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- Capa | Dra. Natália Paiva: Biomédica e Empreendedora
Biomédica, empresária e especialista em estética, Dra. Natália Paiva construiu uma carreira marcada pela capacidade de se reinventar. Entre conquistas, recomeços e a maternidade, aprendeu que sucesso também é ter liberdade para escolher a vida que deseja viver. Versão em Português Há uma diferença importante entre construir uma carreira e construir uma vida inteira ao redor dela. Por muitos anos, Dra. Natália Paiva conheceu bem o primeiro caminho. Trabalho, estudo, atualização constante, empreendedorismo e a busca por crescer em uma área que se transforma em alta velocidade fizeram parte de sua rotina. Depois de mais de 13 anos na estética, porém, sua definição de sucesso já não cabe apenas nos números, no reconhecimento ou na próxima conquista. Hoje, ela parece interessada por uma pergunta mais difícil: de que adianta chegar longe se, no percurso, deixamos de viver aquilo que nos trouxe até ali? “Hoje eu entendo que não quero mais viver acreditando que sucesso precisa significar abrir mão da vida.” Essa percepção não nasceu pronta. Foi construída aos poucos, entre acertos, renúncias, mudanças de direção e momentos em que precisou rever o que desejava não apenas para a carreira, mas para si mesma. Natália começou sua trajetória na estética praticamente do zero. Ao longo dos anos, viu técnicas surgirem, tendências desaparecerem, tecnologias modificarem procedimentos e o comportamento dos pacientes mudar. Permanecer relevante nesse cenário exigiu mais do que experiência. Exigiu curiosidade. “O que permanece é a nossa capacidade de aprender, se adaptar e continuar.” Talvez essa seja uma das ideias que melhor definem sua trajetória. Natália não fala de carreira como uma linha reta. Fala de ciclos. De momentos de expansão e de momentos de reorganização. De conquistas importantes, mas também da necessidade de repensar caminhos quando aquilo que funcionava antes já não fazia mais sentido. Dra. Natália Paiva, sua mãe, Vera Pereira, e seu padrasto, Paulo Joe. Nesse percurso, descobriu que a reinvenção não é necessariamente um sinal de que algo deu errado. Muitas vezes, é justamente o contrário. “Crescer profissionalmente também significa saber se reinventar.” Foi também com o tempo que sua relação com a estética ganhou outra dimensão. No início, o trabalho poderia ser compreendido pela técnica, pelos procedimentos, pelos resultados visíveis. Mas a prática diária começou a revelar algo maior. Quando uma paciente retorna dizendo que voltou a se sentir confortável diante do espelho, que recuperou a autoestima ou simplesmente que passou a se reconhecer novamente, a fronteira entre procedimento e cuidado se torna menos evidente. Para Natália, foi aí que o trabalho ganhou um significado diferente. “Quando uma paciente diz que voltou a se olhar no espelho de outra maneira, você entende que existe um propósito muito maior por trás do seu trabalho.” Não é uma rejeição à estética como busca pela beleza. É uma ampliação do que beleza pode representar. Há momentos em que um procedimento está ligado à vontade de mudar alguma coisa no rosto ou no corpo. Em outros, está conectado à forma como uma pessoa se relaciona consigo mesma. Saber perceber essa diferença exige técnica, mas também escuta. E talvez esteja exatamente aí parte da maturidade profissional que Natália tanto valoriza. “Tenho orgulho da profissional que me tornei.” A frase é simples, mas diz muito. Quando fala de suas maiores conquistas, ela não escolhe um prêmio, uma expansão ou um único marco da carreira. Prefere olhar para a própria evolução. Continuar estudando, participar de congressos, acompanhar transformações da área e buscar um atendimento cada vez mais personalizado tornaram-se partes centrais da profissional que construiu. Em uma atividade constantemente atravessada por novas tendências, Natália escolheu não confundir novidade com excelência. Para ela, permanecer relevante significa continuar aprendendo. “Quanto mais eu aprendo, melhor profissional consigo ser.” Essa disposição para aprender também nasceu dentro de casa. Natália reconhece na mãe uma de suas primeiras grandes incentivadoras. Foi ela quem, desde o começo, estimulou a filha a buscar conhecimento, participar de eventos, acompanhar congressos e não se acomodar profissionalmente. Mas existe outra relação que ocupa um lugar ainda mais transformador em sua história. A maternidade. “A maior força para eu me reinventar veio da minha filha.” Há uma diferença entre encontrar inspiração e encontrar uma razão para continuar quando já não temos certeza se conseguiremos. Natália fala da filha como essa força. Foi por ela que encontrou energia em momentos de reconstrução, sobretudo quando o caminho parecia exigir mais do que imaginava ser capaz de oferecer. Muitas das decisões tomadas depois disso passaram a carregar uma camada diferente de responsabilidade. Não era mais apenas sobre crescer. Era também sobre mostrar que recomeçar é possível. Dra. Natália Paiva e sua filha, Monique Paiva “Por ela, encontrei forças em momentos em que achei que não tinha mais.” Talvez seja por isso que a palavra recomeço apareça com tanta naturalidade em sua narrativa. Natália não tenta construir a imagem de uma carreira impecável. Ao contrário. Reconhece erros, mudanças, decepções e momentos de dúvida como partes legítimas do percurso. Sua própria trajetória ensinou que algumas decisões precisam ser revistas e que determinadas versões de nós mesmas funcionam apenas durante uma etapa da vida. Continuar não significa insistir eternamente no mesmo caminho. “Você vai errar, vai mudar de direção, vai se decepcionar, vai precisar recomeçar algumas vezes, e tudo bem.” Essa consciência também transformou a maneira como ela olha para oportunidades. Durante muito tempo, crescer significava aceitar, fazer mais, trabalhar mais e provar que era capaz. Como acontece com tantas pessoas que estão construindo uma carreira, a ideia de sucesso parecia associada à expansão constante. Com o tempo, veio uma pergunta diferente. É possível conquistar muito e, ainda assim, descobrir que o preço foi alto demais? “Hoje me pergunto: isso vai me fazer feliz? Isso combina com a vida que quero construir?” A pergunta parece simples até começar a orientar decisões reais. Porque dizer sim a uma oportunidade é relativamente fácil quando ela representa crescimento, dinheiro ou reconhecimento. Mais difícil é dizer não quando uma proposta parece boa para a carreira, mas incompatível com aquilo que se deseja para a própria vida. Natália aprendeu a valorizar o tempo de outra maneira. Não se trata de falta de ambição. Trata-se de escolher onde colocá-la. “Nem toda oportunidade precisa ser aceita.” Essa talvez seja uma das mudanças mais significativas entre a profissional que começou há mais de uma década e a mulher que hoje olha para sua trajetória. O trabalho continua sendo importante. O desejo de crescer permanece. A inquietude também. Natália se descreve como alguém que dificilmente permanece parada por muito tempo. Gosta de aprender, viajar, conhecer pessoas, testar coisas novas e empreender. Mas o crescimento deixou de ocupar sozinho o centro da vida. “Uma carreira só faz sentido se existir uma vida para ser vivida além dela.” Natália é biomédica, empresária, mãe e mulher. Gosta de viajar, experimentar lugares diferentes, cuidar de si e estar perto das pessoas que ama. Durante muito tempo, alguns desses papéis talvez tenham precisado disputar espaço com a profissional. Hoje, sua ideia de equilíbrio não está em separar perfeitamente cada parte da vida, mas em conseguir existir por inteiro dentro delas. “Equilíbrio é conseguir ser muitas coisas sem precisar deixar de ser eu mesma.” É uma ideia particularmente importante para mulheres que foram ensinadas, muitas vezes, a desempenhar diversos papéis com excelência e sem demonstrar cansaço. Natália parece ter abandonado essa expectativa. Ela reconhece limites. Entendeu que nem todos os dias precisam ser produtivos, inspirados ou extraordinários. Há fases em que o mais inteligente não é insistir, mas respirar. “Às vezes, o que parece falta de propósito é apenas necessidade de descanso ou de mudança de perspectiva.” Essa distinção pode parecer pequena, mas muda decisões. Quando o cansaço chega, Natália procura evitar escolhas definitivas. Aprendeu que um dia ruim não deve determinar uma mudança permanente e que esgotamento pode distorcer nossa percepção sobre aquilo que construímos. Descansar, portanto, também passou a fazer parte de sua ideia de continuidade. Assim como cuidar do próprio corpo. “Eu acredito muito em cuidar de mim para conseguir cuidar bem dos outros.” Atividade física, cuidados com a pele e com o corpo, viagens, momentos de descanso e tempo com pessoas importantes fazem parte dessa rotina. Não como uma lista perfeita de hábitos, mas como formas de recuperar presença. Natália também celebra dessa maneira. Uma vitória pode virar uma viagem, um jantar ou uma experiência diferente. Mas existe outra celebração, mais silenciosa, que ela considera igualmente importante: parar para reconhecer o caminho percorrido. “Às vezes estamos tão preocupados com o próximo objetivo que esquecemos de olhar para tudo o que já conquistamos.” Talvez essa seja uma das armadilhas mais comuns da ambição. Todo objetivo alcançado rapidamente ganha um sucessor. O que antes parecia extraordinário passa a fazer parte da rotina, enquanto a atenção já está colocada na próxima etapa. Natália conhece essa lógica. Hoje, tenta não permitir que ela apague a história que veio antes. São mais de 13 anos em uma área competitiva, dinâmica e altamente exposta a transformações. Anos de aprendizado, empreendedorismo, pacientes, escolhas, mudanças e reconstruções. E existe orgulho nisso. Não apenas por ter chegado até aqui. Mas pela mulher que precisou se tornar para chegar. “Não permita que momentos difíceis façam você esquecer tudo o que já foi capaz de construir.” Sua visão sobre propósito também amadureceu. Para quem está no começo da carreira, existe uma pressão frequente para descobrir rapidamente uma grande vocação, uma missão ou aquilo que teoricamente deveria orientar toda a vida profissional. Natália não acredita que precise funcionar assim. Às vezes, o propósito não precede o caminho. Ele se revela enquanto caminhamos. “Não espere descobrir o propósito para começar.” Começar, experimentar, errar, aprender e observar. Sua recomendação não carrega a promessa de uma trajetória sem desvios. Ao contrário. Parte justamente da aceitação de que eles existirão. É no movimento que descobrimos o que nos interessa, o que queremos abandonar, o que desejamos preservar e aquilo que efetivamente faz nossos olhos brilharem. Mas existe uma condição. Esse caminho precisa pertencer a quem o percorre. “Não construa uma carreira baseada apenas no que os outros consideram sucesso. Construa uma vida que faça sentido para você.” No começo da carreira, Natália admite que havia mais pressa. Pressa por crescer. Por conquistar. Por ganhar dinheiro. Por demonstrar capacidade. Hoje, continua querendo crescer e conquistar, mas há uma diferença essencial na equação. Não a qualquer preço. Essa talvez seja sua forma atual de definir uma carreira brilhante. Não necessariamente aquela que recebe mais aplausos. Nem a que produz a imagem mais perfeita. Mas aquela capaz de evoluir junto com a pessoa que a constrói. “Brilho profissional está muito mais relacionado à consistência, à capacidade de se reinventar e à satisfação de perceber o quanto você evoluiu.” Se pudesse encontrar hoje a Natália que estava apenas começando, talvez não lhe entregasse um mapa. Diria para confiar mais. Para se comparar menos. Para não ter tanta pressa. Para entender que haverá caminhos interrompidos, erros, mudanças de ideia e momentos em que começar novamente será necessário. Mas diria também para aproveitar mais. Porque existe uma diferença entre chegar e perceber que a viagem valeu a pena. Depois de mais de uma década construindo uma carreira na estética, talvez essa seja a síntese mais honesta de sua trajetória. Natália não deixou de querer crescer. Apenas ampliou sua definição de crescimento. Hoje, sucesso também significa liberdade. Tempo. Escolha. Saúde. Maternidade. Experiências. Aprendizado. Trabalho que transforma a forma como outra pessoa se enxerga. E, sobretudo, uma vida que não precise ser adiada para que a carreira aconteça. Porque amadurecer profissionalmente talvez seja justamente perceber que a maior conquista não é chegar a um lugar onde todos reconheçam o nosso sucesso. É chegar a um lugar em que ainda conseguimos reconhecer a nós mesmos. Capa | Dra. Natália Paiva: Biomédica e Empreendedora Biomédica, empresária e especialista em estética, Dra. Natália Paiva construiu uma carreira marcada pela capacidade de se reinventar. Entre conquistas, recomeços e a maternidade, aprendeu que sucesso também é ter liberdade para escolher a vida que deseja viver. Instagram: https://www.instagram.com/dranatalia.paiva/ English version Cover | Dr. Natália Paiva: Biomedical Specialist and Entrepreneur A biomedical specialist, businesswoman, and aesthetics expert, Dr. Natália Paiva has built a career defined by her ability to reinvent herself. Through achievements, fresh starts, and motherhood, she has learned that success also means having the freedom to choose the life you want to live. There is an important difference between building a career and building an entire life around it. For many years, Dr. Natália Paiva knew the first path well. Work, education, continual training, entrepreneurship, and the drive to grow in a rapidly changing field were all part of her daily life. But after more than 13 years in aesthetics, her definition of success can no longer be measured only by numbers, recognition, or the next accomplishment. Today, she seems drawn to a more difficult question: What is the point of going far if, along the way, we stop living the life that brought us there? “Today, I understand that I no longer want to live believing that success has to mean giving up my life.” That realization did not arrive fully formed. It took shape gradually—through wins, sacrifices, changes in direction, and moments when she had to reconsider not only what she wanted for her career, but what she wanted for herself. Natália began her career in aesthetics virtually from scratch. Over the years, she watched techniques emerge, trends fade, technologies reshape procedures, and patient expectations evolve. Staying relevant in that environment required more than experience. It required curiosity. “What remains is our ability to learn, adapt, and keep going.” That may be one of the ideas that best defines her journey. Natália does not describe a career as a straight line. She talks about cycles: periods of expansion and periods of reorganization; meaningful achievements, but also the need to rethink a path when what once worked no longer makes sense. Along the way, she discovered that reinvention is not necessarily a sign that something has gone wrong. Often, it means precisely the opposite. “Professional growth also means knowing how to reinvent yourself.” Over time, her relationship with aesthetics also took on a deeper dimension. At first, her work could be understood through technique, procedures, and visible results. But daily practice began to reveal something larger. When a patient returns and says she feels comfortable looking in the mirror again, has regained her confidence, or simply recognizes herself once more, the line between a procedure and care becomes less distinct. For Natália, that is when her work took on a different meaning. “When a patient tells you she looks at herself in the mirror differently, you understand there is a much greater purpose behind your work.” It is not a rejection of aesthetics as a pursuit of beauty. It is an expansion of what beauty can represent. Sometimes, a procedure is connected to the desire to change something about the face or body. At other times, it is tied to the way a person relates to herself. Recognizing that difference requires technical skill, but it also requires listening. And perhaps that is where much of the professional maturity Natália values so deeply can be found. “I am proud of the professional I have become.” It is a simple statement, but it says a great deal. When she speaks about her greatest accomplishments, she does not point to a single award, expansion, or career milestone. Instead, she looks at her own growth. Continuing to study, attending conferences, keeping up with changes in the field, and pursuing increasingly personalized care have become central to the professional she has built. In an industry constantly shaped by new trends, Natália has chosen not to confuse what is new with what is excellent. For her, staying relevant means continuing to learn. “The more I learn, the better professional I can become.” That willingness to learn also began at home. Natália credits her mother as one of her earliest and most important supporters. From the beginning, she encouraged her daughter to pursue knowledge, attend events and conferences, and never become complacent professionally. But there is another relationship that holds an even more transformative place in her story. Motherhood. “The greatest force behind my reinvention came from my daughter.” There is a difference between finding inspiration and finding a reason to keep going when you are no longer sure you can. Natália speaks of her daughter as that source of strength. It was because of her that Natália found energy during periods of rebuilding, especially when the path seemed to demand more than she believed she could give. Many of the decisions she made afterward carried a different kind of responsibility. It was no longer only about growing. It was also about showing that starting over is possible. “Because of her, I found strength in moments when I thought I had none left.” Perhaps that is why the idea of beginning again appears so naturally throughout her story. Natália does not try to present an image of a flawless career. On the contrary, she recognizes mistakes, changes, disappointments, and moments of doubt as legitimate parts of the journey. Her own experience taught her that some decisions need to be revisited, and that certain versions of ourselves only fit one stage of life. Moving forward does not mean remaining on the same path forever. “You will make mistakes, change direction, face disappointment, and need to start over a few times—and that is okay.” That awareness also changed the way she sees opportunity. For a long time, growth meant saying yes, doing more, working more, and proving she was capable. As it does for so many people building a career, success seemed tied to constant expansion. Over time, a different question emerged. Is it possible to achieve a great deal and still discover that the price was too high? “Today, I ask myself: Will this make me happy? Does it fit the life I want to build?” The question seems simple until it begins guiding real decisions. Saying yes to an opportunity is relatively easy when it promises growth, money, or recognition. Saying no is harder when an offer appears good for your career but incompatible with the life you want to live. Natália learned to value time differently. It is not a lack of ambition. It is about choosing where to place it. “Not every opportunity needs to be accepted.” That may be one of the most significant changes between the professional who began more than a decade ago and the woman who now looks back on her journey. Work remains important. The desire to grow remains. So does her restlessness. Natália describes herself as someone who rarely stays still for long. She enjoys learning, traveling, meeting people, trying new things, and building businesses. But growth no longer occupies the center of her life on its own. “A career only makes sense if there is a life to be lived beyond it.” Natália is a biomedical specialist, entrepreneur, mother, and woman. She enjoys traveling, experiencing new places, taking care of herself, and being close to the people she loves. For a long time, some of those roles may have had to compete for space with her professional identity. Today, her idea of balance is not about separating every part of life perfectly. It is about being able to exist fully within all of them. “Balance is being able to be many things without having to stop being myself.” It is an especially meaningful idea for women who have often been taught to fulfill many roles with excellence while never showing fatigue. Natália seems to have stepped away from that expectation. She acknowledges limits. She has learned that not every day needs to be productive, inspired, or extraordinary. There are seasons when the wisest choice is not to push harder, but to breathe. “Sometimes what feels like a lack of purpose is simply the need for rest or a change in perspective.” The distinction may seem small, but it changes decisions. When exhaustion sets in, Natália tries to avoid making permanent choices. She has learned that a bad day should not determine a lasting change, and that burnout can distort the way we see what we have built. Rest, then, has also become part of her understanding of continuity. So has caring for her own body. “I deeply believe in taking care of myself so that I can take good care of others.” Physical activity, skincare and body care, travel, rest, and time with the people who matter most are all part of that routine. Not as a perfect checklist of habits, but as ways to regain presence. Natália celebrates in this way as well. A victory may become a trip, a dinner, or a new experience. But there is another, quieter kind of celebration that she considers equally important: pausing to recognize how far she has come. “Sometimes we are so focused on the next goal that we forget to look at everything we have already accomplished.” That may be one of ambition’s most common traps. Every goal reached quickly gains a successor. What once seemed extraordinary becomes routine, while attention shifts to the next stage. Natália knows that pattern. Today, she tries not to let it erase the story that came before: more than 13 years in a competitive, dynamic field shaped by constant change. Years of learning, entrepreneurship, patients, choices, transformations, and rebuilding. And there is pride in that—not only in having arrived here, but in the woman she had to become to get here. “Do not let difficult moments make you forget everything you have already been able to build.” Her view of purpose has matured as well. For people at the beginning of their careers, there is often pressure to quickly discover a grand calling, a mission, or the one thing that is supposed to guide an entire professional life. Natália does not believe it has to work that way. Sometimes purpose does not come before the path. It reveals itself as we move forward. “Do not wait to discover your purpose before you begin.” Begin. Experiment. Make mistakes. Learn. Pay attention. Her advice does not promise a path without detours. Quite the opposite. It starts with the acceptance that detours will come. It is through movement that we discover what interests us, what we want to leave behind, what we want to preserve, and what truly makes us come alive. But there is one condition. The path has to belong to the person walking it. “Do not build a career based only on what other people consider success. Build a life that makes sense for you.” At the beginning of her career, Natália admits, there was more urgency. Urgency to grow. To achieve. To make money. To prove herself. Today, she still wants to grow and accomplish things, but there is one essential difference in the equation. Not at any cost. That may be her current definition of a brilliant career. Not necessarily the one that receives the most applause. Nor the one that creates the most polished image. But the one capable of evolving alongside the person building it. “Professional brilliance has much more to do with consistency, the ability to reinvent yourself, and the satisfaction of seeing how much you have grown.” If she could meet the Natália who was just beginning, she might not hand her a map. She would tell her to trust herself more. To compare herself less. To stop being in such a hurry. To understand that there would be interrupted paths, mistakes, changes of heart, and moments when starting again would be necessary. But she would also tell her to enjoy more of it. Because there is a difference between arriving somewhere and realizing the journey was worth it. After more than a decade building a career in aesthetics, perhaps that is the most honest summary of her story. Natália has not stopped wanting to grow. She has simply expanded her definition of growth. Today, success also means freedom. Time. Choice. Health. Motherhood. Experiences. Learning. Work that changes the way another person sees herself. And above all, a life that does not have to be postponed for a career to happen. Because professional maturity may be, above all, realizing that the greatest accomplishment is not reaching a place where everyone recognizes our success. It is reaching a place where we can still recognize ourselves. Cover Story | Dr. Natália Paiva: Biomedical Professional and Entrepreneur A biomedical professional, entrepreneur, and aesthetics specialist, Dr. Natália Paiva has built a career defined by her ability to reinvent herself. Through achievements, fresh starts, and motherhood, she has learned that success also means having the freedom to choose the life you want to live. Instagram: https://www.instagram.com/dranatalia.paiva/ Versión en Español Portada | Dra. Natália Paiva: Biomédica y Emprendedora Biomédica, empresaria y especialista en estética, la Dra. Natália Paiva ha construido una trayectoria marcada por su capacidad para reinventarse. Entre logros, nuevos comienzos y maternidad, ha aprendido que el éxito también consiste en tener la libertad de elegir la vida que una desea vivir. Existe una diferencia importante entre construir una carrera y construir toda una vida a su alrededor. Durante muchos años, la Dra. Natália Paiva conoció bien el primer camino. El trabajo, la formación, la actualización constante, el emprendimiento y el deseo de crecer en un sector que se transforma a gran velocidad formaron parte de su rutina. Sin embargo, tras más de 13 años en la estética, su definición de éxito ya no cabe únicamente en las cifras, el reconocimiento o el siguiente logro. Hoy parece interesada en una pregunta más difícil: ¿de qué sirve llegar lejos si, por el camino, dejamos de vivir aquello que nos llevó hasta allí? «Hoy entiendo que ya no quiero vivir creyendo que el éxito tiene que significar renunciar a la vida». Esta convicción no surgió de golpe. Se fue construyendo poco a poco, entre aciertos, renuncias, cambios de rumbo y momentos en los que tuvo que replantearse no solo lo que quería para su carrera, sino también lo que quería para sí misma. Natália comenzó su trayectoria en la estética prácticamente desde cero. A lo largo de los años vio aparecer técnicas, desaparecer tendencias, transformar las tecnologías los procedimientos y cambiar el comportamiento de los pacientes. Mantenerse vigente en ese escenario exigía más que experiencia. Exigía curiosidad. «Lo que permanece es nuestra capacidad de aprender, adaptarnos y seguir adelante». Tal vez esta sea una de las ideas que mejor definen su recorrido. Natália no habla de la carrera profesional como una línea recta. Habla de ciclos: de momentos de expansión y de momentos de reorganización; de logros importantes, pero también de la necesidad de replantear los caminos cuando aquello que antes funcionaba deja de tener sentido. En ese recorrido descubrió que reinventarse no es necesariamente una señal de que algo haya salido mal. Muchas veces sucede precisamente lo contrario. «Crecer profesionalmente también significa saber reinventarse». Con el paso del tiempo, su relación con la estética adquirió además otra dimensión. Al principio, su trabajo podía entenderse a través de la técnica, los procedimientos y los resultados visibles. Pero la práctica diaria empezó a revelar algo más profundo. Cuando una paciente vuelve y cuenta que se siente cómoda de nuevo frente al espejo, que ha recuperado la autoestima o, sencillamente, que ha vuelto a reconocerse, la frontera entre un procedimiento y el cuidado se vuelve menos evidente. Para Natália, fue entonces cuando el trabajo adquirió un significado diferente. «Cuando una paciente te dice que vuelve a mirarse al espejo de otra manera, entiendes que hay un propósito mucho mayor detrás de tu trabajo». No se trata de rechazar la estética como búsqueda de belleza. Se trata de ampliar lo que la belleza puede representar. Hay momentos en los que un procedimiento está relacionado con el deseo de cambiar algo del rostro o del cuerpo. En otros, se conecta con la manera en que una persona se relaciona consigo misma. Saber percibir esa diferencia exige técnica, pero también escucha. Y quizá ahí resida una parte esencial de la madurez profesional que Natália valora tanto. «Estoy orgullosa de la profesional en la que me he convertido». La frase es sencilla, pero dice mucho. Cuando habla de sus mayores logros, no elige un premio, una expansión ni un único hito profesional. Prefiere mirar su propia evolución. Seguir estudiando, asistir a congresos, acompañar las transformaciones del sector y buscar una atención cada vez más personalizada se han convertido en piezas centrales de la profesional que ha construido. En una actividad atravesada constantemente por nuevas tendencias, Natália ha decidido no confundir la novedad con la excelencia. Para ella, mantenerse vigente significa seguir aprendiendo. «Cuanto más aprendo, mejor profesional puedo llegar a ser». Esa disposición para aprender también nació en casa. Natália reconoce en su madre a una de sus primeras grandes impulsoras. Fue ella quien, desde el principio, animó a su hija a buscar conocimiento, participar en eventos, asistir a congresos y no acomodarse profesionalmente. Pero hay otra relación que ocupa un lugar todavía más transformador en su historia. La maternidad. «La mayor fuerza para reinventarme vino de mi hija». Hay una diferencia entre encontrar inspiración y encontrar un motivo para seguir adelante cuando una ya no está segura de poder hacerlo. Natália habla de su hija como esa fuerza. Fue por ella por quien encontró energía en momentos de reconstrucción, sobre todo cuando el camino parecía exigir más de lo que creía capaz de ofrecer. Muchas de las decisiones que tomó después pasaron a tener una capa distinta de responsabilidad. Ya no se trataba solo de crecer. También se trataba de demostrar que es posible empezar de nuevo. «Por ella encontré fuerzas en momentos en los que creí que ya no me quedaban». Tal vez por eso la idea de recomenzar aparece con tanta naturalidad en su relato. Natália no intenta construir la imagen de una carrera impecable. Al contrario: reconoce los errores, los cambios, las decepciones y los momentos de duda como partes legítimas del recorrido. Su propia trayectoria le enseñó que algunas decisiones deben revisarse y que determinadas versiones de nosotras mismas solo funcionan durante una etapa de la vida. Seguir adelante no significa insistir eternamente en el mismo camino. «Te equivocarás, cambiarás de dirección, sufrirás decepciones y tendrás que empezar de nuevo algunas veces, y no pasa nada». Esta conciencia también transformó su forma de mirar las oportunidades. Durante mucho tiempo, crecer significaba aceptar, hacer más, trabajar más y demostrar que era capaz. Como les ocurre a tantas personas que están construyendo una carrera, la idea de éxito parecía asociada a una expansión constante. Con el tiempo, surgió una pregunta distinta. ¿Es posible conseguir mucho y, aun así, descubrir que el precio ha sido demasiado alto? «Hoy me pregunto: ¿esto me hará feliz? ¿Encaja con la vida que quiero construir?». La pregunta parece sencilla hasta que empieza a orientar decisiones reales. Decir sí a una oportunidad es relativamente fácil cuando representa crecimiento, dinero o reconocimiento. Más difícil es decir no cuando una propuesta parece buena para la carrera, pero incompatible con la vida que se desea vivir. Natália aprendió a valorar el tiempo de otra manera. No se trata de falta de ambición. Se trata de elegir dónde ponerla. «No todas las oportunidades tienen que aceptarse». Esta es quizá una de las transformaciones más significativas entre la profesional que empezó hace más de una década y la mujer que hoy contempla su trayectoria. El trabajo sigue siendo importante. El deseo de crecer permanece. También la inquietud. Natália se describe como alguien a quien le cuesta quedarse quieta mucho tiempo. Le gusta aprender, viajar, conocer gente, probar cosas nuevas y emprender. Pero el crecimiento ha dejado de ocupar por sí solo el centro de su vida. «Una carrera solo tiene sentido si existe una vida que vivir más allá de ella». Natália es biomédica, empresaria, madre y mujer. Le gusta viajar, descubrir lugares diferentes, cuidarse y estar cerca de las personas a las que quiere. Durante mucho tiempo, es posible que algunos de esos papeles tuvieran que disputarse el espacio con su faceta profesional. Hoy, su idea de equilibrio no consiste en separar perfectamente cada parte de la vida, sino en poder existir plenamente en todas ellas. «El equilibrio es poder ser muchas cosas sin dejar de ser yo misma». Es una idea especialmente relevante para las mujeres a quienes, con frecuencia, se ha enseñado a desempeñar múltiples papeles con excelencia y sin mostrar cansancio. Natália parece haber dejado atrás esa exigencia. Reconoce sus límites. Ha entendido que no todos los días tienen que ser productivos, inspirados o extraordinarios. Hay etapas en las que lo más inteligente no es insistir, sino respirar. «A veces, lo que parece falta de propósito no es más que la necesidad de descansar o de cambiar de perspectiva». La distinción puede parecer pequeña, pero cambia las decisiones. Cuando llega el cansancio, Natália procura evitar las decisiones definitivas. Ha aprendido que un mal día no debe determinar un cambio permanente y que el agotamiento puede distorsionar la percepción sobre aquello que hemos construido. Descansar, por tanto, también ha pasado a formar parte de su idea de continuidad. Lo mismo ocurre con el cuidado del propio cuerpo. «Creo firmemente en cuidarme para poder cuidar bien de los demás». La actividad física, el cuidado de la piel y del cuerpo, los viajes, los momentos de descanso y el tiempo con las personas importantes forman parte de esa rutina. No como una lista perfecta de hábitos, sino como maneras de recuperar la presencia. Natália también celebra de ese modo. Una victoria puede convertirse en un viaje, una cena o una experiencia diferente. Pero hay otra celebración, más silenciosa, que considera igual de importante: detenerse a reconocer el camino recorrido. «A veces estamos tan pendientes del próximo objetivo que olvidamos mirar todo lo que ya hemos conseguido». Tal vez esa sea una de las trampas más habituales de la ambición. Cada objetivo alcanzado encuentra rápidamente un sucesor. Lo que antes parecía extraordinario pasa a formar parte de la rutina, mientras la atención ya se ha desplazado a la siguiente etapa. Natália conoce bien esa dinámica. Hoy procura no permitir que borre la historia que hubo antes: más de 13 años en un sector competitivo, dinámico y expuesto continuamente a las transformaciones. Años de aprendizaje, emprendimiento, pacientes, decisiones, cambios y reconstrucciones. Y hay orgullo en ello. No solo por haber llegado hasta aquí, sino por la mujer que tuvo que convertirse en el camino. «No permitas que los momentos difíciles te hagan olvidar todo lo que ya has sido capaz de construir». Su visión sobre el propósito también ha madurado. Para quienes están al comienzo de su carrera, existe a menudo la presión de descubrir rápidamente una gran vocación, una misión o aquello que, en teoría, debería orientar toda una vida profesional. Natália no cree que tenga que funcionar así. A veces, el propósito no precede al camino. Se revela mientras avanzamos. «No esperes a descubrir tu propósito para empezar». Empezar, experimentar, equivocarse, aprender y observar. Su recomendación no promete un recorrido sin desvíos. Al contrario: parte de aceptar que los habrá. Es en el movimiento donde descubrimos lo que nos interesa, lo que queremos dejar atrás, lo que deseamos conservar y aquello que realmente hace que se nos iluminen los ojos. Pero hay una condición. Ese camino debe pertenecer a quien lo recorre. «No construyas una carrera basándote únicamente en lo que los demás consideran éxito. Construye una vida que tenga sentido para ti». Al inicio de su carrera, Natália admite que tenía más prisa. Prisa por crecer. Por lograr cosas. Por ganar dinero. Por demostrar su capacidad. Hoy sigue queriendo crecer y conseguir objetivos, pero hay una diferencia esencial en la ecuación. No a cualquier precio. Tal vez esa sea su definición actual de una carrera brillante. No necesariamente la que recibe más aplausos. Ni la que proyecta la imagen más perfecta. Sino la que es capaz de evolucionar junto a la persona que la construye. «El brillo profesional tiene mucho más que ver con la constancia, la capacidad de reinventarse y la satisfacción de percibir cuánto has evolucionado». Si pudiera encontrarse hoy con la Natália que apenas empezaba, quizá no le entregaría un mapa. Le diría que confiara más. Que se comparara menos. Que no tuviera tanta prisa. Que entendiera que habría caminos interrumpidos, errores, cambios de opinión y momentos en los que volver a empezar sería necesario. Pero también le diría que disfrutara más. Porque hay una diferencia entre llegar y darse cuenta de que el viaje ha merecido la pena. Tras más de una década construyendo una carrera en la estética, quizá esta sea la síntesis más honesta de su trayectoria. Natália no ha dejado de querer crecer. Simplemente ha ampliado su definición de crecimiento. Hoy, el éxito también significa libertad. Tiempo. Elección. Salud. Maternidad. Experiencias. Aprendizaje. Un trabajo que transforma la forma en que otra persona se ve a sí misma. Y, sobre todo, una vida que no tenga que posponerse para que la carrera suceda. Porque madurar profesionalmente quizá consista, precisamente, en comprender que el mayor logro no es llegar a un lugar donde todos reconozcan nuestro éxito. Es llegar a un lugar en el que todavía podamos reconocernos a nosotros mismos. Portada | Dra. Natália Paiva: Biomédica y Emprendedora Biomédica, empresaria y especialista en estética, la Dra. Natália Paiva ha construido una trayectoria marcada por su capacidad para reinventarse. Entre logros, nuevos comienzos y la maternidad, ha aprendido que el éxito también significa tener la libertad de elegir la vida que desea vivir. Instagram: https://www.instagram.com/dranatalia.paiva/
- Capa | Renata Carvalho: Empresária, Executiva e Escritora
Executiva da saúde, empresária e empreendedora, Renata Carvalho fez da coragem uma forma de continuidade. Entre família, negócios, fé e novos projetos, construiu uma trajetória em que crescer significa ampliar o impacto e nunca perder de vista as pessoas. Versão em Português Há momentos em que a vida muda sem pedir licença. Planos, certezas e rotinas deixam de fazer sentido exatamente como eram, e seguir adiante passa a exigir muito mais do que preparo profissional. Exige presença. Fé. Coragem. E, talvez o mais difícil, disposição para construir alguma coisa nova enquanto ainda se aprende a conviver com aquilo que mudou. Para Renata Carvalho, um desses momentos chegou com a perda do marido, Marcelo. Junto ao luto veio também uma responsabilidade concreta: assumir as empresas da família e encontrar uma maneira de preservar o que havia sido construído sem transformar o legado em algo imóvel. “A força não significa ausência de sofrimento. Significa seguir em frente mesmo quando tudo parece impossível.” Ela seguiu. Ao lado dos filhos, não apenas manteve os negócios, como triplicou o número de lojas e o faturamento. O dado empresarial impressiona, mas não explica sozinho o que aquela conquista representa. Para Renata, o crescimento é inseparável da história que o tornou possível. Há uma dimensão íntima em cada expansão, porque continuar significou, antes de tudo, escolher não deixar que a dor encerrasse aquilo que ainda poderia florescer. Talvez seja justamente por isso que sua definição de sucesso tenha pouco a ver com cargos, títulos ou reconhecimento. Aos seus olhos, uma carreira brilhante não é construída pela quantidade de posições ocupadas, mas pela capacidade de deixar alguma coisa relevante no caminho. “Sucesso só faz sentido quando melhora a vida de alguém.” Essa compreensão ajuda a explicar a própria transformação de sua carreira. Formada e apaixonada pela odontologia, Renata percebeu em determinado momento que sua relação com a saúde poderia ocupar um território muito maior. O empreendedorismo apareceu não como abandono de uma vocação, mas como ampliação dela. Cuidar de um paciente continuava sendo importante. Mas criar empresas, desenvolver soluções, gerar empregos e estruturar negócios voltados à prevenção permitia multiplicar esse cuidado. “Quando percebi que meu propósito ia além da odontologia, entendi que, ao empreender, eu poderia ampliar esse impacto.” É uma mudança aparentemente profissional, mas profundamente ligada à identidade. Renata passou a enxergar empresa e propósito como partes de uma mesma construção. O trabalho deixou de ser apenas uma atividade econômica para se transformar em instrumento de transformação. Essa visão hoje se materializa em um ecossistema voltado à saúde e à beleza feminina, com atenção especial à mulher a partir dos 35 anos. Prevenção, informação e acolhimento ocupam lugar central nessa proposta. Para Renata, existe um espaço importante entre tratar uma necessidade e ajudar alguém a compreender melhor a própria saúde. “Quanto mais pessoas conseguimos cuidar, desenvolver e inspirar, maior é o verdadeiro sucesso.” Na lógica que orienta sua trajetória, resultado e impacto não competem entre si. Pelo contrário, parecem se fortalecer. Crescer significa poder alcançar mais pessoas, oferecer mais oportunidades e criar estruturas capazes de permanecer para além de um único indivíduo. Essa percepção também aparece na forma como fala sobre liderança. Renata não descreve o papel de líder como a imagem de alguém que possui todas as respostas. Há, em sua visão, espaço para cansaço, dúvida e limites. Uma compreensão que provavelmente nasceu menos dos livros de gestão e mais da própria experiência. “Até os líderes precisam reconhecer seus limites. A constância é mais importante do que a motivação.” Quando os dias são difíceis, ela procura voltar ao ponto de origem: o motivo pelo qual começou. Aproxima-se da fé, conversa com pessoas em quem confia e permite-se descansar quando percebe que precisa. É um entendimento maduro sobre força. Nem sempre avançar significa acelerar. Às vezes, significa simplesmente preservar energia suficiente para continuar. A fé aparece repetidamente em sua história. Não como elemento acessório, mas como uma estrutura silenciosa de sustentação. É nela que Renata encontra orientação nos momentos de incerteza e também uma forma de colocar as conquistas em perspectiva. “Minha fé é meu principal alicerce.” Há também uma dimensão coletiva muito forte em sua ideia de realização. As vitórias raramente aparecem no singular. Renata faz questão de compartilhá-las com a família e com as equipes, reconhecendo que nenhuma trajetória realmente relevante é construída sozinha. Essa maneira de olhar para o caminho talvez tenha sido moldada pelas próprias relações que a cercam. Ela fala dos pais e dos antepassados com gratidão, reconhecendo ali sua primeira escola. Do marido Marcelo, preserva a memória do trabalho e da visão empresarial. Nos filhos, encontrou a força para continuar quando a vida exigiu uma versão ainda desconhecida de si mesma. “Meus filhos me fazem querer ser melhor e ser uma leoa todos os dias.” Hoje, ela também reconhece no atual marido uma presença de afeto, motivação e parceria em seu processo de evolução pessoal e profissional. Não existe em sua narrativa a ideia de uma mulher que construiu tudo isoladamente. Ao contrário. A força aparece acompanhada de vínculos, referências e pessoas capazes de caminhar junto. Isso não diminui sua autonomia. Torna sua história mais humana. Porque falar de uma trajetória empresarial sem falar das pessoas que a atravessam seria contar apenas uma parte dela. “Ninguém cresce sozinho.” Empreender, naturalmente, cobrou seu preço. Renata fala de horas de descanso, lazer e conforto que precisaram ser deixadas de lado. Não romantiza as renúncias, mas também não as trata como arrependimento. Há consciência de que determinadas escolhas tiveram custos e, ao mesmo tempo, abriram possibilidades que hoje justificam boa parte desse esforço. Entre elas está a capacidade de gerar empregos e criar oportunidades para outras mulheres. A liderança feminina ocupa lugar importante em sua atuação e ganha uma nova dimensão com a NEXAELAS, plataforma criada para aproximar mulheres da ciência, inovação, tecnologia, inteligência artificial e empreendedorismo. “O propósito nasce quando talento, serviço e paixão caminham juntos.” A proposta da NEXAELAS parte de uma ideia simples e ambiciosa: conhecimento ganha mais força quando circula. Ao conectar especialistas, pesquisadoras, universidades, empresas e lideranças, a plataforma busca criar condições para que mulheres transformem ideias em projetos, ampliem redes de relacionamento e ocupem espaços estratégicos em áreas que definirão cada vez mais o futuro. Não se trata apenas de aumentar a participação feminina em determinados ambientes. Trata-se também de construir novos espaços onde colaboração e protagonismo possam coexistir. É um movimento coerente com a própria trajetória de Renata, marcada por expansões sucessivas de significado. Primeiro, cuidar por meio da saúde. Depois, cuidar por meio dos negócios. Agora, criar estruturas para que outras mulheres possam construir seus próprios caminhos. “Ainda há muito a construir.” Curiosamente, quanto mais responsabilidades acumulou, mais sua ideia de equilíbrio parece ter se afastado da fantasia de uma vida perfeitamente dividida. Renata é mãe, avó, esposa, empresária, escritora e líder. Não tenta encaixar cada identidade em uma porcentagem exata do dia. Para ela, equilíbrio tem menos relação com matemática e mais com presença. “Equilíbrio não é dividir o tempo igualmente, mas estar inteira onde você escolhe estar.” Essa frase talvez revele mais do que uma filosofia de organização. Fala sobre atenção. Sobre a escolha consciente de estar verdadeiramente em algum lugar quando se está ali. É um princípio simples, mas particularmente desafiador em uma época que transforma disponibilidade permanente em sinônimo de produtividade. Renata procura proteger momentos com a família, cuidar da saúde física e mental, continuar estudando e preservar espaços de silêncio para pensar e planejar. O cuidado consigo aparece quase como consequência natural daquilo que oferece aos outros. “Quem cuida dos outros também precisa cuidar de si.” É uma frase especialmente significativa em uma trajetória construída dentro da saúde. Durante muito tempo, sucesso profissional foi associado à capacidade de suportar mais, dormir menos, trabalhar sem interrupção e ultrapassar continuamente os próprios limites. A maturidade parece ter levado Renata para outra direção. O trabalho continua intenso. A ambição permanece. Mas existe hoje uma consciência mais clara de que permanência também depende de sustentação. Talvez por isso a felicidade não apareça, para ela, como uma linha de chegada. “A felicidade não é o destino. Ela acompanha uma vida com propósito.” Essa diferença é importante. Ao retirar da felicidade a obrigação de ser permanente, Renata abre espaço para uma vida mais inteira, onde momentos difíceis não significam fracasso e onde realização não exige ausência de dor. Foi precisamente em um dos períodos mais dolorosos de sua história que uma nova liderança começou a tomar forma. Não porque a perda tenha sido necessária para torná-la forte. Nem porque toda dor precise produzir alguma lição. Mas porque, diante de uma realidade que não poderia mudar, ela escolheu decidir o que faria com o que ainda estava em suas mãos. “As maiores dores da sua vida também revelarão sua maior força.” Hoje, quando imagina uma conversa com a mulher que estava no início da jornada, Renata não lhe ofereceria uma fórmula empresarial, um plano de crescimento ou uma recomendação sobre carreira. Diria para confiar mais. Em Deus e em si mesma. Para não ter medo das mudanças. Para continuar estudando, sonhando e servindo às pessoas. Talvez porque, olhando em retrospecto, ela saiba que muitos dos capítulos mais importantes de uma vida só fazem sentido depois que são atravessados. “Não tenha medo de recomeçar e entenda que grandes resultados levam tempo.” Tempo, aliás, parece ser uma palavra importante em sua história. Tempo para construir. Tempo para perder. Tempo para sofrer. Tempo para continuar. Tempo para compreender que o trabalho pode ser uma missão sem precisar ocupar toda a vida. Tempo para perceber que crescimento não significa simplesmente tornar uma empresa maior, mas ampliar aquilo que ela é capaz de devolver ao mundo. E talvez seja justamente aí que esteja a ideia mais forte por trás da trajetória de Renata Carvalho. Uma carreira brilhante, para ela, não é aquela que concentra luz sobre quem a construiu. É aquela que consegue iluminar alguma coisa ao redor. Capa: Renata Carvalho: Empresária, Executiva e Escritora Executiva da saúde, empresária e empreendedora, Renata Carvalho fez da coragem uma forma de continuidade. Entre família, negócios, fé e novos projetos, construiu uma trajetória em que crescer significa ampliar o impacto e nunca perder de vista as pessoas. Instagram: https://www.instagram.com/renatahacarvalho/ English version Cover | Renata Carvalho: Entrepreneur, Executive and Author There are moments when life changes without asking permission. Plans, certainties and routines no longer make sense in quite the same way, and moving forward begins to require far more than professional preparation. It takes presence. Faith. Courage. And perhaps hardest of all, the willingness to build something new while still learning how to live with what has changed. For Renata Carvalho, one of those moments came with the loss of her husband, Marcelo. Alongside grief came a very real responsibility: taking over the family businesses and finding a way to preserve what they had built without allowing that legacy to stand still. “Strength is not the absence of suffering. It is choosing to keep going when everything feels impossible.” And she did. Together with her children, Renata not only sustained the businesses, she tripled both the number of stores and their revenue. The numbers are striking, but they tell only part of the story. For Renata, growth cannot be separated from what made it possible. Every expansion carries something deeply personal, because moving forward first meant choosing not to let grief bring an end to what still had the potential to flourish. Perhaps that is why her definition of success has so little to do with titles, positions or recognition. In her view, a remarkable career is not measured by how many roles a person has held, but by what they leave behind. “Success only matters when it makes someone’s life better.” That belief also helps explain the evolution of her career. Trained in dentistry and deeply passionate about the field, Renata eventually realized that her connection to healthcare could extend far beyond the treatment room. Entrepreneurship did not represent a departure from her vocation. It became a way to expand it. Caring for one patient still mattered. But building companies, developing solutions, creating jobs and structuring businesses around prevention gave her the opportunity to multiply that care. “When I realized my purpose went beyond dentistry, I understood that entrepreneurship could allow me to make a much greater impact.” On the surface, it was a professional shift. At its core, it was about identity. Renata began to see business and purpose as part of the same endeavor. Work was no longer simply an economic activity. It became a vehicle for transformation. Today, that vision has taken shape as an ecosystem focused on women’s health and beauty, with particular attention to women over 35. Prevention, information and compassionate care are central to the model. For Renata, there is meaningful space between treating a need and helping someone better understand her own health. “The more people we can care for, develop and inspire, the greater our success truly becomes.” In the philosophy that has shaped her career, results and impact are not competing forces. They reinforce one another. Growth means reaching more people, creating more opportunities and building structures capable of lasting beyond any one individual. That perspective also informs the way she thinks about leadership. Renata does not describe a leader as someone who always has the answers. In her view, there is room for exhaustion, uncertainty and limits. It is an understanding shaped perhaps less by management theory than by lived experience. “Even leaders need to recognize their limits. Consistency matters more than motivation.” When the days become difficult, she returns to where it all began: the reason she started. She leans into her faith, speaks with people she trusts and allows herself to rest when she knows she needs it. It is a mature understanding of strength. Moving forward does not always mean moving faster. Sometimes it simply means preserving enough energy to continue. Faith appears throughout her story, not as a footnote but as a quiet foundation. It is where Renata finds direction in moments of uncertainty and perspective in moments of achievement. “My faith is my foundation.” There is also something deeply collective about her idea of fulfillment. Her victories are rarely described in the singular. Renata makes a point of sharing them with her family and her teams, recognizing that no meaningful journey is built alone. That way of seeing the world may have been shaped by the relationships that surround her. She speaks of her parents and ancestors with gratitude, describing them as her first school. From Marcelo, she carries the memory of his work and entrepreneurial vision. In her children, she found the strength to continue when life demanded a version of herself she had never known before. “My children make me want to be better and to be a lioness every single day.” Today, she also recognizes in her current husband a source of love, encouragement and partnership as she continues to evolve personally and professionally. There is no mythology of the self-made woman in Renata’s story. Quite the opposite. Her strength exists alongside connection, influence and people willing to walk beside her. That does not diminish her independence. It makes her story more human. Because telling the story of a business journey without telling the story of the people who shaped it would mean telling only half of it. “No one grows alone.” Entrepreneurship, inevitably, came at a cost. Renata speaks openly about the hours of rest, leisure and comfort she had to give up along the way. She does not romanticize those sacrifices, but neither does she frame them as regrets. She understands that certain choices came with a price, while also opening doors that now give much of that effort its meaning. Among those possibilities is the ability to create jobs and opportunities for other women. Female leadership has become an important part of her work, taking on a new dimension through NEXAELAS, a platform created to bring women closer to science, innovation, technology, artificial intelligence and entrepreneurship. “Purpose emerges when talent, service and passion move together.” NEXAELAS is built around a simple but ambitious idea: knowledge becomes more powerful when it moves. By connecting experts, researchers, universities, companies and leaders, the platform seeks to give women the conditions to turn ideas into projects, expand their networks and claim strategic roles in fields that will increasingly shape the future. It is not simply about increasing female representation in existing spaces. It is also about creating new ones where collaboration and agency can thrive together. The initiative feels like a natural extension of Renata’s own journey, one defined by an ever-expanding sense of purpose. First, caring through healthcare. Then, caring through business. Now, creating structures that allow other women to build paths of their own. “There is still so much to build.” Interestingly, as her responsibilities have grown, her understanding of balance has moved further away from the fantasy of a perfectly divided life. Renata is a mother, grandmother, wife, entrepreneur, author and leader. She does not try to assign each identity an exact percentage of her day. For her, balance is less about mathematics and more about presence. “Balance is not about dividing your time equally. It is about being fully present wherever you choose to be.” The idea reveals more than a philosophy of time management. It is about attention, and about consciously choosing to be fully where you are. A simple principle, perhaps, but an increasingly difficult one in a culture that often mistakes constant availability for productivity. Renata protects time with her family, takes care of her physical and mental well-being, continues to study and preserves moments of quiet to think and plan. Caring for herself has become a natural extension of the care she offers others. “Those who care for others need to care for themselves, too.” The words carry particular weight in a life built around healthcare. For years, professional success was often associated with enduring more, sleeping less, working without pause and constantly pushing beyond personal limits. Maturity seems to have taken Renata in another direction. The work remains demanding. The ambition remains. But there is now a clearer understanding that longevity requires something to sustain it. Perhaps that is also why happiness, for her, is not a finish line. “Happiness is not the destination. It accompanies a life lived with purpose.” The distinction matters. By releasing happiness from the expectation of permanence, Renata makes room for a fuller life, one in which difficult moments are not signs of failure and fulfillment does not require the absence of pain. It was precisely during one of the most painful periods of her life that a new kind of leadership began to emerge. Not because loss was necessary to make her strong. Not because every form of pain needs to become a lesson. But because, faced with a reality she could not change, she chose what to do with what remained in her hands. “The deepest pain in your life can also reveal the strength you never knew you had.” Today, when Renata imagines speaking to the woman she was at the beginning of her journey, she would not offer a business formula, a growth plan or career advice. She would tell her to trust more. In God and in herself. Not to fear change. To keep learning, dreaming and serving others. Perhaps because, looking back, she knows that some of life’s most important chapters only reveal their meaning once we have lived through them. “Do not be afraid to begin again, and remember that meaningful results take time.” Time, in fact, seems to be one of the defining words in her story. Time to build. Time to lose. Time to grieve. Time to continue. Time to understand that work can be a mission without becoming the entirety of a life. Time to realize that growth is not simply about making a company bigger. It is about expanding what that company is capable of giving back to the world. And perhaps that is the most powerful idea behind Renata Carvalho’s journey. For her, a remarkable career is not one that keeps the spotlight on the person who built it. It is one that casts light on everything around it. Cover: Renata Carvalho: Entrepreneur, Executive and Author A healthcare executive, entrepreneur and business leader, Renata Carvalho turned courage into a way forward. Across family, business, faith and new ventures, she has built a career grounded in the belief that growth means expanding your impact without ever losing sight of the people behind it. Instagram: https://www.instagram.com/renatahacarvalho/ Versión en Español Portada | Renata Carvalho: Empresaria, Ejecutiva y Escritora Hay momentos en los que la vida cambia sin pedir permiso. Los planes, las certezas y las rutinas dejan de tener sentido tal y como los conocíamos, y seguir adelante empieza a exigir mucho más que preparación profesional. Exige presencia. Fe. Valentía. Y, quizá lo más difícil, la voluntad de construir algo nuevo mientras todavía se aprende a convivir con aquello que ha cambiado. Para Renata Carvalho, uno de esos momentos llegó con la pérdida de su marido, Marcelo. Al duelo se sumó una responsabilidad muy concreta: asumir las empresas familiares y encontrar la manera de preservar todo lo construido sin convertir ese legado en algo inmóvil. “La fortaleza no significa no sufrir. Significa seguir adelante incluso cuando todo parece imposible.” Y siguió adelante. Junto a sus hijos, Renata no solo mantuvo los negocios, sino que triplicó tanto el número de establecimientos como la facturación. Las cifras impresionan, pero no explican por sí solas lo que representa ese logro. Para Renata, el crecimiento es inseparable de la historia que lo hizo posible. Cada expansión contiene una dimensión profundamente íntima, porque continuar significó, antes que nada, decidir que el dolor no pondría fin a todo aquello que todavía podía florecer. Quizá por eso su definición del éxito tiene tan poco que ver con cargos, títulos o reconocimiento. Para ella, una trayectoria brillante no se mide por la cantidad de puestos ocupados, sino por la capacidad de dejar algo relevante a lo largo del camino. “El éxito solo tiene sentido cuando mejora la vida de alguien.” Esa convicción también ayuda a entender la transformación de su carrera. Formada en odontología y profundamente vinculada a la profesión, Renata comprendió en un momento determinado que su relación con la salud podía abarcar un territorio mucho más amplio. Emprender no supuso abandonar una vocación, sino ampliarla. Cuidar de un paciente seguía siendo importante. Pero crear empresas, desarrollar soluciones, generar empleo y estructurar negocios orientados a la prevención le permitía multiplicar ese cuidado. “Cuando comprendí que mi propósito iba más allá de la odontología, entendí que emprender me permitiría multiplicar ese impacto.” A primera vista, fue un cambio profesional. En realidad, estaba profundamente ligado a su identidad. Renata empezó a entender empresa y propósito como partes de una misma construcción. El trabajo dejó de ser únicamente una actividad económica para convertirse en una herramienta de transformación. Hoy, esa visión toma forma en un ecosistema dedicado a la salud y la belleza femenina, con especial atención a las mujeres a partir de los 35 años. La prevención, la información y el acompañamiento ocupan un lugar central en su propuesta. Para Renata, existe un espacio fundamental entre atender una necesidad y ayudar a una persona a comprender mejor su propia salud. “Cuantas más personas podamos cuidar, desarrollar e inspirar, mayor será nuestro verdadero éxito.” En la manera en que Renata entiende su trayectoria, los resultados y el impacto no compiten. Se refuerzan mutuamente. Crecer significa llegar a más personas, generar más oportunidades y crear estructuras capaces de permanecer más allá de un solo individuo. Esta perspectiva también está presente en su manera de entender el liderazgo. Renata no describe a un líder como alguien que tiene todas las respuestas. En su visión hay espacio para el cansancio, las dudas y los límites. Una comprensión que probablemente procede menos de los manuales de gestión que de su propia experiencia. “Incluso los líderes necesitan reconocer sus límites. La constancia es más importante que la motivación.” Cuando llegan los días difíciles, intenta regresar al origen: la razón por la que empezó. Se acerca a su fe, conversa con personas en las que confía y se permite descansar cuando entiende que lo necesita. Es una visión madura de la fortaleza. Avanzar no siempre significa acelerar. A veces consiste simplemente en conservar la energía necesaria para poder continuar. La fe aparece una y otra vez en su historia. No como un elemento accesorio, sino como una estructura silenciosa que la sostiene. En ella, Renata encuentra orientación cuando aparecen las dudas y una forma de poner los logros en perspectiva. “Mi fe es mi principal pilar.” También existe una dimensión profundamente colectiva en su idea de realización. Sus victorias rara vez aparecen en singular. Renata insiste en compartirlas con su familia y con sus equipos, consciente de que ninguna trayectoria verdaderamente relevante se construye en solitario. Quizá esta forma de entender el camino haya sido moldeada por las relaciones que la acompañan. Habla de sus padres y sus antepasados con gratitud, reconociendo en ellos su primera escuela. De Marcelo conserva la memoria de su trabajo y de su visión empresarial. En sus hijos encontró la fuerza para continuar cuando la vida le exigió convertirse en una versión de sí misma que todavía desconocía. “Mis hijos hacen que quiera ser mejor y convertirme en una leona cada día.” Hoy también reconoce en su actual marido una presencia de afecto, motivación y compañerismo en su evolución personal y profesional. En su relato no existe el mito de una mujer que lo construyó todo sola. Al contrario. Su fortaleza convive con los vínculos, los referentes y las personas capaces de caminar a su lado. Eso no resta autonomía a su historia. La hace más humana. Porque contar una trayectoria empresarial sin hablar de las personas que forman parte de ella sería contar únicamente una parte. “Nadie crece solo.” Emprender, inevitablemente, tuvo un precio. Renata habla de horas de descanso, ocio y comodidad que tuvo que dejar atrás. No romantiza esas renuncias, pero tampoco las convierte en arrepentimientos. Sabe que determinadas decisiones tuvieron un coste y que, al mismo tiempo, abrieron posibilidades que hoy dan sentido a buena parte de aquel esfuerzo. Entre ellas está la capacidad de generar empleo y crear oportunidades para otras mujeres. El liderazgo femenino ocupa un lugar importante en su trabajo y adquiere una nueva dimensión con NEXAELAS, una plataforma creada para acercar a las mujeres a la ciencia, la innovación, la tecnología, la inteligencia artificial y el emprendimiento. “El propósito nace cuando el talento, el servicio y la pasión avanzan juntos.” NEXAELAS parte de una idea sencilla y ambiciosa: el conocimiento adquiere más fuerza cuando circula. Al conectar a especialistas, investigadoras, universidades, empresas y líderes, la plataforma busca crear las condiciones necesarias para que las mujeres conviertan ideas en proyectos, amplíen sus redes y ocupen posiciones estratégicas en ámbitos que tendrán un papel cada vez más decisivo en el futuro. No se trata únicamente de aumentar la presencia femenina en determinados entornos. También consiste en construir nuevos espacios donde la colaboración y el protagonismo puedan convivir. Es un movimiento coherente con la propia trayectoria de Renata, marcada por una expansión constante del significado de su trabajo. Primero, cuidar desde la salud. Después, cuidar desde la empresa. Ahora, crear estructuras para que otras mujeres puedan construir sus propios caminos. “Todavía queda mucho por construir.” Curiosamente, cuanto mayores han sido sus responsabilidades, más se ha alejado su idea del equilibrio de la fantasía de una vida perfectamente repartida. Renata es madre, abuela, esposa, empresaria, escritora y líder. No intenta asignar a cada identidad un porcentaje exacto de su día. Para ella, el equilibrio tiene menos que ver con las matemáticas y más con la presencia. “El equilibrio no consiste en repartir el tiempo por igual, sino en estar plenamente presente allí donde eliges estar.” La frase revela algo más que una filosofía sobre la organización del tiempo. Habla de atención. De la decisión consciente de estar realmente presente cuando se está en un lugar. Es un principio sencillo, pero especialmente difícil en una época que ha convertido la disponibilidad permanente en sinónimo de productividad. Renata intenta proteger los momentos con su familia, cuidar su salud física y mental, continuar formándose y preservar espacios de silencio para pensar y planificar. El cuidado personal aparece casi como una extensión natural del cuidado que ofrece a los demás. “Quien cuida de los demás también necesita cuidarse.” Es una frase especialmente significativa en una trayectoria construida dentro del ámbito de la salud. Durante mucho tiempo, el éxito profesional se asoció a la capacidad de soportar más, dormir menos, trabajar sin descanso y superar continuamente los propios límites. La madurez parece haber llevado a Renata en otra dirección. El trabajo sigue siendo intenso. La ambición permanece. Pero hoy existe una conciencia mucho más clara de que mantenerse en el tiempo también exige una estructura que lo haga posible. Quizá por eso la felicidad no aparece para ella como una meta final. “La felicidad no es el destino. Acompaña a una vida con propósito.” La diferencia es importante. Al liberar a la felicidad de la obligación de ser permanente, Renata abre espacio para una vida más completa, donde atravesar momentos difíciles no equivale a fracasar y donde sentirse realizada no exige vivir sin dolor. Fue precisamente durante uno de los periodos más dolorosos de su vida cuando comenzó a tomar forma una nueva manera de liderar. No porque aquella pérdida fuese necesaria para hacerla fuerte. Tampoco porque todo dolor tenga que convertirse en una lección. Sino porque, ante una realidad que no podía cambiar, decidió qué hacer con aquello que todavía permanecía en sus manos. “Los dolores más profundos de tu vida también pueden revelar una fuerza que desconocías.” Hoy, cuando imagina una conversación con la mujer que era al comienzo de su camino, Renata no le ofrecería una fórmula empresarial, un plan de crecimiento ni una recomendación profesional. Le diría que confiase más. En Dios y en sí misma. Que no tuviera miedo de los cambios. Que continuase aprendiendo, soñando y poniéndose al servicio de los demás. Quizá porque, al mirar hacia atrás, sabe que algunos de los capítulos más importantes de una vida solo revelan su verdadero significado después de haberlos atravesado. “No tengas miedo de volver a empezar y recuerda que los grandes resultados necesitan tiempo.” El tiempo, de hecho, parece ser una palabra fundamental en su historia. Tiempo para construir. Tiempo para perder. Tiempo para sufrir. Tiempo para continuar. Tiempo para comprender que el trabajo puede ser una misión sin necesidad de ocupar toda una vida. Tiempo para descubrir que crecer no consiste simplemente en hacer más grande una empresa, sino en ampliar aquello que esa empresa es capaz de devolver al mundo. Y quizá sea precisamente ahí donde se encuentre la idea más poderosa detrás de la trayectoria de Renata Carvalho. Para ella, una trayectoria brillante no es aquella que concentra toda la luz sobre quien la ha construido. Es aquella capaz de iluminar algo a su alrededor. Portada: Renata Carvalho: Empresaria, Ejecutiva y Escritora Ejecutiva del sector de la salud, empresaria y emprendedora, Renata Carvalho convirtió la valentía en una forma de seguir adelante. Entre la familia, los negocios, la fe y nuevos proyectos, ha construido una trayectoria en la que crecer significa ampliar el impacto sin perder nunca de vista a las personas. Instagram: https://www.instagram.com/renatahacarvalho/
- Capa | Dra. Maristela Nader: Delegada e Palestrante
Uma trajetória de mais de duas décadas dedicada à proteção de mulheres, crianças e adolescentes, construída com ética, coragem e a convicção de que liderar é, antes de tudo, servir. Versão em Português A mesma mão que por décadas protegeu vítimas de violência doméstica hoje colhe frutos e planta o próximo ciclo, na convicção de que cuidar da terra e cuidar das pessoas nascem do mesmo impulso. Em pouco mais de duas décadas como Delegada de Polícia, ela passou pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, pelo 91º Distrito Policial, pela Vila Leopoldina, pelo Aeroporto de Congonhas e por grande parte da carreira no Aeroporto Internacional de Viracopos. Hoje, atuando na Secretaria de Segurança Pública e Cidadania e à frente de projetos no Departamento de Estratégia e Segurança Escolar (DESE), ministra palestras e implementa planos de segurança nas escolas, com prioridade em tecnologia e na elaboração de relatórios de vulnerabilidade. Reduzir sua história a siglas e departamentos, no entanto, seria perder o que há de mais essencial nela. "Uma carreira brilhante significa muito mais do que ocupar cargos de destaque ou receber homenagens", diz Maristela. "Significa construir um legado pautado pela ética, pela competência, pela dedicação e pelo compromisso com a justiça." Uma missão maior que a lei Filha do desembargador aposentado e escritor Benedito Silvério Ribeiro, autor da obra "Tratado de Usucapião", e de Mercedes Moreschi Ribeiro, professora e advogada, Maristela cresceu entre o direito e a palavra escrita. Formada pela PUCC, iniciou a vida profissional em 1990, como escrevente técnica judiciária no Fórum de Campinas. Ingressou na Polícia Civil em 1997 e, a partir daí, transformou o cargo de Delegada em algo maior do que o cumprimento da lei. "Percebi que estava no caminho certo quando compreendi que minha atuação ia muito além do cumprimento da lei", conta. "Cada mulher acolhida, cada vítima protegida, cada família fortalecida e cada vida impactada positivamente pelo meu trabalho reforçaram em mim a certeza de que havia escolhido a missão certa." Foi essa certeza que a levou a dirigir o DESE e o programa Guardiã Maria da Penha, implantando novas políticas públicas de acolhimento e prevenção nas escolas. Para ela, segurança pública nunca foi sinônimo apenas de combate ao crime. "A segurança pública não se resume ao combate ao crime. Ela também representa acolhimento, prevenção, orientação e a construção de uma sociedade mais justa e segura." Conquistas que não cabem em medalhas O currículo de Maristela Nader impressiona pela extensão e pela diversidade. Condecorada com a Medalha das Forças Internacionais de Paz da ONU, a Medalha Tiradentes e a Charlenger Coin da Polícia Militar do 35º Batalhão de Campinas, recebeu também voto de louvor na Câmara Municipal e o título de Cidadã Valinhense, carinhosamente chamada de "Pé de Figo" pela cidade que a acolheu há mais de 21 anos e onde, depois de aposentada em 2019, passou a administrar um sítio dedicado à produção de figo e goiaba. Foi capa da Revista Flash Campinas, coautora do livro "Elas Inspiram" e de um projeto devocional, além de pianista formada em piano clássico, disciplina que cultiva há décadas. Em 2022, foi candidata a Deputada Estadual; em 2024, candidata a Vereadora em Valinhos, tornando-se a mulher mais votada do partido Republicanos na cidade. Diante de tantos títulos, porém, ela é categórica sobre onde reside seu verdadeiro orgulho. "As medalhas, os títulos e os reconhecimentos que recebi representam a confiança e o respeito conquistados ao longo dos anos. Tenho muito orgulho de cada um deles, mas minha maior realização é olhar para minha história e saber que cumpri minha missão com ética, coragem, dedicação e compromisso com a sociedade." O preço das escolhas Nenhuma trajetória dessa envergadura se constrói sem sacrifício, e Maristela não foge dessa verdade. Ela fala com franqueza sobre noites em claro trabalhando, inclusive em réveillons dentro de favelas de São Paulo, entre ocorrências policiais e filhos pequenos em casa. "A vida é feita de escolhas e, muitas vezes, de abdicações. Para chegar até aqui, precisei abrir mão de momentos pessoais, de tempo com a família e de muitas oportunidades de descanso, porque minha profissão sempre exigiu dedicação, responsabilidade e disponibilidade." O maior desafio, admite, foi equilibrar vida pessoal e profissional em uma carreira que exige tomada de decisões difíceis e gerenciamento constante de riscos. Foi esse mesmo desafio que a ensinou a redefinir o que significa sucesso. "Hoje compreendo que o verdadeiro sucesso não está apenas nos cargos, nas medalhas ou nos títulos, mas na simplicidade, no propósito e no impacto positivo que conseguimos gerar na vida das pessoas. É chegar ao final de cada dia com a consciência tranquila, sabendo que dei o meu melhor e permaneci fiel aos meus princípios." Raízes: fé, família e a terra de Valinhos Por trás da farda e dos títulos, há uma mulher que fala de equilíbrio com a mesma seriedade com que fala de justiça. Mãe de Felipe e Bruno Ribeiro Nader, hoje com 21 e 19 anos, fruto da união com o advogado Guilherme Nader, Maristela descreve o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como um exercício diário de autoconhecimento. "Equilíbrio não significa dividir o tempo igualmente, mas estar presente e dar o melhor de si em cada momento, sem perder a essência, os valores e o propósito. Amo Deus, acima de tudo, a minha família, esportes, conversar com amigos, a tranquilidade do lar, mas também o trabalho que edifica." A fé aparece como fio condutor de toda a sua história, ao lado de hábitos simples que ela protege com cuidado: a musculação e a corrida, de preferência perto do verde; a companhia do pet que não deixa passar um dia sem passeio; os momentos com os filhos; o sono e o autocuidado, tratados como prioridade, não como luxo. Ela também guarda, com delicadeza, a lembrança de um período que uniu início e fim de vida quase ao mesmo tempo: o nascimento do filho Bruno e o falecimento de sua mãe, Mercedes. "O início e o fim da vida vivenciados com dor e aprendizado", resume, sem se estender além do necessário, com o pudor de quem sabe que certas dores pertencem apenas a quem as viveu. O que ela quer deixar Ao ser perguntada sobre o que a motiva a continuar, Maristela responde com a serenidade de quem já fez as pazes com o próprio propósito. "Nunca enxerguei as conquistas como um ponto de chegada, mas como o início de uma nova responsabilidade. Sou movida pelo propósito de fazer a diferença, especialmente na proteção das mulheres, no fortalecimento da segurança pública e na construção de políticas públicas que gerem resultados concretos." Para as mulheres que hoje olham sua trajetória como referência, deixa um conselho direto, sem meias palavras: "Não busque apenas uma profissão, mas um propósito. Invista no conhecimento, seja disciplinado, mantenha a ética em todas as suas atitudes e nunca deixe de aprender. Não tenha medo de recomeçar, de aceitar novos desafios e de sair da zona de conforto. Trabalhe com excelência, sirva às pessoas e nunca perca de vista os valores que definem quem você é." E se pudesse voltar no tempo e falar com a Maristela que estava começando, a mensagem seria de fé, mais do que de estratégia: "Preocupe-se menos. Nem tudo acontecerá no seu tempo, mas tudo acontecerá no tempo de Deus. Confie mais. Faça a sua parte com dedicação, honestidade e excelência, porque nada resiste ao trabalho sério e perseverante." No fim, a história de Dra. Maristela Nader não se conta pelos cargos que ocupou, mas pelas mulheres que hoje se sentem mais seguras porque ela existiu em algum ponto do caminho delas. É esse, afinal, o verdadeiro significado de uma carreira brilhante. Artigo: Capa | Dra. Maristela Nader: Delegada e Palestrante Dra. Maristela Nader construiu, em 21 anos como Delegada de Polícia, uma carreira dedicada à proteção de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica, passando pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, pelo 91º Distrito Policial e por unidades nos aeroportos de Congonhas e Viracopos. Condecorada com a Medalha das Forças Internacionais de Paz da ONU e a Medalha Tiradentes, hoje atua na Secretaria de Segurança Pública e Cidadania e no Departamento de Estratégia e Segurança Escolar, levando palestras e planos de prevenção às escolas. Também é produtora rural em Valinhos, pianista formada e coautora do livro Elas Inspiram, reunindo em uma só trajetória a força da farda e a delicadeza da terra. Instagram: https://www.instagram.com/delegadamaristela/ English version Cover Story | Dra. Maristela Nader: Police Chief and Speaker The same hand that spent decades protecting victims of domestic violence now harvests fruit and plants the next cycle, certain that caring for the land and caring for people spring from the same impulse. In just over two decades as a police chief, she moved through the Homicide and Personal Protection Department, the 91st Police District, Vila Leopoldina, Congonhas Airport, and much of her career at Viracopos International Airport. Today, working within the Secretariat of Public Security and Citizenship and leading projects in the Department of Strategy and School Security (DESE), she gives lectures and rolls out school safety plans, with a focus on technology and vulnerability reporting. Reducing her story to acronyms and departments, though, would mean missing what matters most about her. "A brilliant career means far more than holding prominent positions or collecting honors," says Maristela. "It means building a legacy grounded in ethics, competence, dedication, and a commitment to justice." A Mission Greater Than the Law Daughter of retired appellate judge and author Benedito Silvério Ribeiro, who wrote the treatise "Tratado de Usucapião," and Mercedes Moreschi Ribeiro, a teacher and lawyer, Maristela grew up surrounded by the law and the written word. A graduate of PUCC, she began her career in 1990 as a court clerk at the Campinas Forum. She joined the Civil Police in 1997, and from there, turned the role of police chief into something bigger than law enforcement. "I knew I was on the right path when I understood that my work went far beyond enforcing the law," she says. "Every woman I helped, every victim I protected, every family made stronger, every life touched for the better, all of it confirmed that I had chosen the right mission." That certainty led her to run DESE and the Guardiã Maria da Penha program, rolling out new public policies for support and prevention in schools. For her, public security was never just about fighting crime. "Public security isn't only about fighting crime. It's also about offering support, prevention, guidance, and building a fairer, safer society." Achievements That Don't Fit on Medals Maristela Nader's résumé is striking in both scope and range. Decorated with the UN's International Peace Forces Medal, the Tiradentes Medal, and the Challenge Coin from the 35th Military Police Battalion of Campinas, she also received a commendation vote from the City Council and the title of Honorary Citizen of Valinhos, affectionately nicknamed "Pé de Figo" (Fig Tree) by the city that has been her home for more than 21 years, and where, after retiring in 2019, she began running a farm producing figs and guavas. She's appeared on the cover of Flash Campinas magazine, co-authored the book "Elas Inspiram" and a devotional project, and trained as a classical pianist, a discipline she's kept up for decades. In 2022, she ran for state assembly; in 2024, she ran for city council in Valinhos, becoming the most voted woman for the Republicanos party in the city. With so many titles to her name, though, she's clear about where her real pride lies. "The medals, titles, and recognitions I've received reflect the trust and respect I've earned over the years. I'm proud of every one of them, but my greatest achievement is looking back at my story and knowing I carried out my mission with ethics, courage, dedication, and a commitment to society." The Price of Her Choices No career of this scale gets built without sacrifice, and Maristela doesn't shy away from that truth. She speaks candidly about sleepless nights on the job, including New Year's Eves spent inside São Paulo favelas handling police calls while her young children waited at home. "Life is made of choices, and often, of giving things up. To get here, I had to let go of personal moments, time with family, and plenty of chances to rest, because my profession has always demanded dedication, responsibility, and availability." The biggest challenge, she admits, was balancing personal and professional life in a career that demands tough calls and constant risk management. That same challenge taught her to redefine what success actually means. "Today I understand that real success isn't just about the positions, the medals, or the titles. It's about simplicity, purpose, and the positive impact we're able to make in people's lives. It's reaching the end of each day with a clear conscience, knowing I gave my best and stayed true to my principles." Roots: Faith, Family, and the Land of Valinhos Behind the uniform and the titles is a woman who talks about balance with the same seriousness she brings to justice. Mother to Felipe and Bruno Ribeiro Nader, now 21 and 19, from her marriage to attorney Guilherme Nader, Maristela describes balancing personal and professional life as a daily exercise in self-awareness. "Balance doesn't mean splitting your time equally. It means being present and giving your best in every moment, without losing your essence, your values, your purpose. I love God, above all else, my family, sports, catching up with friends, the calm of home, but also the kind of work that builds you up." Faith runs through her entire story as a common thread, alongside simple habits she guards closely: strength training and running, ideally somewhere green; her dog, who never misses a daily walk; time with her sons; sleep and self-care, treated as a priority, not a luxury. She also holds, gently, the memory of a season that brought life's beginning and end almost at once: the birth of her son Bruno and the death of her mother, Mercedes. "The start and the end of life, lived through with pain and with learning," she says simply, careful not to say more than she needs to, with the restraint of someone who knows certain pain belongs only to those who lived it. What She Wants to Leave Behind Asked what keeps her going, Maristela answers with the calm of someone who has already made peace with her own purpose. "I've never seen my achievements as a finish line, but as the start of a new responsibility. I'm driven by the purpose of making a difference, especially in protecting women, strengthening public security, and building public policies that deliver real results." For the women who look to her story today as a reference point, she offers a piece of advice, plain and direct. "Don't just look for a profession, look for a purpose. Invest in knowledge, stay disciplined, hold onto your ethics in everything you do, and never stop learning. Don't be afraid to start over, to take on new challenges, or to step outside your comfort zone. Work with excellence, serve people, and never lose sight of the values that define who you are." And if she could go back in time and talk to the Maristela who was just starting out, the message would be one of faith more than strategy. "Worry less. Not everything will happen on your timeline, but everything will happen on God's. Trust more. Do your part with dedication, honesty, and excellence, because nothing stands up to serious, persistent work." In the end, Dra. Maristela Nader's story isn't told through the positions she's held, but through the women who feel safer today because she existed somewhere along their path. That, in the end, is what a brilliant career really means. Article: Cover | Dra. Maristela Nader: Police Chief and Speaker Over 21 years as a police chief, Dra. Maristela Nader built a career dedicated to protecting women, children, and teenagers who are victims of domestic violence, working through the Homicide and Personal Protection Department, the 91st Police District, and units at Congonhas and Viracopos airports. Decorated with the UN's International Peace Forces Medal and the Tiradentes Medal, she now works within the Secretariat of Public Security and Citizenship and the Department of Strategy and School Security, bringing lectures and prevention plans into schools. She's also a farmer in Valinhos, a classically trained pianist, and co-author of the book Elas Inspiram, bringing together in one story the strength of the uniform and the gentleness of the land. Instagram: https://www.instagram.com/delegadamaristela/ Versión en Español Portada | Dra. Maristela Nader: Delegada de Policía y Conferenciante La misma mano que durante décadas protegió a víctimas de violencia doméstica hoy recoge frutos y planta el próximo ciclo, con la convicción de que cuidar la tierra y cuidar a las personas nacen del mismo impulso. En poco más de dos décadas como delegada de policía, pasó por el Departamento de Homicidios y Protección a la Persona, por el 91º Distrito Policial, por Vila Leopoldina, por el Aeropuerto de Congonhas y por gran parte de su carrera en el Aeropuerto Internacional de Viracopos. Hoy, al frente de proyectos en la Secretaría de Seguridad Pública y Ciudadanía y en el Departamento de Estrategia y Seguridad Escolar (DESE), imparte charlas y pone en marcha planes de seguridad en los colegios, con prioridad en tecnología y en la elaboración de informes de vulnerabilidad. Reducir su historia a siglas y departamentos, sin embargo, sería perder lo más esencial de ella. "Una carrera brillante significa mucho más que ocupar cargos destacados o recibir homenajes," dice Maristela. "Significa construir un legado basado en la ética, la competencia, la dedicación y el compromiso con la justicia." Una misión más grande que la ley Hija del magistrado jubilado y escritor Benedito Silvério Ribeiro, autor de la obra "Tratado de Usucapião," y de Mercedes Moreschi Ribeiro, profesora y abogada, Maristela creció entre el derecho y la palabra escrita. Licenciada por la PUCC, comenzó su vida profesional en 1990 como escribiente técnica judicial en el Juzgado de Campinas. Ingresó en la Policía Civil en 1997 y, a partir de ahí, convirtió el cargo de delegada en algo más grande que el simple cumplimiento de la ley. "Me di cuenta de que estaba en el camino correcto cuando comprendí que mi trabajo iba mucho más allá de hacer cumplir la ley," cuenta. "Cada mujer acogida, cada víctima protegida, cada familia fortalecida y cada vida impactada positivamente por mi trabajo reforzaron en mí la certeza de haber elegido la misión correcta." Fue esa certeza la que la llevó a dirigir el DESE y el programa Guardiã Maria da Penha, poniendo en marcha nuevas políticas públicas de acogida y prevención en los colegios. Para ella, la seguridad pública nunca fue solo sinónimo de lucha contra el crimen. "La seguridad pública no se reduce a combatir el crimen. También representa acogida, prevención, orientación y la construcción de una sociedad más justa y segura." Logros que no caben en medallas El currículo de Maristela Nader impresiona por su extensión y su diversidad. Condecorada con la Medalla de las Fuerzas Internacionales de Paz de la ONU, la Medalla Tiradentes y la Challenge Coin de la Policía Militar del 35º Batallón de Campinas, recibió también un voto de reconocimiento del Ayuntamiento y el título de Ciudadana de Honor de Valinhos, a la que llaman cariñosamente "Pé de Figo" (Pie de Higo), la ciudad que la acogió hace más de 21 años y donde, tras jubilarse en 2019, comenzó a administrar una finca dedicada a la producción de higos y guayabas. Fue portada de la revista Flash Campinas, coautora del libro "Elas Inspiram" y de un proyecto devocional, además de pianista de formación clásica, disciplina que cultiva desde hace décadas. En 2022 fue candidata a diputada estatal; en 2024, candidata a concejala en Valinhos, convirtiéndose en la mujer más votada del partido Republicanos en la ciudad. Ante tantos títulos, sin embargo, es tajante sobre dónde reside su verdadero orgullo. "Las medallas, los títulos y los reconocimientos que he recibido representan la confianza y el respeto ganados a lo largo de los años. Estoy muy orgullosa de cada uno de ellos, pero mi mayor logro es mirar mi historia y saber que cumplí mi misión con ética, coraje, dedicación y compromiso con la sociedad." El precio de las decisiones Ninguna trayectoria de esta magnitud se construye sin sacrificio, y Maristela no rehúye esa verdad. Habla con franqueza de noches en vela trabajando, incluidas nocheviejas dentro de favelas de São Paulo, entre atestados policiales y sus hijos pequeños esperando en casa. "La vida está hecha de decisiones y, muchas veces, de renuncias. Para llegar hasta aquí tuve que renunciar a momentos personales, a tiempo con la familia y a muchas oportunidades de descanso, porque mi profesión siempre exigió dedicación, responsabilidad y disponibilidad." El mayor desafío, admite, fue equilibrar la vida personal y profesional en una carrera que exige decisiones difíciles y una gestión constante del riesgo. Fue ese mismo desafío el que le enseñó a redefinir qué significa el éxito. "Hoy entiendo que el verdadero éxito no está solo en los cargos, las medallas o los títulos, sino en la sencillez, el propósito y el impacto positivo que conseguimos generar en la vida de las personas. Es llegar al final de cada día con la conciencia tranquila, sabiendo que di lo mejor de mí y permanecí fiel a mis principios." Raíces: fe, familia y la tierra de Valinhos Detrás del uniforme y los títulos hay una mujer que habla del equilibrio con la misma seriedad con la que habla de la justicia. Madre de Felipe y Bruno Ribeiro Nader, hoy de 21 y 19 años, fruto de su matrimonio con el abogado Guilherme Nader, Maristela describe el equilibrio entre la vida personal y profesional como un ejercicio diario de autoconocimiento. "El equilibrio no significa repartir el tiempo a partes iguales, sino estar presente y dar lo mejor de una misma en cada momento, sin perder la esencia, los valores y el propósito. Amo a Dios, por encima de todo, a mi familia, el deporte, hablar con los amigos, la tranquilidad del hogar, pero también el trabajo que construye." La fe aparece como hilo conductor de toda su historia, junto a hábitos sencillos que cuida con esmero: la musculación y el running, a ser posible cerca del verde; la compañía de su mascota, que no deja pasar un día sin paseo; los momentos con sus hijos; el sueño y el autocuidado, tratados como prioridad, no como lujo. Guarda también, con delicadeza, el recuerdo de una época que unió el principio y el final de la vida casi al mismo tiempo: el nacimiento de su hijo Bruno y el fallecimiento de su madre, Mercedes. "El principio y el final de la vida vividos con dolor y con aprendizaje," resume, sin extenderse más de lo necesario, con el pudor de quien sabe que ciertos dolores pertenecen solo a quien los ha vivido. Lo que quiere dejar Al preguntarle qué la motiva a seguir adelante, Maristela responde con la serenidad de quien ya ha hecho las paces con su propio propósito. "Nunca he visto los logros como un punto de llegada, sino como el comienzo de una nueva responsabilidad. Me mueve el propósito de marcar la diferencia, especialmente en la protección de las mujeres, en el fortalecimiento de la seguridad pública y en la construcción de políticas públicas que generen resultados concretos." Para las mujeres que hoy ven su trayectoria como referencia, deja un consejo directo, sin rodeos. "No busquéis solo una profesión, buscad un propósito. Invertid en conocimiento, sed disciplinadas, mantened la ética en todas vuestras actitudes y no dejéis nunca de aprender. No tengáis miedo de volver a empezar, de aceptar nuevos retos y de salir de la zona de confort. Trabajad con excelencia, servid a las personas y no perdáis nunca de vista los valores que definen quiénes sois." Y si pudiera volver atrás en el tiempo y hablar con la Maristela que empezaba, el mensaje sería de fe, más que de estrategia. "Preocúpate menos. No todo sucederá en tu momento, pero todo sucederá en el momento de Dios. Confía más. Haz tu parte con dedicación, honestidad y excelencia, porque nada resiste al trabajo serio y perseverante." Al final, la historia de la Dra. Maristela Nader no se cuenta por los cargos que ocupó, sino por las mujeres que hoy se sienten más seguras porque ella existió en algún punto de su camino. Ese es, al fin y al cabo, el verdadero significado de una carrera brillante. Artículo: Portada | Dra. Maristela Nader: Delegada de Policía y Conferenciante En 21 años como delegada de policía, la Dra. Maristela Nader construyó una carrera dedicada a la protección de mujeres, niños y adolescentes víctimas de violencia doméstica, pasando por el Departamento de Homicidios y Protección a la Persona, el 91º Distrito Policial y unidades en los aeropuertos de Congonhas y Viracopos. Condecorada con la Medalla de las Fuerzas Internacionales de Paz de la ONU y la Medalla Tiradentes, hoy trabaja en la Secretaría de Seguridad Pública y Ciudadanía y en el Departamento de Estrategia y Seguridad Escolar, llevando charlas y planes de prevención a los colegios. Es también productora agrícola en Valinhos, pianista de formación clásica y coautora del libro Elas Inspiram, reuniendo en una sola trayectoria la fuerza del uniforme y la delicadeza de la tierra. Instagram: https://www.instagram.com/delegadamaristela/
- Capa | Dra. Evelin Goldenberg: Clínica Geral e Reumatologista
Dra. Evelin Goldenberg é reumatologista do Hospital Albert Einstein, mestre e doutora em Reumatologia pela UNIFESP, autora de O Coração Sente, o Corpo Dói e fundadora do BE Institute, em São Paulo. Versão em Português Há uma frase que atravessa a vida de Evelin Goldenberg como um fio de aço, dita pelo pai, o também reumatologista José Goldenberg, e repetida por ela até virar princípio: ser um entre os melhores, e não mais um. Não é uma frase de efeito. É um método. Uma escolha diária que explica por que uma médica decidiu falar de fibromialgia numa época em que o tema era recebido com desconfiança, por que apostou nas terapias biológicas quando ainda eram novidade, por que montou um centro de infusão dedicado a doenças autoimunes e por que, décadas depois, continua construindo. Nada nessa trajetória aconteceu por acaso. E ela faz questão de dizer isso. "Carreira brilhante, para mim, é se destacar naquilo que você se propôs a fazer. Ser referência no que você escolheu." A definição vem sem rodeios, e o que a sustenta é ainda mais direto. Evelin se propôs a cuidar de pacientes com dor, com doenças reumatológicas, com quadros clínicos que muitas vezes ninguém sabia nomear. Fez isso sem abrir mão daquilo que aprendeu na propedêutica: ouvir a história do paciente, examinar, interpretar. E sem parar de estudar nunca, da clínica médica à reumatologia, das terapias biológicas à medicina regenerativa. "Brilhante é a carreira em que você cumpre, com excelência, aquilo que prometeu a si mesma." O reconhecimento que vem de quem entende Existe um tipo de validação que não se compra e não se fabrica. Evelin percebeu que estava no caminho certo quando o investimento começou a voltar em forma de resultado: os livros vendendo e chegando a pessoas que finalmente entendiam a própria dor, os pacientes chegando por indicação de outros pacientes. Mas o que mais a tocou veio de dentro da própria classe. Colegas médicos encaminhando pacientes para ela. Seu nome aparecendo, ano após ano, nas listas de revistas que indicam médicos escolhidos por outros médicos. "Quando o reconhecimento vem de quem entende do ofício, você sabe que não está no caminho certo por acaso. Está porque construiu." O currículo é vasto e ela o ostenta com orgulho. O mestrado e o doutorado em Reumatologia. A experiência com terapias biológicas desde que transformaram o tratamento das doenças autoimunes. O consultório construído sobre a confiança de pacientes e colegas. O centro de infusão. Os livros O Coração Sente, o Corpo Dói: como reconhecer e tratar a Fibromialgia, Viver bem depende de você: articule-se! Como prevenir e tratar a osteoartrose e Osteoporose Masculina. As participações na mídia, incluindo no programa do Jô Soares, discutindo fibromialgia quando quase ninguém falava sobre isso. O que dá peso a tudo isso, porém, é o contexto. Cada uma dessas conquistas foi construída em um mundo majoritariamente masculino. "Lutar e vencer como mulher na medicina não foi fácil. Todas essas conquistas têm a marca do trabalho, do estudo e da persistência." Não existe atalho, existe consistência Perguntada sobre o maior desafio, ela não hesita: vencer e se manter à frente em um ambiente extremamente competitivo, trazendo sempre algo novo. Foi assim quando falou de fibromialgia antes da conversa existir. Foi assim com as terapias biológicas. Foi assim com o centro de infusão. E é assim agora, com o BE Institute, projeto voltado para a longevidade, autoestima e qualidade de vida, que une medicina, reumatologia e estética avançada com tecnologias inovadoras e medicina regenerativa. Um cuidado pensado para todos, inclusive para pacientes autoimunes, que tantas vezes ficam de fora dessas possibilidades, porque é sempre importante lembrar que uma pessoa é um sistema completo, não apenas uma articulação, e precisa cuidar do todo. Mas há uma vitória que ela coloca acima das outras: ter feito tudo isso sendo mãe. Hoje uma das filhas é dermatologista, a outra se dedica ao empreendedorismo, e as duas trabalham lado a lado com ela. Somam-se cinco netos, que Evelin descreve simplesmente como sua alegria. "Nada disso foi sorte. Sorte pode abrir uma porta, mas só o trabalho mantém você dentro dela." O preço, dito em voz alta Há uma honestidade rara na forma como Evelin fala do que ficou para trás. Ela não romantiza. Abriu mão de acompanhar passo a passo o crescimento das filhas. Do próprio tempo e do próprio lazer. Foram mais de dez anos trabalhando de domingo a domingo, sem feriados, sem férias. Abriu mão de círculos sociais, porque era preciso trabalhar. "Hoje, quando assisto ao ballet da minha neta, sinto o peso de não ter visto o das minhas filhas. Isso dói, não vou negar." E então, com a mesma serenidade, ela vira a página: "Mas foi esse caminho que me permitiu dar às minhas filhas muito mais do que eu tive. Se valeu a pena? Valeu. E a vida, generosa, me deu uma segunda chance: o que não pude ver nas filhas, hoje vejo nos netos." O sucesso, diz ela, mostrou que a luta, o trabalho e a inovação valem a pena. Cada risco assumido, cada área nova buscada, cada noite de estudo se converteu em resultado, em reconhecimento e em pacientes com mais qualidade de vida. E se converteu também em exemplo, o mais valioso dos legados. "Nem sempre pude participar ativamente da vida delas como gostaria. Mas dei a elas algo que considero ainda maior: um exemplo vivo de luta. E hoje, vendo as mulheres que se tornaram, sei que cada esforço valeu a pena." Evelin lida diariamente com as consequências que a falta de equilíbrio causa no corpo: dor, inflamação, doenças agravadas pelo estresse, sono inadequado e sedentarismo. Ela afirma que seria incoerente não cuidar de si mesma. Por isso, ela se cuida. Mantém a atividade física em dia, tem uma alimentação balanceada e garante um sono de qualidade. Exatamente o que recomenda, como uma perfeccionista exemplar. Encontrou no golfe um hobby que reúne foco, disciplina e concentração, algo que sempre pautou sua vida, e que virou também uma forma de viajar ao lado do marido. Janta com as amigas uma vez por semana. Gosta de ver a casa sempre florida. E quando surge uma brecha na agenda, foge para ver os netos. Tem ainda um privilégio raro: trabalhar ao lado das filhas. "Equilíbrio, para mim, não é dividir o tempo em partes iguais. É estar presente de verdade em cada momento." Celebrar, para ela, dispensa festa. É um jantar com as amigas, viagens com marido, familiares e amigos, uma tarde com os netos, um dia de golfe. Depois de tantos anos sem pausa, aprendeu que a maior celebração é ter tempo para viver o que construiu. E saber dar valor. A herança que ninguém rouba Quando fala de referências, Evelin começa pelo pai que nunca lhe deu nada de mão beijada. Deu trabalho e conhecimento. Nunca a favoreceu por ser filha. Pelo contrário, exigia o dobro. Foi dali que veio a força. Depois vem a mãe, que sempre acreditou em seu potencial e a ajudou com as filhas, tornando possível uma carreira que, sem ela, não teria existido. E vem o avô, sobrevivente do Holocausto, autor da frase que ela carrega como escudo: Hitler me roubou tudo, menos a minha inteligência e o meu conhecimento. "Cresci com essa lição: podem tirar tudo de você, menos o que você sabe e o que você é." Hoje, suas referências também são as filhas. "Comecei inspirada pelos meus pais e sigo inspirada pelas minhas filhas. É uma corrente que não se quebra." O que ainda a move Falta de motivação é algo que Evelin diz não ter. Quando aparece, entende como sinal. "Se uma decisão exige filosofia demais, se a dúvida é excessiva, é porque não tem que ser." Ela se descreve como sensitiva e espiritualizada. Boa parte do que fez na vida foi guiada pelo sentimento e pela intuição. Percebe as pessoas de longe. Tem fé, e diz, com um sorriso, que Deus sempre dá uma mãozinha. O que a move agora é a longevidade com qualidade e autoestima. Não basta viver mais, é preciso viver bem, com saúde, autonomia e bem-estar. E o desafio mais recente tem um sabor especial: erguer o BE Institute com Bruna, dermatologista, e Carla, à frente da curadoria de produtos e da administração. Três mulheres investindo em tecnologia para ganho de massa muscular, queima de gordura, regeneração tecidual e autoestima. A BE Institute reúne uma equipe multidisciplinar completa, com neurologista e endocrinologista, formando uma policlínica com foco absoluto no paciente. "Enquanto houver um desafio novo, eu vou estar lá. Parar nunca foi uma opção." Sonhar, focar, executar Para quem busca propósito, o conselho vem em camadas. Primeiro: nunca desistir. Depois: maturidade para não se desesperar, porque é a serenidade, e não o pânico, que resolve. E, principalmente para as mulheres, um recado que ela faz questão de sublinhar. "Jamais se achar inferior em um mundo masculino. Eu construí minha carreira num ambiente dominado por homens e aprendi que o seu lugar não é concedido, é conquistado com trabalho, estudo e competência." Propósito, na visão dela, não se encontra pronto. Se constrói trabalhando. "Sonho sem foco é fantasia. Foco sem execução é intenção. Os três juntos são o que transformam propósito em realidade." A carta para a jovem Evelin Se pudesse voltar no tempo, ela sabe exatamente o que diria à mulher que estava começando. Continue, porque vale a pena. Você vai trabalhar de domingo a domingo, vai ouvir que o mundo é dos homens, vai ter que provar o dobro para valer o mesmo. E vai vencer. Não mude nada. Confie na sua intuição, ela nunca vai te trair. Estude sempre, porque o conhecimento é a única coisa que ninguém pode te roubar. E sonhe, foque e execute. Um dia, você vai olhar para trás e ver uma carreira sólida, duas filhas extraordinárias trabalhando ao seu lado, cinco netos. E vai entender que cada sacrifício tinha um propósito. "Seja um entre os melhores, e não mais um. Você vai conseguir." Artigo: Capa | Dra. Evelin Goldenberg: Clínica Geral e Reumatologista Dra. Evelin Goldenberg é reumatologista do Hospital Albert Einstein, mestre e doutora em Reumatologia pela UNIFESP, autora de O Coração Sente, o Corpo Dói e fundadora do BE Institute, em São Paulo. Instagram: https://www.instagram.com/dra_evelingoldenberg/ English version Cover Story | Dr. Evelin Goldenberg: General Practitioner and Rheumatologist Dr. Evelin Goldenberg is a rheumatologist at Hospital Albert Einstein, holds a master's and doctorate in Rheumatology from UNIFESP, is the author of The Heart Feels, the Body Hurts: How to Recognize and Treat Fibromyalgia, and founder of the BE Institute in São Paulo. There's a sentence that runs through Evelin Goldenberg's life like a steel thread, spoken first by her father, fellow rheumatologist José Goldenberg, and repeated by her until it became principle: be one among the best, not just one more. It isn't a catchphrase. It's a method. A daily choice that explains why a doctor decided to speak openly about fibromyalgia at a time when the subject was met with skepticism, why she bet on biologic therapies when they were still new, why she built an infusion center dedicated to autoimmune diseases, and why, decades later, she keeps building. Nothing in this trajectory happened by chance. And she makes a point of saying so. "A brilliant career, to me, means standing out in what you set out to do. Becoming a reference in what you chose." The definition is blunt, and what backs it up is even more direct. Evelin set out to care for patients in pain, patients with rheumatological diseases, clinical pictures that often no one could even name. She did it without giving up what she learned in the earliest days of clinical training: listen to the patient's story, examine, interpret. And without ever stopping her studies, from internal medicine to rheumatology, from biologic therapies to regenerative medicine. "A brilliant career is one where you deliver, with excellence, what you promised yourself." Recognition from people who understand the craft There's a kind of validation that can't be bought or manufactured. Evelin knew she was on the right path when the investment started coming back as results: the books selling and reaching people who finally understood their own pain, patients arriving through other patients' referrals. But what moved her most came from within her own field. Fellow doctors referring patients to her. Her name showing up, year after year, on the lists of publications that rank physicians chosen by other physicians. "When recognition comes from people who understand the profession, you know you're not on the right path by accident. You're there because you built it." The résumé is extensive, and she wears it with pride. The master's and doctorate in Rheumatology. Experience with biologic therapies since they transformed the treatment of autoimmune diseases. A practice built on the trust of patients and colleagues. The infusion center. The books The Heart Feels, the Body Hurts: How to Recognize and Treat Fibromyalgia, Living Well Depends on You: Get Moving! How to Prevent and Treat Osteoarthritis, and Male Osteoporosis. Media appearances, including on Jô Soares's show, discussing fibromyalgia when almost no one else was. What gives all of it weight, though, is the context. Every one of these achievements was built in a world dominated by men. "Fighting and winning as a woman in medicine wasn't easy. All of these achievements carry the mark of work, of study, of persistence." There's no shortcut, only consistency Asked about her biggest challenge, she doesn't hesitate: winning and staying ahead in a fiercely competitive environment, always bringing something new. That's how it was when she spoke about fibromyalgia before that conversation existed. That's how it was with biologic therapies. That's how it was with the infusion center. And that's how it is now, with the BE Institute, a project centered on longevity, self-esteem and quality of life, combining medicine, rheumatology and advanced aesthetics with innovative technologies and regenerative medicine. Care designed for everyone, including autoimmune patients, who are so often left out of these possibilities, because it's always worth remembering that a person is a complete system, not just a joint, and needs care for the whole. But there's one victory she places above all the others: having done all of this while being a mother. Today, one of her daughters is a dermatologist, the other is devoted to entrepreneurship, and both work alongside her. Add five grandchildren, whom Evelin simply describes as her joy. "None of this was luck. Luck might open a door, but only work keeps you inside it." The price, said out loud There's a rare honesty in how Evelin talks about what got left behind. She doesn't romanticize it. She gave up watching her daughters grow up step by step. Her own time, her own leisure. More than ten years working Sunday to Sunday, no holidays, no vacations. She gave up social circles, because there was work to do. "Today, when I watch my granddaughter's ballet recital, I feel the weight of not having seen my daughters'. That hurts, I won't deny it." And then, with the same composure, she turns the page: "But that path is what let me give my daughters far more than I had. Was it worth it? It was. And life, generously, gave me a second chance: what I couldn't see in my daughters, I now see in my grandchildren." Success, she says, proved that the fight, the work and the innovation were worth it. Every risk taken, every new field pursued, every night of study turned into results, into recognition, into patients with a better quality of life. And it turned into something else too: an example, the most valuable of all legacies. "I wasn't always able to be as present in their lives as I would have liked. But I gave them something I consider even greater: a living example of what it means to fight. And now, seeing the women they've become, I know every effort was worth it." Evelin deals daily with what happens to the body when balance is missing: pain, inflammation, diseases worsened by stress, poor sleep and a sedentary lifestyle. She says it would be inconsistent not to take care of herself. So she does. She keeps up with physical activity, eats a balanced diet, and makes sure she gets quality sleep. Exactly what she recommends, like the perfectionist she is. She found in golf a hobby that brings together focus, discipline and concentration, qualities that have always guided her life, and one that also became a way to travel alongside her husband. She has dinner with friends once a week. She likes keeping the house full of flowers. And whenever there's a gap in her schedule, she slips away to see her grandchildren. She also has a rare privilege: working alongside her daughters. "Balance, to me, isn't splitting time into equal parts. It's being truly present in every moment." Celebrating, for her, doesn't require a party. It's dinner with friends, trips with her husband, family and friends, an afternoon with her grandchildren, a day of golf. After so many years without a pause, she learned that the greatest celebration is having time to live what you built. And knowing how to value it. The inheritance no one can steal When she talks about the people who shaped her, Evelin starts with her father, who never handed her anything. He gave her work and knowledge. He never went easy on her for being his daughter. If anything, he demanded twice as much. That's where the strength came from. Then comes her mother, who always believed in her potential and helped with the girls, making possible a career that, without her, wouldn't exist. And then her grandfather, a Holocaust survivor, author of the line she carries like a shield: Hitler stole everything from me except my intelligence and my knowledge. "I grew up with that lesson: they can take everything from you except what you know and who you are." Today, her daughters are her reference points too. "I started out inspired by my parents, and I keep going inspired by my daughters. It's a chain that doesn't break." What still drives her Lack of motivation isn't something Evelin says she experiences. When it does show up, she reads it as a signal. "If a decision needs too much philosophizing, if the doubt is excessive, it's because it wasn't meant to happen." She describes herself as intuitive and spiritual. Much of what she's done in life was guided by feeling and instinct. She can read people from a distance. She has faith, and says, with a smile, that God always lends a hand. What drives her now is longevity with quality and self-esteem. It's not enough to live longer, you have to live well, with health, autonomy and well-being. And the latest challenge carries a special flavor: building the BE Institute alongside Bruna, a dermatologist, and Carla, who leads product curation and administration. Three women investing in technology for muscle gain, fat burning, tissue regeneration and self-esteem. The BE Institute brings together a full multidisciplinary team, including a neurologist and an endocrinologist, forming a full clinic with an absolute focus on the patient. "As long as there's a new challenge, I'll be there. Stopping was never an option." Dream, focus, execute For anyone searching for purpose, her advice comes in layers. First: never give up. Then: maturity enough not to panic, because it's composure, not panic, that gets things done. And, especially for women, a message she makes a point of underlining. "Never see yourself as inferior in a man's world. I built my career in an environment dominated by men, and I learned that your place isn't handed to you, it's earned through work, study and competence." Purpose, in her view, doesn't come ready-made. It's built by working. "A dream without focus is fantasy. Focus without execution is intention. The three together are what turn purpose into reality." A letter to young Evelin If she could go back in time, she knows exactly what she'd tell the woman who was just starting out. Keep going, because it's worth it. You're going to work Sunday to Sunday, you're going to hear that the world belongs to men, you're going to have to prove yourself twice over to be worth the same. And you're going to win. Don't change a thing. Trust your intuition, it will never betray you. Keep studying, because knowledge is the one thing no one can take from you. And dream, focus and execute. One day, you'll look back and see a solid career, two extraordinary daughters working by your side, five grandchildren. And you'll understand that every sacrifice had a purpose. "Be one among the best, not just one more. You're going to make it." Cover Feature | Dr. Evelin Goldenberg: General Practitioner and Rheumatologist Dr. Evelin Goldenberg is a rheumatologist at Hospital Albert Einstein, holds a master's and doctorate in Rheumatology from UNIFESP, is the author of The Heart Feels, the Body Hurts, and founder of the BE Institute in São Paulo. Instagram: https://www.instagram.com/dra_evelingoldenberg/ Versión en Español Portada | Dra. Evelin Goldenberg: Médica General y Reumatóloga La doctora Evelin Goldenberg es reumatóloga del Hospital Albert Einstein, máster y doctora en Reumatología por la UNIFESP, autora de El Corazón Siente, el Cuerpo Duele: cómo reconocer y tratar la Fibromialgia y fundadora del BE Institute, en São Paulo. Hay una frase que atraviesa la vida de Evelin Goldenberg como un hilo de acero, pronunciada primero por su padre, también reumatólogo, José Goldenberg, y repetida por ella hasta convertirse en principio: ser una entre las mejores, y no una más. No es una frase hecha. Es un método. Una decisión diaria que explica por qué una médica decidió hablar de fibromialgia en una época en que el tema se recibía con desconfianza, por qué apostó por las terapias biológicas cuando aún eran una novedad, por qué montó un centro de infusión dedicado a las enfermedades autoinmunes y por qué, décadas después, sigue construyendo. Nada en esta trayectoria ha sido casualidad. Y ella se encarga de dejarlo claro. "Una carrera brillante, para mí, es destacar en aquello que te propones. Ser referente en lo que has elegido." La definición no da rodeos, y lo que la sostiene es todavía más directo. Evelin se propuso cuidar a pacientes con dolor, con enfermedades reumatológicas, con cuadros clínicos que muchas veces nadie sabía ni nombrar. Lo hizo sin renunciar a lo que aprendió en la propedéutica: escuchar la historia del paciente, explorar, interpretar. Y sin dejar nunca de estudiar, desde la clínica médica hasta la reumatología, desde las terapias biológicas hasta la medicina regenerativa. "Brillante es la carrera en la que cumples, con excelencia, lo que te prometiste a ti misma." El reconocimiento de quienes entienden el oficio Existe un tipo de validación que no se compra ni se fabrica. Evelin se dio cuenta de que iba por el buen camino cuando la inversión empezó a devolverle resultados: los libros vendiéndose y llegando a personas que por fin entendían su propio dolor, pacientes que llegaban por recomendación de otros pacientes. Pero lo que más la conmovió vino de dentro de su propio gremio. Colegas médicos derivándole pacientes. Su nombre apareciendo, año tras año, en las listas de revistas que señalan a los médicos elegidos por otros médicos. "Cuando el reconocimiento viene de quien entiende el oficio, sabes que no estás en el buen camino por casualidad. Estás porque lo has construido." El currículo es extenso y ella lo luce con orgullo. El máster y el doctorado en Reumatología. La experiencia con terapias biológicas desde que transformaron el tratamiento de las enfermedades autoinmunes. La consulta construida sobre la confianza de pacientes y colegas. El centro de infusión. Los libros El Corazón Siente, el Cuerpo Duele: cómo reconocer y tratar la Fibromialgia, Vivir bien depende de ti: ¡Muévete! Cómo prevenir y tratar la osteoartrosis y Osteoporosis Masculina. Sus apariciones en medios, incluida la del programa de Jô Soares, hablando de fibromialgia cuando casi nadie más lo hacía. Lo que da peso a todo esto, sin embargo, es el contexto. Cada uno de estos logros se construyó en un mundo mayoritariamente masculino. "Luchar y vencer como mujer en la medicina no fue fácil. Todos estos logros llevan la marca del trabajo, del estudio y de la constancia." No hay atajos, solo constancia Preguntada por su mayor desafío, no duda: vencer y mantenerse en cabeza en un entorno extremadamente competitivo, aportando siempre algo nuevo. Así fue cuando habló de fibromialgia antes de que esa conversación existiera. Así fue con las terapias biológicas. Así fue con el centro de infusión. Y así es ahora, con el BE Institute, un proyecto centrado en la longevidad, la autoestima y la calidad de vida, que une medicina, reumatología y estética avanzada con tecnologías innovadoras y medicina regenerativa. Un cuidado pensado para todos, incluidos los pacientes autoinmunes, que tantas veces quedan fuera de estas posibilidades, porque siempre conviene recordar que una persona es un sistema completo, no solo una articulación, y necesita cuidados integrales. Pero hay una victoria que ella coloca por encima de las demás: haber hecho todo esto siendo madre. Hoy, una de sus hijas es dermatóloga, la otra se dedica al emprendimiento, y ambas trabajan codo con codo con ella. A eso se suman cinco nietos, a quienes Evelin describe sencillamente como su alegría. "Nada de esto fue suerte. La suerte puede abrirte una puerta, pero solo el trabajo te mantiene dentro de ella." El precio, dicho en voz alta Hay una honestidad poco común en la forma en que Evelin habla de lo que quedó atrás. No lo romantiza. Renunció a acompañar paso a paso el crecimiento de sus hijas. A su propio tiempo, a su propio ocio. Fueron más de diez años trabajando de domingo a domingo, sin festivos, sin vacaciones. Renunció a los círculos sociales, porque había que trabajar. "Hoy, cuando veo el ballet de mi nieta, siento el peso de no haber visto el de mis hijas. Eso duele, no lo voy a negar." Y entonces, con la misma serenidad, pasa página: "Pero ese fue el camino que me permitió darles a mis hijas mucho más de lo que yo tuve. ¿Valió la pena? Valió. Y la vida, generosa, me dio una segunda oportunidad: lo que no pude ver en mis hijas, hoy lo veo en mis nietos." El éxito, dice ella, demostró que la lucha, el trabajo y la innovación merecen la pena. Cada riesgo asumido, cada terreno nuevo explorado, cada noche de estudio se convirtió en resultado, en reconocimiento y en pacientes con mejor calidad de vida. Y se convirtió también en ejemplo, el más valioso de los legados. "No siempre pude participar tan activamente en su vida como me hubiera gustado. Pero les di algo que considero todavía más grande: un ejemplo vivo de lucha. Y hoy, viendo a las mujeres en las que se han convertido, sé que cada esfuerzo mereció la pena." Evelin lidia a diario con las consecuencias que la falta de equilibrio provoca en el cuerpo: dolor, inflamación, enfermedades agravadas por el estrés, el sueño inadecuado y el sedentarismo. Afirma que sería incoherente no cuidarse a sí misma. Por eso se cuida. Mantiene al día la actividad física, sigue una alimentación equilibrada y se asegura un sueño de calidad. Justo lo que recomienda, como la perfeccionista que es. Encontró en el golf una afición que reúne concentración, disciplina y foco, algo que siempre ha marcado su vida, y que se convirtió también en una forma de viajar junto a su marido. Cena con las amigas una vez por semana. Le gusta ver la casa siempre llena de flores. Y cuando surge un hueco en la agenda, se escapa para ver a sus nietos. Tiene además un privilegio poco frecuente: trabajar junto a sus hijas. "El equilibrio, para mí, no es repartir el tiempo en partes iguales. Es estar realmente presente en cada momento." Celebrar, para ella, no requiere fiesta. Es una cena con las amigas, viajes con su marido, familiares y amigos, una tarde con los nietos, un día de golf. Después de tantos años sin pausa, aprendió que la mayor celebración es tener tiempo para vivir lo que ha construido. Y saber darle valor. La herencia que nadie puede robar Cuando habla de sus referentes, Evelin empieza por su padre, que nunca le regaló nada. Le dio trabajo y conocimiento. Nunca la favoreció por ser su hija. Al contrario, le exigía el doble. De ahí vino la fuerza. Después está su madre, que siempre creyó en su potencial y la ayudó con las niñas, haciendo posible una carrera que, sin ella, no habría existido. Y está su abuelo, superviviente del Holocausto, autor de la frase que ella lleva como escudo: Hitler me robó todo, menos mi inteligencia y mi conocimiento. "Crecí con esa lección: pueden quitarte todo, menos lo que sabes y lo que eres." Hoy, sus hijas también son su referente. "Empecé inspirada por mis padres y sigo inspirada por mis hijas. Es una cadena que no se rompe." Lo que todavía la mueve La falta de motivación es algo que Evelin dice no conocer. Cuando aparece, la interpreta como una señal. "Si una decisión exige demasiada filosofía, si la duda es excesiva, es porque no tenía que ser." Se define como sensitiva y espiritual. Buena parte de lo que ha hecho en la vida estuvo guiado por el sentimiento y la intuición. Percibe a las personas a distancia. Tiene fe, y dice, con una sonrisa, que Dios siempre echa una mano. Lo que la mueve ahora es la longevidad con calidad y autoestima. No basta con vivir más, hay que vivir bien, con salud, autonomía y bienestar. Y el desafío más reciente tiene un sabor especial: levantar el BE Institute junto a Bruna, dermatóloga, y Carla, al frente de la curaduría de productos y la administración. Tres mujeres invirtiendo en tecnología para la ganancia de masa muscular, la quema de grasa, la regeneración tisular y la autoestima. El BE Institute reúne a un equipo multidisciplinar completo, con neurólogo y endocrinólogo, formando una policlínica con el foco puesto por completo en el paciente. "Mientras haya un desafío nuevo, ahí estaré yo. Parar nunca fue una opción." Soñar, enfocar, ejecutar Para quien busca un propósito, el consejo llega por capas. Primero: nunca rendirse. Después: madurez para no desesperarse, porque es la serenidad, y no el pánico, lo que resuelve las cosas. Y, sobre todo para las mujeres, un mensaje que se empeña en subrayar. "Nunca sentirse inferior en un mundo de hombres. Yo construí mi carrera en un entorno dominado por hombres y aprendí que tu lugar no se concede, se conquista con trabajo, estudio y competencia." El propósito, en su visión, no se encuentra hecho. Se construye trabajando. "Soñar sin foco es fantasía. Foco sin ejecución es intención. Los tres juntos son lo que convierte el propósito en realidad." La carta a la joven Evelin Si pudiera volver atrás en el tiempo, sabe exactamente qué le diría a la mujer que estaba empezando. Sigue adelante, porque merece la pena. Vas a trabajar de domingo a domingo, vas a oír que el mundo es de los hombres, vas a tener que demostrar el doble para valer lo mismo. Y vas a vencer. No cambies nada. Confía en tu intuición, nunca te va a traicionar. Estudia siempre, porque el conocimiento es lo único que nadie te puede robar. Y sueña, enfoca y ejecuta. Un día, mirarás atrás y verás una carrera sólida, dos hijas extraordinarias trabajando a tu lado, cinco nietos. Y entenderás que cada sacrificio tenía un propósito. "Sé una entre las mejores, y no una más. Lo vas a conseguir." Portada | Dra. Evelin Goldenberg: Médica General y Reumatóloga La doctora Evelin Goldenberg es reumatóloga del Hospital Albert Einstein, máster y doctora en Reumatología por la UNIFESP, autora de El Corazón Siente, el Cuerpo Duele y fundadora del BE Institute, en São Paulo. Instagram: https://www.instagram.com/dra_evelingoldenberg/
- Julho: férias para alguns, oportunidade para empreender para outros por Juliana Pires
Quando o mês de julho chega, muitas pessoas pensam imediatamente em férias, descanso e viagens. Mas, para quem empreende, este período representa muito mais do que uma pausa no calendário: é uma oportunidade estratégica para fortalecer o relacionamento com os clientes, inovar e manter o faturamento em alta. É comum que alguns segmentos sintam uma redução no movimento durante as férias escolares, enquanto outros experimentam um aumento significativo na demanda. Independentemente do ramo de atuação, existe uma verdade que todo empreendedor precisa compreender: quem se prepara antes colhe melhores resultados durante e depois. O maior erro que um empresário pode cometer é acreditar que julho será um "mês fraco" e simplesmente esperar que agosto chegue. Empresas que crescem são aquelas que transformam períodos de baixa em momentos de criatividade, planejamento e aproximação com seus clientes. Durante as férias, as pessoas alteram suas rotinas. Passam mais tempo nas redes sociais, frequentam shoppings, restaurantes, parques e cinemas, viajam ou simplesmente aproveitam momentos em família. Isso significa que o consumo não desaparece: ele apenas muda de formato. Cabe ao empreendedor entender esse novo comportamento e adaptar sua comunicação, seus produtos e suas campanhas para continuar sendo relevante. Oferecer descontos pode ser uma estratégia interessante, mas não deve ser a única ferramenta. Os consumidores estão cada vez mais em busca de experiências. Um restaurante pode criar um menu especial para famílias. Uma loja pode oferecer uma degustação. Um salão de beleza pode propor uma hidratação especial, uma massagem ou ainda um "Dia da Família", com condições especiais para pais, mães e filhos cuidarem da autoestima juntos. Quando a experiência encanta, o cliente volta e ainda indica o negócio para outras pessoas. Julho costuma registrar um aumento no tempo que as pessoas passam conectadas. É o momento ideal para mostrar os bastidores da empresa, apresentar a equipe, compartilhar depoimentos de clientes, divulgar novidades e produzir conteúdos que gerem valor. Quem desaparece das redes durante as férias corre o risco de desaparecer também da lembrança do consumidor. A constância continua sendo uma das maiores ferramentas de vendas. Muitos empresários concentram seus esforços apenas na conquista de novos consumidores e esquecem de cuidar daqueles que já confiam na marca. Julho é um excelente momento para criar campanhas de fidelização: um brinde, um atendimento diferenciado, um bônus para quem indicar amigos, uma mensagem personalizada. Pequenos gestos fortalecem relacionamentos e aumentam as chances de recompra. Caso o movimento realmente diminua, não desperdice esse tempo. Revise processos, atualize cadastros, capacite sua equipe, organize o estoque, analise indicadores financeiros e planeje campanhas para o segundo semestre. As empresas que crescem raramente utilizam os períodos mais tranquilos para descansar completamente; elas aproveitam esses momentos para preparar o próximo ciclo de crescimento. Nenhuma estratégia funciona sem uma equipe motivada. Julho também pode ser um ótimo momento para treinamentos, integração, reciclagem de conhecimentos e reconhecimento dos colaboradores. Funcionários bem preparados atendem melhor, vendem mais e transformam clientes em verdadeiros promotores da marca. Empresas que inovam não esperam as dificuldades aparecerem para mudar. Criar um novo serviço, montar um combo, firmar parcerias, realizar eventos, produzir conteúdos educativos, buscar novas formas de atender: a inovação não depende apenas de grandes investimentos. Muitas vezes, ela nasce da criatividade e da disposição para enxergar oportunidades onde outros enxergam obstáculos. Empreender é aprender diariamente a transformar desafios em oportunidades. Enquanto alguns olham para julho como um mês de queda nas vendas, outros enxergam uma excelente ocasião para conquistar novos clientes, fortalecer relacionamentos e preparar um segundo semestre ainda mais promissor. As férias passam. Os resultados de uma boa estratégia permanecem. Que este mês seja um convite para olhar seu negócio com criatividade, coragem e planejamento. Afinal, o sucesso não acontece por acaso: ele é construído todos os dias, por empresários que entendem que cada estação, cada mês e cada desafio podem se transformar em novas oportunidades de crescimento. Porque empreender é exatamente isso: seguir em frente, inovar sempre e nunca deixar de acreditar no potencial do seu próprio negócio. Bora criar um Julho Extraordinário? 5 ações práticas para aumentar as vendas em julho As pessoas gostam de viver experiências. Aproveite o clima das férias para lançar promoções criativas, kits especiais, brindes ou condições exclusivas durante o mês de julho. Uma campanha bem planejada chama atenção e gera um senso de oportunidade. Seu maior patrimônio pode estar na sua própria carteira de clientes. Envie uma mensagem personalizada, ofereça uma condição especial para o retorno ou convide quem está há algum tempo sem visitar sua empresa. Recuperar um cliente costuma ser mais barato e eficiente do que conquistar um novo. Durante as férias, muitas pessoas passam mais tempo conectadas. Publique conteúdos diariamente, mostre os bastidores da empresa, apresente sua equipe, compartilhe depoimentos e utilize vídeos curtos para gerar proximidade. Quem é visto é lembrado. Empresas não precisam competir o tempo todo; elas podem crescer juntas. Procure negócios que tenham o mesmo público que o seu e desenvolvam ações em conjunto. Uma parceria bem estruturada amplia a divulgação, fortalece a marca e cria novas oportunidades para ambos. O diferencial de uma empresa nem sempre está no preço, mas na forma como ela faz as pessoas se sentirem. Um atendimento acolhedor, um ambiente agradável, um mimo inesperado, um pós-venda atencioso ou uma lembrança personalizada podem transformar um cliente ocasional em um verdadeiro defensor da sua marca. Julho marca a metade do ano. Aproveite esse momento para analisar os resultados dos primeiros seis meses, revisar metas, ajustar estratégias, organizar as finanças e preparar campanhas para datas importantes como Dia dos Pais, Primavera, Black Friday e Natal. Lembre-se: o mercado recompensa quem se antecipa. Enquanto muitos esperam o movimento melhorar, os empreendedores de sucesso trabalham para criar as oportunidades que desejam. Juliana Pires https://www.instagram.com/julianasouzapires/
- Capa | Dani Campibelli: criadora do Marketing de Conexão
Versão em Português Dani Campidelli transformou uma sensibilidade que parecia excesso em método. Criadora do Marketing de Conexão, ela ensina marcas e pessoas a fazerem o que sempre fez por instinto: tocar quem está do outro lado Existe um tipo de inteligência que não cabe em diploma. Ela aparece cedo, quase sempre sem nome, e costuma ser confundida com intuição, com sensibilidade demais, com aquela mania de perceber o que ninguém falou. Dani Campidelli carrega essa inteligência desde menina. Demorou anos para entender que aquilo não era um traço de personalidade. Era um dom de leitura. E, mais tarde, viraria um método. Hoje, quando olha para a própria trajetória, ela resume com uma clareza que só o tempo constrói: uma carreira brilhante não é status, dinheiro ou presença nos lugares certos. É olhar para trás e sentir que tudo fez sentido. "Eu sempre fui movida por conexão. Às vezes eu nem sabia explicar, mas eu enxergava quando uma pessoa precisava conhecer outra, quando uma marca precisava mudar a forma de se apresentar, quando uma história precisava ser contada de outro jeito." Essa frase poderia ser o manifesto de toda a sua vida profissional. Porque antes de existir o método, existiu a estrada. Uma escola chamada vida real Dani começou cedo. Abriu o primeiro CNPJ aos 21 anos e, a partir dali, atravessou mundos que raramente conversam entre si: moda, vendas, fotografia, política, eventos, marketing, posicionamento. Em 2007, quando redes sociais ainda eram território experimental, ela já usava o Orkut para criar desejo, mostrar produto e movimentar pessoas. Não chamava aquilo de estratégia. Era só o jeito dela de fazer. Cada território deixou uma camada. A moda ensinou desejo. A fotografia ensinou olhar. A política ensinou percepção pública. O marketing ensinou estratégia. A fé ensinou propósito. A maternidade ensinou responsabilidade. E a vida, como ela mesma diz, ensinou conexão. Mas foi preciso um momento de pausa e honestidade para perceber que o fio que costurava tudo não era a foto bonita, a legenda certeira ou a campanha bem executada. Era o que acontecia antes de tudo isso. "Quando entendi que eu não fazia apenas marketing, mas lia pessoas, ambientes e possibilidades, eu percebi que estava no caminho certo." "Todo ser humano quer pertencer a alguma coisa. A uma história, a uma marca, a uma causa, a uma nova versão de si mesmo." O nascimento de um método A conquista que mais a orgulha não é uma campanha, um cliente ou um número. É ter conseguido dar nome ao que sempre fez naturalmente. Assim nasceu o Marketing de Conexão. A tese é simples de enunciar e profunda de praticar. Algumas campanhas vendem, viralizam e marcam não porque têm uma boa ideia, mas porque tocam em uma necessidade humana essencial: a necessidade de pertencer. Todo ser humano quer pertencer a alguma coisa. A uma história, a uma marca, a uma causa, a uma estética, a um grupo, a uma transformação, a uma nova versão de si mesmo. Quando Dani entendeu isso, percebeu que a percepção que carregava não era apenas dela. Era replicável. Era ensinável. Era método. E um método com uma ética embutida: ajudar marcas e pessoas a venderem sem perder verdade. Curiosamente, o maior desafio da trajetória não veio de fora. Veio de dentro. "Meu maior desafio foi confiar na minha própria leitura", admite. Ela enxergava antes. Percebia oportunidades, riscos, intenções, conexões possíveis. Mas demorava a acreditar que aquilo tinha valor, porque achava que era só intuição. Hoje sabe que essa intuição é feita de repertório, vivência, observação e muita estrada. "Nem todo dom chega com manual. Às vezes você primeiro vive, apanha, observa, erra, tenta de novo, até entender que aquilo que parecia só sensibilidade era uma inteligência." Sucesso como responsabilidade Para Dani, o sucesso mudou de definição no caminho. Deixou de ser uma chegada e virou uma responsabilidade. Quem trabalha com marketing, imagem e posicionamento mexe com percepção. E percepção muda decisão, comportamento, caminho. "Hoje eu não quero só fazer uma campanha bonita. Eu quero entender o que aquela campanha vai gerar dentro da pessoa." Essa consciência também transformou a relação dela com as próprias escolhas. Antes, oportunidade boa era qualquer porta que abria. Hoje ela sabe que existe porta que abre e diminui. A felicidade, que já foi coadjuvante, virou critério. Não como busca por facilidade, mas como bússola de sentido: estar no lugar certo, fazendo algo que conversa com quem ela é. "Equilíbrio é não se abandonar no meio da construção." A intensidade que não pede desculpas Perguntada sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional, Dani responde com uma sinceridade rara em entrevistas de capa: ainda está aprendendo. Ela é intensa. Quando entra em um projeto, pensa, sente, sonha, acorda com ideia e dorme desenhando caminho. Por isso, sua definição de equilíbrio não tem nada de agenda impecável. "Equilíbrio é não se abandonar no meio da construção. É lembrar que eu também sou mulher, mãe, pessoa, filha de Deus." Seus rituais de bem estar seguem a mesma lógica de profundidade. O principal deles é voltar para si. Entender o que sente, o que quer, o que faz sentido para a mulher que está se tornando. Ela fala com convicção sobre independência emocional: não viver presa à opinião alheia, não precisar de validação externa para acreditar no próprio valor. O reconhecimento profissional importa, claro. Mas a validação da identidade precisa vir de dentro. "Para eu estar bem, eu preciso estar conectada comigo, com Deus e com a minha verdade." E quando o cansaço chega, ela não insiste. Desliga do mundo, para, dorme. Aprendeu que muitas vezes o problema não é falta de talento ou de propósito. É exaustão. "Nem sempre a resposta é insistir. Às vezes, a resposta é descansar para conseguir voltar inteira." O que ficou pelo caminho Toda construção cobra renúncias. A dela foi abrir mão de ser entendida por todo mundo. Quem carrega uma visão diferente costuma ouvir que é exagero, que é viagem, que está inventando demais. Dani aprendeu a aceitar que algumas coisas chegam primeiro como inquietação, não como aplauso. Também precisou parar de se diminuir para caber. "Toda vez que eu tentei ser menor do que sou, eu me perdi um pouco." As vitórias, grandes ou pequenas, ela celebra em silêncio e gratidão. Nem sempre posta, nem sempre conta. Para e fala com Deus. Porque sabe o quanto cada conquista custou por dentro. Uma reunião que deu certo, uma ideia aceita, uma porta que abriu, uma coragem que finalmente veio. O conselho de quem aprendeu a se escutar Para quem busca propósito na carreira, o conselho de Dani é desconcertantemente prático: preste atenção no que você faz naturalmente e que os outros sempre procuram em você. O propósito raramente chega como grande revelação. Ele está no que se repete. "Às vezes, o que você chama de facilidade é justamente o seu diferencial." E se pudesse voltar no tempo, o que diria à menina que abriu um CNPJ aos 21 anos e sentia o mundo com uma antena que ninguém mais parecia ter? Diria para confiar mais nela. Diria que a loja, as vendas, o Orkut, a fotografia, a política, as portas fechadas e as pessoas que não entenderam, tudo isso um dia viraria leitura, método e força. Diria, sobretudo, para não ter vergonha de ser intensa. "Porque um dia ela entenderia que essa intensidade não era defeito. Era parte do jeito que Deus deu para ela enxergar o mundo." E é exatamente essa intensidade, agora com nome, método e direção, que faz de Dani uma mente que brilha. Não porque busca o próprio brilho, mas porque dedicou a carreira a algo mais raro: ajudar pessoas, marcas e projetos a enxergarem o brilho que já era deles. Artigo: Capa | Dani Campibelli: criadora do Marketing de Conexão Instagram: https://www.instagram.com/danii.s.ofc/ English version Cover Story | Dani Campidelli: Creator of Connection Marketing Dani Campidelli Turned a Sensibility That Looked Like Too Much Into a Method. The creator of Connection Marketing teaches brands and people to do, on purpose, what she always did on instinct: reach the person on the other side. There is a kind of intelligence that no diploma can hold. It shows up early, almost always without a name, and gets mistaken for intuition, for being "too sensitive," for that habit of noticing what nobody actually said out loud. Dani Campidelli has carried that intelligence since she was a girl. It took her years to understand it wasn't a personality trait. It was a gift for reading people. Later, it would become a method. Looking back at her own path today, she sums it up with a clarity that only time can build: a brilliant career isn't status, money, or being seen in the right places. It's looking back and feeling that everything made sense. "I was always driven by connection. Sometimes I couldn't even explain it, but I could see when one person needed to meet another, when a brand needed to change how it showed up, when a story needed to be told differently." That single line could serve as the manifesto for her entire professional life. Because before there was a method, there was the road. A School Called Real Life Dani started early. She opened her first business license at 21, and from there crossed worlds that rarely speak to each other: fashion, sales, photography, politics, events, marketing, positioning. Back in 2007, when social media was still experimental territory, she was already using Orkut to build desire, showcase product, and move people. She didn't call it strategy. It was just how she worked. Each world left its mark. Fashion taught her desire. Photography taught her how to look. Politics taught her public perception. Marketing taught her strategy. Faith taught her purpose. Motherhood taught her responsibility. And life, as she puts it, taught her connection. But it took a moment of pause and honesty to see that the thread running through all of it wasn't the pretty photo, the sharp caption, or the well executed campaign. It was what happened before any of that. "When I understood I wasn't just doing marketing, I was reading people, environments, and possibilities, I knew I was on the right path." "Every human being wants to belong to something. To a story, to a brand, to a cause, to a new version of themselves." The Birth of a Method The achievement she's proudest of isn't a campaign, a client, or a number. It's having given a name to something she'd always done naturally. That's how Connection Marketing was born. The thesis is simple to state and deep to practice. Some campaigns sell, go viral, and stick, not because they have a clever idea, but because they touch a basic human need: the need to belong. Every human being wants to belong to something. To a story, a brand, a cause, an aesthetic, a group, a transformation, a new version of themselves. Once Dani understood that, she realized the perception she carried wasn't just hers. It was repeatable. It was teachable. It was a method, one with an ethic built in: help brands and people sell without losing what's true about them. Interestingly, the biggest challenge on her path didn't come from outside. It came from within. "My biggest challenge was trusting my own read on things," she admits. She saw things before others did. She noticed opportunities, risks, intentions, possible connections. But it took her a long time to believe any of that had value, because she thought it was "just" intuition. Now she knows that intuition is built from experience, lived history, observation, and a lot of road. "Not every gift comes with an instruction manual. Sometimes you have to live it first, take some hits, watch closely, get it wrong, try again, until you understand that what looked like just sensitivity was actually a form of intelligence." Success as Responsibility For Dani, success changed definitions along the way. It stopped being a destination and became a responsibility. Anyone working with marketing, image, and positioning is working with perception. And perception changes decisions, behavior, direction. "Today I don't just want to make a beautiful campaign. I want to understand what that campaign is going to create inside the person who sees it." That awareness also reshaped her relationship with her own choices. She used to think a good opportunity was any door that opened. Now she knows some doors open and shrink you at the same time. Happiness, once a supporting character, became a criterion, not a search for ease, but a compass for meaning: being in the right place, doing something that actually matches who she is. "Balance is not abandoning yourself in the middle of building something." The Intensity That Doesn't Apologize Asked about balancing personal and professional life, Dani answers with a rare honesty for a cover story: she's still learning. She's intense. When she takes on a project, she thinks about it, feels it, dreams about it, wakes up with ideas, falls asleep mapping out the next step. So her definition of balance has nothing to do with a spotless calendar. "Balance is not abandoning yourself in the middle of building something. It's remembering that I'm also a woman, a mother, a person, a daughter of God." Her wellness rituals follow the same logic of depth. The main one is coming back to herself. Understanding what she feels, what she wants, what actually makes sense for the woman she's becoming. She speaks with conviction about emotional independence: not living tied to other people's opinions, not needing outside validation to believe in her own worth. Professional recognition matters, of course. But validating her identity has to come from within. "For me to be okay, I need to be connected to myself, to God, and to my own truth." And when exhaustion hits, she doesn't push through. She steps away from the world, stops, sleeps. She's learned that the problem is often not a lack of talent or purpose. It's exhaustion. "The answer isn't always to push harder. Sometimes the answer is to rest so you can come back whole." What Was Left Along the Way Every act of building demands sacrifice. Hers was giving up on being understood by everyone. Anyone who carries a different point of view usually hears that they're exaggerating, that they're off in the clouds, that they're overthinking it. Dani learned to accept that some ideas arrive first as unease, not applause. She also had to stop shrinking herself to fit in. "Every time I tried to be smaller than I am, I lost a little piece of myself." Her wins, big or small, she celebrates quietly, with gratitude. She doesn't always post about them, doesn't always tell people. She stops and talks to God instead, because she knows what each win cost her on the inside. A meeting that went well, an idea that got approved, a door that opened, a courage that finally showed up. Advice From Someone Who Learned to Listen to Herself For anyone looking for purpose in their career, Dani's advice is disarmingly practical: pay attention to what you do naturally, the thing people always come to you for. Purpose rarely arrives as a big revelation. It's in whatever keeps repeating. "Sometimes what you call 'easy for you' is exactly your edge." And if she could go back in time, what would she tell the girl who opened a business license at 21 and felt the world through an antenna nobody else seemed to have? She'd tell her to trust herself more. She'd tell her that the store, the sales, the Orkut posts, the photography, the politics, the closed doors, the people who didn't get it, all of it would one day become insight, method, and strength. Above all, she'd tell her not to be ashamed of being intense. "Because one day she'd understand that intensity wasn't a flaw. It was part of the way God gave her to see the world." And it's exactly that intensity, now with a name, a method, and a direction, that makes Dani a mind that shines. Not because she's chasing her own spotlight, but because she's dedicated her career to something rarer: helping people, brands, and projects see the light that was already theirs. Cover Story | Dani Campidelli: Creator of Connection Marketing Instagram: https://www.instagram.com/danii.s.ofc/ Versión en Español Portada | Dani Campidelli: creadora del Marketing de Conexión Dani Campidelli ha convertido una sensibilidad que parecía un exceso en un método La creadora del Marketing de Conexión enseña a marcas y personas a hacer, de forma consciente, lo que ella siempre ha hecho por instinto: llegar de verdad a quien está al otro lado. Existe un tipo de inteligencia que no cabe en ningún título. Aparece pronto, casi siempre sin nombre, y suele confundirse con intuición, con demasiada sensibilidad, con esa manía de percibir lo que nadie ha dicho en voz alta. Dani Campidelli ha cargado con esa inteligencia desde niña. Le ha costado años entender que aquello no era un rasgo de carácter. Era un don para leer a las personas. Y, más tarde, se convertiría en un método. Hoy, cuando mira atrás, resume su trayectoria con una claridad que solo el tiempo puede construir: una carrera brillante no es estatus, ni dinero, ni estar en los sitios adecuados. Es mirar atrás y sentir que todo ha tenido sentido. "Siempre me ha movido la conexión. A veces ni siquiera sabía explicarlo, pero veía cuándo una persona necesitaba conocer a otra, cuándo una marca necesitaba cambiar su forma de presentarse, cuándo una historia había que contarla de otra manera." Esa frase podría ser el manifiesto de toda su vida profesional. Porque antes de que existiera el método, existió el camino. Una escuela llamada vida real Dani empezó pronto. Se dio de alta como autónoma a los 21 años y, desde ahí, ha atravesado mundos que raras veces se hablan entre sí: la moda, las ventas, la fotografía, la política, los eventos, el marketing, el posicionamiento. En 2007, cuando las redes sociales eran todavía territorio experimental, ella ya usaba Orkut para generar deseo, mostrar producto y mover a la gente. No lo llamaba estrategia. Era, sencillamente, su manera de trabajar. Cada territorio le ha dejado una capa. La moda le enseñó el deseo. La fotografía le enseñó a mirar. La política le enseñó la percepción pública. El marketing le enseñó estrategia. La fe le enseñó propósito. La maternidad le enseñó responsabilidad. Y la vida, como dice ella misma, le enseñó conexión. Pero hizo falta un momento de pausa y honestidad para darse cuenta de que el hilo que unía todo no era la foto bonita, ni el titular certero, ni la campaña bien ejecutada. Era lo que ocurría antes de todo eso. "Cuando entendí que no solo hacía marketing, sino que leía a las personas, los entornos y las posibilidades, supe que iba por el buen camino." "Todo ser humano quiere pertenecer a algo. A una historia, a una marca, a una causa, a una nueva versión de sí mismo." El nacimiento de un método El logro que más orgullo le da no es una campaña, ni un cliente, ni una cifra. Es haber conseguido ponerle nombre a lo que siempre había hecho de forma natural. Así nació el Marketing de Conexión. La tesis es sencilla de enunciar y profunda de llevar a la práctica. Algunas campañas venden, se hacen virales y dejan huella, no porque tengan una buena idea, sino porque tocan una necesidad humana esencial: la necesidad de pertenecer. Todo ser humano quiere pertenecer a algo. A una historia, a una marca, a una causa, a una estética, a un grupo, a una transformación, a una nueva versión de sí mismo. Cuando Dani entendió esto, se dio cuenta de que la percepción que llevaba dentro no era solo suya. Era replicable. Era enseñable. Era un método, y además con una ética incorporada: ayudar a marcas y personas a vender sin perder su verdad. Curiosamente, el mayor reto de su trayectoria no vino de fuera. Vino de dentro. "Mi mayor reto ha sido confiar en mi propia lectura", reconoce. Ella veía las cosas antes que los demás. Percibía oportunidades, riesgos, intenciones, conexiones posibles. Pero tardó en creer que aquello tenía valor, porque pensaba que era solo intuición. Hoy sabe que esa intuición está hecha de bagaje, de vivencias, de observación y de mucho camino recorrido. "No todos los dones vienen con manual de instrucciones. A veces primero tienes que vivirlo, recibir algún golpe, observar, equivocarte, volver a intentarlo, hasta entender que lo que parecía solo sensibilidad era, en realidad, una inteligencia." El éxito como responsabilidad Para Dani, la definición de éxito ha ido cambiando por el camino. Ha dejado de ser una meta para convertirse en una responsabilidad. Quien trabaja con marketing, imagen y posicionamiento trabaja con percepción. Y la percepción cambia decisiones, comportamientos, rumbos. "Hoy no me conformo con hacer una campaña bonita. Quiero entender qué va a generar esa campaña dentro de la persona que la ve." Esa conciencia también ha transformado su relación con sus propias decisiones. Antes, una buena oportunidad era cualquier puerta que se abría. Hoy sabe que hay puertas que se abren y, a la vez, te empequeñecen. La felicidad, que antes era un personaje secundario, se ha convertido en un criterio, no como búsqueda de comodidad, sino como brújula de sentido: estar en el lugar correcto, haciendo algo que encaja con quien es ella. "El equilibrio es no abandonarse a una misma en mitad de la construcción." La intensidad que no pide disculpas Preguntada por el equilibrio entre vida personal y profesional, Dani responde con una sinceridad poco habitual en una entrevista de portada: todavía está aprendiendo. Es intensa. Cuando se mete en un proyecto, piensa en él, lo siente, lo sueña, se despierta con una idea y se duerme diseñando el siguiente paso. Por eso, su definición de equilibrio no tiene nada que ver con una agenda impecable. "El equilibrio es no abandonarse a una misma en mitad de la construcción. Es recordar que también soy mujer, madre, persona, hija de Dios." Sus rituales de bienestar siguen la misma lógica de profundidad. El principal es volver a sí misma. Entender qué siente, qué quiere, qué tiene sentido para la mujer en la que se está convirtiendo. Habla con convicción sobre la independencia emocional: no vivir pendiente de la opinión ajena, no necesitar validación externa para creer en su propio valor. El reconocimiento profesional importa, claro está. Pero la validación de la identidad tiene que venir de dentro. "Para estar bien, necesito estar conectada conmigo misma, con Dios y con mi verdad." Y cuando llega el cansancio, no insiste. Se desconecta del mundo, para, duerme. Ha aprendido que muchas veces el problema no es falta de talento ni de propósito. Es agotamiento. "No siempre la respuesta es seguir insistiendo. A veces la respuesta es descansar para poder volver entera." Lo que se quedó por el camino Toda construcción exige renuncias. La suya fue renunciar a que todo el mundo la entendiera. Quien tiene una mirada diferente suele escuchar que exagera, que se lo imagina todo, que le está dando demasiadas vueltas. Dani ha aprendido a aceptar que algunas ideas llegan primero como inquietud, no como aplauso. También ha tenido que dejar de achicarse para encajar. "Cada vez que intenté ser más pequeña de lo que soy, me perdí un poco a mí misma." Sus victorias, grandes o pequeñas, las celebra en silencio y con gratitud. No siempre las publica, no siempre las cuenta. Se para y habla con Dios, porque sabe lo que le ha costado por dentro cada logro. Una reunión que ha salido bien, una idea aceptada, una puerta que se ha abierto, un valor que por fin ha aparecido. El consejo de quien ha aprendido a escucharse Para quien busca propósito en su carrera, el consejo de Dani es desconcertantemente práctico: fíjate en lo que haces de forma natural y en lo que los demás siempre buscan en ti. El propósito casi nunca llega como una gran revelación. Está en lo que se repite. "A veces, lo que tú llamas facilidad es justo tu diferencial." Y si pudiera volver atrás en el tiempo, ¿qué le diría a la chica que se dio de alta como autónoma a los 21 años y sentía el mundo con una antena que nadie más parecía tener? Le diría que confiara más en ella misma. Le diría que la tienda, las ventas, Orkut, la fotografía, la política, las puertas cerradas y la gente que no lo entendió, todo eso acabaría convirtiéndose un día en lectura, en método y en fuerza. Le diría, sobre todo, que no se avergonzara de ser intensa. "Porque algún día entendería que esa intensidad no era un defecto. Era parte de la forma en que Dios le dio a ella para ver el mundo." Y es precisamente esa intensidad, ahora con nombre, método y dirección, la que convierte a Dani en una mente que brilla. No porque busque su propio brillo, sino porque ha dedicado su carrera a algo mucho más escaso: ayudar a personas, marcas y proyectos a ver el brillo que ya era suyo. Artículo: Portada | Dani Campidelli: creadora del Marketing de Conexión Instagram: https://www.instagram.com/danii.s.ofc/
- Menopausa: o renascimento do feminino por Dra. Marlene Siqueira
A fase do climatério e da menopausa, historicamente vista como um "declínio" na vida das mulheres, adquire um novo olhar com a ciência moderna, que nos mostra que essa transição é, na verdade, uma oportunidade de ouro para refinarmos nossa saúde e nossa longevidade. Não é uma pausa na vida, é um renascimento. A expectativa de vida da mulher brasileira ultrapassa os 80 anos. Isso significa que viveremos, em média, um terço de nossas vidas na pós-menopausa. A queda na produção dos hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona) não afeta apenas a reprodução, ela retira um "escudo protetor" do nosso corpo. Sem o manejo adequado, essa deficiência hormonal acelera processos de adoecimento: aumenta o risco de doenças cardiovasculares em até 3 vezes, de osteoporose e de declínio cognitivo em até 6 vezes, além de favorecer o ganho de peso e agravar doenças preexistentes como artrite, fibromialgia, depressão e ansiedade. A menopausa exige que assumamos, de forma ativa e amorosa, a governança da nossa saúde. O climatério é o período de transição que antecede a menopausa. Nessa fase, o corpo começa a sussurrar (e às vezes gritar) que as regras do jogo estão mudando. Os sinais mais comuns incluem ondas de calor (fogachos) e suores noturnos, alterações no sono e fadiga crônica, oscilações de humor, ansiedade e irritabilidade, névoa mental com dificuldade de foco e memória, ressecamento vaginal e diminuição da libido, além da redistribuição da gordura corporal, especialmente na região abdominal. Cada um desses sinais é um convite para que nos dediquemos ao autocuidado com mais intensidade. Para um cuidado de excelência, a medicina funcional não olha apenas para os hormônios, mas para o seu "terreno biológico" como um todo. Um check-up estratégico nesta fase deve incluir um perfil hormonal completo (FSH, LH, Estradiol, Progesterona, Testosterona e SHBG); avaliação do cortisol e do DHEA-S; saúde metabólica e inflamatória (Insulina de jejum, Hemoglobina Glicada, Perfil Lipídico detalhado e PCR ultrassensível); função tireoidiana (TSH, T4 Livre, T3 Livre e anticorpos); e rastreio nutricional (Vitamina D, B12, B9, Ferro e Magnésio). Complementamos com exames de imagem para avaliação e detecção precoce de doenças: Densitometria Óssea, Mamografia, Ultrassom Transvaginal, avaliação cardiovascular minuciosa e Tomografia de Tórax. Esses exames são o mapa que nos guia para as melhores decisões. A medicina funcional nos ensina que o tratamento começa pelas recomendações de mudança no estilo de vida, para adequar os hábitos às necessidades de cada mulher. Na alimentação, adote um padrão anti-inflamatório. Reduza açúcares e carboidratos refinados. Aumente a ingestão de vegetais crucíferos (brócolis, couve), gorduras boas (abacate, azeite) e proteínas de alto valor biológico para sustentar a sua massa muscular. O exercício físico é inegociável. A musculação (treino de força) é a sua "poupança" para a longevidade óssea e metabólica, enquanto o exercício aeróbico protege o seu coração. Pratique regularmente, no mínimo 3 vezes por semana, por 40 minutos. A gestão do estresse é fundamental. O cortisol (hormônio do estresse) elevado "rouba" a produção dos nossos hormônios sexuais. Quando está extremamente baixo, por cansaço crônico, leva a infecções de repetição, fadiga crônica, falta de libido, baixa produtividade e alterações do ciclo sono-vigília. Pratique respiração consciente e yoga, cultive sua fé e valorize as amizades. A espiritualidade e a gratidão diária são cientificamente comprovadas como moduladoras da imunidade e promotoras de paz interior. Nutrientes como Coenzima Q10 (para energia celular mitocondrial), Magnésio Inositol (para o sono), Ômega-3 (para inflamação e cérebro) e Vitaminas ADEK (para ossos e coração) são grandes aliados. E quando bem indicada e individualizada, a terapia com hormônios biocompatíveis (que possuem a mesma estrutura molecular dos que nosso corpo produzia) devolve a qualidade de vida e protege contra o envelhecimento precoce. A natureza nos oferece dádivas preciosas. Na aromaterapia, óleos essenciais de Sálvia Esclareia e Gerânio, inalados ou em massagens diluídas em óleo carreador, ajudam a equilibrar as emoções e aliviar os fogachos. Lavanda e Bergamota são perfeitas no difusor ao lado da cama para induzir um sono profundo e reparador. Na fitoterapia, chás ou extratos de Amora Branca, Cimicífuga (Black Cohosh) e Maca Peruana são excelentes moduladores naturais para atenuar as ondas de calor e devolver o vigor. A menopausa não é o fim da sua feminilidade; é o início da sua fase de maior poder, sabedoria e liberdade. Vamos iniciar os cuidados na fase de 35 a 40 anos para que você faça a transição menopausal com alegria, saúde e tranquilidade. Assuma a governança do seu corpo e permita-se florescer! Dra Marlene Siqueira CRM: 85292 / RQE:14550/96 -14551/96 Saúde Feminina em Foco /Astral TV -Vivo TV canal 633 Instagram: @dramarlenesiqueira
- Não tenhais medo por Francisco Sanchez
O medo é uma das emoções mais humanas que existem. Ele nos acompanha desde o nascimento e, em muitos momentos, é um aliado precioso. Graças ao medo, evitamos perigos, preservamos a vida e aprendemos a agir com prudência. Contudo, quando deixa de ser um sinal de proteção e passa a governar nossas escolhas, ele se transforma em uma prisão invisível. Vivemos em uma sociedade que frequentemente utiliza o medo como ferramenta de controle. O medo do fracasso, da rejeição, da opinião alheia, da escassez, da violência e até do futuro é constantemente alimentado. Pessoas e instituições sabem que alguém dominado pelo medo tende a desistir de sonhar, evita arriscar e aceita viver muito abaixo do potencial que Deus lhe concedeu. Existe uma diferença importante entre o medo que protege e o medo que paralisa. O primeiro nos torna prudentes; o segundo nos impede de viver. Um nos faz olhar antes de atravessar a rua; o outro nos convence de que jamais devemos sair de casa. Um preserva a vida; o outro impede que ela floresça. Quando o medo domina o coração por muito tempo, frequentemente nasce a ansiedade. A mente passa a viver em um futuro que ainda não aconteceu, criando cenários negativos, antecipando sofrimentos e roubando a paz do presente. A ansiedade é, muitas vezes, a tentativa de controlar aquilo que ainda não aconteceu: o amanhã. Entretanto, coragem não significa ausência de medo. Os verdadeiramente corajosos também sentem medo, mas escolhem não permitir que ele determine seus passos. A coragem nasce da confiança. Quem confia e acredita, encontra força para seguir mesmo quando tudo parece incerto. Superar o medo é um caminho construído diariamente. Começa pela oração, fortalece-se na fé, cresce na esperança e se concretiza em pequenas decisões de enfrentar aquilo que antes parecia impossível. Cada passo dado com confiança enfraquece o medo e fortalece a alma. Ser feliz não é viver sem desafios, mas viver sem permitir que o medo tenha a última palavra. O medo continuará batendo à porta. Faz parte da condição humana. Mas ele não precisa ocupar o lugar de honra dentro de nós. E, talvez por isso, aquelas antigas palavras continuem ecoando com tanta força em nosso tempo:" Não tenhais medo." Quem aprende a caminhar apesar do medo descobre que a coragem não elimina os obstáculos; ela apenas impede que eles tenham a última palavra. Francisco Usero Sanchez Administrador, especialista em gestão de pessoas e recursos humanos Terapeuta internacional TRG @franciscosanchez379
- Capa | Walevska Quantum: Cientista da Felicidade, Psicoterapeuta Quântica e criadora do Quantum VR®
Versão em Português Quando a ciência se permite olhar para dentro, ela deixa de ser apenas método e se torna propósito. É nesse cruzamento entre dados, espiritualidade e tecnologia que Walevska Quantum construiu uma carreira que hoje atravessa fronteiras e atende pessoas em diferentes países, sempre com a mesma convicção: saúde mental e felicidade podem, e devem, ser tratadas com rigor científico e profundidade humana. Há entrevistadas que respondem perguntas. Walevska Quantum responde com trajetória. Cada frase carrega o peso de mais de cinquenta mestres estudados, de anos de pesquisa solitária e de uma certeza que ela repete como mantra: um sonho visto com clareza já existe, só falta o mundo alcançá-lo. Psicoterapeuta quântica, especialista em Ciências da Felicidade e criadora do Quantum VR®, ela construiu algo raro no universo do desenvolvimento humano: uma metodologia própria, testada, registrada e hoje reconhecida por nomes que ela própria considera ícones na área. "Ter uma carreira brilhante é quando alcançamos um objetivo, um propósito", ela define, sem rodeios. "É quando o que fazemos passa a ter um significado maior e a alcançar reconhecimento inevitável." O instante em que tudo mudou de direção Não existe um único momento de virada na história de Walevska, mas existe um sinal que ela aprendeu a reconhecer como bússola: quando o trabalho começa a falar por si. "Foi quando meu trabalho começou a ser indicado por profissionais dos quais eu considero ícones, e quando comecei a ser procurada por pessoas em vários países", lembra. Foi o momento em que a pesquisa silenciosa de anos encontrou eco fora das próprias paredes do estúdio, e o que era convicção pessoal passou a ser validação coletiva. Essa validação, no entanto, não chegou de bandeja. Veio depois de um processo que poucos teriam coragem de sustentar: o desenvolvimento e o registro do Quantum VR®, projeto que a enche de orgulho até hoje. "Foram anos de estudos e pesquisas nos quais me dediquei sozinha, até conseguir o apoio do Sebrae para desenvolver o projeto e colocá-lo no mundo", conta. O desafio não era apenas técnico, era também conceitual: como registrar algo que nunca havia existido antes, sem nenhum parâmetro no mundo para embasar o pedido? "O que aprendi com isso é que não importa o quão difícil seja seu sonho, é possível concretizar. Se você já viu em sua mente, então ele existe. Não desista jamais de algo que você criou." A frase, dita por ela em meio à entrevista, funciona quase como assinatura. É o tipo de convicção que só se sustenta depois de ter sido testada pela dúvida e ter vencido. Quantum VR: ciência, tecnologia e cuidado em um mesmo território O Quantum VR® nasceu da intersecção entre disciplinas que raramente conversam entre si: neurociência, psicoterapia quântica e realidade virtual. Para Walevska, essa convergência não é modismo, é responsabilidade. "Hoje vejo a responsabilidade social que tenho. Trazer saúde mental através da tecnologia é disruptivo, e isso requer maturidade para lidar com os desafios que isso gera", afirma. É uma maturidade que se reflete também na forma como ela enxerga o próprio sucesso. Longe de ser ponto de chegada, ele se tornou ponto de partida para uma consciência mais ampla sobre o impacto do seu trabalho. "O que me motiva a continuar crescendo é ver que o que faço impacta centenas de pessoas pelo mundo, e que também estimulo o olhar da ciência para a saúde mental, para que possamos ter mais tecnologias em favor do ser humano." Felicidade como ciência, não como acaso Entre as formações que carrega está justamente Ciências da Felicidade, e é dali que vem uma das convicções mais firmes de Walevska: felicidade não é sorte, é estrutura. "A felicidade é essencial para nossa saúde física, emocional, mental, espiritual e vibracional. Ela conduz todos os nossos pensamentos e emoções, e isso é essencial para uma vida de propósito e prosperidade", explica. Essa estrutura se sustenta em rituais simples, quase artesanais, em meio a uma rotina de alta exigência. "Começo meu dia com um bom café da manhã acompanhado de uma oração. Depois disso, o mesmo que todo mundo: atividade física e uma boa noite de sono." A simplicidade da resposta é, em si, uma declaração: grandeza não exige excesso, exige consistência. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional, no entanto, ela não romantiza. "É algo bem desafiador quando estamos falando de anos de estudos, mas precisamos ter esse cuidado para não deixar de fazer o que é importante nas duas áreas." E sobre o preço dessa trajetória, é igualmente honesta: "Sempre precisamos abrir mão de algumas coisas para chegar onde queremos. Nem sempre vai ser fácil, mas se você seguiu com clareza, discernimento, bom senso e sabedoria, com certeza vai valer a pena." Mestres, vitórias e a arte de celebrar o caminho Walevska soma mais de cinquenta mestres em sua formação, um espectro que vai de Amit Goswami a Helio Couto, físicos e pensadores que moldaram sua visão de mundo quântico aplicado ao humano. "Todos foram extremamente importantes na minha jornada", diz, sem hierarquizar nomes, reconhecendo que cada influência teve seu papel insubstituível. Sobre celebrar conquistas, ela tem uma visão pouco convencional, quase neurocientífica: "As vitórias, grandes ou pequenas, precisam ser celebradas para que nosso cérebro possa continuar a te apoiar no seu propósito. A vitória é como você passou pelo caminho, não é só a chegada no pódio." É uma forma de dizer que o processo importa tanto quanto o resultado, e que ignorar isso é desperdiçar combustível emocional necessário para seguir. "Veja seus sonhos mais loucos, mais ousados, e se eles favorecerem mais pessoas, coloque-os em prática. Este será o seu maior estímulo." Nos dias mais difíceis, quando dúvida e cansaço aparecem, ela não busca atalhos. "Acredito que temos que olhar para todo o caminho que já percorremos e honrar nossa trajetória. Orar, meditar e se conectar com a natureza me ajuda muito." É uma resposta que dialoga diretamente com sua própria metodologia: voltar para dentro antes de seguir para fora. A mensagem para quem está começando Ao ser convidada a voltar no tempo e falar com a versão mais jovem de si mesma, Walevska não hesita: "Eu diria: não escute ninguém que duvide da sua capacidade. Não se preocupe tanto em ficar sozinha, você tem um propósito muito maior que tudo isso para alcançar. Então não se distraia com nada disso. Siga em frente e divirta-se com a sua jornada." É um conselho que resume, em poucas linhas, toda a trajetória que a trouxe até aqui: solidão produtiva, fé inabalável no que ainda não existe no mundo, e a coragem de transformar ciência em ferramenta de cuidado. Walevska Quantum não apenas estuda a felicidade, ela construiu, com método e fé, um caminho próprio para entregá-la ao mundo. Artigo: Capa | Walevska Quantum: Cientista da Felicidade, Psicoterapeuta Quântica e criadora do Quantum VR® Walevska Quantum é Psicoterapeuta Quântica, especialista em Ciências da Felicidade e criadora do Quantum VR®, tecnologia voltada para saúde mental reconhecida internacionalmente. Instagram: https://www.instagram.com/terapeutawalevska/ English version Cover Story | Walevska Quantum: Scientist of Happiness, Quantum Psychotherapist, and Creator of Quantum VR® When science allows itself to look inward, it stops being only a method and becomes a purpose. It is at this intersection of data, spirituality, and technology that Walevska Quantum has built a career that today crosses borders and reaches people in different countries, always carrying the same conviction: mental health and happiness can, and should, be treated with scientific rigor and human depth. Some interview subjects answer questions. Walevska Quantum answers with her trajectory. Every sentence carries the weight of more than fifty masters studied, years of solitary research, and a certainty she repeats like a mantra: a dream seen clearly already exists, the world just has to catch up to it. A quantum psychotherapist, a specialist in the Science of Happiness, and the creator of Quantum VR®, she has built something rare in the world of human development: her own methodology, tested, registered, and now recognized by names she herself considers icons in the field. "Having a brilliant career means reaching a goal, a purpose," she says plainly. "It is when what we do takes on a greater meaning and reaches an inevitable recognition." The moment everything changed direction There is no single turning point in Walevska's story, but there is a signal she has learned to read as a compass: the moment the work begins to speak for itself. "It was when my work started being recommended by professionals I consider icons, and when people from various countries started seeking me out," she recalls. That was the moment when years of quiet research found an echo beyond the walls of her own studio, when personal conviction became collective validation. That validation, however, did not arrive easily. It came after a process few would have had the courage to sustain: developing and registering Quantum VR®, a project that still fills her with pride today. "There were years of study and research that I pursued alone, until I found support from Sebrae to develop the project and bring it into the world," she says. The challenge was not only technical, it was conceptual: how do you register something that had never existed before, with no precedent anywhere in the world to support the request? "What I learned from this is that no matter how difficult your dream is, it can be made real. If you have already seen it in your mind, then it exists. Never give up on something you created." The line, spoken midway through the interview, almost works as a signature. It is the kind of conviction that only holds up after being tested by doubt, and winning. Quantum VR: science, technology, and care in the same territory Quantum VR® was born at the intersection of disciplines that rarely speak to one another: neuroscience, quantum psychotherapy, and virtual reality. For Walevska, that convergence is not a trend, it is a responsibility. "Today I see the social responsibility I carry. Bringing mental health through technology is disruptive, and that requires the maturity to handle the challenges it creates," she states. It is a maturity that also shows in how she views her own success. Far from being a finish line, it has become a starting point for a wider awareness of her work's impact. "What motivates me to keep growing is seeing that what I do reaches hundreds of people around the world, and that I also push science to look at mental health, so we can have more technology working in favor of human beings." Happiness as science, not chance Among the disciplines she has studied is, fittingly, the Science of Happiness, and from there comes one of Walevska's firmest convictions: happiness is not luck, it is structure. "Happiness is essential to our physical, emotional, mental, spiritual, and vibrational health. It guides every thought and emotion we have, and that is essential for a life of purpose and prosperity," she explains. That structure rests on rituals that are simple, almost handmade, in the middle of a demanding routine. "I start my day with a good breakfast and a prayer. After that, the same as everyone else: physical activity and a good night's sleep." The simplicity of the answer is, in itself, a statement: greatness does not require excess, it requires consistency. She does not, however, romanticize the balance between personal and professional life. "It is quite challenging when we are talking about years of study, but we need to take care not to neglect what matters in either area." And about the price of this path, she is just as honest: "We always have to give up some things to get where we want to go. It will not always be easy, but if you moved forward with clarity, discernment, common sense, and wisdom, it will be worth it." Masters, victories, and the art of celebrating the journey Walevska counts more than fifty masters in her formation, a range that stretches from Amit Goswami to Helio Couto, physicists and thinkers who shaped her quantum vision of what it means to be human. "All of them were extremely important in my journey," she says, refusing to rank names, recognizing that every influence played an irreplaceable role. On celebrating achievements, she holds a view that is almost neuroscientific in its precision: "Victories, big or small, need to be celebrated so our brain can keep supporting us in our purpose. The victory is how you walked the path, not just arriving on the podium." It is a way of saying that the process matters as much as the result, and that ignoring this wastes the emotional fuel needed to keep going. "Look at your wildest, boldest dreams, and if they benefit more people, put them into practice. That will be your greatest motivation." On the hardest days, when doubt and exhaustion show up, she does not look for shortcuts. "I believe we have to look at the whole path we have already walked and honor our journey. Praying, meditating, and connecting with nature help me a great deal." It is an answer that speaks directly to her own methodology: turning inward before moving outward. The message for those just starting out Asked to go back in time and speak to her younger self, Walevska does not hesitate: "I would say, do not listen to anyone who doubts your ability. Do not worry so much about being alone, you have a purpose far greater than any of that to reach. So do not let yourself get distracted by it. Keep moving forward and enjoy your journey." It is advice that sums up, in just a few lines, the entire path that brought her here: productive solitude, unshakable faith in what does not yet exist in the world, and the courage to turn science into a tool for care. Walevska Quantum does not just study happiness, she has built, with method and faith, her own way of delivering it to the world. Cover Story | Walevska Quantum: Scientist of Happiness, Quantum Psychotherapist, and Creator of Quantum VR® Walevska Quantum is a Quantum Psychotherapist, a specialist in the Science of Happiness, and the creator of Quantum VR®, an internationally recognized mental health technology. Instagram: https://www.instagram.com/terapeutawalevska/ Versión en Español Portada | Walevska Quantum: científica de la felicidad, psicoterapeuta cuántica y creadora de Quantum VR® Cuando la ciencia se permite mirar hacia dentro, deja de ser solo un método y se convierte en un propósito. Es en ese cruce entre datos, espiritualidad y tecnología donde Walevska Quantum ha construido una carrera que hoy atraviesa fronteras y llega a personas de distintos países, siempre con la misma convicción: la salud mental y la felicidad pueden, y deben, tratarse con rigor científico y profundidad humana. Hay entrevistadas que responden preguntas. Walevska Quantum responde con su trayectoria. Cada frase lleva el peso de más de cincuenta maestros estudiados, de años de investigación solitaria y de una certeza que repite como un mantra: un sueño visto con claridad ya existe, solo falta que el mundo lo alcance. Psicoterapeuta cuántica, especialista en Ciencias de la Felicidad y creadora de Quantum VR®, ha construido algo poco habitual en el universo del desarrollo humano: una metodología propia, probada, registrada y hoy reconocida por nombres que ella misma considera referentes en el sector. "Tener una carrera brillante es alcanzar un objetivo, un propósito", afirma sin rodeos. "Es cuando lo que hacemos pasa a tener un significado mayor y alcanza un reconocimiento inevitable." El instante en que todo cambió de dirección No existe un único momento de giro en la historia de Walevska, pero sí hay una señal que ha aprendido a reconocer como brújula: cuando el trabajo empieza a hablar por sí mismo. "Fue cuando mi trabajo comenzó a ser recomendado por profesionales a los que considero referentes, y cuando empecé a recibir consultas de personas de varios países", recuerda. Fue el momento en que la investigación silenciosa de años encontró eco fuera de las paredes de su propio estudio, y lo que era convicción personal se convirtió en validación colectiva. Esa validación, sin embargo, no llegó por la vía fácil. Llegó tras un proceso que pocos habrían tenido el valor de sostener: el desarrollo y el registro de Quantum VR®, un proyecto que aún hoy la llena de orgullo. "Fueron años de estudio e investigación a los que me dediqué en solitario, hasta conseguir el apoyo del Sebrae para desarrollar el proyecto y llevarlo al mundo", cuenta. El reto no era solo técnico, era también conceptual: ¿cómo se registra algo que nunca había existido, sin ningún precedente en el mundo que respaldara la solicitud? "Lo que aprendí con esto es que, por difícil que sea tu sueño, se puede hacer realidad. Si ya lo has visto en tu mente, entonces existe. Nunca renuncies a algo que has creado." La frase, dicha a media entrevista, funciona casi como una firma. Es el tipo de convicción que solo se sostiene después de haber sido puesta a prueba por la duda y haber salido victoriosa. Quantum VR: ciencia, tecnología y cuidado en un mismo territorio Quantum VR® nació en la intersección de disciplinas que rara vez dialogan entre sí: la neurociencia, la psicoterapia cuántica y la realidad virtual. Para Walevska, esa convergencia no es una moda, es una responsabilidad. "Hoy soy consciente de la responsabilidad social que tengo. Llevar la salud mental a través de la tecnología es algo disruptivo, y eso exige la madurez necesaria para afrontar los retos que genera", afirma. Es una madurez que también se refleja en cómo entiende su propio éxito. Lejos de ser un punto de llegada, se ha convertido en un punto de partida hacia una conciencia más amplia sobre el impacto de su trabajo. "Lo que me motiva a seguir creciendo es ver que lo que hago llega a cientos de personas en todo el mundo, y que además impulso a la ciencia a mirar hacia la salud mental, para que podamos contar con más tecnología al servicio del ser humano." La felicidad como ciencia, no como azar Entre su formación figura precisamente Ciencias de la Felicidad, y de ahí nace una de las convicciones más firmes de Walevska: la felicidad no es suerte, es estructura. "La felicidad es esencial para nuestra salud física, emocional, mental, espiritual y vibracional. Guía todos nuestros pensamientos y emociones, y eso resulta esencial para una vida con propósito y prosperidad", explica. Esa estructura se sostiene en rituales sencillos, casi artesanales, en medio de una rutina muy exigente. "Empiezo el día con un buen desayuno acompañado de una oración. Después, lo mismo que todo el mundo: actividad física y una buena noche de sueño." La sencillez de la respuesta es, en sí misma, una declaración: la grandeza no exige exceso, exige constancia. El equilibrio entre la vida personal y profesional, sin embargo, no lo idealiza. "Es bastante complicado cuando hablamos de años de estudio, pero hay que cuidar de no dejar de atender lo importante en ninguna de las dos áreas." Y sobre el precio de este camino, es igualmente honesta: "Siempre hay que renunciar a algunas cosas para llegar a donde queremos. No siempre será fácil, pero si has avanzado con claridad, discernimiento, sentido común y sabiduría, sin duda habrá merecido la pena." Maestros, victorias y el arte de celebrar el camino Walevska suma más de cincuenta maestros en su formación, un abanico que va de Amit Goswami a Helio Couto, físicos y pensadores que moldearon su visión cuántica aplicada a lo humano. "Todos fueron extremadamente importantes en mi camino", dice, sin jerarquizar nombres, reconociendo que cada influencia tuvo un papel insustituible. Sobre celebrar los logros, mantiene una visión poco convencional, casi neurocientífica: "Las victorias, grandes o pequeñas, hay que celebrarlas para que nuestro cerebro pueda seguir apoyándonos en nuestro propósito. La victoria está en cómo se recorre el camino, no solo en llegar al podio." Es una manera de decir que el proceso importa tanto como el resultado, y que ignorarlo supone desperdiciar el combustible emocional necesario para continuar. "Mira tus sueños más locos, más atrevidos, y si benefician a más personas, ponlos en práctica. Ese será tu mayor estímulo." En los días más difíciles, cuando aparecen la duda y el cansancio, no busca atajos. "Creo que hay que mirar todo el camino que ya hemos recorrido y honrar nuestra trayectoria. Rezar, meditar y conectar con la naturaleza me ayudan mucho." Es una respuesta que dialoga directamente con su propia metodología: volver hacia dentro antes de salir hacia fuera. El mensaje para quienes empiezan Al ser invitada a viajar en el tiempo y hablar con su versión más joven, Walevska no duda: "Le diría: no escuches a nadie que dude de tu capacidad. No te preocupes tanto por estar sola, tienes un propósito mucho más grande que todo eso por alcanzar. Así que no te distraigas con nada de esto. Sigue adelante y disfruta de tu camino." Es un consejo que resume, en pocas líneas, toda la trayectoria que la ha traído hasta aquí: soledad productiva, fe inquebrantable en lo que todavía no existe en el mundo, y el valor de convertir la ciencia en una herramienta de cuidado. Walevska Quantum no se limita a estudiar la felicidad, ha construido, con método y fe, un camino propio para entregarla al mundo. Portada | Walevska Quantum: científica de la felicidad, psicoterapeuta cuántica y creadora de Quantum VR® Walevska Quantum es psicoterapeuta cuántica, especialista en Ciencias de la Felicidad y creadora de Quantum VR®, una tecnología orientada a la salud mental reconocida internacionalmente. Instagram: https://www.instagram.com/terapeutawalevska/
- Capa | Dra. Anna Maria Brasil: Escritora, Editora e Educadora Ambiental
Versão em Português Da Bahia natal às principais feiras literárias do mundo, a trajetória da escritora, editora e educadora ambiental Anna Maria Brasil é a prova viva de que sonhar grande, quando acompanhado de disciplina, fé e trabalho, é o material com que se constroem os legados que atravessam gerações. Há histórias que começam com um propósito tão claro que parecem ter sido escritas antes mesmo de existirem. A de Anna Maria Brasil é uma delas. Escritora, editora e educadora ambiental, ela transformou uma inquietação pessoal, o desejo de contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes em relação ao meio ambiente, em uma obra de vida que hoje alcança milhares de pessoas em todo o país. Tudo começou com um livro. Equilíbrio Ambiental & Resíduos na Sociedade Moderna nasceu da vontade de ajudar estudantes, educadores, profissionais e empresas a compreenderem a gestão adequada dos resíduos, alinhada à legislação ambiental e às boas práticas de sustentabilidade. Era um projeto simples na concepção e ambicioso na intenção. Faltava, porém, alguém dispostos a apostar nele. Quando a porta não abre, você constrói a sua própria "Sucesso, para mim, nunca foi uma conquista que se guarda sozinha. Ele se espalha, ganha outros rostos, outras histórias, e só faz sentido quando alcança quem vem depois de nós." Diante da dificuldade em encontrar uma editora interessada em publicar uma autora ainda desconhecida, Anna Maria tomou uma decisão que diria muito sobre o tipo de mulher que viria a se tornar: ela criou sua própria editora. Em 2003 nasceu a Brasil Sustentável Editora, especializada em publicações voltadas à sustentabilidade, à educação ambiental e à responsabilidade socioambiental. O gesto, à época pequeno, revelava uma característica que se repetiria em todos os capítulos seguintes de sua vida: quando o caminho não existe, ela o pavimenta com as próprias mãos. "Os sonhos exigem coragem, disciplina e perseverança." Uma formação construída a dois Parte significativa de sua maturidade como editora, Anna Maria credita ao convívio constante com o marido, Cosmo Juvela, editor há mais de seis décadas e membro da diretoria da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Ao lado dele, teve o privilégio de representar o Brasil em feiras internacionais de peso como Frankfurt, Barcelona, Madri e Cuba, experiências que ampliaram seus horizontes e aprofundaram sua compreensão sobre o poder transformador da leitura na construção de uma sociedade melhor. Foi também ao lado de Cosmo que aprendeu a olhar para o livro não apenas como produto, mas como instrumento de transformação social, uma convicção que orienta cada projeto editorial assinado pela Brasil Sustentável até hoje. "Não meço o que construí pelo que ficou em meu nome, mas pelo que floresceu em quem aprendeu comigo. É nessa multiplicação que mora o verdadeiro significado de ter vivido bem." O reconhecimento que confirma o caminho A virada definitiva veio quando Equilíbrio Ambiental foi adotado pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), passando a integrar as bibliotecas das escolas estaduais de São Paulo e de instituições de ensino superior. Foi o sinal de que a aposta feita anos antes, a de confiar no próprio propósito mesmo sem o apoio do mercado editorial tradicional, havia sido certeira. A partir daí, o que começou como um único livro se transformou em uma missão de vida. Vieram novas publicações, entre elas o Novo Dicionário O Ser Humano e o Meio Ambiente de A a Z, além de dezenas de projetos desenvolvidos em parceria com especialistas, educadores e instituições de ensino. A editora expandiu sua atuação por meio de programas educacionais, cursos e materiais voltados à formação de crianças, jovens, educadores e comunidades inteiras. "O que nasceu como uma obra única se tornou uma missão de vida. Porque propósito de verdade nunca se contenta em ficar do tamanho que começou." Raízes que sustentam Anna Maria é categórica ao afirmar que o sucesso nunca foi uma conquista solitária. Ela reconhece a equipe que caminha ao seu lado todos os dias e cita nomes que marcaram sua trajetória, como o Desembargador José Renato Nalini, seu professor de Direito Civil e autor dos prefácios de suas obras, e o médico e ex-Deputado Federal Walter Feldman, que a incentivou desde os primeiros passos da editora. Mas é dos pais que vêm as raízes mais profundas. Do pai, Jayme Brasil, herdou valores como ética, respeito, amor ao próximo e uma fé inabalável. Da mãe, Leolina Brasil, recebeu algo igualmente formador: as medidas e os alinhavos das costuras aprendidos ainda na infância, que mais tarde se revelariam essenciais para o olhar minucioso e a precisão visual que Anna Maria aplica até hoje na diagramação de seus livros. Não satisfeita em parar, decidiu, aos 45 anos, cursar Direito e foi aprovada no exame da OAB, conciliando estudo, trabalho e família em uma das fases mais intensas de sua vida. "Os sonhos exigem coragem, disciplina e perseverança", repete ela, agora com a autoridade de quem viveu essa frase na prática. "Aos 45 anos, voltei a ser estudante porque entendi que parar nunca foi uma opção para mim. Os sonhos não têm prazo de validade, têm prazo de coragem." A menina do leite Desde criança, Anna Maria era conhecida pela família como sonhadora demais. Costumavam repreendê-la por viver imaginando possibilidades e construindo planos para o futuro. Sua mãe, com ternura, dizia: "Essa menina parece a Menina do Leite", referência a um conto popular da Bahia, terra onde nasceu. A história é conhecida: uma menina carrega diariamente uma lata de leite na cabeça e, no caminho, sonha acordada. Imagina vender o leite, comprar uma galinha, multiplicar os ovos em pintinhos, os pintinhos em galinhas, e assim, pouco a pouco, construir uma grande fazenda. Distraída pelos próprios sonhos, tropeça, derrama o leite e perde, junto com ele, tudo o que havia imaginado. Por anos, Anna Maria ouviu essa comparação como um alerta para não sonhar demais. A vida, porém, lhe ensinou outra lição: os sonhos são o ponto de partida de toda realização. A diferença está em não apenas sonhar, mas em transformar cada sonho em planejamento, trabalho e ação constante. "Sonhar nunca foi o meu erro. O erro estava em ouvir quem dizia que sonhar demais era perigoso. Aprendi a transformar cada sonho em chão firme, passo a passo, até ele deixar de ser apenas imaginação." Um legado em construção Hoje, o que move Anna Maria é saber que os programas de educação ambiental criados por sua editora impactam positivamente milhares de vidas. Cada criança, educador, família ou profissional alcançado reforça sua certeza de que vale a pena continuar semeando conhecimento e construindo caminhos para um futuro mais sustentável. É esse o legado que ela deixa, com todo amor, para o filho Alexandre Juvela e as netinhas gêmeas Beatriz e Catarina. Para quem está começando a própria jornada profissional, sua mensagem é direta e generosa: escolha uma causa que faça seu coração vibrar, cultive relacionamentos verdadeiros e nunca pare de aprender. Porque, no fim, a felicidade está em construir algo que tenha significado, cercada das pessoas que compartilham dos mesmos valores e sonhos. Essa, para Anna Maria Brasil, é a verdadeira definição de sucesso. Artigo: Capa | Dra. Anna Maria Brasil: Escritora, Editora e Educadora ambiental Instagram: @bse_editora Site: brasilsustentaveleditora.com.br Facebook e LinkedIn: Brasil Sustentável Editora E-mail: annamaria@brasilsustentaveleditora.com.br English version Cover Story | Dra. Anna Maria Brasil: Writer, Publisher, and Environmental Educator From her native Bahia to the world's most prestigious book fairs, the journey of writer, publisher, and environmental educator Anna Maria Brasil proves that dreaming big, when paired with discipline, faith, and hard work, is exactly what legacies that outlast generations are made of. There are stories that begin with a purpose so clear it feels like it was written before it even existed. Anna Maria Brasil's is one of them. A writer, publisher, and environmental educator, she took a personal restlessness, the desire to help shape more environmentally conscious citizens, and turned it into a life's work that today reaches thousands of people across Brazil. It all started with a book. *Equilíbrio Ambiental & Resíduos na Sociedade Moderna* grew out of her wish to help students, educators, professionals, and companies understand proper waste management, grounded in environmental law and sustainable best practices. The idea was simple in concept and ambitious in intent. What was missing was someone willing to bet on it. When the door won't open, you build your own "Success, to me, was never something you hold onto alone. It spreads, it takes on other faces, other stories, and it only means something when it reaches the people who come after us." Faced with the difficulty of finding a publisher willing to take a chance on an unknown author, Anna Maria made a decision that would say a great deal about the woman she was becoming: she built her own publishing house. In 2003, Brasil Sustentável Editora was born, focused on sustainability, environmental education, and social and environmental responsibility. The move, modest at the time, revealed a trait that would show up again and again in every chapter that followed: when the road doesn't exist, she paves it herself. "Dreams demand courage, discipline, and perseverance." A partnership that shaped her Anna Maria credits much of her growth as a publisher to her marriage to Cosmo Juvela, an editor for more than six decades and a board member of the Brazilian Book Chamber (CBL). At his side, she had the privilege of representing Brazil at major international book fairs, including Frankfurt, Barcelona, Madrid, and Cuba, experiences that broadened her horizons and deepened her understanding of the transformative power of reading in building a better society. It was also alongside Cosmo that she learned to see a book not just as a product, but as an instrument of social change, a conviction that still drives every editorial project Brasil Sustentável puts out today. "I don't measure what I built by what carries my name. I measure it by what bloomed in the people who learned alongside me. That multiplication is where the real meaning of a life well lived shows up." The recognition that confirmed she was on the right path The real turning point came when *Equilíbrio Ambiental* was adopted by the Foundation for the Development of Education (FDE) and made its way into the libraries of São Paulo's public schools and higher education institutions. It was the signal that the bet she had made years earlier, to trust her own purpose without the backing of the traditional publishing market, had paid off. From there, what began as a single book became a life's mission. New titles followed, including *Novo Dicionário O Ser Humano e o Meio Ambiente de A a Z*, along with dozens of editorial projects developed in partnership with specialists, educators, and schools. The publishing house expanded its reach through educational programs, courses, and materials aimed at children, young people, educators, and entire communities. "What started as a single piece of work turned into a mission for life. Because real purpose never stays the size it started out as." Roots that hold everything up Anna Maria is firm in saying that success was never a solitary achievement. She credits the team that walks alongside her every day and names people who shaped her path, including Judge José Renato Nalini, her civil law professor and the author of the prefaces to her books, and physician and former federal congressman Walter Feldman, who encouraged her from the publishing house's earliest days. But it's her parents who gave her the deepest roots. From her father, Jayme Brasil, she inherited values like ethics, respect, love for others, and an unshakable faith. From her mother, Leolina Brasil, she received something equally formative: the measurements and stitching techniques learned as a young girl, which would later prove essential to the meticulous, precise eye she still brings to laying out her books. Not one to slow down, she decided at 45 to go to law school, and passed the Brazilian bar exam, juggling study, work, and family during one of the most demanding stretches of her life. "Dreams demand courage, discipline, and perseverance," she repeats, now with the authority of someone who has lived that sentence in practice. "At 45, I went back to being a student because I understood that stopping was never an option for me. Dreams don't come with an expiration date. They come with a courage deadline." The girl with the milk pail As a child, Anna Maria was known in her family for dreaming too much. She was often scolded for living in her imagination, dreaming up possibilities and building plans for the future. Her mother used to say, fondly, "That girl is just like the Milkmaid," a reference to a well known folktale from Bahia, the state where Anna Maria was born. The story goes like this: a girl carries a pail of milk on her head every day, and along the way, she daydreams. She imagines selling the milk, buying a hen, watching the eggs hatch into chicks, the chicks grow into more hens, and bit by bit building a whole farm. Distracted by her own dreams, she trips, spills the milk, and loses, along with it, everything she had imagined. For years, Anna Maria heard that comparison as a warning against dreaming too big. Life, though, taught her something different. She learned that dreams are the starting point of every achievement. The difference lies in not just dreaming, but in turning every dream into planning, work, and steady action. "Dreaming was never my mistake. The mistake was listening to people who said dreaming too much was dangerous. I learned to turn every dream into solid ground, one step at a time, until it stopped being just imagination." A legacy still being built Today, what drives Anna Maria is knowing that the environmental education programs her publishing house created are making a real difference in thousands of lives. Every child, educator, family, or professional reached reinforces her certainty that it's worth continuing to plant knowledge and build paths toward a more sustainable future. That's the legacy she leaves, with all her love, for her son Alexandre Juvela and her twin granddaughters Beatriz and Catarina. For anyone just starting out on their own professional path, her message is simple and generous: choose a cause that makes your heart race, build real relationships, and never stop learning. Because in the end, happiness comes from building something meaningful, surrounded by people who share your values and your dreams. That, for Anna Maria Brasil, is the true definition of success. Cover Story | Dra. Anna Maria Brasil: Writer, Publisher, and Environmental Educator Instagram: @bse_editora Site: brasilsustentaveleditora.com.br Facebook e LinkedIn: Brasil Sustentável Editora E-mail: annamaria@brasilsustentaveleditora.com.br Versión en Español Portada | Dra. Anna Maria Brasil: escritora, editora y educadora ambiental Desde su Bahía natal hasta las ferias literarias más importantes del mundo, la trayectoria de la escritora, editora y educadora ambiental Anna Maria Brasil demuestra que soñar a lo grande, cuando va acompañado de disciplina, fe y trabajo, es precisamente la materia con la que se construyen los legados capaces de atravesar generaciones. Hay historias que comienzan con un propósito tan claro que parece haber sido escrito antes incluso de existir. La de Anna Maria Brasil es una de ellas. Escritora, editora y educadora ambiental, supo transformar una inquietud personal, el deseo de contribuir a la formación de ciudadanos más conscientes con el medio ambiente, en una obra de vida que hoy llega a miles de personas en todo Brasil. Todo empezó con un libro. Equilíbrio Ambiental & Resíduos na Sociedade Moderna nació de su voluntad de ayudar a estudiantes, docentes, profesionales y empresas a comprender la correcta gestión de los residuos, conforme a la legislación ambiental y a las buenas prácticas de sostenibilidad. Era un proyecto sencillo en su concepción y ambicioso en su intención. Lo único que faltaba era alguien dispuesto a apostar por él. Cuando la puerta no se abre, la construyes tú misma "El éxito, para mí, nunca fue algo que se guarda en solitario. Se reparte, adopta otros rostros, otras historias, y solo cobra sentido cuando llega a quienes vienen después de nosotros." Ante la dificultad de encontrar una editorial dispuesta a publicar a una autora todavía desconocida, Anna Maria tomó una decisión que diría mucho sobre la mujer en la que se convertiría: creó su propia editorial. En 2003 nació Brasil Sustentável Editora, especializada en publicaciones sobre sostenibilidad, educación ambiental y responsabilidad socioambiental. Aquel gesto, modesto en su momento, dejaba ver un rasgo que se repetiría en todos los capítulos siguientes de su vida: cuando el camino no existe, ella lo allana con sus propias manos. "Los sueños exigen valentía, disciplina y constancia." Una formación construida en pareja Anna Maria atribuye buena parte de su madurez como editora a la convivencia constante con su marido, Cosmo Juvela, editor desde hace más de seis décadas y miembro de la junta directiva de la Cámara Brasileña del Libro (CBL). A su lado tuvo el privilegio de representar a Brasil en ferias internacionales de gran peso, como las de Fráncfort, Barcelona, Madrid y Cuba, experiencias que ampliaron sus horizontes y profundizaron su comprensión sobre el poder transformador de la lectura en la construcción de una sociedad mejor. Fue también junto a Cosmo donde aprendió a mirar el libro no solo como producto, sino como instrumento de transformación social, una convicción que sigue guiando cada proyecto editorial que firma Brasil Sustentável. "No mido lo que construí por lo que quedó a mi nombre, sino por lo que floreció en quienes aprendieron a mi lado. En esa multiplicación está el verdadero sentido de haber vivido bien." El reconocimiento que confirmó el camino El punto de inflexión definitivo llegó cuando Equilíbrio Ambiental fue adoptado por la Fundación para el Desarrollo de la Educación (FDE) y empezó a formar parte de las bibliotecas de los colegios públicos de São Paulo y de centros de educación superior. Fue la señal de que la apuesta hecha años atrás, confiar en su propio propósito incluso sin el respaldo del mercado editorial tradicional, había sido la acertada. A partir de ahí, lo que comenzó como un único libro se convirtió en una misión de vida. Llegaron nuevas publicaciones, entre ellas el Novo Dicionário O Ser Humano e o Meio Ambiente de A a Z, además de decenas de proyectos editoriales desarrollados junto a especialistas, docentes e instituciones educativas. La editorial amplió su alcance a través de programas educativos, cursos y materiales dirigidos a niños, jóvenes, profesores y comunidades enteras. "Lo que nació como una obra única se convirtió en una misión de vida. Porque un propósito de verdad nunca se conforma con el tamaño que tenía al principio." Raíces que sostienen Anna Maria es tajante al afirmar que el éxito nunca fue una conquista en solitario. Reconoce al equipo que camina junto a ella cada día y menciona nombres que han marcado su trayectoria, como el magistrado José Renato Nalini, su profesor de Derecho Civil y autor de los prólogos de sus obras, y el médico y ex diputado federal Walter Feldman, que la animó desde los primeros pasos de la editorial. Pero son sus padres quienes le dieron las raíces más profundas. De su padre, Jayme Brasil, heredó valores como la ética, el respeto, el amor al prójimo y una fe inquebrantable. De su madre, Leolina Brasil, recibió algo igualmente formativo: las medidas y los hilvanes de la costura aprendidos desde niña, que más tarde resultarían esenciales para esa mirada minuciosa y precisa que aplica todavía hoy en la maquetación de sus libros. Lejos de conformarse, decidió, a los 45 años, estudiar Derecho y aprobó el examen de colegiación, compaginando estudio, trabajo y familia en una de las etapas más intensas de su vida. "Los sueños exigen valentía, disciplina y constancia", repite, ahora con la autoridad de quien ha vivido esa frase en carne propia. "A los 45 años volví a ser estudiante porque entendí que parar nunca fue una opción para mí. Los sueños no tienen fecha de caducidad, tienen fecha límite de valentía." La niña de la lechera Desde pequeña, en su familia la conocían por soñar demasiado. Solían reprenderla por vivir imaginando posibilidades y haciendo planes de futuro. Su madre, con cariño, le decía: "Esta niña es igual que la lechera", en referencia a un cuento popular muy conocido en Bahía, la tierra donde nació. La historia es conocida: una niña lleva todos los días un cántaro de leche sobre la cabeza y, por el camino, se queda absorta soñando despierta. Imagina que vende la leche, compra una gallina, multiplica los huevos en pollitos, los pollitos en más gallinas, y así, poco a poco, levanta una gran granja. Distraída por sus propios sueños, tropieza, derrama la leche y pierde, junto con ella, todo lo que había imaginado. Durante años, Anna Maria escuchó esa comparación como una advertencia para no soñar demasiado. La vida, sin embargo, le enseñó algo distinto. Aprendió que los sueños son el punto de partida de todo logro. La diferencia está en no quedarse solo en el sueño, sino en convertir cada uno de ellos en planificación, trabajo y acción constante. "Soñar nunca fue mi error. El error estaba en escuchar a quienes decían que soñar demasiado era peligroso. Aprendí a convertir cada sueño en suelo firme, paso a paso, hasta que dejó de ser solo imaginación." Un legado que sigue creciendo Hoy, lo que mueve a Anna Maria es saber que los programas de educación ambiental creados por su editorial están cambiando, para bien, miles de vidas. Cada niño, cada docente, cada familia o profesional al que llegan sus proyectos refuerza su certeza de que merece la pena seguir sembrando conocimiento y abriendo caminos hacia un futuro más sostenible. Ese es el legado que deja, con todo su cariño, a su hijo Alexandre Juvela y a sus nietas mellizas Beatriz y Catarina. A quienes están comenzando su propio camino profesional les deja un mensaje sencillo y generoso: elige una causa que te haga vibrar el corazón, cultiva relaciones verdaderas y no dejes nunca de aprender. Porque, al final, la felicidad consiste en construir algo con sentido, rodeada de personas que comparten tus valores y tus sueños. Esa es, para Anna Maria Brasil, la verdadera definición de éxito. Portada | Dra. Anna Maria Brasil: escritora, editora y educadora ambiental Instagram: @bse_editora Site: brasilsustentaveleditora.com.br Facebook e LinkedIn: Brasil Sustentável Editora E-mail: annamaria@brasilsustentaveleditora.com.br
- 5 anos de terapia em 10 minutos por Henry Ayres
Tem insights que fazem o trabalho de anos na nossa mente. Não porque resolvem tudo, mas porque finalmente nomeiam o que já estava dentro de nós. Há um tipo de frase que muda alguma coisa por dentro sem pedir licença. Ela chega numa conversa qualquer, num vídeo de trinta segundos, numa fala de alguém que nem sabia que estava sendo profundo, e em poucos minutos organiza o que cinco anos de terapia tentaram, com paciência e método, colocar em ordem. Isso costuma assustar um pouco. Faz parecer que todo aquele tempo no consultório foi desperdiçado, que bastava ouvir a coisa certa no momento certo. Mas não é isso que acontece. O que acontece é mais bonito e mais justo do que parece. A culpa nunca foi o problema Culpa, vista de perto, não é punição. É termômetro. Ela aparece quando uma ação sai de sincronia com aquilo em que a pessoa acredita, e o desconforto que ela provoca não existe para humilhar, existe para avisar. O erro de quem carrega culpa por anos não é sentir, é confundir o aviso com sentença. Levar cinco anos para entender essa diferença não é lentidão. É o tempo que o corpo precisa para parar de se defender e começar, finalmente, a escutar o próprio termômetro sem entrar em pânico com o que ele mede. Motivação é tempo, hábito é casa Motivação vai e volta como clima. Um dia ela enche a pessoa de vontade, no outro desaparece sem aviso, e ninguém deveria construir uma vida inteira esperando bom tempo. O que sustenta, de fato, é a estrutura erguida para resistir independente do clima: o hábito, a repetição sem glamour, a decisão pequena tomada de novo no dia em que ninguém estava inspirado. A vida raramente entrega motivação. Entrega algo mais discreto e mais durável, que é a capacidade de agir mesmo sem ela, e isso, multiplicado por anos, é o que parece milagre quando aparece resumido numa única frase. O passado como dado, não como sentença Existe uma diferença enorme entre carregar o passado e ser condenado por ele. A versão mais jovem de qualquer pessoa, aquela que tomou a decisão errada, que ficou onde não devia, que se calou quando devia falar, não tinha acesso à informação que essa mesma pessoa tem hoje. Não é sobre absolver sem reflexão. É sobre reconhecer que aprendizado é, literalmente, isso: transformar experiência em dado disponível para a próxima decisão, em vez de deixá-la congelada como identidade. Quem leva anos para fazer essa virada não está sendo devagar. Está desmontando, com cuidado, uma arquitetura de autopunição que não se desfaz no estalar de dedos. O que está sob controle Quase nada nas circunstâncias está realmente sob controle. O trânsito, a notícia inesperada, a reação de alguém, o tempo que as coisas levam para acontecer: nada disso obedece a vontade própria, e insistir em controlar o incontrolável é receita garantida de exaustão. O que sobra, e não é pouco, é a resposta. É a escolha de como atravessar o que não se pediu para atravessar. Esse deslocamento, do controle externo para a resposta interna, é provavelmente o ponto mais caro de qualquer processo terapêutico, e também o mais silencioso. Ninguém sente quando ele acontece. Só percebe, tempo depois, que já não reage mais do jeito antigo. A generosidade do momento certo Há algo bonito em como tudo isso costuma chegar: não pelo profissional mais qualificado, não na sessão mais cara, mas num comentário qualquer, dito por alguém que nem imagina o peso do que falou. Essa pessoa não fez terapia ao seu lado, não testemunhou o trabalho, não sabe quanto custou abrir esse espaço interno para que a frase coubesse. Ela só estava ali, sincera, no instante exato em que havia, finalmente, onde guardar o que disse. O mérito dela é ter dito a verdade sem medo. O mérito de quem escuta é ter feito o trabalho de conseguir ouvir. Por isso a sensação de resolver em dez minutos o que não se resolvia em anos não invalida o processo. Ela é o processo, na sua forma mais visível. Os anos continuam ali, presentes, discretos, como fundação que ninguém vê mas que sustenta o andar de cima inteiro. A vida tem o hábito generoso de devolver, de repente, tudo o que se investiu em silêncio. Só raramente avisa quando isso vai acontecer. Por isso vale continuar plantando, mesmo sem ver o fruto. Ele aparece. E quando aparece, parece ter vindo do nada, mas na verdade veio de tudo. Artigo: 5 anos de terapia em 10 minutos por Henry Ayres @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca e Conteúdo na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.
- Capa | Cris Gouvêa: a Alquimista da Consciência
A Alquimia de Ser Inteira: Cris Gouvêa construiu uma carreira atravessando indústrias, crises e recomeços. O que ficou de pé em cada fase foi sempre a mesma coisa: ela mesma. Versão em Português Tem gente que chega ao seu propósito de forma linear, como se a vida tivesse lido o roteiro com antecedência. Cris Gouvêa não é esse tipo de pessoa, e ela seria a primeira a dizer isso com orgulho. Relações públicas da Mercedes-Benz, dona de agência de casting, facilitadora de autoconhecimento. São vidas que caberiam em currículos diferentes, mas que, na trajetória de Cris, formam uma coisa só: uma busca honesta por fazer sentido no mundo. "Fiz diversas transições de carreira ao longo da minha vida", ela conta, "e sinto que, de fato, estou me encontrando agora." Há uma leveza nessa frase que só quem já trabalhou muito para conquistá-la consegue pronunciar assim, sem drama. O elogio que veio de um estranho A memória que ela guarda com mais carinho da época na Mercedes-Benz não vem de premiações nem de reconhecimentos formais. Veio de um dono de xerox. Em um dia qualquer, entrando em uma copiadora, ela foi abordada por um homem que não a conhecia e que começou a elogiar os eventos que ela organizava. Ele não sabia com quem estava falando. E talvez seja exatamente por isso que o elogio chegou de forma tão pura. "Isso me deixou super feliz, radiante e orgulhosa de ter feito um bom trabalho", ela recorda. É um episódio pequeno nos registros, mas enorme na memória afetiva. Porque valida algo que Cris sempre soube: um trabalho bem feito transborda. Chega em lugares que você nem imaginou. Quando a ameaça mora dentro de casa Nem tudo na jornada foi leve. Na época da agência de casting, Cris tomou uma decisão que a colocaria diante do maior teste da sua vida profissional: trouxe sócios para dentro de casa, literalmente, em busca de capital para expandir o negócio. O que se seguiu foi uma tentativa de expulsá-la do próprio espaço que ela havia construído. "Eles não contribuíram como esperado e ainda estavam tramando para me tirar do meu próprio negócio e da minha casa", ela conta com a serenidade de quem já digeriu o que precisava ser digerido. Ela conseguiu reverter a situação. Comprou a casa, se manteve de pé, e saiu do episódio com uma convicção que virou princípio: às vezes, é melhor estar sozinha do que mal acompanhada. Uma frase que parece simples, mas que, quando vivida, pesa muito antes de virar sabedoria. Equilíbrio não é ausência de tensão O que chama atenção em Cris não é apenas o que ela fez, mas como ela escolheu existir ao longo do caminho. Mesmo nos momentos de visibilidade, de sucesso, ela manteve o que chama de equilíbrio entre corpo, mente e espírito como linha de chegada e, ao mesmo tempo, ponto de partida. "Nenhum dinheiro no mundo deve ser capaz de desequilibrar essa harmonia", ela afirma. E não soa como frase de almanaque. Soa como alguém que já viu, de perto, o que acontece quando esse equilíbrio vai embora. Ela cuida do corpo com exercícios, dança e massagens. Nutre o espírito com boas leituras e com fé. Mas o que ancora tudo isso, segundo ela, é o compromisso com o propósito. "O mais importante é a fé em Deus e o compromisso com o meu propósito de vida." Hoje, Cris trabalha com autoconhecimento e uma das ferramentas que mais a encantam é o Maha Lilah, um jogo de tabuleiro criado por sábios indianos há mais de dois mil anos. Com 72 casas que representam estados de consciência humana, o jogo funciona como um espelho: a cada jogada, o participante se depara com os próprios padrões, bloqueios e virtudes. "Atualmente, a ferramenta que mais me fascina é o Maha Lilah, um jogo de vida criado por sábios indianos, que transita entre os vícios e as virtudes humanas para trazer clareza e sabedoria", ela explica. O Maha Lilah é um jogo de tabuleiro milenar, originário da tradição védica indiana, criado há mais de dois mil anos pelos Rishis, os sábios da antiga Índia. Com 72 casas que representam estados da consciência humana, ele funciona como um mapa do inconsciente: a cada jogada, o participante se depara com seus próprios padrões, bloqueios, vícios e virtudes. Não é entretenimento. É tecnologia de transformação, uma das mais antigas que a humanidade produziu, e que chegou ao Ocidente com a mesma força com que atravessou séculos. Não é por acaso que Cris chegou até aqui. Há nesse trabalho um fio condutor que atravessa toda a sua trajetória: a vontade, que ela diz carregar desde a infância, de ver as pessoas felizes. De contribuir para um mundo mais humano. O Maha Lilah é, talvez, a forma mais sofisticada que ela encontrou de fazer isso. Cris usa o Tarot como ferramenta de reflexão. Medita. Reza, sempre, para agradecer "as pequenas e as grandes vitórias." E tem Jesus como maior referência, uma escolha que ela faz questão de nomear sem cerimônia, num tempo em que falar de espiritualidade ainda gera ruído nos espaços profissionais. Mas o que talvez defina melhor quem ela é não é nenhuma ferramenta, prática ou conquista específica. É uma postura diante da vida que ela resume com precisão: "Antes de agir, recue. Deixe que o silêncio te governe por um instante, é nele que reside toda a sabedoria que a pressa jamais te dará." Para quem já enfrentou sócios que queriam tomar sua casa, é um conselho que vem do lugar mais real que existe. Cris Gouvêa não terminou de se encontrar porque chegou ao destino. Ela está se encontrando porque aprendeu a gostar do caminho, mesmo quando ele desanda. E há uma diferença enorme entre as duas coisas. Uma carreira verdadeiramente brilhante, ela acredita, é aquela que melhora a vida das pessoas. Olhando para a dela, fica difícil discordar ❤️ Artigo: Capa | Cris Gouvêa: a Alquimista da Consciência Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋 Cris Gouvêa é facilitadora de autoconhecimento e especialista em desenvolvimento humano, com uma prática construída na interseção entre espiritualidade, propósito e transformação pessoal. Conduz processos individuais e em grupo utilizando ferramentas como o Tarot e o Maha Lilah, o milenar jogo védico de consciência criado por sábios indianos. Seu trabalho parte de uma convicção simples e profunda: o autoconhecimento é o caminho mais direto para uma vida com mais sentido. English version Cover | Cris Gouvêa: The Alchemist of Consciousness Some people find their purpose in a straight line, as if life handed them the script in advance. Cris Gouvêa is not that kind of person, and she would be the first to tell you so, proudly. PR executive at Mercedes-Benz. Casting agency owner. Self-awareness facilitator. These are lives that could belong to entirely different resumes, yet in Cris's story, they form a single, coherent whole: an honest search for meaning in the world. "I have gone through many career transitions throughout my life," she says, "and I feel that I am truly finding myself now." There is a lightness in that sentence that only someone who has worked very hard to earn it can deliver without drama. The Compliment That Came From a Stranger The memory she holds most dear from her time at Mercedes-Benz did not come from an award or a formal recognition. It came from a copy shop owner. On an ordinary afternoon, walking into a print shop, she was approached by a man who had no idea who she was and began praising the events she organized. He did not know he was talking to the person behind them. And maybe that is exactly why the compliment landed so purely. "That made me incredibly happy, radiant, and proud of having done good work," she recalls. It is a small episode in the record books, but enormous in emotional memory. Because it confirmed something Cris has always known: good work spills over. It reaches places you never expected. When the Threat Lives Inside Your Home Not everything on this journey has been light. During her casting agency years, Cris made a decision that would put her through the biggest professional test of her life: she brought partners into her home, literally, looking for capital to grow the business. What followed was an attempt to push her out of the very space she had built. "They did not contribute as expected, and they were plotting to remove me from my own business and my own home," she says with the calm of someone who has already processed what needed processing. She reversed the situation. She bought the house, stood her ground, and walked away from the experience with a conviction that became a principle: sometimes, it is better to stand alone than to stand in the wrong company. A line that sounds simple but carries enormous weight before it becomes wisdom. Balance Is Not the Absence of Tension What stands out about Cris is not just what she has done, but how she has chosen to exist along the way. Even in moments of visibility and success, she held onto what she calls the balance between body, mind, and spirit as both a finish line and a starting point. "No amount of money in the world should be capable of disrupting that harmony," she says. And it does not sound like a quote from a motivational calendar. It sounds like someone who has seen, up close, what happens when that balance disappears. She tends to her body with exercise, dance, and massage. She feeds her spirit with good reading and faith. But what anchors all of it, she says, is her commitment to purpose. "The most important things are my faith in God and my commitment to my life's purpose." Today, Cris works with self-awareness facilitation, and one of the tools she finds most compelling is Maha Lilah, a board game created by Indian sages more than two thousand years ago. With 72 squares representing states of human consciousness, it functions like a mirror: with each move, the player comes face to face with their own patterns, blockages, and virtues. "The tool that fascinates me most right now is Maha Lilah, a life game created by Indian sages that moves between human vices and virtues to bring clarity and wisdom," she explains. Maha Lilah is an ancient board game rooted in the Vedic Indian tradition, created over two thousand years ago by the Rishis, the sages of ancient India. Its 72 squares represent states of human consciousness, and it functions as a map of the unconscious: with each move, the player confronts their own patterns, blockages, vices, and virtues. This is not entertainment. It is transformation technology, one of the oldest the human race has ever produced, and it has reached the Western world with the same force with which it crossed centuries. It is no coincidence that Cris arrived here. There is a thread running through her entire trajectory: a desire, which she says she has carried since childhood, to see people happy. To contribute to a more human world. Maha Lilah is, perhaps, the most sophisticated form that calling has ever taken. Cris also works with Tarot as a tool for reflection. She meditates. She prays, always, to give thanks "for the small victories and the great ones." And she holds Jesus as her greatest reference, a choice she names without ceremony, in a time when talking about spirituality still makes professional spaces uncomfortable. But what perhaps best defines who she is cannot be reduced to any tool, practice, or achievement. It is a posture toward life that she captures with precision: "Before you act, step back. Let silence govern you for a moment. It is where all the wisdom lives that hurry will never give you." Coming from someone who once had to fight to stay in her own home, that is advice rooted in the most real place there is. Cris Gouvêa has not finished finding herself because she reached a destination. She is finding herself because she learned to love the road, even when it falls apart. And there is a profound difference between those two things. A truly brilliant career, she believes, is one that improves people's lives. Looking at hers, it is hard to argue otherwise. Cover | Cris Gouvêa: The Alchemist of Consciousness Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋 Versión en Español Portada | Cris Gouvêa: La Alquimista de la Conciencia Hay personas que llegan a su propósito de forma lineal, como si la vida hubiera leído el guion con antelación. Cris Gouvêa no es esa clase de persona, y sería la primera en decirlo con orgullo. Relaciones públicas en Mercedes-Benz, dueña de una agencia de casting, facilitadora de autoconocimiento. Vidas que cabrían en currículos distintos pero que, en la trayectoria de Cris, forman una sola cosa: una búsqueda honesta de sentido en el mundo. "He atravesado muchas transiciones de carrera a lo largo de mi vida", cuenta, "y siento que, de verdad, me estoy encontrando ahora." Hay una ligereza en esa frase que solo quien ha trabajado mucho para conquistarla puede pronunciar así, sin dramatismo. El Elogio Que Vino de un Desconocido El recuerdo que guarda con más cariño de su época en Mercedes-Benz no proviene de un premio ni de un reconocimiento formal. Vino de un dueño de copistería. Un día cualquiera, entrando en un local de fotocopias, un hombre que no la conocía se le acercó y empezó a elogiar los eventos que ella organizaba. No sabía con quién estaba hablando. Y quizá es exactamente por eso que el elogio llegó de una manera tan pura. "Eso me llenó de alegría, de luz y de orgullo por haber hecho un buen trabajo", recuerda. Es un episodio pequeño en los registros, pero enorme en la memoria afectiva. Porque confirma algo que Cris siempre supo: el trabajo bien hecho se desborda. Llega a lugares que uno ni imagina. Cuando la Amenaza Vive en Casa No todo en este camino fue ligero. En la época de la agencia de casting, Cris tomó una decisión que la enfrentaría al mayor desafío de su vida profesional: incorporó socios a su propio hogar, literalmente, en busca de capital para expandir el negocio. Lo que vino después fue un intento de expulsarla del espacio que ella misma había construido. "No aportaron lo esperado y además estaban conspirando para sacarme de mi propio negocio y de mi propia casa", cuenta con la serenidad de quien ya ha digerido lo que había que digerir. Consiguió revertir la situación. Compró la casa, se mantuvo en pie y salió del episodio con una convicción que se convirtió en principio: a veces es mejor estar sola que mal acompañada. Una frase que parece simple, pero que, cuando se vive de verdad, pesa mucho antes de convertirse en sabiduría. El Equilibrio No Es la Ausencia de Tensión Lo que llama la atención en Cris no es solo lo que ha hecho, sino cómo ha elegido existir a lo largo del camino. Incluso en los momentos de mayor visibilidad y éxito, mantuvo lo que ella llama el equilibrio entre cuerpo, mente y espíritu como meta de llegada y, al mismo tiempo, punto de partida. "Ningún dinero del mundo debería ser capaz de desestabilizar esa armonía", afirma. Y no suena a frase de almanaque. Suena a alguien que ha visto, de cerca, lo que ocurre cuando ese equilibrio se pierde. Cuida su cuerpo con ejercicio, danza y masajes. Nutre el espíritu con buenas lecturas y con fe. Pero lo que ancla todo eso, según ella, es el compromiso con el propósito. "Lo más importante es la fe en Dios y el compromiso con mi propósito de vida." Hoy, Cris trabaja con el autoconocimiento, y una de las herramientas que más la fascinan es el Maha Lilah, un juego de mesa creado por sabios indios hace más de dos mil años. Con 72 casillas que representan estados de la conciencia humana, funciona como un espejo: con cada tirada, el participante se encuentra frente a sus propios patrones, bloqueos y virtudes. "La herramienta que más me fascina actualmente es el Maha Lilah, un juego de vida creado por sabios indios que transita entre los vicios y las virtudes humanas para traer claridad y sabiduría", explica. El Maha Lilah es un juego de tablero milenario, originario de la tradición védica india, creado hace más de dos mil años por los Rishis, los sabios de la antigua India. Sus 72 casillas representan estados de la conciencia humana y funciona como un mapa del inconsciente: con cada jugada, el participante se enfrenta a sus propios patrones, bloqueos, vicios y virtudes. No es entretenimiento. Es tecnología de transformación, una de las más antiguas que la humanidad ha producido, y que llegó a Occidente con la misma fuerza con la que atravesó siglos. No es casualidad que Cris haya llegado hasta aquí. Hay un hilo conductor que atraviesa toda su trayectoria: el deseo, que ella dice llevar desde la infancia, de ver a las personas felices. De contribuir a un mundo más humano. El Maha Lilah es, quizá, la forma más sofisticada que ha encontrado para hacer eso. Cris también utiliza el Tarot como herramienta de reflexión. Medita. Reza, siempre, para agradecer "las pequeñas y las grandes victorias". Y tiene a Jesús como su mayor referencia, una elección que nombra sin ceremonias, en un tiempo en el que hablar de espiritualidad sigue generando incomodidad en los espacios profesionales. Pero lo que quizá define mejor quién es ella no es ninguna herramienta, práctica o logro concreto. Es una actitud ante la vida que resume con precisión: "Antes de actuar, da un paso atrás. Deja que el silencio te gobierne por un instante. Es ahí donde reside toda la sabiduría que la prisa jamás te dará." De alguien que una vez tuvo que luchar para quedarse en su propia casa, ese consejo viene del lugar más real que existe. Cris Gouvêa no ha terminado de encontrarse porque haya llegado a un destino. Se está encontrando porque aprendió a amar el camino, incluso cuando se tuerce. Y hay una diferencia enorme entre las dos cosas. Una carrera verdaderamente brillante, cree ella, es aquella que mejora la vida de las personas. Mirando la suya, resulta difícil llevarle la contraria. Portada | Cris Gouvêa: La Alquimista de la Conciencia Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋












