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Capa | Dra. Evelin Goldenberg: Clínica Geral e Reumatologista

  • Foto do escritor: Adela Villas Boas
    Adela Villas Boas
  • 12 de jul.
  • 20 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

Dra. Evelin Goldenberg
Dra. Evelin Goldenberg é reumatologista do Hospital Albert Einstein, mestre e doutora em Reumatologia pela UNIFESP, autora de O Coração Sente, o Corpo Dói e fundadora do BE Institute, em São Paulo.


Bandeira do Brasil

Versão em Português


Há uma frase que atravessa a vida de Evelin Goldenberg como um fio de aço, dita pelo pai, o também reumatologista José Goldenberg, e repetida por ela até virar princípio: ser um entre os melhores, e não mais um.


Não é uma frase de efeito. É um método. Uma escolha diária que explica por que uma médica decidiu falar de fibromialgia numa época em que o tema era recebido com desconfiança, por que apostou nas terapias biológicas quando ainda eram novidade, por que montou um centro de infusão dedicado a doenças autoimunes e por que, décadas depois, continua construindo. Nada nessa trajetória aconteceu por acaso. E ela faz questão de dizer isso.


"Carreira brilhante, para mim, é se destacar naquilo que você se propôs a fazer. Ser referência no que você escolheu."

A definição vem sem rodeios, e o que a sustenta é ainda mais direto. Evelin se propôs a cuidar de pacientes com dor, com doenças reumatológicas, com quadros clínicos que muitas vezes ninguém sabia nomear. Fez isso sem abrir mão daquilo que aprendeu na propedêutica: ouvir a história do paciente, examinar, interpretar. E sem parar de estudar nunca, da clínica médica à reumatologia, das terapias biológicas à medicina regenerativa.


"Brilhante é a carreira em que você cumpre, com excelência, aquilo que prometeu a si mesma."

Dra. Evelin Goldenberg

O reconhecimento que vem de quem entende

Existe um tipo de validação que não se compra e não se fabrica. Evelin percebeu que estava no caminho certo quando o investimento começou a voltar em forma de resultado: os livros vendendo e chegando a pessoas que finalmente entendiam a própria dor, os pacientes chegando por indicação de outros pacientes.


Mas o que mais a tocou veio de dentro da própria classe. Colegas médicos encaminhando pacientes para ela. Seu nome aparecendo, ano após ano, nas listas de revistas que indicam médicos escolhidos por outros médicos.


"Quando o reconhecimento vem de quem entende do ofício, você sabe que não está no caminho certo por acaso. Está porque construiu."

O currículo é vasto e ela o ostenta com orgulho. O mestrado e o doutorado em Reumatologia. A experiência com terapias biológicas desde que transformaram o tratamento das doenças autoimunes. O consultório construído sobre a confiança de pacientes e colegas. O centro de infusão. Os livros O Coração Sente, o Corpo Dói: como reconhecer e tratar a Fibromialgia, Viver bem depende de você: articule-se! Como prevenir e tratar a osteoartrose e Osteoporose Masculina. As participações na mídia, incluindo no programa do Jô Soares, discutindo fibromialgia quando quase ninguém falava sobre isso.


O que dá peso a tudo isso, porém, é o contexto. Cada uma dessas conquistas foi construída em um mundo majoritariamente masculino.


"Lutar e vencer como mulher na medicina não foi fácil. Todas essas conquistas têm a marca do trabalho, do estudo e da persistência."

Dra. Evelin Goldenberg

Não existe atalho, existe consistência

Perguntada sobre o maior desafio, ela não hesita: vencer e se manter à frente em um ambiente extremamente competitivo, trazendo sempre algo novo. Foi assim quando falou de fibromialgia antes da conversa existir. Foi assim com as terapias biológicas. Foi assim com o centro de infusão.


E é assim agora, com o BE Institute, projeto voltado para a longevidade, autoestima e qualidade de vida, que une medicina, reumatologia e estética avançada com tecnologias inovadoras e medicina regenerativa. Um cuidado pensado para todos, inclusive para pacientes autoimunes, que tantas vezes ficam de fora dessas possibilidades, porque é sempre importante lembrar que uma pessoa é um sistema completo, não apenas uma articulação, e precisa cuidar do todo.


Mas há uma vitória que ela coloca acima das outras: ter feito tudo isso sendo mãe.


Hoje uma das filhas é dermatologista, a outra se dedica ao empreendedorismo, e as duas trabalham lado a lado com ela. Somam-se cinco netos, que Evelin descreve simplesmente como sua alegria.


"Nada disso foi sorte. Sorte pode abrir uma porta, mas só o trabalho mantém você dentro dela."

Dra. Evelin Goldenberg

O preço, dito em voz alta

Há uma honestidade rara na forma como Evelin fala do que ficou para trás. Ela não romantiza.


Abriu mão de acompanhar passo a passo o crescimento das filhas. Do próprio tempo e do próprio lazer. Foram mais de dez anos trabalhando de domingo a domingo, sem feriados, sem férias. Abriu mão de círculos sociais, porque era preciso trabalhar.


"Hoje, quando assisto ao ballet da minha neta, sinto o peso de não ter visto o das minhas filhas. Isso dói, não vou negar."

E então, com a mesma serenidade, ela vira a página:

"Mas foi esse caminho que me permitiu dar às minhas filhas muito mais do que eu tive. Se valeu a pena? Valeu. E a vida, generosa, me deu uma segunda chance: o que não pude ver nas filhas, hoje vejo nos netos."

O sucesso, diz ela, mostrou que a luta, o trabalho e a inovação valem a pena. Cada risco assumido, cada área nova buscada, cada noite de estudo se converteu em resultado, em reconhecimento e em pacientes com mais qualidade de vida. E se converteu também em exemplo, o mais valioso dos legados.


"Nem sempre pude participar ativamente da vida delas como gostaria. Mas dei a elas algo que considero ainda maior: um exemplo vivo de luta. E hoje, vendo as mulheres que se tornaram, sei que cada esforço valeu a pena."


Evelin lida diariamente com as consequências que a falta de equilíbrio causa no corpo: dor, inflamação, doenças agravadas pelo estresse, sono inadequado e sedentarismo. Ela afirma que seria incoerente não cuidar de si mesma.


Por isso, ela se cuida. Mantém a atividade física em dia, tem uma alimentação balanceada e garante um sono de qualidade. Exatamente o que recomenda, como uma perfeccionista exemplar.


Encontrou no golfe um hobby que reúne foco, disciplina e concentração, algo que sempre pautou sua vida, e que virou também uma forma de viajar ao lado do marido. Janta com as amigas uma vez por semana. Gosta de ver a casa sempre florida. E quando surge uma brecha na agenda, foge para ver os netos.


Tem ainda um privilégio raro: trabalhar ao lado das filhas.

"Equilíbrio, para mim, não é dividir o tempo em partes iguais. É estar presente de verdade em cada momento."

Celebrar, para ela, dispensa festa. É um jantar com as amigas, viagens com marido, familiares e amigos, uma tarde com os netos, um dia de golfe. Depois de tantos anos sem pausa, aprendeu que a maior celebração é ter tempo para viver o que construiu. E saber dar valor.


Dra. Evelin Goldenberg

A herança que ninguém rouba

Quando fala de referências, Evelin começa pelo pai que nunca lhe deu nada de mão beijada. Deu trabalho e conhecimento. Nunca a favoreceu por ser filha. Pelo contrário, exigia o dobro. Foi dali que veio a força.


Depois vem a mãe, que sempre acreditou em seu potencial e a ajudou com as filhas, tornando possível uma carreira que, sem ela, não teria existido.


E vem o avô, sobrevivente do Holocausto, autor da frase que ela carrega como escudo: Hitler me roubou tudo, menos a minha inteligência e o meu conhecimento.


"Cresci com essa lição: podem tirar tudo de você, menos o que você sabe e o que você é."

Hoje, suas referências também são as filhas.

"Comecei inspirada pelos meus pais e sigo inspirada pelas minhas filhas. É uma corrente que não se quebra."

O que ainda a move

Falta de motivação é algo que Evelin diz não ter. Quando aparece, entende como sinal.

"Se uma decisão exige filosofia demais, se a dúvida é excessiva, é porque não tem que ser."

Ela se descreve como sensitiva e espiritualizada. Boa parte do que fez na vida foi guiada pelo sentimento e pela intuição. Percebe as pessoas de longe. Tem fé, e diz, com um sorriso, que Deus sempre dá uma mãozinha.


O que a move agora é a longevidade com qualidade e autoestima. Não basta viver mais, é preciso viver bem, com saúde, autonomia e bem-estar. E o desafio mais recente tem um sabor especial: erguer o BE Institute com Bruna, dermatologista, e Carla, à frente da curadoria de produtos e da administração. Três mulheres investindo em tecnologia para ganho de massa muscular, queima de gordura, regeneração tecidual e autoestima.


A BE Institute reúne uma equipe multidisciplinar completa, com neurologista e endocrinologista, formando uma policlínica com foco absoluto no paciente.


"Enquanto houver um desafio novo, eu vou estar lá. Parar nunca foi uma opção."

Dra. Evelin Goldenberg

Sonhar, focar, executar

Para quem busca propósito, o conselho vem em camadas. Primeiro: nunca desistir. Depois: maturidade para não se desesperar, porque é a serenidade, e não o pânico, que resolve. E, principalmente para as mulheres, um recado que ela faz questão de sublinhar.


"Jamais se achar inferior em um mundo masculino. Eu construí minha carreira num ambiente dominado por homens e aprendi que o seu lugar não é concedido, é conquistado com trabalho, estudo e competência."

Propósito, na visão dela, não se encontra pronto. Se constrói trabalhando.

"Sonho sem foco é fantasia. Foco sem execução é intenção. Os três juntos são o que transformam propósito em realidade."

A carta para a jovem Evelin

Se pudesse voltar no tempo, ela sabe exatamente o que diria à mulher que estava começando.


Continue, porque vale a pena. Você vai trabalhar de domingo a domingo, vai ouvir que o mundo é dos homens, vai ter que provar o dobro para valer o mesmo. E vai vencer. Não mude nada.


Confie na sua intuição, ela nunca vai te trair. Estude sempre, porque o conhecimento é a única coisa que ninguém pode te roubar. E sonhe, foque e execute.


Um dia, você vai olhar para trás e ver uma carreira sólida, duas filhas extraordinárias trabalhando ao seu lado, cinco netos. E vai entender que cada sacrifício tinha um propósito.


"Seja um entre os melhores, e não mais um. Você vai conseguir."


Artigo: Capa | Dra. Evelin Goldenberg: Clínica Geral e Reumatologista


Dra. Evelin Goldenberg é reumatologista do Hospital Albert Einstein, mestre e doutora em Reumatologia pela UNIFESP, autora de O Coração Sente, o Corpo Dói e fundadora do BE Institute, em São Paulo.




English Version

English version


Cover Story | Dr. Evelin Goldenberg: General Practitioner and Rheumatologist


Dr. Evelin Goldenberg is a rheumatologist at Hospital Albert Einstein, holds a master's and doctorate in Rheumatology from UNIFESP, is the author of The Heart Feels, the Body Hurts: How to Recognize and Treat Fibromyalgia, and founder of the BE Institute in São Paulo.


There's a sentence that runs through Evelin Goldenberg's life like a steel thread, spoken first by her father, fellow rheumatologist José Goldenberg, and repeated by her until it became principle: be one among the best, not just one more.


It isn't a catchphrase. It's a method. A daily choice that explains why a doctor decided to speak openly about fibromyalgia at a time when the subject was met with skepticism, why she bet on biologic therapies when they were still new, why she built an infusion center dedicated to autoimmune diseases, and why, decades later, she keeps building.


Nothing in this trajectory happened by chance. And she makes a point of saying so.

"A brilliant career, to me, means standing out in what you set out to do. Becoming a reference in what you chose."


The definition is blunt, and what backs it up is even more direct. Evelin set out to care for patients in pain, patients with rheumatological diseases, clinical pictures that often no one could even name. She did it without giving up what she learned in the earliest days of clinical training: listen to the patient's story, examine, interpret. And without ever stopping her studies, from internal medicine to rheumatology, from biologic therapies to regenerative medicine.


"A brilliant career is one where you deliver, with excellence, what you promised yourself."


Recognition from people who understand the craft

There's a kind of validation that can't be bought or manufactured. Evelin knew she was on the right path when the investment started coming back as results: the books selling and reaching people who finally understood their own pain, patients arriving through other patients' referrals.


But what moved her most came from within her own field. Fellow doctors referring patients to her. Her name showing up, year after year, on the lists of publications that rank physicians chosen by other physicians.


"When recognition comes from people who understand the profession, you know you're not on the right path by accident. You're there because you built it."


The résumé is extensive, and she wears it with pride. The master's and doctorate in Rheumatology. Experience with biologic therapies since they transformed the treatment of autoimmune diseases. A practice built on the trust of patients and colleagues. The infusion center. The books The Heart Feels, the Body Hurts: How to Recognize and Treat Fibromyalgia, Living Well Depends on You: Get Moving! How to Prevent and Treat Osteoarthritis, and Male Osteoporosis. Media appearances, including on Jô Soares's show, discussing fibromyalgia when almost no one else was.


What gives all of it weight, though, is the context. Every one of these achievements was built in a world dominated by men.


"Fighting and winning as a woman in medicine wasn't easy. All of these achievements carry the mark of work, of study, of persistence."


There's no shortcut, only consistency

Asked about her biggest challenge, she doesn't hesitate: winning and staying ahead in a fiercely competitive environment, always bringing something new. That's how it was when she spoke about fibromyalgia before that conversation existed. That's how it was with biologic therapies. That's how it was with the infusion center.


And that's how it is now, with the BE Institute, a project centered on longevity, self-esteem and quality of life, combining medicine, rheumatology and advanced aesthetics with innovative technologies and regenerative medicine. Care designed for everyone, including autoimmune patients, who are so often left out of these possibilities, because it's always worth remembering that a person is a complete system, not just a joint, and needs care for the whole.


But there's one victory she places above all the others: having done all of this while being a mother.


Today, one of her daughters is a dermatologist, the other is devoted to entrepreneurship, and both work alongside her. Add five grandchildren, whom Evelin simply describes as her joy.


"None of this was luck. Luck might open a door, but only work keeps you inside it."


The price, said out loud

There's a rare honesty in how Evelin talks about what got left behind. She doesn't romanticize it.


She gave up watching her daughters grow up step by step. Her own time, her own leisure. More than ten years working Sunday to Sunday, no holidays, no vacations. She gave up social circles, because there was work to do.


"Today, when I watch my granddaughter's ballet recital, I feel the weight of not having seen my daughters'. That hurts, I won't deny it."


And then, with the same composure, she turns the page:

"But that path is what let me give my daughters far more than I had. Was it worth it? It was. And life, generously, gave me a second chance: what I couldn't see in my daughters, I now see in my grandchildren."


Success, she says, proved that the fight, the work and the innovation were worth it. Every risk taken, every new field pursued, every night of study turned into results, into recognition, into patients with a better quality of life. And it turned into something else too: an example, the most valuable of all legacies.


"I wasn't always able to be as present in their lives as I would have liked. But I gave them something I consider even greater: a living example of what it means to fight. And now, seeing the women they've become, I know every effort was worth it."


Evelin deals daily with what happens to the body when balance is missing: pain, inflammation, diseases worsened by stress, poor sleep and a sedentary lifestyle. She says it would be inconsistent not to take care of herself.


So she does. She keeps up with physical activity, eats a balanced diet, and makes sure she gets quality sleep. Exactly what she recommends, like the perfectionist she is.


She found in golf a hobby that brings together focus, discipline and concentration, qualities that have always guided her life, and one that also became a way to travel alongside her husband. She has dinner with friends once a week. She likes keeping the house full of flowers. And whenever there's a gap in her schedule, she slips away to see her grandchildren.


She also has a rare privilege: working alongside her daughters.


"Balance, to me, isn't splitting time into equal parts. It's being truly present in every moment."


Celebrating, for her, doesn't require a party. It's dinner with friends, trips with her husband, family and friends, an afternoon with her grandchildren, a day of golf. After so many years without a pause, she learned that the greatest celebration is having time to live what you built. And knowing how to value it.


The inheritance no one can steal

When she talks about the people who shaped her, Evelin starts with her father, who never handed her anything. He gave her work and knowledge. He never went easy on her for being his daughter. If anything, he demanded twice as much. That's where the strength came from.


Then comes her mother, who always believed in her potential and helped with the girls, making possible a career that, without her, wouldn't exist.


And then her grandfather, a Holocaust survivor, author of the line she carries like a shield: Hitler stole everything from me except my intelligence and my knowledge.


"I grew up with that lesson: they can take everything from you except what you know and who you are."


Today, her daughters are her reference points too.


"I started out inspired by my parents, and I keep going inspired by my daughters. It's a chain that doesn't break."


What still drives her

Lack of motivation isn't something Evelin says she experiences. When it does show up, she reads it as a signal.


"If a decision needs too much philosophizing, if the doubt is excessive, it's because it wasn't meant to happen."


She describes herself as intuitive and spiritual. Much of what she's done in life was guided by feeling and instinct. She can read people from a distance. She has faith, and says, with a smile, that God always lends a hand.


What drives her now is longevity with quality and self-esteem. It's not enough to live longer, you have to live well, with health, autonomy and well-being. And the latest challenge carries a special flavor: building the BE Institute alongside Bruna, a dermatologist, and Carla, who leads product curation and administration. Three women investing in technology for muscle gain, fat burning, tissue regeneration and self-esteem.


The BE Institute brings together a full multidisciplinary team, including a neurologist and an endocrinologist, forming a full clinic with an absolute focus on the patient.


"As long as there's a new challenge, I'll be there. Stopping was never an option."


Dream, focus, execute

For anyone searching for purpose, her advice comes in layers. First: never give up. Then: maturity enough not to panic, because it's composure, not panic, that gets things done. And, especially for women, a message she makes a point of underlining.


"Never see yourself as inferior in a man's world. I built my career in an environment dominated by men, and I learned that your place isn't handed to you, it's earned through work, study and competence."


Purpose, in her view, doesn't come ready-made. It's built by working.


"A dream without focus is fantasy. Focus without execution is intention. The three together are what turn purpose into reality."


A letter to young Evelin

If she could go back in time, she knows exactly what she'd tell the woman who was just starting out.


Keep going, because it's worth it. You're going to work Sunday to Sunday, you're going to hear that the world belongs to men, you're going to have to prove yourself twice over to be worth the same. And you're going to win. Don't change a thing.


Trust your intuition, it will never betray you. Keep studying, because knowledge is the one thing no one can take from you. And dream, focus and execute.


One day, you'll look back and see a solid career, two extraordinary daughters working by your side, five grandchildren. And you'll understand that every sacrifice had a purpose.

"Be one among the best, not just one more. You're going to make it."



Cover Feature | Dr. Evelin Goldenberg: General Practitioner and Rheumatologist


Dr. Evelin Goldenberg is a rheumatologist at Hospital Albert Einstein, holds a master's and doctorate in Rheumatology from UNIFESP, is the author of The Heart Feels, the Body Hurts, and founder of the BE Institute in São Paulo.




Spanish Version

Versión en Español


Portada | Dra. Evelin Goldenberg: Médica General y Reumatóloga


La doctora Evelin Goldenberg es reumatóloga del Hospital Albert Einstein, máster y doctora en Reumatología por la UNIFESP, autora de El Corazón Siente, el Cuerpo Duele: cómo reconocer y tratar la Fibromialgia y fundadora del BE Institute, en São Paulo.


Hay una frase que atraviesa la vida de Evelin Goldenberg como un hilo de acero, pronunciada primero por su padre, también reumatólogo, José Goldenberg, y repetida por ella hasta convertirse en principio: ser una entre las mejores, y no una más.


No es una frase hecha. Es un método. Una decisión diaria que explica por qué una médica decidió hablar de fibromialgia en una época en que el tema se recibía con desconfianza, por qué apostó por las terapias biológicas cuando aún eran una novedad, por qué montó un centro de infusión dedicado a las enfermedades autoinmunes y por qué, décadas después, sigue construyendo. Nada en esta trayectoria ha sido casualidad. Y ella se encarga de dejarlo claro.


"Una carrera brillante, para mí, es destacar en aquello que te propones. Ser referente en lo que has elegido."


La definición no da rodeos, y lo que la sostiene es todavía más directo. Evelin se propuso cuidar a pacientes con dolor, con enfermedades reumatológicas, con cuadros clínicos que muchas veces nadie sabía ni nombrar. Lo hizo sin renunciar a lo que aprendió en la propedéutica: escuchar la historia del paciente, explorar, interpretar. Y sin dejar nunca de estudiar, desde la clínica médica hasta la reumatología, desde las terapias biológicas hasta la medicina regenerativa.


"Brillante es la carrera en la que cumples, con excelencia, lo que te prometiste a ti misma."


El reconocimiento de quienes entienden el oficio

Existe un tipo de validación que no se compra ni se fabrica. Evelin se dio cuenta de que iba por el buen camino cuando la inversión empezó a devolverle resultados: los libros vendiéndose y llegando a personas que por fin entendían su propio dolor, pacientes que llegaban por recomendación de otros pacientes.


Pero lo que más la conmovió vino de dentro de su propio gremio. Colegas médicos derivándole pacientes. Su nombre apareciendo, año tras año, en las listas de revistas que señalan a los médicos elegidos por otros médicos.


"Cuando el reconocimiento viene de quien entiende el oficio, sabes que no estás en el buen camino por casualidad. Estás porque lo has construido."


El currículo es extenso y ella lo luce con orgullo. El máster y el doctorado en Reumatología. La experiencia con terapias biológicas desde que transformaron el tratamiento de las enfermedades autoinmunes. La consulta construida sobre la confianza de pacientes y colegas. El centro de infusión. Los libros El Corazón Siente, el Cuerpo Duele: cómo reconocer y tratar la Fibromialgia, Vivir bien depende de ti: ¡Muévete! Cómo prevenir y tratar la osteoartrosis y Osteoporosis Masculina. Sus apariciones en medios, incluida la del programa de Jô Soares, hablando de fibromialgia cuando casi nadie más lo hacía.


Lo que da peso a todo esto, sin embargo, es el contexto. Cada uno de estos logros se construyó en un mundo mayoritariamente masculino.


"Luchar y vencer como mujer en la medicina no fue fácil. Todos estos logros llevan la marca del trabajo, del estudio y de la constancia."


No hay atajos, solo constancia

Preguntada por su mayor desafío, no duda: vencer y mantenerse en cabeza en un entorno extremadamente competitivo, aportando siempre algo nuevo. Así fue cuando habló de fibromialgia antes de que esa conversación existiera. Así fue con las terapias biológicas. Así fue con el centro de infusión.


Y así es ahora, con el BE Institute, un proyecto centrado en la longevidad, la autoestima y la calidad de vida, que une medicina, reumatología y estética avanzada con tecnologías innovadoras y medicina regenerativa. Un cuidado pensado para todos, incluidos los pacientes autoinmunes, que tantas veces quedan fuera de estas posibilidades, porque siempre conviene recordar que una persona es un sistema completo, no solo una articulación, y necesita cuidados integrales.


Pero hay una victoria que ella coloca por encima de las demás: haber hecho todo esto siendo madre.


Hoy, una de sus hijas es dermatóloga, la otra se dedica al emprendimiento, y ambas trabajan codo con codo con ella. A eso se suman cinco nietos, a quienes Evelin describe sencillamente como su alegría.


"Nada de esto fue suerte. La suerte puede abrirte una puerta, pero solo el trabajo te mantiene dentro de ella."


El precio, dicho en voz alta

Hay una honestidad poco común en la forma en que Evelin habla de lo que quedó atrás. No lo romantiza.


Renunció a acompañar paso a paso el crecimiento de sus hijas. A su propio tiempo, a su propio ocio. Fueron más de diez años trabajando de domingo a domingo, sin festivos, sin vacaciones. Renunció a los círculos sociales, porque había que trabajar.


"Hoy, cuando veo el ballet de mi nieta, siento el peso de no haber visto el de mis hijas. Eso duele, no lo voy a negar."


Y entonces, con la misma serenidad, pasa página:

"Pero ese fue el camino que me permitió darles a mis hijas mucho más de lo que yo tuve. ¿Valió la pena? Valió. Y la vida, generosa, me dio una segunda oportunidad: lo que no pude ver en mis hijas, hoy lo veo en mis nietos."


El éxito, dice ella, demostró que la lucha, el trabajo y la innovación merecen la pena. Cada riesgo asumido, cada terreno nuevo explorado, cada noche de estudio se convirtió en resultado, en reconocimiento y en pacientes con mejor calidad de vida. Y se convirtió también en ejemplo, el más valioso de los legados.


"No siempre pude participar tan activamente en su vida como me hubiera gustado. Pero les di algo que considero todavía más grande: un ejemplo vivo de lucha. Y hoy, viendo a las mujeres en las que se han convertido, sé que cada esfuerzo mereció la pena."


Evelin lidia a diario con las consecuencias que la falta de equilibrio provoca en el cuerpo: dolor, inflamación, enfermedades agravadas por el estrés, el sueño inadecuado y el sedentarismo. Afirma que sería incoherente no cuidarse a sí misma.


Por eso se cuida. Mantiene al día la actividad física, sigue una alimentación equilibrada y se asegura un sueño de calidad. Justo lo que recomienda, como la perfeccionista que es.

Encontró en el golf una afición que reúne concentración, disciplina y foco, algo que siempre ha marcado su vida, y que se convirtió también en una forma de viajar junto a su marido. Cena con las amigas una vez por semana. Le gusta ver la casa siempre llena de flores. Y cuando surge un hueco en la agenda, se escapa para ver a sus nietos.


Tiene además un privilegio poco frecuente: trabajar junto a sus hijas.


"El equilibrio, para mí, no es repartir el tiempo en partes iguales. Es estar realmente presente en cada momento."


Celebrar, para ella, no requiere fiesta. Es una cena con las amigas, viajes con su marido, familiares y amigos, una tarde con los nietos, un día de golf. Después de tantos años sin pausa, aprendió que la mayor celebración es tener tiempo para vivir lo que ha construido. Y saber darle valor.


La herencia que nadie puede robar

Cuando habla de sus referentes, Evelin empieza por su padre, que nunca le regaló nada. Le dio trabajo y conocimiento. Nunca la favoreció por ser su hija. Al contrario, le exigía el doble. De ahí vino la fuerza.


Después está su madre, que siempre creyó en su potencial y la ayudó con las niñas, haciendo posible una carrera que, sin ella, no habría existido.


Y está su abuelo, superviviente del Holocausto, autor de la frase que ella lleva como escudo: Hitler me robó todo, menos mi inteligencia y mi conocimiento.


"Crecí con esa lección: pueden quitarte todo, menos lo que sabes y lo que eres."


Hoy, sus hijas también son su referente.


"Empecé inspirada por mis padres y sigo inspirada por mis hijas. Es una cadena que no se rompe."


Lo que todavía la mueve

La falta de motivación es algo que Evelin dice no conocer. Cuando aparece, la interpreta como una señal.


"Si una decisión exige demasiada filosofía, si la duda es excesiva, es porque no tenía que ser."


Se define como sensitiva y espiritual. Buena parte de lo que ha hecho en la vida estuvo guiado por el sentimiento y la intuición. Percibe a las personas a distancia. Tiene fe, y dice, con una sonrisa, que Dios siempre echa una mano.


Lo que la mueve ahora es la longevidad con calidad y autoestima. No basta con vivir más, hay que vivir bien, con salud, autonomía y bienestar. Y el desafío más reciente tiene un sabor especial: levantar el BE Institute junto a Bruna, dermatóloga, y Carla, al frente de la curaduría de productos y la administración. Tres mujeres invirtiendo en tecnología para la ganancia de masa muscular, la quema de grasa, la regeneración tisular y la autoestima.


El BE Institute reúne a un equipo multidisciplinar completo, con neurólogo y endocrinólogo, formando una policlínica con el foco puesto por completo en el paciente.

"Mientras haya un desafío nuevo, ahí estaré yo. Parar nunca fue una opción."


Soñar, enfocar, ejecutar

Para quien busca un propósito, el consejo llega por capas. Primero: nunca rendirse. Después: madurez para no desesperarse, porque es la serenidad, y no el pánico, lo que resuelve las cosas. Y, sobre todo para las mujeres, un mensaje que se empeña en subrayar.


"Nunca sentirse inferior en un mundo de hombres. Yo construí mi carrera en un entorno dominado por hombres y aprendí que tu lugar no se concede, se conquista con trabajo, estudio y competencia."


El propósito, en su visión, no se encuentra hecho. Se construye trabajando.


"Soñar sin foco es fantasía. Foco sin ejecución es intención. Los tres juntos son lo que convierte el propósito en realidad."


La carta a la joven Evelin

Si pudiera volver atrás en el tiempo, sabe exactamente qué le diría a la mujer que estaba empezando.


Sigue adelante, porque merece la pena. Vas a trabajar de domingo a domingo, vas a oír que el mundo es de los hombres, vas a tener que demostrar el doble para valer lo mismo. Y vas a vencer. No cambies nada.


Confía en tu intuición, nunca te va a traicionar. Estudia siempre, porque el conocimiento es lo único que nadie te puede robar. Y sueña, enfoca y ejecuta.


Un día, mirarás atrás y verás una carrera sólida, dos hijas extraordinarias trabajando a tu lado, cinco nietos. Y entenderás que cada sacrificio tenía un propósito.


"Sé una entre las mejores, y no una más. Lo vas a conseguir."



Portada | Dra. Evelin Goldenberg: Médica General y Reumatóloga


La doctora Evelin Goldenberg es reumatóloga del Hospital Albert Einstein, máster y doctora en Reumatología por la UNIFESP, autora de El Corazón Siente, el Cuerpo Duele y fundadora del BE Institute, en São Paulo.


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