put on display. For Dr. Aonio, real success means serving well. Making a difference in another person's life. Looking back and counting not trophies, but stories. Patients who smiled again. Students who became excellent professionals. Families who trusted him with something they wouldn't trust to just anyone. "Results don't always come quickly, but persistence, honesty, and genuine passion for what you do end up opening doors you never even imagined." If he could go back and say something to the young man just starting out, the message would be simple, almost disarmingly so: believe in the process, be patient, work with dedication, and allow yourself to be happy. That's not the answer of someone who made it to the top and forgot the climb. It's the answer of someone who never stopped climbing. Cover Story | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: The dentist who changed the way Brazil smiles Instagram: Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira Versión en Español Portada | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: El dentista que transformó la forma en que Brasil sonríe Hay profesiones que se ejercen. Y hay profesiones que se viven. Para el Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira, la odontología siempre ha sido de las segundas. No la que se practica bajo la presión de los resultados o la visibilidad, sino la que nace de una convicción silenciosa y profunda: que devolver una sonrisa es, en el fondo, devolver a alguien una parte de sí mismo. Esa convicción ha atravesado décadas, fronteras y continentes. Ha forjado una carrera que hoy es referencia en Brasil y es reconocida en consultorios, congresos y universidades de Europa y Estados Unidos. Pero quien conversa con él descubre enseguida que el peso de ese recorrido no se ha trasladado al tono. La voz es serena. Las palabras, elegidas con cuidado. El orgullo, genuino, aunque nunca ostentoso. "Una sonrisa no es vanidad. Es confianza. Es salud. Es la puerta que se abre antes de que digas una sola palabra." - Esa frase dice mucho de cómo piensa. Y de por qué llegó donde llegó. La certeza de estar en el camino correcto no llegó a través de un premio ni de un diploma enmarcado en la pared. Llegó a través de los pacientes. Del momento en que comprendió que su trabajo no afectaba solo a la estética, sino a la manera en que las personas entraban a una sala, estrechaban una mano, se miraban al espejo. "Empecé a darme cuenta de que mi trabajo no solo impactaba la estética de los pacientes, sino también su autoestima, sus relaciones y hasta la forma en que volvían a sonreírle a la vida", recuerda. Fue entonces cuando la carrera dejó de ser una elección para convertirse en una certeza. "Cuanto mayor es el reconocimiento, mayor es el compromiso con la excelencia, la ética y el ejemplo que transmitimos a quienes nos rodean." Pero certeza, en el vocabulario del Dr. Aonio, nunca ha sido sinónimo de conformismo. El mayor reto que señala a lo largo de toda su trayectoria es precisamente el que define a los grandes: mantenerse actualizado en una profesión que no se detiene. "He aprendido que el conocimiento no tiene línea de llegada. Hay que estudiar, reinventarse y estar abierto al cambio." Un movimiento constante que para muchos suena a obligación, pero que para él siempre formó parte natural del oficio. Casi un placer. "El verdadero éxito es lograr unir la realización profesional, el respeto de los demás y la sensación de haber dejado una contribución positiva en la vida de los pacientes y alumnos que encontramos en el camino." Esa actitud explica la dimensión internacional de una carrera construida con raíces firmemente brasileñas. No fue la búsqueda de reconocimiento lo que lo llevó a Europa y a Estados Unidos. Fue la consecuencia natural de quien trabaja con excelencia sin calcular el alcance. El reconocimiento llegó porque primero llegó el trabajo. En Brasil, su influencia se ha desplegado en dos frentes igualmente importantes: el consultorio y el aula. Porque para el Dr. Aonio, enseñar siempre ha sido tan esencial como tratar. Ver crecer a sus alumnos, verlos encontrar su propio camino en la profesión, saber que llevan consigo algo de lo que aprendieron con él, eso aparece en la conversación con el mismo peso emocional que los casos clínicos más complejos. Su legado, a su juicio, se mide tanto en las sonrisas transformadas como en las carreras que ayudó a construir. Sobre el equilibrio entre la vida personal y la profesional, esquiva la respuesta fácil. No habla de repartir el tiempo de forma exacta ni de seguir ninguna fórmula. Habla de presencia. "El equilibrio entre la vida personal y la profesional no significa dividir el tiempo de manera perfecta, sino estar presente de verdad en cada momento." Quien construyó una carrera de este calibre sabe que hubo elecciones. Fines de semana sacrificados. Horas de descanso cambiadas por especializaciones. Momentos personales postergados en nombre del estudio. Él no lo oculta. Tampoco lo lamenta. "Valió la pena, porque cada esfuerzo contribuyó a construir la carrera que tengo hoy." Lo que queda, después de décadas, es una visión del éxito que tiene poco que ver con lo que habitualmente se exhibe. Para el Dr. Aonio, el verdadero éxito es servir bien. Hacer una diferencia en la vida de otro ser humano. Mirar atrás y contar no trofeos, sino historias. Pacientes que volvieron a sonreír. Alumnos que se convirtieron en excelentes profesionales. Familias que le confiaron algo que no se confía a cualquiera. "Los resultados no siempre llegan rápido, pero la perseverancia, la honestidad y la pasión genuina por lo que uno hace terminan abriendo caminos que nunca imaginamos." Si pudiera volver atrás y decirle algo al joven que empezaba, el mensaje sería sencillo, casi desarmantemente directo: cree en el proceso, ten paciencia, trabaja con dedicación y permítete ser feliz. No es la respuesta de alguien que llegó a la cima y olvidó el camino. Es la respuesta de alguien que nunca dejó de caminar. Portada | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: El dentista que transformó la forma en que Brasil sonríe Instagram: Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira
- Medicina Funcional Integrativa por Dra Marlene Siqueira
A mulher contemporânea habita uma arquitetura biológica de elegância ancestral, agora submetida às pressões de um ecossistema de alta complexidade. Como observa a biologia evolutiva, o organismo feminino é um prodígio de resiliência, capaz de governar lares e corporações com maestria. No entanto, essa demanda incessante tem gerado um estado de sobrecarga sistêmica. Em minha prática clínica, observo mulheres brilhantes cujos corpos operam em insolvência metabólica, manifestando sintomas que transcendem o estresse comum: um cansaço físico e mental profundo, alterações na textura de cabelos e unhas, instabilidade emocional, queda na libido, dores musculo-articulares, ansiedade, falhas no controle emocional em especial com filhos e esposo, alterações de memória e uma nítida queda de produtividade nas atividades diárias que geram uma sensação de falência e depressão. Sob a ótica da visão sistêmica, esses sinais não são meros detalhes, mas alertas de que o sistema operacional humano está operando além de sua reserva de insumos vitais. A “consulta anual de rotina”, com os conhecimentos e métodos de diagnóstico e promoção de saúde da medicina funcional integrativa, se transformou em Curadoria de Saúde. Diferente do modelo reativo tradicional, este profissional atua como um conselheiro de alta governança, focando na identificação de sinais precoces de desequilíbrio antes que se tornem patologias. A análise vai além do óbvio, mergulhando nos riscos genéticos e, fundamentalmente, nos fatores epigenéticos, como o estilo de vida e o ambiente silenciam ou ativam genes, proporcionando uma atualização do sistema metabólico para corresponder às altas demandas da vida moderna. Manter a conformidade biológica através de um acompanhamento especializado é a única forma de garantir que a mente e o corpo operem com a clareza necessária para sustentar o poder e a coragem para promover as mudanças no longo prazo. O papel do ginecologista integrativo funcional é monitorar de forma holística e técnica a saúde física, mental, emocional, espiritual, hormonal e metabólica, utilizando um arsenal de recursos de última geração. Esse monitoramento de precisão biológica integra ferramentas conhecidas e certificadas como a Medicina Tradicional Chinesa, a Fitoterapia, Aromaterapia, yoga, Meditação, Gastronomia, atividade física e Terapia Neural com a Medicina de Precisão através dos testes de metabolômica, estudo do DNA e a medicina regenerativa para desenhar protocolos individuais. A intervenção é sofisticada e multifacetada, unindo a ciência da suplementação personalizada com macro e micronutrientes, fitoterápicos, homeopatia e modulação hormonal às práticas que restauram o equilíbrio do sistema nervoso autônomo, nosso grande CEO. Ao alinhar tecnologia de ponta e sabedoria funcional integrativa, asseguramos que os ativos biológicos da mulher estejam sempre em harmonia com suas ambições mais elevadas. Sua biologia é o alicerce de sua influência; permitindo que a ciência da longevidade proteja a sua essência feminina, te potencializando para liderar o futuro. Fica aqui o meu convite a todos, que acompanhem as próximas matérias, onde juntos teremos a oportunidade de conhecer este novo percurso nos cuidados da Ginecologia Funcional Integrativa-Nutrologia e assim potencializar a Saúde da Mulher. Cuidar bem de quem gera e sustenta a Vida. Dra Marlene Siqueira CRM: 85292 / RQE:14550/96 -14551/96 Saúde Feminina em Foco /Astral TV -Vivo TV canal 633 Instagram: @dramarlenesiqueira












