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  • Capa | Cris Gouvêa: a Alquimista da Consciência

    A Alquimia de Ser Inteira: Cris Gouvêa construiu uma carreira atravessando indústrias, crises e recomeços. O que ficou de pé em cada fase foi sempre a mesma coisa: ela mesma. Versão em Português Tem gente que chega ao seu propósito de forma linear, como se a vida tivesse lido o roteiro com antecedência. Cris Gouvêa não é esse tipo de pessoa, e ela seria a primeira a dizer isso com orgulho. Relações públicas da Mercedes-Benz, dona de agência de casting, facilitadora de autoconhecimento. São vidas que caberiam em currículos diferentes, mas que, na trajetória de Cris, formam uma coisa só: uma busca honesta por fazer sentido no mundo. "Fiz diversas transições de carreira ao longo da minha vida", ela conta, "e sinto que, de fato, estou me encontrando agora." Há uma leveza nessa frase que só quem já trabalhou muito para conquistá-la consegue pronunciar assim, sem drama. O elogio que veio de um estranho A memória que ela guarda com mais carinho da época na Mercedes-Benz não vem de premiações nem de reconhecimentos formais. Veio de um dono de xerox. Em um dia qualquer, entrando em uma copiadora, ela foi abordada por um homem que não a conhecia e que começou a elogiar os eventos que ela organizava. Ele não sabia com quem estava falando. E talvez seja exatamente por isso que o elogio chegou de forma tão pura. "Isso me deixou super feliz, radiante e orgulhosa de ter feito um bom trabalho", ela recorda. É um episódio pequeno nos registros, mas enorme na memória afetiva. Porque valida algo que Cris sempre soube: um trabalho bem feito transborda. Chega em lugares que você nem imaginou. Quando a ameaça mora dentro de casa Nem tudo na jornada foi leve. Na época da agência de casting, Cris tomou uma decisão que a colocaria diante do maior teste da sua vida profissional: trouxe sócios para dentro de casa, literalmente, em busca de capital para expandir o negócio. O que se seguiu foi uma tentativa de expulsá-la do próprio espaço que ela havia construído. "Eles não contribuíram como esperado e ainda estavam tramando para me tirar do meu próprio negócio e da minha casa", ela conta com a serenidade de quem já digeriu o que precisava ser digerido. Ela conseguiu reverter a situação. Comprou a casa, se manteve de pé, e saiu do episódio com uma convicção que virou princípio: às vezes, é melhor estar sozinha do que mal acompanhada. Uma frase que parece simples, mas que, quando vivida, pesa muito antes de virar sabedoria. Equilíbrio não é ausência de tensão O que chama atenção em Cris não é apenas o que ela fez, mas como ela escolheu existir ao longo do caminho. Mesmo nos momentos de visibilidade, de sucesso, ela manteve o que chama de equilíbrio entre corpo, mente e espírito como linha de chegada e, ao mesmo tempo, ponto de partida. "Nenhum dinheiro no mundo deve ser capaz de desequilibrar essa harmonia", ela afirma. E não soa como frase de almanaque. Soa como alguém que já viu, de perto, o que acontece quando esse equilíbrio vai embora. Ela cuida do corpo com exercícios, dança e massagens. Nutre o espírito com boas leituras e com fé. Mas o que ancora tudo isso, segundo ela, é o compromisso com o propósito. "O mais importante é a fé em Deus e o compromisso com o meu propósito de vida." Hoje, Cris trabalha com autoconhecimento e uma das ferramentas que mais a encantam é o Maha Lilah, um jogo de tabuleiro criado por sábios indianos há mais de dois mil anos. Com 72 casas que representam estados de consciência humana, o jogo funciona como um espelho: a cada jogada, o participante se depara com os próprios padrões, bloqueios e virtudes. "Atualmente, a ferramenta que mais me fascina é o Maha Lilah, um jogo de vida criado por sábios indianos, que transita entre os vícios e as virtudes humanas para trazer clareza e sabedoria", ela explica. O Maha Lilah é um jogo de tabuleiro milenar, originário da tradição védica indiana, criado há mais de dois mil anos pelos Rishis, os sábios da antiga Índia. Com 72 casas que representam estados da consciência humana, ele funciona como um mapa do inconsciente: a cada jogada, o participante se depara com seus próprios padrões, bloqueios, vícios e virtudes. Não é entretenimento. É tecnologia de transformação, uma das mais antigas que a humanidade produziu, e que chegou ao Ocidente com a mesma força com que atravessou séculos. Não é por acaso que Cris chegou até aqui. Há nesse trabalho um fio condutor que atravessa toda a sua trajetória: a vontade, que ela diz carregar desde a infância, de ver as pessoas felizes. De contribuir para um mundo mais humano. O Maha Lilah é, talvez, a forma mais sofisticada que ela encontrou de fazer isso. Cris usa o Tarot como ferramenta de reflexão. Medita. Reza, sempre, para agradecer "as pequenas e as grandes vitórias." E tem Jesus como maior referência, uma escolha que ela faz questão de nomear sem cerimônia, num tempo em que falar de espiritualidade ainda gera ruído nos espaços profissionais. Mas o que talvez defina melhor quem ela é não é nenhuma ferramenta, prática ou conquista específica. É uma postura diante da vida que ela resume com precisão: "Antes de agir, recue. Deixe que o silêncio te governe por um instante, é nele que reside toda a sabedoria que a pressa jamais te dará." Para quem já enfrentou sócios que queriam tomar sua casa, é um conselho que vem do lugar mais real que existe. Cris Gouvêa não terminou de se encontrar porque chegou ao destino. Ela está se encontrando porque aprendeu a gostar do caminho, mesmo quando ele desanda. E há uma diferença enorme entre as duas coisas. Uma carreira verdadeiramente brilhante, ela acredita, é aquela que melhora a vida das pessoas. Olhando para a dela, fica difícil discordar ❤️ Artigo: Capa | Cris Gouvêa: a Alquimista da Consciência Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋 Cris Gouvêa é facilitadora de autoconhecimento e especialista em desenvolvimento humano, com uma prática construída na interseção entre espiritualidade, propósito e transformação pessoal. Conduz processos individuais e em grupo utilizando ferramentas como o Tarot e o Maha Lilah, o milenar jogo védico de consciência criado por sábios indianos. Seu trabalho parte de uma convicção simples e profunda: o autoconhecimento é o caminho mais direto para uma vida com mais sentido. English version Cover | Cris Gouvêa: The Alchemist of Consciousness Some people find their purpose in a straight line, as if life handed them the script in advance. Cris Gouvêa is not that kind of person, and she would be the first to tell you so, proudly. PR executive at Mercedes-Benz. Casting agency owner. Self-awareness facilitator. These are lives that could belong to entirely different resumes, yet in Cris's story, they form a single, coherent whole: an honest search for meaning in the world. "I have gone through many career transitions throughout my life," she says, "and I feel that I am truly finding myself now." There is a lightness in that sentence that only someone who has worked very hard to earn it can deliver without drama. The Compliment That Came From a Stranger The memory she holds most dear from her time at Mercedes-Benz did not come from an award or a formal recognition. It came from a copy shop owner. On an ordinary afternoon, walking into a print shop, she was approached by a man who had no idea who she was and began praising the events she organized. He did not know he was talking to the person behind them. And maybe that is exactly why the compliment landed so purely. "That made me incredibly happy, radiant, and proud of having done good work," she recalls. It is a small episode in the record books, but enormous in emotional memory. Because it confirmed something Cris has always known: good work spills over. It reaches places you never expected. When the Threat Lives Inside Your Home Not everything on this journey has been light. During her casting agency years, Cris made a decision that would put her through the biggest professional test of her life: she brought partners into her home, literally, looking for capital to grow the business. What followed was an attempt to push her out of the very space she had built. "They did not contribute as expected, and they were plotting to remove me from my own business and my own home," she says with the calm of someone who has already processed what needed processing. She reversed the situation. She bought the house, stood her ground, and walked away from the experience with a conviction that became a principle: sometimes, it is better to stand alone than to stand in the wrong company. A line that sounds simple but carries enormous weight before it becomes wisdom. Balance Is Not the Absence of Tension What stands out about Cris is not just what she has done, but how she has chosen to exist along the way. Even in moments of visibility and success, she held onto what she calls the balance between body, mind, and spirit as both a finish line and a starting point. "No amount of money in the world should be capable of disrupting that harmony," she says. And it does not sound like a quote from a motivational calendar. It sounds like someone who has seen, up close, what happens when that balance disappears. She tends to her body with exercise, dance, and massage. She feeds her spirit with good reading and faith. But what anchors all of it, she says, is her commitment to purpose. "The most important things are my faith in God and my commitment to my life's purpose." Today, Cris works with self-awareness facilitation, and one of the tools she finds most compelling is Maha Lilah, a board game created by Indian sages more than two thousand years ago. With 72 squares representing states of human consciousness, it functions like a mirror: with each move, the player comes face to face with their own patterns, blockages, and virtues. "The tool that fascinates me most right now is Maha Lilah, a life game created by Indian sages that moves between human vices and virtues to bring clarity and wisdom," she explains. Maha Lilah is an ancient board game rooted in the Vedic Indian tradition, created over two thousand years ago by the Rishis, the sages of ancient India. Its 72 squares represent states of human consciousness, and it functions as a map of the unconscious: with each move, the player confronts their own patterns, blockages, vices, and virtues. This is not entertainment. It is transformation technology, one of the oldest the human race has ever produced, and it has reached the Western world with the same force with which it crossed centuries. It is no coincidence that Cris arrived here. There is a thread running through her entire trajectory: a desire, which she says she has carried since childhood, to see people happy. To contribute to a more human world. Maha Lilah is, perhaps, the most sophisticated form that calling has ever taken. Cris also works with Tarot as a tool for reflection. She meditates. She prays, always, to give thanks "for the small victories and the great ones." And she holds Jesus as her greatest reference, a choice she names without ceremony, in a time when talking about spirituality still makes professional spaces uncomfortable. But what perhaps best defines who she is cannot be reduced to any tool, practice, or achievement. It is a posture toward life that she captures with precision: "Before you act, step back. Let silence govern you for a moment. It is where all the wisdom lives that hurry will never give you." Coming from someone who once had to fight to stay in her own home, that is advice rooted in the most real place there is. Cris Gouvêa has not finished finding herself because she reached a destination. She is finding herself because she learned to love the road, even when it falls apart. And there is a profound difference between those two things. A truly brilliant career, she believes, is one that improves people's lives. Looking at hers, it is hard to argue otherwise. Cover | Cris Gouvêa: The Alchemist of Consciousness Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋 Versión en Español Portada | Cris Gouvêa: La Alquimista de la Conciencia Hay personas que llegan a su propósito de forma lineal, como si la vida hubiera leído el guion con antelación. Cris Gouvêa no es esa clase de persona, y sería la primera en decirlo con orgullo. Relaciones públicas en Mercedes-Benz, dueña de una agencia de casting, facilitadora de autoconocimiento. Vidas que cabrían en currículos distintos pero que, en la trayectoria de Cris, forman una sola cosa: una búsqueda honesta de sentido en el mundo. "He atravesado muchas transiciones de carrera a lo largo de mi vida", cuenta, "y siento que, de verdad, me estoy encontrando ahora." Hay una ligereza en esa frase que solo quien ha trabajado mucho para conquistarla puede pronunciar así, sin dramatismo. El Elogio Que Vino de un Desconocido El recuerdo que guarda con más cariño de su época en Mercedes-Benz no proviene de un premio ni de un reconocimiento formal. Vino de un dueño de copistería. Un día cualquiera, entrando en un local de fotocopias, un hombre que no la conocía se le acercó y empezó a elogiar los eventos que ella organizaba. No sabía con quién estaba hablando. Y quizá es exactamente por eso que el elogio llegó de una manera tan pura. "Eso me llenó de alegría, de luz y de orgullo por haber hecho un buen trabajo", recuerda. Es un episodio pequeño en los registros, pero enorme en la memoria afectiva. Porque confirma algo que Cris siempre supo: el trabajo bien hecho se desborda. Llega a lugares que uno ni imagina. Cuando la Amenaza Vive en Casa No todo en este camino fue ligero. En la época de la agencia de casting, Cris tomó una decisión que la enfrentaría al mayor desafío de su vida profesional: incorporó socios a su propio hogar, literalmente, en busca de capital para expandir el negocio. Lo que vino después fue un intento de expulsarla del espacio que ella misma había construido. "No aportaron lo esperado y además estaban conspirando para sacarme de mi propio negocio y de mi propia casa", cuenta con la serenidad de quien ya ha digerido lo que había que digerir. Consiguió revertir la situación. Compró la casa, se mantuvo en pie y salió del episodio con una convicción que se convirtió en principio: a veces es mejor estar sola que mal acompañada. Una frase que parece simple, pero que, cuando se vive de verdad, pesa mucho antes de convertirse en sabiduría. El Equilibrio No Es la Ausencia de Tensión Lo que llama la atención en Cris no es solo lo que ha hecho, sino cómo ha elegido existir a lo largo del camino. Incluso en los momentos de mayor visibilidad y éxito, mantuvo lo que ella llama el equilibrio entre cuerpo, mente y espíritu como meta de llegada y, al mismo tiempo, punto de partida. "Ningún dinero del mundo debería ser capaz de desestabilizar esa armonía", afirma. Y no suena a frase de almanaque. Suena a alguien que ha visto, de cerca, lo que ocurre cuando ese equilibrio se pierde. Cuida su cuerpo con ejercicio, danza y masajes. Nutre el espíritu con buenas lecturas y con fe. Pero lo que ancla todo eso, según ella, es el compromiso con el propósito. "Lo más importante es la fe en Dios y el compromiso con mi propósito de vida." Hoy, Cris trabaja con el autoconocimiento, y una de las herramientas que más la fascinan es el Maha Lilah, un juego de mesa creado por sabios indios hace más de dos mil años. Con 72 casillas que representan estados de la conciencia humana, funciona como un espejo: con cada tirada, el participante se encuentra frente a sus propios patrones, bloqueos y virtudes. "La herramienta que más me fascina actualmente es el Maha Lilah, un juego de vida creado por sabios indios que transita entre los vicios y las virtudes humanas para traer claridad y sabiduría", explica. El Maha Lilah es un juego de tablero milenario, originario de la tradición védica india, creado hace más de dos mil años por los Rishis, los sabios de la antigua India. Sus 72 casillas representan estados de la conciencia humana y funciona como un mapa del inconsciente: con cada jugada, el participante se enfrenta a sus propios patrones, bloqueos, vicios y virtudes. No es entretenimiento. Es tecnología de transformación, una de las más antiguas que la humanidad ha producido, y que llegó a Occidente con la misma fuerza con la que atravesó siglos. No es casualidad que Cris haya llegado hasta aquí. Hay un hilo conductor que atraviesa toda su trayectoria: el deseo, que ella dice llevar desde la infancia, de ver a las personas felices. De contribuir a un mundo más humano. El Maha Lilah es, quizá, la forma más sofisticada que ha encontrado para hacer eso. Cris también utiliza el Tarot como herramienta de reflexión. Medita. Reza, siempre, para agradecer "las pequeñas y las grandes victorias". Y tiene a Jesús como su mayor referencia, una elección que nombra sin ceremonias, en un tiempo en el que hablar de espiritualidad sigue generando incomodidad en los espacios profesionales. Pero lo que quizá define mejor quién es ella no es ninguna herramienta, práctica o logro concreto. Es una actitud ante la vida que resume con precisión: "Antes de actuar, da un paso atrás. Deja que el silencio te gobierne por un instante. Es ahí donde reside toda la sabiduría que la prisa jamás te dará." De alguien que una vez tuvo que luchar para quedarse en su propia casa, ese consejo viene del lugar más real que existe. Cris Gouvêa no ha terminado de encontrarse porque haya llegado a un destino. Se está encontrando porque aprendió a amar el camino, incluso cuando se tuerce. Y hay una diferencia enorme entre las dos cosas. Una carrera verdaderamente brillante, cree ella, es aquella que mejora la vida de las personas. Mirando la suya, resulta difícil llevarle la contraria. Portada | Cris Gouvêa: La Alquimista de la Conciencia Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋

  • O que realmente buscamos por Henry Ayres

    Existe uma frase de Emily McDonald que parece simples até você sentar com ela por tempo suficiente para que ela comece a desarrumar suas certezas. "Você não quer a coisa que você quer. Você quer o sentimento que você acredita que a coisa que você quer vai te trazer." O que ela revela não é nada agradável: a maioria das nossas decisões, desde as mais simples até aquelas que transformam toda uma vida, talvez nunca tenha sido realmente sobre o objeto em si. Sempre foi sobre o estado interno que imaginamos estar além dele. Pense no que move alguém a aceitar um cargo, mudar de cidade, comprar uma casa, terminar um relacionamento, começar outro. Listamos os motivos com a confiança de quem acredita estar olhando para a conquista em si. A casa maior, o salário melhor, o corpo diferente, o reconhecimento. Mas quando McDonald insiste que o desejo verdadeiro está uma camada abaixo, ela está apontando para algo que a neurociência também sussurra: nós não somos atraídos por objetos, somos atraídos por previsões de sensação. O cérebro antecipa como nos sentiremos ao alcançar um objetivo, e é essa antecipação, não o objetivo em si, que nos motiva a agir. A casa representa uma promessa de segurança. O cargo simboliza uma promessa de importância. O elogio sugere uma promessa de pertencimento. Buscamos o sentimento e utilizamos o objeto ou a situação para obtê-lo. O detalhe inquietante é que as coisas raramente atendem às nossas expectativas pelo tempo que imaginávamos. Todos conhecem essa experiência na prática. O carro novo fascina por algumas semanas, mas logo se torna apenas o carro. A promoção traz alívio por um trimestre, mas rapidamente esse alívio se transforma em uma nova ansiedade, um novo patamar a ser alcançado. Os psicólogos chamam isso de adaptação hedônica, essa habilidade quase cruel que temos de tornar comum aquilo que antes parecia ser o objetivo principal. Mas talvez o termo técnico esconda algo mais interessante do que descreve. Talvez a coisa "deixe de funcionar" não porque nos acostumamos, mas porque ela nunca foi realmente o que buscávamos. O sentimento que ela prometia já tinha desaparecido, ou nunca chegou, e acabamos lidando com o vazio, perplexos por ele não ter mais peso algum. É neste ponto que a ideia de McDonald deixa de ser apenas uma observação e se transforma em um convite. Se o que buscamos é sempre uma sensação, a questão deixa de ser "o que eu quero" e se torna "o que eu acredito que isso vai me fazer sentir". Esta segunda pergunta possui um poder que a primeira não tem: ela pode ser respondida agora. Sentir-se seguro. Sentir-se visto. Sentir-se livre. Sentir-se em paz. Sentir-se digno. A lista é curta, repetitiva, quase decepcionante na sua simplicidade. Passamos a vida construindo arquiteturas elaboradas de conquista para chegar a estados que cabem em uma palavra. Não estou sugerindo que abandonemos a ambição, que deixemos de desejar a casa, a posição ou o corpo. Isso seria irreal, e ninguém vive o desapego apenas para mostrar aos outros. O que a frase propõe é algo mais sutil e mais valioso: a oportunidade de agir no mundo com clareza, em vez de agir por impulso. Talvez seja por isso que tantas conquistas vêm com um silêncio peculiar. Aquele instante, no topo da escada que levou anos para subir, em que você se questiona por que não sente o que tinha certeza de que sentiria. A resposta desconfortável é que o sentimento nunca esteve guardado lá no alto. Ele só pode ser gerado onde você sempre esteve, no único lugar onde qualquer experiência ocorre: dentro de você. A escada era real, o esforço foi autêntico, mas o destino sempre foi um endereço interno. Fico refletindo que a maturidade, no fundo, talvez seja apenas isso: a transição gradual de "quero a coisa" para "compreendo o sentimento que estou buscando" e, por fim, para "consigo começar a sentir um pouco dele agora, durante o percurso, não apenas na linha de chegada". Não para eliminar o desejo, mas para trazê-lo de volta à sua dimensão humana. A coisa volta a ser o que sempre deveria ter sido, um meio, e não o guardião da sua felicidade. E você volta a ser o que sempre foi sem saber, a única pessoa capaz de assinar o contrato que entrega o que você realmente busca. Artigo: O que realmente buscamos por Henry Ayres Instagram: @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca, Conteúdo e Digital na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.

  • Capa | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: O dentista que transformou a forma como o Brasil sorri

    Versão em Português Há profissões que se exercem. E há profissões que se vivem. Para o Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira, a Odontologia sempre foi das segundas. Não aquela vivida sob a pressão dos resultados ou da visibilidade, mas a que nasce de uma convicção silenciosa e profunda: de que devolver um sorriso a alguém é, na prática, devolver a essa pessoa um pedaço de si mesma. Essa convicção atravessou décadas, fronteiras e continentes. Formou uma carreira que hoje é referência no Brasil e reconhecida em consultórios, congressos e universidades na Europa e nos Estados Unidos. Mas quem conversa com ele percebe rapidamente que o peso da trajetória não pesou no tom. A voz é calma. A fala, cuidadosa. O orgulho, genuíno, porém nunca ruidoso. "Sorriso não é vaidade. É confiança. É saúde. É a porta que se abre antes mesmo de você dizer a primeira palavra." A frase diz muito sobre como ele pensa. E sobre por que chegou onde chegou. A percepção de que estava no caminho certo não veio de um prêmio ou de um diploma emoldurado na parede. Veio dos pacientes. Do momento em que percebeu que seu trabalho não mexia apenas com dentes, mas com a forma como as pessoas entravam em uma sala, apertavam uma mão, encaravam um espelho. "Comecei a perceber que meu trabalho não impactava apenas a estética dos pacientes, mas também a autoestima, os relacionamentos e até a forma como eles voltavam a sorrir para a vida", conta. Foi aí que a carreira deixou de ser uma escolha para se tornar uma certeza. "Quanto maior o reconhecimento, maior o compromisso com a excelência, a ética e o exemplo que transmitimos às pessoas ao nosso redor." Mas certeza, no vocabulário do Dr. Aonio, nunca foi sinônimo de acomodação. O maior desafio que ele aponta ao longo de toda a trajetória é precisamente o que move os grandes: se manter atualizado em uma profissão que não para. "Aprendi que o conhecimento não tem linha de chegada. É preciso estudar, se reinventar e estar aberto às mudanças." Esse movimento constante, que para muitos soa como obrigação, para ele sempre pareceu parte natural do ofício. Quase um prazer. "O verdadeiro sucesso é conseguir unir realização profissional, respeito das pessoas e a sensação de que deixamos uma contribuição positiva na vida de muitos pacientes e alunos ao longo do caminho." É essa postura que explica a dimensão internacional de uma carreira construída com raízes firmemente brasileiras. Não foi a busca por reconhecimento fora do país que o levou à Europa e aos Estados Unidos. Foi a consequência orgânica de quem trabalha com excelência sem calcular o alcance. O reconhecimento veio porque o trabalho veio primeiro. No Brasil, sua influência se deu em duas frentes igualmente importantes: o consultório e a sala de aula. Porque para o Dr. Aonio, ensinar sempre foi tão essencial quanto tratar. Ver alunos crescerem, encontrarem o próprio caminho na profissão, carregarem algo do que aprenderam com ele, isso aparece na conversa com o mesmo peso emocional que os casos clínicos mais complexos. O legado, para ele, se mede tanto nos sorrisos transformados quanto nas carreiras que ajudou a construir. Sobre o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ele foge da resposta fácil. Não fala em divisão perfeita de tempo, nem em fórmulas. Fala em presença. "Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional não significa dividir o tempo de forma exata, mas estar presente de forma verdadeira em cada momento." Quem construiu uma carreira do tamanho da dele sabe que houve escolhas. Finais de semana abertos mão, horas de descanso trocadas por especializações, momentos pessoais postergados em nome do estudo. Ele não esconde isso. Mas também não lamenta. "Valeu a pena porque cada esforço contribuiu para a construção da carreira que tenho hoje." O que fica, depois de décadas, é uma visão de sucesso que pouco tem a ver com o que normalmente se exibe. Para o Dr. Aonio, o verdadeiro sucesso é servir bem. É fazer diferença na vida de outro ser humano. É olhar para trás e contar não troféus, mas histórias. Pacientes que voltaram a sorrir. Alunos que se tornaram excelentes profissionais. Famílias que confiaram a ele algo que não se confia a qualquer um. "Os resultados nem sempre aparecem rapidamente, mas a persistência, a honestidade e a paixão pelo que se faz acabam abrindo caminhos que muitas vezes nem imaginamos." Se pudesse voltar no tempo e dizer algo ao jovem que começava, a mensagem seria simples, quase desarmantemente direta: acredite no processo, tenha paciência, trabalhe com dedicação e se permita ser feliz. Não é a resposta de quem chegou ao topo e esqueceu o caminho. É a resposta de quem nunca parou de caminhar. Artigo: Capa | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: O dentista que transformou a forma como o Brasil sorri Instagram: Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira Cirurgião-dentista formado pela Universidade Metodista de São Paulo, com especialização em Prótese Dental e Implantodontia pela Associação Brasileira de Odontologia e pós-graduação em Implantes pela Free University of Berlin. Membro da Academia Europeia de Osseointegração e da American Dental Association, nos Estados Unidos. Professor de Prótese Fixa há mais de quatro décadas, autor dos livros "Sorria com Saúde" e "Sorrir Faz Bem", e consultor odontológico para TV, rádio e imprensa. English version Cover Story | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: The dentist who changed the way Brazil smiles There are professions people practice. And there are professions people live. For Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira, dentistry has always been the latter. Not the kind driven by results or visibility, but the kind rooted in a quiet, deeply held belief: that giving someone their smile back is, in every real sense, giving them a piece of themselves. That belief has crossed decades, borders, and continents. It built a career that stands as a benchmark in Brazil and commands respect in clinics, conferences, and universities across Europe and the United States. Yet anyone who spends time with him notices quickly that the weight of that journey never made it into his voice. He is calm. Deliberate. Proud, but never loud about it. "A smile is not vanity. It's confidence. It's health. It's the door that opens before you even say a word." That line says a lot about how he thinks. And about how he got where he is. The sense that he was on the right path didn't come from an award or a framed diploma. It came from patients. From the moment he realized his work wasn't just about teeth, but about how people walked into a room, shook a hand, looked at themselves in the mirror. "I started to see that my work wasn't only affecting patients aesthetically, but also their self-esteem, their relationships, and even the way they started smiling at life again," he recalls. That was the moment a career became a calling. "The greater the recognition, the greater the commitment to excellence, ethics, and the example we set for those around us." But in Dr. Aonio's vocabulary, calling has never meant complacency. The biggest challenge he points to across his entire career is precisely the kind that defines the greats: staying current in a field that never stands still. "I've learned that knowledge has no finish line. You have to keep studying, reinventing yourself, staying open to change." A mindset that sounds like discipline to most people felt, to him, like the natural pace of the work. Almost like pleasure. "The true measure of success is being able to bring together professional fulfillment, the respect of others, and the feeling that we've made a positive difference in the lives of the patients and students we've met along the way." That's what explains the international reach of a career built on deeply Brazilian roots. It wasn't ambition that took him to Europe and the United States. It was the organic consequence of doing excellent work without calculating the radius. The recognition came because the work came first. In Brazil, his influence runs along two equally important lines: the clinic and the classroom. Because for Dr. Aonio, teaching has always mattered as much as treating. Watching students grow, find their own footing in the profession, carry forward something of what they learned from him, that comes up in conversation with the same emotional weight as the most complex clinical cases. His legacy, by his own measure, lives as much in the careers he helped shape as in the smiles he restored. On work-life balance, he sidesteps the easy answer. He doesn't talk about splitting time evenly or following a formula. He talks about presence. "Balance between personal and professional life doesn't mean dividing your time perfectly. It means showing up fully in each moment." Anyone who built a career of this scale knows choices were made. Weekends sacrificed. Rest traded for continuing education. Personal moments delayed for the sake of the work. He doesn't hide that. He also doesn't regret it. "It was worth it, because every effort contributed to building the career I have today." What remains, after decades, is a definition of success that has little to do with what most people put on display. For Dr. Aonio, real success means serving well. Making a difference in another person's life. Looking back and counting not trophies, but stories. Patients who smiled again. Students who became excellent professionals. Families who trusted him with something they wouldn't trust to just anyone. "Results don't always come quickly, but persistence, honesty, and genuine passion for what you do end up opening doors you never even imagined." If he could go back and say something to the young man just starting out, the message would be simple, almost disarmingly so: believe in the process, be patient, work with dedication, and allow yourself to be happy. That's not the answer of someone who made it to the top and forgot the climb. It's the answer of someone who never stopped climbing. Cover Story | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: The dentist who changed the way Brazil smiles Instagram: Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira Versión en Español Portada | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: El dentista que transformó la forma en que Brasil sonríe Hay profesiones que se ejercen. Y hay profesiones que se viven. Para el Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira, la odontología siempre ha sido de las segundas. No la que se practica bajo la presión de los resultados o la visibilidad, sino la que nace de una convicción silenciosa y profunda: que devolver una sonrisa es, en el fondo, devolver a alguien una parte de sí mismo. Esa convicción ha atravesado décadas, fronteras y continentes. Ha forjado una carrera que hoy es referencia en Brasil y es reconocida en consultorios, congresos y universidades de Europa y Estados Unidos. Pero quien conversa con él descubre enseguida que el peso de ese recorrido no se ha trasladado al tono. La voz es serena. Las palabras, elegidas con cuidado. El orgullo, genuino, aunque nunca ostentoso. "Una sonrisa no es vanidad. Es confianza. Es salud. Es la puerta que se abre antes de que digas una sola palabra." - Esa frase dice mucho de cómo piensa. Y de por qué llegó donde llegó. La certeza de estar en el camino correcto no llegó a través de un premio ni de un diploma enmarcado en la pared. Llegó a través de los pacientes. Del momento en que comprendió que su trabajo no afectaba solo a la estética, sino a la manera en que las personas entraban a una sala, estrechaban una mano, se miraban al espejo. "Empecé a darme cuenta de que mi trabajo no solo impactaba la estética de los pacientes, sino también su autoestima, sus relaciones y hasta la forma en que volvían a sonreírle a la vida", recuerda. Fue entonces cuando la carrera dejó de ser una elección para convertirse en una certeza. "Cuanto mayor es el reconocimiento, mayor es el compromiso con la excelencia, la ética y el ejemplo que transmitimos a quienes nos rodean." Pero certeza, en el vocabulario del Dr. Aonio, nunca ha sido sinónimo de conformismo. El mayor reto que señala a lo largo de toda su trayectoria es precisamente el que define a los grandes: mantenerse actualizado en una profesión que no se detiene. "He aprendido que el conocimiento no tiene línea de llegada. Hay que estudiar, reinventarse y estar abierto al cambio." Un movimiento constante que para muchos suena a obligación, pero que para él siempre formó parte natural del oficio. Casi un placer. "El verdadero éxito es lograr unir la realización profesional, el respeto de los demás y la sensación de haber dejado una contribución positiva en la vida de los pacientes y alumnos que encontramos en el camino." Esa actitud explica la dimensión internacional de una carrera construida con raíces firmemente brasileñas. No fue la búsqueda de reconocimiento lo que lo llevó a Europa y a Estados Unidos. Fue la consecuencia natural de quien trabaja con excelencia sin calcular el alcance. El reconocimiento llegó porque primero llegó el trabajo. En Brasil, su influencia se ha desplegado en dos frentes igualmente importantes: el consultorio y el aula. Porque para el Dr. Aonio, enseñar siempre ha sido tan esencial como tratar. Ver crecer a sus alumnos, verlos encontrar su propio camino en la profesión, saber que llevan consigo algo de lo que aprendieron con él, eso aparece en la conversación con el mismo peso emocional que los casos clínicos más complejos. Su legado, a su juicio, se mide tanto en las sonrisas transformadas como en las carreras que ayudó a construir. Sobre el equilibrio entre la vida personal y la profesional, esquiva la respuesta fácil. No habla de repartir el tiempo de forma exacta ni de seguir ninguna fórmula. Habla de presencia. "El equilibrio entre la vida personal y la profesional no significa dividir el tiempo de manera perfecta, sino estar presente de verdad en cada momento." Quien construyó una carrera de este calibre sabe que hubo elecciones. Fines de semana sacrificados. Horas de descanso cambiadas por especializaciones. Momentos personales postergados en nombre del estudio. Él no lo oculta. Tampoco lo lamenta. "Valió la pena, porque cada esfuerzo contribuyó a construir la carrera que tengo hoy." Lo que queda, después de décadas, es una visión del éxito que tiene poco que ver con lo que habitualmente se exhibe. Para el Dr. Aonio, el verdadero éxito es servir bien. Hacer una diferencia en la vida de otro ser humano. Mirar atrás y contar no trofeos, sino historias. Pacientes que volvieron a sonreír. Alumnos que se convirtieron en excelentes profesionales. Familias que le confiaron algo que no se confía a cualquiera. "Los resultados no siempre llegan rápido, pero la perseverancia, la honestidad y la pasión genuina por lo que uno hace terminan abriendo caminos que nunca imaginamos." Si pudiera volver atrás y decirle algo al joven que empezaba, el mensaje sería sencillo, casi desarmantemente directo: cree en el proceso, ten paciencia, trabaja con dedicación y permítete ser feliz. No es la respuesta de alguien que llegó a la cima y olvidó el camino. Es la respuesta de alguien que nunca dejó de caminar. Portada | Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira: El dentista que transformó la forma en que Brasil sonríe Instagram: Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira

  • Medicina Funcional Integrativa por Dra Marlene Siqueira

    A mulher contemporânea habita uma arquitetura biológica de elegância ancestral, agora submetida às pressões de um ecossistema de alta complexidade. Como observa a biologia evolutiva, o organismo feminino é um prodígio de resiliência, capaz de governar lares e corporações com maestria. No entanto, essa demanda incessante tem gerado um estado de sobrecarga sistêmica. Em minha prática clínica, observo mulheres brilhantes cujos corpos operam em insolvência metabólica, manifestando sintomas que transcendem o estresse comum: um cansaço físico e mental profundo, alterações na textura de cabelos e unhas, instabilidade emocional, queda na libido, dores musculo-articulares, ansiedade, falhas no controle emocional em especial com filhos e esposo, alterações de memória e uma nítida queda de produtividade nas atividades diárias que geram uma sensação de falência e depressão. Sob a ótica da visão sistêmica, esses sinais não são meros detalhes, mas alertas de que o sistema operacional humano está operando além de sua reserva de insumos vitais. A “consulta anual de rotina”, com os conhecimentos e métodos de diagnóstico e promoção de saúde da medicina funcional integrativa, se transformou em Curadoria de Saúde. Diferente do modelo reativo tradicional, este profissional atua como um conselheiro de alta governança, focando na identificação de sinais precoces de desequilíbrio antes que se tornem patologias. A análise vai além do óbvio, mergulhando nos riscos genéticos e, fundamentalmente, nos fatores epigenéticos, como o estilo de vida e o ambiente silenciam ou ativam genes, proporcionando uma atualização do sistema metabólico para corresponder às altas demandas da vida moderna. Manter a conformidade biológica através de um acompanhamento especializado é a única forma de garantir que a mente e o corpo operem com a clareza necessária para sustentar o poder e a coragem para promover as mudanças no longo prazo. O papel do ginecologista integrativo funcional é monitorar de forma holística e técnica a saúde física, mental, emocional, espiritual, hormonal e metabólica, utilizando um arsenal de recursos de última geração. Esse monitoramento de precisão biológica integra ferramentas conhecidas e certificadas como a Medicina Tradicional Chinesa, a Fitoterapia, Aromaterapia, yoga, Meditação, Gastronomia, atividade física e Terapia Neural com a Medicina de Precisão através dos testes de metabolômica, estudo do DNA e a medicina regenerativa para desenhar protocolos individuais. A intervenção é sofisticada e multifacetada, unindo a ciência da suplementação personalizada com macro e micronutrientes, fitoterápicos, homeopatia e modulação hormonal às práticas que restauram o equilíbrio do sistema nervoso autônomo, nosso grande CEO. Ao alinhar tecnologia de ponta e sabedoria funcional integrativa, asseguramos que os ativos biológicos da mulher estejam sempre em harmonia com suas ambições mais elevadas. Sua biologia é o alicerce de sua influência; permitindo que a ciência da longevidade proteja a sua essência feminina, te potencializando para liderar o futuro. Fica aqui o meu convite a todos, que acompanhem as próximas matérias, onde juntos teremos a oportunidade de conhecer este novo percurso nos cuidados da Ginecologia Funcional Integrativa-Nutrologia e assim potencializar a Saúde da Mulher. Cuidar bem de quem gera e sustenta a Vida. Dra Marlene Siqueira CRM: 85292 / RQE:14550/96 -14551/96 Saúde Feminina em Foco /Astral TV -Vivo TV canal 633 Instagram: @dramarlenesiqueira

  • Capa | Juliana Pires: A Empresária que transformou coragem em legado

    Versão em Português Juliana Pires não construiu uma trajetória de impacto por acaso. Sua história é daquelas que não se apoiam em efeitos, mas em consistência. Na capa desta edição da Revista Mentes que Brilham, ela surge como símbolo de uma inteligência que une disciplina, sensibilidade e coragem prática. Não a coragem ruidosa, performática, mas aquela que muda destinos de forma silenciosa e definitiva. Quando fala sobre o que considera uma carreira brilhante, Juliana não se refugia em símbolos externos de sucesso. Para ela, brilho tem menos a ver com visibilidade e mais com realização. Está na possibilidade de olhar para trás com paz, reconhecer a própria evolução e sentir orgulho não apenas de onde chegou, mas da transformação que causou ao longo do caminho. Essa visão ajuda a entender por que sua virada profissional foi tão decisiva. Depois de 27 anos atuando como Secretária Executiva em regime CLT, Juliana decidiu empreender. A mudança, em 2015, não foi apenas uma troca de função ou de mercado. Foi uma inflexão de identidade. Toda a experiência acumulada ao longo de décadas, antes colocada a serviço de grandes estruturas, passava agora a sustentar um projeto próprio, com riscos reais, exigências novas e um grau de exposição muito maior. “Naquele momento compreendi que toda a bagagem profissional que construí ao longo da vida seria utilizada para alavancar meu próprio sonho.” A frase resume bem a transição. Juliana não começou do zero. Ela começou do acúmulo. Da observação. Da técnica refinada no bastidor. Da maturidade de quem já conhecia a engrenagem dos negócios antes mesmo de assumir o próprio volante. Na carreira corporativa, ela se orgulha de ter participado de decisões importantes e de projetos de redução de custos expressivos. Havia ali eficiência, método e capacidade de execução. Mas foi no empreendedorismo que sua potência ganhou contornos mais autorais. Recuperar um salão praticamente falido e transformá-lo em uma empresa sólida, reconhecida diversas vezes como uma das melhores da região, exigiu mais do que competência administrativa. Exigiu visão, resiliência e uma leitura muito precisa de gente, mercado e tempo. Sobreviver à pandemia, manter a empresa em pé, sustentar uma operação robusta, gerar oportunidades para mais de 30 profissionais e disponibilizar mais de 160 serviços ao público não é apenas uma conquista de gestão. É prova de permanência. Em um país onde empreender já é, por si, um exercício de resistência, Juliana fez do negócio uma plataforma de dignidade, movimento e reconstrução. Mas sua história não é marcada apenas por resultados. Ela também foi lapidada por rupturas profundas. Ao falar sobre o maior desafio de sua trajetória, Juliana é direta ao nomear a traição como uma das experiências mais duras que viveu. E há algo de especialmente forte na maneira como ela elabora esse tema. Não existe amargura em excesso, nem vitimização. Existe consciência. A compreensão de que algumas das feridas mais difíceis não nascem do confronto declarado, mas da quebra de confiança. “O mais difícil é entender que, muitas vezes, não somos feridos por inimigos, mas por pessoas em quem confiávamos.” Essa percepção não a tornou cínica. Tornou-a mais criteriosa. Com o tempo, Juliana transformou dor em discernimento. Reviu estruturas, redesenhou relações profissionais e consolidou uma empresa mais enxuta, madura e coerente com os valores que decidiu preservar. Em vez de endurecer a própria essência, fortaleceu seus limites. Talvez por isso o sucesso, em sua leitura, não tenha alterado o que realmente importa. Ele trouxe reconhecimento, mas não deslocou sua base. Juliana permanece fiel à mesma ética de trabalho, aos mesmos princípios e à mesma forma de se colocar no mundo. Em sua trajetória, crescer nunca significou se descaracterizar. Essa coerência também aparece na forma como entende o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Sem romantizações, ela trata o tema como uma construção de fronteiras saudáveis. Desde jovem, aprendeu a preservar o ambiente de trabalho dos conflitos pessoais. Mais tarde, entendeu que o movimento inverso era igualmente necessário. Não levar o peso do trabalho para dentro de casa tornou-se, para ela, uma forma de proteger vínculos, afetos e a própria saúde emocional. Ainda assim, não há ingenuidade em sua narrativa. Juliana sabe que empreender cobra um preço. Ao assumir a direção de um salão de beleza, entendeu rapidamente que os dias mais valiosos para o negócio coincidiam justamente com os momentos em que a maioria das pessoas celebra a vida fora do trabalho. Sextas-feiras e sábados deixaram de ser sinônimo de convívio social. Vieram as ausências em festas, aniversários, casamentos e até em ocasiões familiares importantes. Vieram também as renúncias mais íntimas, aquelas que tocam a maternidade e a vida conjugal. “Empreender exige tempo, dedicação e renúncias.” O peso dessa frase está no que ela não dramatiza. Juliana reconhece as concessões que precisou fazer, mas olha para elas com honestidade e maturidade. Hoje, o orgulho da família pela mulher que ela se tornou ajuda a dar sentido ao que, em algum momento, foi sacrifício. No cotidiano, porém, sua força não se expressa apenas no ambiente de negócios. Existe delicadeza em sua forma de existir. Juliana procura viver com leveza, sorri muito, evita se contaminar por pensamentos negativos e escolhe enxergar desafios como oportunidades de crescimento. Essa disposição interna não é acessória. Ela é parte da engenharia emocional que sustenta sua permanência. Há ainda um traço especialmente comovente em sua rotina: o crochê feito para doação. Juliana produz mantas, gorros e saídas de maternidade destinados a maternidades e instituições. O gesto, que poderia parecer pequeno aos olhos apressados, diz muito sobre quem ela é. Em um tempo em que tanta gente associa realização apenas à expansão pessoal, ela preserva o impulso de servir. A ação social não entra em sua vida como extensão de imagem. Ela nasce da essência. Suas referências também ajudam a revelar a singularidade de sua construção. A primeira grande influência foi sua mãe, uma mulher com pouca instrução formal, mas com enorme inteligência prática. Costureira, organizada e visionária, ela administrava clientes, finanças e rotina com uma lógica que hoje seria facilmente traduzida pelos vocabulários da gestão moderna. Juliana aprendeu cedo que excelência não depende, necessariamente, de formalidade. Muitas vezes, nasce da observação, do rigor silencioso e da sabedoria aplicada na vida real. Mais tarde, vieram os grandes CEOs com quem trabalhou. Juliana observava de perto suas atitudes, seus critérios, suas decisões. Aprendeu com o que admirava e, com igual atenção, registrou aquilo que jamais gostaria de repetir. Esse filtro ético, quase artesanal, parece ter sido uma das chaves mais importantes de sua formação. Ela não apenas acumulou referências. Ela escolheu cuidadosamente o que permitiria permanecer dentro de si. Sua motivação continua sendo movida por sonhos. Não sonhos vazios, usados como ornamento de discurso, mas sonhos entendidos como direção. Há pessoas que, ao conquistar estabilidade, desaceleram o desejo. Juliana parece operar ao contrário. Cada etapa vencida reorganiza o horizonte e abre espaço para um próximo passo, uma nova meta, um novo propósito. Quando fala sobre propósito na carreira, oferece um conselho curto e preciso, daqueles que condensam experiência verdadeira: "Ouvir o coração, mas tomar decisões com a mente". Poucas frases traduzem tão bem sua personalidade. Há emoção, mas há método. Há sensibilidade, mas há lucidez. E talvez seja justamente essa combinação que faça sua trajetória soar tão íntegra. Nos períodos de dúvida, cansaço ou falta de motivação, ela não recorre ao disfarce da invulnerabilidade. Juliana se permite ser humana. Reconhece que tristeza, exaustão e incerteza fazem parte da vida, e que nenhum sentimento é permanente. Essa relação madura com a própria fragilidade lhe dá estabilidade. Em vez de negar o peso dos dias difíceis, ela os atravessa. A felicidade, por sua vez, nunca esteve condicionada a uma fase ideal. Juliana aprendeu cedo que ela não depende de perfeição, nem de conforto absoluto. Foi feliz em diferentes cenários, em realidades distintas, em ciclos mais modestos e em fases mais prósperas. Essa visão confere profundidade à sua história, porque mostra que sua força não nasceu apenas da conquista, mas da forma como decidiu viver cada etapa. Se pudesse voltar no tempo, a mensagem que deixaria para sua versão do início da jornada não seria um alerta, nem uma correção de rota. Seria um reconhecimento. Uma espécie de abraço atravessando os anos. E talvez resida aí a beleza mais rara de sua história: Juliana Pires não construiu apenas uma carreira admirável. Construiu uma vida que, ao ser revisitada, merece orgulho da própria autora. Na paisagem de trajetórias que brilham por alguns instantes e logo se apagam, a dela permanece. Não porque grita. Mas porque ilumina. Artigo: Capa | Juliana Pires: A Empresária que transformou coragem em legado Instagram: Juliana Pires Juliana Souza Pires é formada em economia, administração de empresas, gestão de pessoas e empresária da beleza com o Espaço Bela Morumbi na Vila Andrade, São Paulo. É casada, mãe de dois filhos, uma empreendedora por amor e se dedica também em ações em áreas sociais. English version Cover | Juliana Pires: The Entrepreneur Who Turned Courage into Legacy Juliana Pires did not build a life of impact by chance. Hers is not a story shaped by spectacle, but by consistency. On the cover of this issue of Mentes que Brilham, she stands as a symbol of a kind of intelligence that blends discipline, sensitivity, and practical courage, not the loud, performative kind, but the quiet force that changes lives in lasting ways. When asked what defines a brilliant career, Juliana doesn’t point to external markers of success. For her, brilliance is less about visibility and more about fulfillment. It lies in the ability to look back with peace, to recognize personal growth, and to feel proud not only of where you’ve arrived, but of the transformation you created along the way. That mindset helps explain the significance of her professional turning point. After 27 years working as an executive assistant, Juliana chose to become an entrepreneur. The shift, in 2015, was more than a career move—it was an identity transformation. Decades of experience, once dedicated to supporting large organizations, were now redirected toward building something of her own, with real risks, new demands, and far greater exposure. “In that moment, I realized that everything I had built professionally would now serve to elevate my own dream.” Juliana didn’t start from scratch. She started from accumulation—of knowledge, observation, and refined expertise developed behind the scenes. She brought with her the maturity of someone who already understood the mechanics of business long before taking the wheel herself. In her corporate career, she takes pride in contributing to major decisions and impactful cost-reduction projects. There was efficiency, structure, and execution. But entrepreneurship gave her work a more personal dimension. Reviving a nearly bankrupt beauty salon and turning it into a thriving, award-winning business required more than operational skill—it demanded vision, resilience, and a sharp understanding of people, timing, and market dynamics. Surviving the pandemic, sustaining a robust operation, creating opportunities for more than 30 professionals, and offering over 160 services is more than a management achievement—it’s proof of endurance. In a country where entrepreneurship itself is an act of resilience, Juliana transformed her business into a platform for dignity, momentum, and rebuilding. Her story, however, is not defined by results alone. It has also been shaped by deep personal ruptures. When speaking about her greatest challenge, Juliana is candid in naming betrayal as one of the hardest experiences she has faced. What stands out is not bitterness, but clarity—the understanding that some of the deepest wounds come not from open conflict, but from broken trust. “The hardest part is realizing that we are often hurt not by enemies, but by people we trusted.” That realization didn’t make her cynical—it made her more discerning. Over time, she turned pain into clarity, reassessing structures, redefining professional relationships, and building a leaner, more aligned company. Instead of hardening her essence, she strengthened her boundaries. Perhaps that’s why success hasn’t altered what matters most. It brought recognition, but didn’t shift her foundation. Juliana remains grounded in the same work ethic, principles, and way of showing up in the world. In her journey, growth has never meant losing herself. This coherence also extends to how she approaches work-life balance. Without romanticizing it, she treats it as the deliberate construction of healthy boundaries. Early on, she learned to keep personal struggles out of the workplace. Later, she realized the reverse was just as important—protecting her home from the weight of work became essential to preserving relationships and emotional well-being. Still, she is clear-eyed about the cost of entrepreneurship. Running a beauty business meant that her busiest days aligned with moments when most people were off celebrating life. Fridays and Saturdays became workdays. There were missed parties, birthdays, weddings—even meaningful family moments. There were also more intimate sacrifices, touching on motherhood and marriage. “Entrepreneurship demands time, dedication, and sacrifice.” There is weight in what she chooses not to dramatize. Juliana acknowledges what she gave up with honesty and maturity. Today, her family’s pride in who she has become gives meaning to what was once sacrifice. In her daily life, her strength is balanced by a quiet lightness. She smiles easily, avoids dwelling on negativity, and chooses to see challenges as opportunities for growth. This mindset is not incidental—it is part of the emotional framework that sustains her. There is also a deeply human gesture woven into her routine: crocheting items for donation. Juliana creates blankets, hats, and newborn sets for hospitals and institutions. What might seem small reveals something essential. In a time when success is often measured by personal gain, she preserves a genuine impulse to serve. Her earliest influence was her mother—a woman with little formal education but remarkable practical intelligence. Organized, resourceful, and forward-thinking, she managed clients and finances with a logic that today would be recognized as modern management. Juliana learned early that excellence does not depend on credentials—it often emerges from observation, discipline, and lived wisdom. Later came the CEOs she worked alongside. She observed their decisions, values, and behaviors closely—learning both what to emulate and what to avoid. This careful filtering became a cornerstone of her development. Her motivation continues to be driven by dreams—not as empty rhetoric, but as direction. Each milestone expands her horizon, opening space for new goals and renewed purpose. When asked about purpose, her advice is concise and revealing: “Listen to your heart, but make decisions with your mind.” It captures her essence—emotion guided by clarity, sensitivity grounded in reason. In moments of doubt or exhaustion, Juliana does not pretend invulnerability. She allows herself to be human, recognizing that sadness and uncertainty are part of life—and that no feeling is permanent. This mature relationship with vulnerability gives her stability. Happiness, for her, has never depended on perfect conditions. She has found it across different phases, realities, and circumstances. Her strength comes not only from what she achieved, but from how she chose to live each stage. If she could speak to her younger self, it wouldn’t be to warn or correct—it would be to acknowledge. A quiet embrace across time. And perhaps that is the rarest beauty of her story: Juliana Pires didn’t just build an admirable career. She built a life she can look back on with pride. In a landscape where many stories shine briefly and fade, hers endures—not because it demands attention, but because it illuminates. Instagram: Juliana Pires Versión en Español Portada | Juliana Pires: La empresaria que transformó el coraje en legado Juliana Pires no construyó una trayectoria de impacto por azar. La suya no es una historia sostenida por efectos, sino por consistencia. En la portada de este número de Mentes que Brilham, aparece como símbolo de una inteligencia que combina disciplina, sensibilidad y un coraje práctico: no el ruidoso o performativo, sino el que transforma destinos de manera silenciosa y definitiva. Cuando habla de lo que considera una carrera brillante, Juliana no recurre a símbolos externos de éxito. Para ella, el brillo tiene menos que ver con la visibilidad y más con la realización. Está en la capacidad de mirar atrás con serenidad, reconocer la propia evolución y sentir orgullo no solo por el lugar alcanzado, sino por la transformación generada en el camino. Esa visión explica la importancia de su giro profesional. Tras 27 años como secretaria ejecutiva, decidió emprender. El cambio, en 2015, no fue solo laboral, sino identitario. Toda la experiencia acumulada durante décadas dejó de estar al servicio de grandes estructuras para sostener un proyecto propio, con riesgos reales, nuevas exigencias y mayor exposición. “En ese momento comprendí que toda mi trayectoria profesional serviría para impulsar mi propio sueño.” Juliana no empezó desde cero. Empezó desde la acumulación: de conocimiento, de observación, de técnica afinada entre bastidores. Llegó con la madurez de quien ya entendía el funcionamiento de los negocios antes de dirigir los suyos. En su etapa corporativa, destaca su participación en decisiones relevantes y proyectos de optimización de costes. Había método, eficiencia y ejecución. Pero fue en el emprendimiento donde su potencial adquirió un carácter más propio. Recuperar un salón prácticamente en quiebra y convertirlo en una empresa sólida y reconocida exigió más que capacidad de gestión: requirió visión, resiliencia y una lectura precisa del mercado y de las personas. Superar la pandemia, sostener una operación robusta, generar empleo para más de 30 profesionales y ofrecer más de 160 servicios no es solo un logro empresarial: es una prueba de permanencia. En un entorno donde emprender ya implica resistencia, Juliana convirtió su negocio en una plataforma de dignidad y reconstrucción. Sin embargo, su historia no se define únicamente por resultados. También está marcada por rupturas profundas. Al hablar de su mayor desafío, menciona la traición como una de las experiencias más duras de su vida. Y lo hace sin dramatismo ni victimismo, con una lucidez que destaca: algunas de las heridas más profundas no nacen del conflicto abierto, sino de la ruptura de la confianza. “Lo más difícil es entender que muchas veces no nos hieren los enemigos, sino personas en las que confiábamos.” Lejos de volverla cínica, esta experiencia la hizo más selectiva. Transformó el dolor en criterio, revisó estructuras, redefinió relaciones y consolidó una empresa más coherente con sus valores. No endureció su esencia; fortaleció sus límites. Quizá por eso el éxito no ha alterado lo esencial. Ha traído reconocimiento, pero no ha desplazado su base. Juliana se mantiene fiel a sus principios, a su ética de trabajo y a su manera de estar en el mundo. Crecer, en su caso, nunca ha significado dejar de ser quien es. Esta coherencia también se refleja en su forma de entender el equilibrio entre vida personal y profesional. Sin idealizaciones, lo concibe como una construcción consciente de límites saludables. Aprendió pronto a no mezclar lo personal con el trabajo y, con el tiempo, entendió que la reciprocidad era igual de necesaria. Aun así, no hay ingenuidad en su relato. Emprender tiene un coste. En su sector, los momentos de mayor actividad coinciden con el tiempo libre de la mayoría. Viernes y sábados dejaron de ser sociales. Hubo ausencias, renuncias y sacrificios personales. “Emprender exige tiempo, dedicación y renuncias.” Juliana asume esas decisiones con honestidad. Hoy, el orgullo de su familia da sentido a aquello que en su momento implicó sacrificio. En su día a día, combina fortaleza con ligereza. Evita la negatividad, sonríe con frecuencia y entiende los desafíos como oportunidades de crecimiento. Esta actitud forma parte de su estructura emocional. Hay, además, un gesto especialmente revelador: el crochet que realiza para donar a hospitales e instituciones. Más allá de lo simbólico, habla de una vocación de servicio auténtica. Su primera gran influencia fue su madre, una mujer con poca formación académica, pero con una inteligencia práctica extraordinaria. De ella aprendió que la excelencia no siempre nace de la teoría, sino de la observación y la disciplina. Más adelante, los líderes con los que trabajó contribuyeron a su formación. Observó, filtró y eligió cuidadosamente qué valores integrar. Su motivación sigue anclada en los sueños, entendidos como dirección. Cada logro abre un nuevo horizonte. Cuando habla de propósito, lo resume con claridad: “Escuchar al corazón, pero decidir con la mente.” En esa frase conviven emoción y criterio, sensibilidad y lucidez. En los momentos difíciles, no pretende ser invulnerable. Acepta la tristeza y la incertidumbre como parte de la vida. Esa relación honesta con la fragilidad le aporta estabilidad. La felicidad, para ella, nunca ha dependido de circunstancias perfectas. Ha sabido encontrarla en distintas etapas. Su fortaleza reside tanto en lo que ha logrado como en cómo ha vivido. Si pudiera hablar con su yo del pasado, no sería para corregir, sino para reconocer. Un gesto de respeto hacia su propia historia. Y ahí reside la verdadera singularidad de su trayectoria: Juliana Pires no solo ha construido una carrera admirable, sino una vida que merece ser contemplada con orgullo. En un mundo donde muchas historias brillan brevemente y se apagan, la suya permanece. No porque haga ruido, sino porque ilumina. Instagram: Juliana Pires

  • O Preço do Que Você Evita Dizer por Henry Ayres

    Há uma frase do Tim Ferriss que, quanto mais você reflete, mais impacto ela causa, de forma positiva. Ele diz que o sucesso de uma pessoa pode ser medido, pelo número de conversas desconfortáveis que ela está disposta a ter. Porque a maioria de nós passa anos construindo estratégias sofisticadas para não ter essas conversas. Aprendemos a rodeá-las com gentileza excessiva, adiá-las com desculpas válidas, ou simplesmente deixar que o silêncio resolva, o que ele nunca resolve. O silêncio não resolve. Ele apenas acumula. O Desconforto Como Bússola Pense nas últimas grandes mudanças da sua vida. A promoção que você pediu, o relacionamento que você encerrou, a sociedade que você desfez, o feedback honesto que você finalmente deu (ou recebeu). Todas essas viradas têm algo em comum: vieram depois de uma conversa que você não queria ter. Você estava com o coração acelerado. Talvez a voz tenha tremido. Mas você falou. Ferriss não está romantizando o conflito pelo conflito. Ele está apontando para algo mais preciso: a disposição de encarar o desconforto relacional é um músculo e, como todo músculo, ele cresce com o exercício ou atrofia com a falta dele. Líderes que constroem equipes de alta performance não são os que evitam tensão. São os que a atravessam com clareza e cuidado. Parceiros que constroem relacionamentos duradouros não são os que nunca brigam. São os que aprenderam a dizer verdades difíceis sem usar a verdade como arma. O Custo do Silêncio Estratégico Há um paradoxo cruel no evitamento: achamos que estamos preservando algo, a harmonia, o vínculo, a paz, mas estamos, na verdade, corroendo exatamente isso. Cada conversa evitada vira uma parede invisível. Com o tempo, você olha ao redor e percebe que está cercado por pessoas com quem nunca foi de verdade honesto. Isso não é intimidade. É administração de imagens. No mundo profissional, o custo é ainda mais tangível. Projetos que fracassam porque ninguém quis dizer que a estratégia estava errada. Talentos que pedem demissão porque nunca receberam um feedback real. Parcerias que se dissolvem porque um problema pequeno, que cabia numa conversa de dez minutos, foi deixado para depois por meses, até virar algo irreparável. Coragem não é ausência de Medo A beleza da filosofia de Ferriss é que ela não exige que você seja corajoso por natureza. Ela apenas pede que você seja honesto sobre o que está evitando e que comece a encarar isso como dado de desempenho pessoal. Quantas conversas você evitou essa semana? Esse mês? Não as desnecessárias, as que seriam só ruído. As que importam. As que, se você tivesse tido, teriam mudado algo. O sucesso, nesse sentido, não é sobre talento ou timing ou sorte, embora todos esses contem. É sobre a sua capacidade de sentar diante do desconforto, respirar fundo, e dizer o que precisa ser dito. Com respeito. Com intenção. Com a consciência de que o outro lado da conversa difícil, quase sempre, é onde a vida real começa. A pergunta não é se você sabe o que precisa ser dito. Você sabe. A pergunta é: quando você vai dizer? Artigo: O Preço do Que Você Evita Dizer por Henry Ayres @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca, Conteúdo e Digital na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.

  • Capa | Dra. Julia Cassab: Advogada, Palestrante e Autora do livro "Elas Pagam Duas Vezes"

    Dra. Julia Cassab Versão em Português Existe um tipo de brilho que não vem dos holofotes. Vem da clareza de quem sabe exatamente por que faz o que faz. É esse o brilho que irradia de Julia Cassab, advogada criminalista, palestrante, autora e capa dessa edição da Revista Mentes que Brilham. Uma mulher que poderia ter se contentado em exercer a profissão com competência técnica, acumular processos e construir uma carreira sólida dentro dos padrões convencionais do Direito. Mas ela escolheu mais. Escolheu comunicar. "Para mim, uma carreira brilhante não tem relação apenas com reconhecimento ou números. Tem a ver com impacto", ela diz, com a segurança de quem chegou a essa conclusão depois de muita vivência, não de um insight fácil. "É conseguir exercer a profissão sem perder a humanidade no caminho." Humanidade. A palavra aparece cedo na conversa e não sai mais. É ela que sustenta toda a trajetória de Julia: a escolha pelos temas que outros evitam, a forma como fala sobre violência e encarceramento feminino, a decisão de transformar o incômodo em livro, palestra, podcast e, agora, em um escritório próprio. Tudo isso nasce de uma convicção que ela não negocia: o Direito precisa chegar onde as pessoas estão, não esperar que as pessoas o encontrem. A Voz Que o Tribunal Não Caberia Julia Cassab atua na área criminal, um universo que ela mesma descreve como duro, competitivo e ainda muito masculino. Ela aprendeu, à força de experiência, que firmeza e sensibilidade não são opostos. "Aprendi que autenticidade é uma força enorme. Hoje eu não tento performar uma versão de mim que esperam ver. Eu trabalho sendo exatamente quem eu sou." Esse posicionamento ganhou contornos ainda mais nítidos quando ela decidiu falar publicamente sobre temas como violência psicológica, sistema prisional feminino e gênero de forma acessível, sem abrir mão do rigor técnico. O resultado foi uma audiência que cresceu além das fronteiras do meio jurídico: pessoas comuns, mulheres que se identificaram, profissionais de outras áreas que finalmente encontraram uma linguagem para entender questões que sempre as tocaram. "Quando percebi que aquilo gerava identificação e discussão real, entendi que esse era o meu caminho", ela conta. E não foi apenas uma percepção abstrata. Em uma palestra sobre seu livro, ao final da apresentação, cerca de seis pessoas perguntaram por que ela ainda não era vereadora. Julia achou graça, mas reconhece o peso simbólico do momento. "Aquilo mostrava que as pessoas estavam se conectando comigo, com a forma como eu falo e com as pautas que eu defendo. E isso, para mim, vale muito." Elas Pagam Duas Vezes: Quando a Inquietação Vira Literatura Se existe uma obra que sintetiza quem Julia Cassab é como profissional e como ser humano, é seu primeiro livro. Elas Pagam Duas Vezes nasceu de uma pergunta que não a deixava em paz: por que tantas mulheres continuam sendo punidas mesmo depois de cumprir a pena? O estigma social, o abandono afetivo, a dificuldade de recomeçar, tudo isso compõe uma segunda condenação silenciosa, invisível para o sistema e devastadora para quem a vive. "Ver esse tema ganhando espaço, chegando em pessoas fora do meio jurídico e abrindo debates importantes me dá muito orgulho", ela afirma. O livro se tornou, de certa forma, um cartão de visitas que ultrapassa a advocacia. É uma declaração de princípios sobre o tipo de profissional e de mulher que Julia decidiu ser. E o segundo livro já está em andamento. Desta vez, o tema é violência psicológica, uma das formas mais silenciosas e devastadoras de abuso, que ainda carece de compreensão pública. Para o prefácio, ela convidou a Dra. Mariana Covre, referência nas áreas de compliance e gênero, e o convite carrega uma história bonita por trás. "Lembro que ela comentou em uma publicação minha no LinkedIn e aquilo me marcou muito, porque era exatamente o tipo de mulher e profissional que eu admirava e buscava me tornar: independente, técnica e com posicionamento." Hoje, essa admiração se transformou em parceria. A Mulher por Trás da Advogada Perguntar a Julia sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional é abrir uma conversa honesta e sem receitas prontas. Ela não acredita em harmonia perfeita. Acredita em fases, em intenção e, principalmente, em limites. "Aprendi que preciso cuidar de mim para conseguir cuidar do resto." O esporte ocupa um lugar central nessa construção. A corrida e o boxe não são apenas hábitos saudáveis: são ferramentas de saúde mental. "O boxe tem um efeito terapêutico enorme para mim. Muitas vezes, uma hora de treino vale tanto quanto uma hora de terapia." Ela diz isso sem romantismo, com a clareza de quem testou na pele. Ao redor dela, uma rede de afeto que também sustenta a trajetória. Seus pais, que sempre fizeram seu "marketing" para as pessoas do convívio deles mesmo sem entender nada de Direito, e cujo orgulho em cada conquista a emociona. O marido, seu maior incentivador, aquele que acredita primeiro em cada projeto novo, seja um livro, uma palestra ou o escritório que ela está abrindo agora. "Em cada ideia que eu tenho, ele sempre acredita primeiro e me impulsiona a continuar crescendo." Dra Julia Cassab e Marcelo Cassab O Que Ainda Está Por Vir Julia Cassab está, neste momento, em um dos períodos mais férteis da carreira. Abrindo seu escritório. Escrevendo o segundo livro. Desenvolvendo um podcast que nasce da mesma vocação que move tudo o mais: ampliar conversas, dar voz a histórias que não encontram espaço de escuta. "Tenho muita vontade de continuar construindo projetos que misturem Direito, comunicação e impacto social de uma forma acessível e humana." Quando pedimos que deixe uma mensagem para quem está no início da jornada, ela não hesita. "Não tenha tanta pressa e não duvide tanto de si mesma. Algumas coisas levam tempo para amadurecer, inclusive a própria confiança. E, principalmente, continue ocupando espaços sem pedir desculpas por existir neles." É uma frase que poderia muito bem ser o subtítulo da sua própria história. Uma mulher que parou de pedir desculpas, decidiu ocupar espaço e, no caminho, ajudou outras mulheres a entenderem que elas também podem. Artigo: Capa | Dra. Julia Cassab: Advogada, Palestrante e Autora do livro "Elas Pagam Duas Vezes" Dra. Julia Cassab Advogada criminalista, palestrante e autora do livro Elas Pagam Duas Vezes, obra que expõe a dupla punição enfrentada por mulheres após o cumprimento de pena: o estigma social, o abandono e a dificuldade de recomeçar. Referência na interseção entre Direito, gênero e comunicação, Julia se destaca por traduzir temas complexos como violência psicológica e encarceramento feminino em debates acessíveis e de impacto real. Está à frente do seu próprio escritório e desenvolve novos projetos, incluindo seu segundo livro, sobre violência psicológica, e um podcast dedicado a ampliar vozes e histórias silenciadas. Acredita que o Direito só cumpre seu papel quando chega às pessoas. English version Cover | Dr. Julia Cassab: Attorney, Speaker, and Author of "They Pay Twice" There is a kind of brilliance that has nothing to do with the spotlight. It comes from the clarity of someone who knows exactly why she does what she does. That is the brilliance that radiates from Julia Cassab, criminal defense attorney, speaker, author, and cover subject of this edition of Mentes que Brilham magazine. She could have settled for technical excellence, built a respectable caseload, and carved out a solid career within the conventional boundaries of law. Instead, she chose something more. She chose to communicate. "For me, a brilliant career isn't just about recognition or numbers. It's about impact," she says, with the quiet confidence of someone who arrived at that conclusion through experience, not inspiration. "It's about practicing law without losing your humanity along the way." Humanity. The word surfaces early in the conversation and never really leaves. It underpins everything Julia has built: her choice to take on the subjects others avoid, her willingness to speak openly about violence and women's incarceration, her decision to turn discomfort into a book, a lecture series, a podcast, and now her own firm. All of it flows from one conviction she refuses to negotiate: the law must meet people where they are, not wait for people to find it. The Voice the Courtroom Couldn't Contain Criminal law is a world Julia herself describes as tough, competitive, and still largely male-dominated. Over time, she learned that strength and sensitivity are not opposites. "I learned that authenticity is a tremendous force. I no longer try to perform a version of myself that others expect to see. I do this work being exactly who I am." That clarity became even sharper when she began speaking publicly about psychological violence, the female prison system, and gender issues in accessible terms, without sacrificing legal precision. The result was an audience that grew well beyond legal circles: everyday people, women who saw themselves in her words, professionals from entirely different fields who finally found a language for issues that had always moved them. "When I realized that what I was saying was generating real identification and real debate, I understood this was my path," she recalls. At a book talk, after her presentation, about six people asked why she wasn't already serving in city council. She laughed it off, but the symbolism wasn't lost on her. "It showed me that people were connecting with me, with the way I speak, with the issues I stand for. And that means everything." They Pay Twice: When Restlessness Becomes Literature If there is a single work that captures who Julia Cassab is, both as a professional and as a person, it is her debut book. They Pay Twice was born from a question that wouldn't let her go: why do so many women continue to be punished even after serving their sentences? The social stigma, the abandonment, the near-impossible task of starting over — all of it amounts to a second, silent conviction, invisible to the system and devastating to those who live it. "Seeing this subject gain traction, reaching people outside the legal world, and opening up real conversations fills me with pride," she says. The book became, in many ways, a statement of purpose that transcends her legal practice. It is a declaration of the kind of professional and woman she decided to be. A second book is already underway, this time focused on psychological violence, one of the most insidious and least understood forms of abuse. For the foreword, she invited Dr. Mariana Covre, a leading voice in compliance and gender studies — a choice that carries a meaningful backstory. "I remember she commented on a LinkedIn post of mine and it stayed with me, because she was exactly the kind of woman and professional I admired and aspired to become: independent, technically sharp, and outspoken." That admiration has since grown into a genuine partnership. The Woman Behind the Attorney Asking Julia about work-life balance opens an honest conversation with no easy answers. She doesn't believe in perfect harmony. She believes in seasons, in intention, and above all, in boundaries. "I've learned that I need to take care of myself in order to take care of everything else." Sports play a central role in that equation. Running and boxing are not just healthy habits; they are tools for mental health. "Boxing has an enormous therapeutic effect on me. Sometimes one hour of training is worth as much as one hour of therapy." She says it plainly, without sentimentality, the way someone speaks when they know it from the inside out. Around her, a network of people who make the journey possible. Her parents, who always championed her work to everyone in their circle even though they come from entirely different fields, and whose pride in every milestone moves her deeply. And her husband, her greatest supporter, the one who believes in every new project before anyone else does, whether it's a book, a lecture, or the firm she is building right now. "In every idea I have, he always believes first and pushes me to keep growing." What Comes Next Julia Cassab is, at this moment, in one of the most generative seasons of her career. Opening her firm. Writing her second book. Developing a podcast born from the same calling that drives everything else: expanding conversations, giving voice to stories that rarely find a space to be heard. "I have a deep desire to keep building projects that bring together law, communication, and social impact in ways that are human and accessible." When we asked her what she would say to someone just starting out, she didn't hesitate. "Don't be in such a rush, and don't doubt yourself so much. Some things take time to mature — including confidence. And above all, keep taking up space without apologizing for being there." It could easily be the subtitle of her own story. A woman who stopped apologizing, decided to take up space, and along the way helped other women understand that they can too. Dra. Julia Cassab Criminal defense attorney, speaker, and author of They Pay Twice, a work that exposes the double punishment faced by women after serving their sentences: social stigma, abandonment, and the struggle to start over. A leading voice at the intersection of law, gender, and communication, she translates complex issues such as psychological violence and women's incarceration into accessible, high-impact conversations. She leads her own firm and is currently working on her second book and a podcast dedicated to amplifying silenced stories. She believes the law only fulfills its purpose when it reaches people. Versión en Español Portada | Dra. Julia Cassab: Abogada, Conferencista y Autora de Ellas Pagan Dos Veces Existe un tipo de brillo que no proviene de los focos. Nace de la claridad de quien sabe exactamente por qué hace lo que hace. Ese es el brillo que irradia Julia Cassab, abogada penalista, conferencista, autora y protagonista de la portada de esta edición de la Revista Mentes que Brilham. Una mujer que podría haberse conformado con ejercer la profesión con solvencia técnica, acumular expedientes y construir una carrera sólida dentro de los cauces convencionales del Derecho. Pero ella eligió más. Eligió comunicar. "Para mí, una carrera brillante no tiene que ver únicamente con el reconocimiento o con los números. Tiene que ver con el impacto", afirma, con la serenidad de quien llegó a esa conclusión a través de la experiencia vivida, no de una revelación fácil. "Es poder ejercer la profesión sin perder la humanidad en el camino." Humanidad. La palabra aparece pronto en la conversación y ya no se va. Es ella la que sostiene toda la trayectoria de Julia: la elección de los temas que otros evitan, la forma en que habla de violencia y de encarcelamiento femenino, la decisión de transformar la incomodidad en un libro, en conferencias, en un podcast y, ahora, en un despacho propio. Todo ello nace de una convicción que no está dispuesta a negociar: el Derecho debe ir donde están las personas, no esperar a que las personas lo encuentren. La Voz que los Tribunales No Podían Contener Julia Cassab trabaja en el ámbito penal, un mundo que ella misma describe como duro, competitivo y todavía muy masculino. Con el tiempo, aprendió que firmeza y sensibilidad no son incompatibles. "Aprendí que la autenticidad es una fuerza enorme. Hoy no intento representar una versión de mí misma que los demás esperan ver. Trabajo siendo exactamente quien soy." Ese posicionamiento se hizo aún más nítido cuando decidió hablar públicamente sobre violencia psicológica, el sistema penitenciario femenino y la perspectiva de género de manera accesible, sin renunciar al rigor técnico. El resultado fue una audiencia que creció mucho más allá del ámbito jurídico: personas corrientes, mujeres que se reconocieron en sus palabras, profesionales de otros campos que por fin encontraron un lenguaje para entender cuestiones que siempre les habían concernido. "Cuando me di cuenta de que aquello generaba identificación y debate real, comprendí que ese era mi camino", recuerda. No fue solo una percepción abstracta. En una conferencia sobre su libro, al terminar la presentación, unas seis personas le preguntaron por qué todavía no era concejala. Julia lo tomó con humor, pero reconoce el peso simbólico del momento. "Aquello me demostraba que la gente se estaba conectando conmigo, con la forma en que hablo y con las causas que defiendo. Y eso, para mí, vale mucho." Ellas Pagan Dos Veces: Cuando la Inquietud se Convierte en Literatura Si existe una obra que sintetiza quién es Julia Cassab como profesional y como persona, es su primer libro. Ellas Pagan Dos Veces nació de una pregunta que no le daba reposo: ¿por qué tantas mujeres siguen siendo castigadas incluso después de cumplir su condena? El estigma social, el abandono afectivo, la dificultad de recomenzar: todo ello conforma una segunda condena silenciosa, invisible para el sistema y devastadora para quienes la padecen. "Ver que este tema gana espacio, que llega a personas ajenas al mundo jurídico y abre debates importantes, me llena de orgullo", asegura. El libro se convirtió, en cierta medida, en una tarjeta de presentación que trasciende la abogacía. Es una declaración de principios sobre el tipo de profesional y de mujer que Julia decidió ser. Y el segundo libro ya está en marcha. Esta vez, el tema es la violencia psicológica, una de las formas de abuso más silenciosas y devastadoras, que todavía no recibe la comprensión pública que merece. Para el prólogo, invitó a la Dra. Mariana Covre, referente en las áreas de cumplimiento normativo y género, y esa invitación guarda una historia entrañable. "Recuerdo que ella comentó una publicación mía en LinkedIn y aquello me marcó profundamente, porque era exactamente el tipo de mujer y de profesional que yo admiraba y aspiraba a convertirme: independiente, técnica y con posicionamiento propio." Hoy, esa admiración se ha transformado en una alianza genuina. La Mujer Detrás de la Abogada Preguntarle a Julia por el equilibrio entre vida personal y profesional es iniciar una conversación honesta, sin fórmulas ni soluciones prefabricadas. Ella no cree en la armonía perfecta. Cree en las etapas, en la intención y, sobre todo, en los límites. "Aprendí que necesito cuidarme a mí misma para poder cuidar lo demás." El deporte ocupa un lugar central en esa construcción. La carrera y el boxeo no son simples hábitos saludables: son herramientas de salud mental. "El boxeo tiene un efecto terapéutico enorme en mí. Muchas veces, una hora de entrenamiento vale tanto como una hora de terapia." Lo dice sin romantismo, con la claridad de quien lo ha comprobado en carne propia. A su alrededor, una red de afecto que también sostiene la trayectoria. Sus padres, que siempre han hecho su "marketing" entre sus conocidos sin entender nada de Derecho, y cuyo orgullo en cada logro la emociona profundamente. Su marido, su mayor impulsor, el primero en creer en cada nuevo proyecto, ya sea un libro, una conferencia o el despacho que ahora está poniendo en marcha. "En cada idea que tengo, él siempre cree primero y me impulsa a seguir creciendo." Lo que Está por Venir Julia Cassab se encuentra, en este momento, en uno de los periodos más fértiles de su carrera. Abriendo su despacho. Escribiendo su segundo libro. Desarrollando un podcast que nace de la misma vocación que mueve todo lo demás: ampliar conversaciones, dar voz a historias que pocas veces encuentran un espacio donde ser escuchadas. "Tengo muchas ganas de seguir construyendo proyectos que combinen Derecho, comunicación e impacto social de una manera accesible y humana." Cuando le pedimos que dejara un mensaje para quien está empezando, no dudó un instante. "No tengas tanta prisa y no dudes tanto de ti misma. Algunas cosas necesitan tiempo para madurar, incluida la propia confianza. Y, sobre todo, sigue ocupando espacios sin pedir disculpas por estar en ellos." Podría ser perfectamente el subtítulo de su propia historia. Una mujer que dejó de pedir disculpas, decidió ocupar su lugar y, en el camino, ayudó a otras mujeres a entender que ellas también pueden hacerlo. Dra. Julia Cassab Abogada penalista, conferencista y autora de Ellas Pagan Dos Veces, una obra que expone el doble castigo que enfrentan las mujeres tras cumplir condena: el estigma social, el abandono y la dificultad de recomenzar. Referente en la intersección entre Derecho, género y comunicación, destaca por traducir temas complejos como la violencia psicológica y el encarcelamiento femenino en debates accesibles y de impacto real. Está al frente de su propio despacho y trabaja en nuevos proyectos, entre ellos su segundo libro y un podcast dedicado a amplificar voces e historias silenciadas. Cree que el Derecho solo cumple su función cuando llega a las personas.

  • A Clareza como ato de Coragem por Henry Ayres

    Existe uma frase de Peggy Noonan que me persegue há anos, do jeito bom, sabe? Aquele tipo de ideia que você carrega na cabeça sem perceber, e que aparece toda vez que você está prestes a complicar o que poderia ser simples. Ela diz: "As pessoas lembram da clareza, não da inteligência." Na primeira vez que li, achei quase injusto. Tantos anos estudando, acumulando referências, construindo argumentos com camadas, e o que fica? O que é fácil de entender. Parecia uma derrota disfarçada de conselho. Mas Noonan não estava sugerindo que a inteligência não importa. Ela estava dizendo algo mais sofisticado: que a inteligência sem clareza é um monólogo. É brilhante, talvez. Impressionante, talvez. Mas não conecta. E comunicação que não conecta é apenas ruído bem articulado. Clareza não é simplificação. Não é escrever para quem não sabe. É escrever para quem sabe e mesmo assim fazer o esforço de ser entendido sem que o outro precise se esforçar de volta. Isso exige algo que a inteligência pura raramente exige: generosidade. A disposição de abrir mão do jargão que impressiona, da frase longa que demonstra domínio, do parágrafo que prova que você leu muito, em troca de uma ideia que chegue limpa, direta e que seja levada por todos quando forem. É, na verdade, um ato de coragem. Porque ser claro é ser exposto. Não há onde se esconder numa frase simples. O que fica? Pense nas comunicações que mudaram sua forma de ver o mundo. As falas que você ainda cita. Os textos que você volta a ler. Raramente são os mais elaborados. São os que chegaram sem pedir licença e ficaram. A inteligência abre portas, mas a clareza é o que faz as pessoas entrarem e lembrarem que estiveram lá. Artigo: A Clareza como ato de Coragem por Henry Ayres @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca, Conteúdo e Digital na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.

  • A Arte de Escolher o Pensamento Certo por Henry Ayres

    Existe uma batalha silenciosa que acontece todos os dias dentro de nós. Ela não tem data marcada, não avisa quando começa e raramente tem uma testemunha. É travada nos segundos que separam o que nos acontece de como decidimos reagir. E foi justamente sobre essa guerra íntima que o psicólogo e filósofo William James lançou uma das frases mais poderosas da história do pensamento humano: "A maior arma contra o estresse é nossa capacidade de escolher um pensamento em vez de outro." Simples assim. E, ao mesmo tempo, revolucionária assim. Vivemos numa época que glorifica o movimento incessante. Reuniões empilhadas, notificações que não param, metas que se renovam antes mesmo de serem alcançadas. O estresse virou uma espécie de status, como se estar sobrecarregado fosse prova de relevância. Mas James, que escreveu isso no final do século XIX, muito antes dos smartphones e das redes sociais, já havia identificado algo que a neurociência moderna confirmaria décadas depois: "O sofrimento raramente está no evento, mas na narrativa que construímos sobre ele." Isso não é autoajuda superficial. É ciência da mente. Cada vez que você permite que um pensamento catastrófico se instale sem questionamento, ativa o eixo do estresse no sistema nervoso como se o perigo fosse real e imediato. Seu corpo não distingue uma ameaça imaginada de uma concreta. Ele responde ao roteiro que a mente escreve. A palavra que James usa é "escolha" e essa é a sacada mais sofisticada da frase. Não se trata de negar a realidade, fingir que os problemas não existem ou praticar um otimismo de fachada. Trata-se de exercer soberania sobre o que ganha ibope dentro de você. De perceber que dois pensamentos podem habitar o mesmo cenário e que cabe a você decidir qual deles vai ganhar força. Um projeto atrasado pode ser lido como "tudo está dando errado" ou como "o que precisa ser ajustado?". Uma conversa difícil pode soar como ataque ou como um pedido de atenção. A realidade é a mesma. O pensamento escolhido muda tudo: o humor, a decisão, o resultado e, o mais importante, a energia. Essa capacidade de reenquadramento não surge da noite para o dia. É uma musculatura. Quanto mais você exercita, mais ágil e precisa ela se torna. E como toda disciplina de alto desempenho, exige consciência antes de virar automático. De todas as habilidades que uma vida bem vivida exige, essa é a menos ensinada e a mais necessária. Não é a produtividade, nem a estratégia, nem o talento. É a coragem silenciosa de olhar para dentro, reconhecer o pensamento que machuca e, com plena consciência, escolher outro. Um que construa em vez de destruir. William James nos deixou um presente disfarçado de frase. Uma lembrança de que, por mais que o mundo externo pareça incontrolável, e frequentemente é, existe um espaço que permanece nosso. Um espaço onde nenhuma crise entra sem permissão, onde nenhum estresse se instala sem convite. Você não vai controlar tudo o que acontece. Mas pode controlar o que deixa crescer dentro de você. E isso, como James sabia tão bem, muda absolutamente tudo. Artigo: A Arte de Escolher o Pensamento Certo por Henry Ayres @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca, Conteúdo e Digital na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.

  • Capa | Dra. Marlene Siqueira: Ginecologista e Expert em Emagrecimento Saudável

    Versão em Português Dra. Marlene Siqueira, capa da Revista Mentes que Brilham, compartilha uma jornada de medicina, maternidade e propósito que transforma não apenas corpos, mas famílias inteiras. Há mulheres que escolhem a medicina. E há mulheres que são escolhidas por ela. A Dra. Marlene Siqueira pertence à segunda categoria, embora ela mesma talvez discordasse, com a humildade característica de quem construiu uma carreira inteira colocando o outro no centro. Ginecologista, obstetra, expert em emagrecimento saudável e estudiosa da Medicina Tradicional Chinesa, Marlene carrega na trajetória algo raro: a coerência entre o que ensina e o que vive. Criada numa fazenda, foi ali, em meio à natureza exuberante e ao silêncio fértil do interior, que uma menina inquieta encontrou um livro perdido de Deepak Chopra aos 12 anos. Ela não sabia que estava encontrando, também, a si mesma. "Ficava horas relendo aquele livro e olhava toda aquela natureza ao meu redor", recorda. "Aprendi a me inspirar nela e a fluir nos ciclos da vida." Décadas depois, essa sabedoria permeia cada consulta, cada orientação, cada olhar lançado sobre uma paciente que chega em busca de saúde, e parte, muitas vezes, tendo encontrado muito mais. A Escolha que Definiu Tudo Aos olhos do mercado médico, o caminho natural seria outro. Marlene estava a um passo de uma carreira em oncocirurgia, especialidade de prestígio, de complexidade técnica admirável. Mas, há cerca de 23 anos, ela virou à esquerda. Trocou o bisturi oncológico pelo estudo do ser humano integral, pela promoção da saúde, pela Medicina Tradicional Chinesa. "Optei por cuidar de quem teria maiores chances de viver bem, no lugar de me habilitar mais um degrau na carreira de cirurgiã ginecológica para tentar extirpar tumores", explica, sem hesitação. Não foi rebeldia. Foi clareza. E essa clareza se tornou a pedra angular de tudo que construiu. Suas pacientes não são tratadas como diagnósticos, são vidas em contexto, mulheres dentro de famílias, famílias dentro de ecossistemas. "Ao perceber o impacto do meu trabalho no ecossistema de cada família, mudei meu modo de me perceber no mundo. A cada dia me sinto mais responsável e mais feliz com a missão que Deus me confiou." Se há uma imagem que resume a filosofia de Marlene Siqueira, é esta: ela mesma como cobaia. "Me orgulho de fazer da minha família meu laboratório de saúde e bem-estar. Tudo que ensino numa consulta, já pratiquei e certifiquei os resultados." Alimentação orgânica e fresca, água pura, sono de qualidade, movimento, espiritualidade, produtos sustentáveis, não são protocolos pregados de um pedestal. São escolhas vividas dentro de casa, todos os dias. Mãe de três jovens, divorciada há 19 anos, ela não ameniza os sacrifícios. Fala deles com a franqueza de quem sabe que autenticidade é também uma forma de cuidado. "Valeu muito a pena ter tomado decisões que mudaram a rota metabólica deles desde muito pequenos. Hoje, eles têm um nível de saúde que lhes confere autonomia." O maior presente que uma mãe médica poderia oferecer: filhos livres, saudáveis e conscientes. O desafio mais visceral veio quando se tornou mãe pela segunda vez, de gêmeos. Conciliar o amor incondicional pela família com a entrega total à medicina não é uma equação que se resolve. É uma prática diária. "Aprendi que meu crescimento profissional não me traria felicidade se meus filhos estivessem doentes como os pacientes que me procuravam." Essa frase não é só uma confissão. É um manifesto. Para Marlene, sucesso não cabe em troféu. Ele tem rosto, tem brilho na pele, tem postura. "Considero um sucesso quando minha cliente retorna com um sorriso nos lábios, a pele reluzente, um caminhar seguro, dona de si mesma e fazendo escolhas que geram crescimento e expansão." É uma definição que desafia rankings, que dribla o ego e pousa, com leveza, na essência do que é curar. Nessa visão, a medicina deixa de ser uma transação e se torna uma parceria. "Vejo um horizonte muito amplo à minha frente e tenho dentro de mim uma sede de conhecimento e muito entusiasmo pela vida. Me orgulho ao reconhecer que minhas clientes estão cada dia mais saudáveis e que estamos juntas nessa aventura de buscar o melhor da vida." Fé, Gratidão e o Estado de Presença Marlene não separa espiritualidade de ciência. Para ela, as duas habitam o mesmo espaço, a consulta, o parto, a conversa com uma paciente às três da manhã. Como obstetra, viveu anos inteiros em estado de prontidão, pronta para responder ao "chamado divino de receber estas almas na sua chegada aqui entre nós." A expressão é dela, e não soa exagerada. Soa exata. Nos dias difíceis, e ela não finge que não existem, a fé é o que sustenta. "Com a fé inabalável em Deus, os valores que trago da minha família e a ajuda de terapias, desenvolvi ferramentas para me proteger e transmutar estes momentos. Escolho comandar minhas decisões recebendo do Divino a inspiração para transbordar o meu dia." Há nessa fala uma maturidade emocional que não vem de livros. Vem de 59 anos bem vividos, com projetos que não deram certo, filhos neurodivergentes, partos nas madrugadas e sonhos que ainda parecem distantes. As memórias da infância na fazenda, aprendendo a aceitar a natureza como ela é, moldaram nela uma bússola própria, orientada por um norte que poucos ousam seguir: a felicidade. A felicidade, ela define, é sua mestra. "Ela é minha convidada de honra e ocupa a primeira fila no palco da minha vida. Sei que se estou na trilha da felicidade, os rastros da minha caminhada naturalmente conduzirão meus filhos a escolhas mais assertivas." Não há escuridão que não seja vencida pela luz, e ela diz isso sem ingenuidade. Diz como quem já atravessou o escuro e voltou para contar. Pedimos a ela que viajasse no tempo. Que cochichasse algo nos ouvidos da menina que releu Deepak Chopra à luz da fazenda, que sonhava com medicina sem saber ainda qual medicina seria a sua. A resposta veio com ternura e precisão: "Siga em frente, mas deixe umas mochilas no caminho... confie em você." Simples. Preciso. E inteiramente ela. A Dra. Marlene Siqueira é a prova viva de que uma carreira brilhante não se mede pelo que se acumula, mas pelo que se transforma. Em cada paciente que sai mais leve, em cada filho que escolhe saúde por herança, em cada família que encontrou nela não apenas uma médica, mas uma bússola. Mentes que brilham, afinal, são aquelas que iluminam os outros sem perder a própria luz. 📷 Instagram: instagram.com/dramarlenesiqueira Capa | Dra. Marlene Siqueira: Ginecologista e Expert em Emagrecimento Saudável English version Cover | Dr. Marlene Siqueira: OB-GYN and Healthy Weight Loss Expert Some women choose medicine. Others are chosen by it. Dr. Marlene Siqueira belongs to the second category — though she'd probably push back on that with the quiet humility of someone who has spent an entire career putting others first. A gynecologist, obstetrician, healthy weight loss expert, and student of Traditional Chinese Medicine, Marlene has built something rare: a life and a practice that are genuinely the same thing. She grew up on a farm, surrounded by open land and the kind of deep rural silence that either bores you or shapes you. For Marlene, it shaped her. At 12, she stumbled upon a lost copy of a Deepak Chopra book — and stumbled, without knowing it, upon herself. "I'd spend hours rereading that book and look out at all the nature around me," she recalls. "I learned to draw inspiration from it and to move with the rhythms of life." Decades later, that lesson still lives in every consultation, every piece of guidance, every look she gives a patient who walks in searching for health and walks out having found something deeper. The Turn That Changed Everything By any conventional measure, Marlene's trajectory was pointing somewhere else. She was one step away from oncosurgery — prestigious, technically demanding, a career milestone most physicians chase. Then, about 23 years ago, she turned left. She traded the oncological scalpel for a more expansive pursuit: whole-person health, wellness promotion, Traditional Chinese Medicine. "I chose to care for those who had the best chance of living well, rather than climbing another rung as a surgical gynecologist trying to remove tumors," she says, without a trace of regret. This wasn't rebellion. It was clarity. And that clarity became the foundation of everything she built. Her patients aren't treated as diagnoses — they're lives in context. Women inside families. Families inside ecosystems. "When I realized the impact my work had on each family's ecosystem, I changed the way I saw myself in the world. Every day I feel more responsible — and more fulfilled — by the mission God has entrusted to me." Living the Protocol If one image captures Marlene's philosophy, it's this: she is her own test subject. "I'm proud to make my family my laboratory for health and well-being. Everything I teach in a consultation, I've already practiced and confirmed the results." Organic food, clean water, quality sleep, movement, spirituality, sustainable products — none of it is preached from a pedestal. It's lived at home, every single day. A mother of three young adults and divorced for 19 years, she doesn't sugarcoat the sacrifices. She talks about them with the directness of someone who understands that honesty is its own form of care. "It was absolutely worth making decisions that changed their metabolic path from a very young age. Today, they have a level of health that gives them real autonomy." The greatest gift a physician-mother could give: children who are free, healthy, and self-aware. The most visceral challenge came when she became a mother for the second time — to twins. Balancing unconditional love for family with total dedication to medicine isn't an equation you solve. It's a daily practice. "I learned that my professional growth wouldn't bring me happiness if my children were as sick as the patients coming to see me." That's not just a confession. It's a manifesto. Redefining Success For Marlene, success doesn't fit in a trophy case. It has a face. It has a glow. "I consider it a success when my patient returns with a smile on her lips, radiant skin, a confident stride — a woman who owns herself and makes choices that lead to growth and expansion." It's a definition that defies rankings, sidesteps ego, and lands — gently — on the true essence of healing. In this vision, medicine stops being a transaction and becomes a partnership. "I see a vast horizon ahead of me, and I carry within me a thirst for knowledge and enormous enthusiasm for life. I'm proud to see that my patients are healthier every day — and that we're in this adventure together, seeking the very best life has to offer." Faith, Gratitude, and the Art of Presence Marlene doesn't separate spirituality from science. For her, they share the same space — the consultation room, the delivery suite, the three a.m. phone call from a laboring patient. As an obstetrician, she spent years in a constant state of readiness, always prepared to answer what she calls "the divine calling of welcoming these souls into the world." The phrase is hers, and it doesn't sound like an overstatement. It sounds exactly right. On difficult days — and she doesn't pretend they don't exist — faith is what holds. "With unwavering faith in God, the values instilled in me by my family, and the support of therapy, I've developed tools to protect myself and transform those moments. I choose to lead my decisions by receiving Divine inspiration to overflow into my day." There's an emotional maturity in those words that no textbook teaches. It comes from 59 years fully lived — projects that fell apart, neurodivergent children, middle-of-the-night labors, and dreams that still feel just out of reach. The memories of a childhood on a farm, learning to accept nature on its own terms, shaped in her a compass entirely her own, pointed toward a north that few dare follow: happiness. Happiness, she says, is her teacher. "It's my guest of honor, sitting front row on the stage of my life. I know that if I'm on the path of happiness, the footprints of my journey will naturally lead my children toward better choices." She says it without naivety — she says it as someone who has walked through the dark and came back to tell the story. We asked her to travel back in time. To whisper something to the girl who reread Deepak Chopra by the light of a country farm, dreaming of medicine before she even knew which kind of medicine would be hers. Her answer came with warmth and precision: "Keep moving forward, but leave some baggage along the way. Trust yourself." Simple. Precise. And entirely her. Dr. Marlene Siqueira is living proof that a brilliant career isn't measured by what you accumulate, but by what you transform. In every patient who leaves a little lighter. In every child who chooses health as an inheritance. In every family that found in her not just a doctor, but a compass. Brilliant minds, after all, are the ones that light up others — without ever losing their own light. 📷 Instagram: instagram.com/dramarlenesiqueira Versión en Español Portada | Dra. Marlene Siqueira: Ginecóloga y Experta en Adelgazamiento Saludable Hay mujeres que eligen la medicina. Y hay mujeres a las que la medicina elige. La Dra. Marlene Siqueira pertenece a la segunda categoría, aunque ella misma lo rebatiría con la humildad característica de quien ha construido una carrera entera poniendo al otro en el centro. Ginecóloga, obstetra, experta en adelgazamiento saludable y estudiosa de la Medicina Tradicional China, Marlene atesora en su trayectoria algo verdaderamente escaso: la coherencia entre lo que enseña y lo que vive. Criada en una finca, fue entre la naturaleza exuberante y el silencio fértil del interior rural donde una niña inquieta encontró, con doce años, un libro perdido de Deepak Chopra. No sabía que, al mismo tiempo, estaba encontrándose a sí misma. "Me pasaba horas releyendo aquel libro y contemplaba toda aquella naturaleza a mi alrededor", recuerda. "Aprendí a inspirarme en ella y a fluir con los ciclos de la vida." Décadas después, esa sabiduría impregna cada consulta, cada orientación, cada mirada que posa sobre una paciente que llega buscando salud y se marcha, en muchas ocasiones, habiendo encontrado mucho más. La Decisión que lo Cambió Todo A ojos del mercado médico, el camino natural habría sido otro. Marlene estaba a un paso de una carrera en oncología quirúrgica: una especialidad de prestigio, de admirable complejidad técnica. Pero, hace aproximadamente veintitrés años, giró a la izquierda. Cambió el bisturí oncológico por el estudio del ser humano en su integridad, por la promoción de la salud, por la Medicina Tradicional China. "Opté por cuidar a quienes tenían más posibilidades de vivir bien, en lugar de ascender un peldaño más en mi carrera de cirujana ginecológica para intentar extirpar tumores", explica, sin un ápice de dudas. No fue rebeldía. Fue claridad. Y esa claridad se convirtió en la piedra angular de todo lo que ha construido. Sus pacientes no son tratadas como diagnósticos; son vidas en contexto, mujeres dentro de familias, familias dentro de ecosistemas. "Al percibir el impacto de mi trabajo en el ecosistema de cada familia, cambié la forma en que me percibo a mí misma en el mundo. Cada día me siento más responsable y más feliz con la misión que Dios me ha confiado." Vivir lo que se Predica Si hay una imagen que resume la filosofía de Marlene Siqueira, es esta: ella misma como conejillo de indias. "Me enorgullece hacer de mi familia mi laboratorio de salud y bienestar. Todo lo que enseño en una consulta, lo he practicado previamente y he verificado los resultados." Alimentación orgánica y fresca, agua pura, sueño de calidad, movimiento, espiritualidad, productos sostenibles — no son protocolos predicados desde un pedestal. Son elecciones que se viven en casa, cada día. Madre de tres jóvenes, divorciada hace diecinueve años, no suaviza los sacrificios. Los relata con la franqueza de quien sabe que la autenticidad es también una forma de cuidado. "Mereció mucho la pena haber tomado decisiones que cambiaron su ruta metabólica desde muy pequeños. Hoy tienen un nivel de salud que les otorga autonomía." El mayor regalo que una médica y madre podría ofrecer: hijos libres, sanos y conscientes. El reto más visceral llegó cuando se convirtió en madre por segunda vez, de gemelos. Conciliar el amor incondicional por la familia con la entrega total a la medicina no es una ecuación que se resuelva. Es una práctica cotidiana. "Aprendí que mi crecimiento profesional no me traería felicidad si mis hijos estaban enfermos como los pacientes que me buscaban." Esa frase no es solo una confesión. Es un manifiesto. Una Definición Diferente del Éxito Para Marlene, el éxito no cabe en un trofeo. Tiene rostro, tiene brillo en la piel, tiene porte. "Considero un éxito cuando mi paciente regresa con una sonrisa en los labios, la piel radiante, un caminar seguro, dueña de sí misma y tomando decisiones que generan crecimiento y expansión." Es una definición que desafía los rankings, esquiva el ego y aterriza, con suavidad, en la esencia de lo que significa curar. Bajo esta visión, la medicina deja de ser una transacción para convertirse en una alianza. "Veo un horizonte muy amplio ante mí y llevo dentro una sed de conocimiento y un enorme entusiasmo por la vida. Me enorgullezco al comprobar que mis pacientes están cada día más sanas y que estamos juntas en esta aventura de buscar lo mejor de la vida." Fe, Gratitud y el Arte de Estar Presente Marlene no separa espiritualidad de ciencia. Para ella, ambas habitan el mismo espacio: la consulta, el paritorio, la conversación con una paciente a las tres de la madrugada. Como obstetra, vivió años enteros en estado de alerta permanente, dispuesta a responder al "llamado divino de recibir estas almas a su llegada aquí entre nosotros." La expresión es suya, y no resulta exagerada. Resulta exacta. En los días difíciles — y ella no finge que no existen — la fe es lo que sostiene. "Con la fe inquebrantable en Dios, los valores que llevo de mi familia y la ayuda de las terapias, he desarrollado herramientas para protegerme y transmutar esos momentos. Elijo comandar mis decisiones recibiendo del Divino la inspiración para desbordar mi día." Hay en esas palabras una madurez emocional que no procede de ningún libro. Proviene de 59 años bien vividos, con proyectos que no prosperaron, hijos neurodivergentes, partos en la madrugada y sueños que aún parecen lejanos. Los recuerdos de una infancia en el campo, aprendiendo a aceptar la naturaleza tal como es, forjaron en ella una brújula propia, orientada hacia un norte que pocos se atreven a seguir: la felicidad. La felicidad, define ella, es su maestra. "Es mi invitada de honor y ocupa la primera fila en el escenario de mi vida. Sé que, si estoy en el camino de la felicidad, las huellas de mi andar conducirán naturalmente a mis hijos hacia elecciones más acertadas." No hay oscuridad que la luz no venza, y lo dice sin ingenuidad. Lo dice como quien ya ha atravesado la oscuridad y ha vuelto para contarlo. Le pedimos que viajara en el tiempo. Que le susurrara algo al oído a aquella niña que releía a Deepak Chopra a la luz de la finca, que soñaba con la medicina sin saber aún cuál sería la suya. La respuesta llegó con ternura y precisión: "Sigue adelante, pero deja algunas mochilas en el camino… confía en ti." Sencillo. Preciso. Y enteramente ella. La Dra. Marlene Siqueira es la prueba viva de que una carrera brillante no se mide por lo que se acumula, sino por lo que se transforma. En cada paciente que sale más liviana. En cada hijo que elige la salud por herencia. En cada familia que encontró en ella no solo a una médica, sino a una brújula. Las mentes que brillan, al fin y al cabo, son aquellas que iluminan a los demás sin perder jamás su propia luz. 📷 Instagram: instagram.com/dramarlenesiqueira

  • Autoestima feminina: o reencontro da mulher com o próprio valor por Aline Luchi

    Durante muito tempo, a autoestima feminina foi confundida com aparência, aprovação e performance. A mulher aprendeu que precisava estar bonita, ser agradável, dar conta de tudo, não incomodar, não fracassar e, ainda assim, sorrir. Mas autoestima verdadeira não nasce do espelho. Ela nasce da consciência. Autoestima é a forma como uma mulher se enxerga quando ninguém está elogiando. É a maneira como ela se trata quando erra. É o limite que ela coloca quando percebe que está se diminuindo para caber no afeto de alguém. É a coragem de parar de negociar o próprio valor para ser escolhida. Muitas mulheres não sofrem por falta de beleza, inteligência ou capacidade. Sofrem porque foram ensinadas a duvidar de si. Cresceram tentando merecer amor, tentando provar que eram boas o suficiente, tentando corresponder às expectativas da família, do parceiro, da sociedade e até de uma versão idealizada de si mesmas. A baixa autoestima nem sempre aparece como insegurança visível. Às vezes, ela se esconde na necessidade de agradar, no medo de dizer “não”, na dependência emocional, na comparação constante, na dificuldade de receber elogios, na escolha repetida por relações que machucam e na sensação de nunca estar pronta. Por isso, fortalecer a autoestima feminina é um processo de reconstrução interna. Não é apenas mudar o cabelo, o corpo ou a roupa. É mudar a forma como a mulher conversa consigo. É reconhecer sua história sem se aprisionar nela. É olhar para as feridas emocionais sem permitir que elas continuem definindo suas escolhas. Uma mulher com autoestima fortalecida não se torna fria, arrogante ou inacessível. Ela se torna inteira. Aprende que amor não exige abandono de si. Aprende que ser sensível não significa ser fraca. Aprende que se posicionar não é perder a feminilidade, mas honrar a própria existência. Autoestima também é responsabilidade emocional. É compreender que ninguém tem a obrigação de curar nossas feridas, preencher nossos vazios ou validar diariamente quem somos. O outro pode somar, mas não pode ser a fonte principal do nosso valor. Quando uma mulher começa a se reconhecer, algo muda em sua presença. Ela deixa de implorar atenção, deixa de aceitar migalhas, deixa de confundir intensidade com amor e começa a escolher com mais consciência. Seu olhar muda. Sua postura muda. Suas relações mudam. A verdadeira autoestima feminina não grita. Ela sustenta. Ela aparece no silêncio de quem não precisa mais provar nada, porque aprendeu a habitar a própria alma com dignidade. Ser uma mulher livre é exatamente isso: desenvolver consciência, autonomia e responsabilidade emocional para não viver refém da aprovação, do medo ou da carência. É entender que o amor-próprio não é um discurso bonito, mas uma prática diária. Porque quando uma mulher reconhece o próprio valor, ela não apenas se transforma. Ela transforma a forma como ama, escolhe, trabalha, lidera e vive. Autoestima não é sobre se achar melhor que alguém. É sobre nunca mais se tratar como se fosse menos. E talvez o maior desafio da autoestima feminina seja justamente esse: aprender a permanecer fiel a si mesma, mesmo quando o mundo tenta convencê-la a se abandonar. Toda mulher carrega marcas. Algumas vieram da infância, outras de relações onde precisou silenciar sentimentos para não perder afeto. Existem feridas que fazem a mulher aceitar pouco, pedir desculpas por existir, duvidar da própria intuição e se adaptar demais a lugares onde sua alma já não respira. Mas chega um momento em que ela entende: não é preciso endurecer para se proteger. É preciso amadurecer. A cura da autoestima não está em criar uma armadura, mas em desenvolver presença interna. É saber olhar para si com verdade, acolher a própria história e, ainda assim, escolher um novo caminho. Autoestima é quando a mulher para de se perguntar “será que sou suficiente? ” e começa a se perguntar: “isso que eu aceito está à altura da mulher que estou me tornando?” Essa pergunta muda tudo. Porque uma mulher que se reconhece não vive mais tentando provar valor. Ela passa a construir vida. Ela investe em si, cuida da própria mente, respeita seu corpo, preserva sua energia e aprende a escolher pessoas, ambientes e oportunidades que não diminuem sua essência. A autoestima feminina floresce quando a mulher compreende que sua existência não precisa ser validada por olhares externos. Ela pode ser delicada e firme. Sensível e forte. Amorosa e seletiva. Feminina e livre. E quando essa consciência desperta, nasce uma nova mulher: não perfeita, mas presente. Não invulnerável, mas inteira. Não dependente de aprovação, mas comprometida com a própria verdade. Essa é a força silenciosa da autoestima: devolver à mulher o lugar mais importante da sua própria vida. Aline Luchi - Psicóloga Instagram: https://www.instagram.com/alyneluchi/

  • Quando Histórias Viram Força: o manifesto feminino que chegou ao coração do poder por Marta Lívia Suplicy

    No último dia 30 de abril, o Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, foi tomado por algo que vai muito além de palavras impressas em papel. O lançamento da 2ª edição do livro "Virando Páginas" transformou um dos espaços mais simbólicos da democracia brasileira em palco de afeto, coragem e representatividade — e não foi por acaso. Há algo de deliberadamente poético nisso. Levar uma obra construída sobre histórias de mulheres que recusaram o silêncio justamente para o lugar onde as leis do país são escritas. Uma mensagem cifrada para quem souber ler: elas estão aqui. Elas chegaram. E vieram para ficar. Uma obra coletiva, um gesto político A 2ª edição do "Virando Páginas" mantém a espinha dorsal que deu sentido à primeira: relatos reais de mulheres que transformaram dor em força, desafios em projetos, histórias de vida em inspiração coletiva. Mas traz um diferencial que diz muito sobre a maturidade do projeto: o conceito colaborativo. Cada escritora convidou outra mulher para participar da obra, ampliando o alcance das narrativas e fortalecendo uma rede de apoio que nasce no texto e transborda para a vida. Não é só literatura. É arquitetura social. A iniciativa é capitaneada pela presidente nacional Marta Lívia Suplicy, idealizadora do movimento Virada Feminina — que reúne hoje mais de 11 mil mulheres em todo o Brasil sob o lema que dispensa floreios: "Saindo da Discussão e Partindo para a Ação". Uma frase que, por si só, já vale um capítulo. 34 vozes, um Brasil inteiro A obra reúne 195 páginas com histórias de 34 mulheres de todas as regiões do Brasil, atuando nas mais diversas áreas — política, educação, saúde, cultura, empreendedorismo, enfrentamento à violência de gênero. A pluralidade não é mero recurso editorial. É o argumento central do livro: o empoderamento feminino não tem forma única, não tem endereço fixo, não tem um único sotaque. Ele se constrói diariamente, em cada desafio enfrentado e, mais importante, superado. Durante a cerimônia, exemplares foram entregues simbolicamente à ministra da Mulher, Márcia Lopes — um gesto que não passou despercebido pelos presentes. Quando uma obra sobre protagonismo feminino chega às mãos de quem define políticas públicas para mulheres, a ficção e a realidade se tocam da melhor forma possível. O que significa "virar páginas" em 2026 O título carrega uma ambiguidade generosa. Virar páginas é o ato mais simples da leitura e também uma das metáforas mais densas da vida. Significa deixar para trás o que não serve mais. Significa ter coragem de começar de novo. Significa, sobretudo, que há um próximo capítulo esperando. Para essas mulheres, a escrita foi o instrumento. Mas o que elas constroem com ela é muito maior do que qualquer livro. É visibilidade para quem esteve invisível. É pertencimento para quem foi sistematicamente excluída dos espaços de poder. É a prova de que a narrativa feminina brasileira é rica, diversa e insubstituível. O lançamento na Câmara dos Deputados não foi apenas um evento literário. Foi um ato de presença. E, às vezes, presença é o gesto mais revolucionário de todos. Artigo: Quando Histórias Viram Força: o manifesto feminino que chegou ao coração do poder por Marta Lívia Suplicy Fonte base: reportagem original publicada pela Folha do Estado de Goiás, em 30 de abril de 2026.

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