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Capa | Dra. Julia Cassab: Advogada, Palestrante e Autora do livro "Elas Pagam Duas Vezes"

  • Foto do escritor: Adela Villas Boas
    Adela Villas Boas
  • 17 de mai.
  • 13 min de leitura
Dra. Julia Cassab
Dra. Julia Cassab


Bandeira do Brasil

Versão em Português


Existe um tipo de brilho que não vem dos holofotes. Vem da clareza de quem sabe exatamente por que faz o que faz. É esse o brilho que irradia de Julia Cassab, advogada criminalista, palestrante, autora e capa dessa edição da Revista Mentes que Brilham.


Uma mulher que poderia ter se contentado em exercer a profissão com competência técnica, acumular processos e construir uma carreira sólida dentro dos padrões convencionais do Direito. Mas ela escolheu mais. Escolheu comunicar.


"Para mim, uma carreira brilhante não tem relação apenas com reconhecimento ou números. Tem a ver com impacto", ela diz, com a segurança de quem chegou a essa conclusão depois de muita vivência, não de um insight fácil. "É conseguir exercer a profissão sem perder a humanidade no caminho."


Humanidade. A palavra aparece cedo na conversa e não sai mais. É ela que sustenta toda a trajetória de Julia: a escolha pelos temas que outros evitam, a forma como fala sobre violência e encarceramento feminino, a decisão de transformar o incômodo em livro, palestra, podcast e, agora, em um escritório próprio. Tudo isso nasce de uma convicção que ela não negocia: o Direito precisa chegar onde as pessoas estão, não esperar que as pessoas o encontrem.


A Voz Que o Tribunal Não Caberia

Julia Cassab atua na área criminal, um universo que ela mesma descreve como duro, competitivo e ainda muito masculino. Ela aprendeu, à força de experiência, que firmeza e sensibilidade não são opostos. "Aprendi que autenticidade é uma força enorme. Hoje eu não tento performar uma versão de mim que esperam ver. Eu trabalho sendo exatamente quem eu sou."


Esse posicionamento ganhou contornos ainda mais nítidos quando ela decidiu falar publicamente sobre temas como violência psicológica, sistema prisional feminino e gênero de forma acessível, sem abrir mão do rigor técnico. O resultado foi uma audiência que cresceu além das fronteiras do meio jurídico: pessoas comuns, mulheres que se identificaram, profissionais de outras áreas que finalmente encontraram uma linguagem para entender questões que sempre as tocaram.


"Quando percebi que aquilo gerava identificação e discussão real, entendi que esse era o meu caminho", ela conta. E não foi apenas uma percepção abstrata. Em uma palestra sobre seu livro, ao final da apresentação, cerca de seis pessoas perguntaram por que ela ainda não era vereadora. Julia achou graça, mas reconhece o peso simbólico do momento. "Aquilo mostrava que as pessoas estavam se conectando comigo, com a forma como eu falo e com as pautas que eu defendo. E isso, para mim, vale muito."


Dra. Julia Cassab

Elas Pagam Duas Vezes: Quando a Inquietação Vira Literatura

Se existe uma obra que sintetiza quem Julia Cassab é como profissional e como ser humano, é seu primeiro livro. Elas Pagam Duas Vezes nasceu de uma pergunta que não a deixava em paz: por que tantas mulheres continuam sendo punidas mesmo depois de cumprir a pena? O estigma social, o abandono afetivo, a dificuldade de recomeçar, tudo isso compõe uma segunda condenação silenciosa, invisível para o sistema e devastadora para quem a vive.


"Ver esse tema ganhando espaço, chegando em pessoas fora do meio jurídico e abrindo debates importantes me dá muito orgulho", ela afirma. O livro se tornou, de certa forma, um cartão de visitas que ultrapassa a advocacia. É uma declaração de princípios sobre o tipo de profissional e de mulher que Julia decidiu ser.
Dra. Julia Cassab

E o segundo livro já está em andamento. Desta vez, o tema é violência psicológica, uma das formas mais silenciosas e devastadoras de abuso, que ainda carece de compreensão pública. Para o prefácio, ela convidou a Dra. Mariana Covre, referência nas áreas de compliance e gênero, e o convite carrega uma história bonita por trás. "Lembro que ela comentou em uma publicação minha no LinkedIn e aquilo me marcou muito, porque era exatamente o tipo de mulher e profissional que eu admirava e buscava me tornar: independente, técnica e com posicionamento." Hoje, essa admiração se transformou em parceria.


A Mulher por Trás da Advogada

Perguntar a Julia sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional é abrir uma conversa honesta e sem receitas prontas. Ela não acredita em harmonia perfeita. Acredita em fases, em intenção e, principalmente, em limites.

"Aprendi que preciso cuidar de mim para conseguir cuidar do resto."
Dra Julia Cassab


O esporte ocupa um lugar central nessa construção. A corrida e o boxe não são apenas hábitos saudáveis: são ferramentas de saúde mental. "O boxe tem um efeito terapêutico enorme para mim. Muitas vezes, uma hora de treino vale tanto quanto uma hora de terapia." Ela diz isso sem romantismo, com a clareza de quem testou na pele.


Ao redor dela, uma rede de afeto que também sustenta a trajetória. Seus pais, que sempre fizeram seu "marketing" para as pessoas do convívio deles mesmo sem entender nada de Direito, e cujo orgulho em cada conquista a emociona. O marido, seu maior incentivador, aquele que acredita primeiro em cada projeto novo, seja um livro, uma palestra ou o escritório que ela está abrindo agora.

"Em cada ideia que eu tenho, ele sempre acredita primeiro e me impulsiona a continuar crescendo."

Dra Julia Cassab e Marcelo Cassab
Dra Julia Cassab e Marcelo Cassab

O Que Ainda Está Por Vir

Julia Cassab está, neste momento, em um dos períodos mais férteis da carreira. Abrindo seu escritório. Escrevendo o segundo livro. Desenvolvendo um podcast que nasce da mesma vocação que move tudo o mais: ampliar conversas, dar voz a histórias que não encontram espaço de escuta. "Tenho muita vontade de continuar construindo projetos que misturem Direito, comunicação e impacto social de uma forma acessível e humana."


Quando pedimos que deixe uma mensagem para quem está no início da jornada, ela não hesita.

"Não tenha tanta pressa e não duvide tanto de si mesma. Algumas coisas levam tempo para amadurecer, inclusive a própria confiança. E, principalmente, continue ocupando espaços sem pedir desculpas por existir neles."
Dra Julia Cassab

É uma frase que poderia muito bem ser o subtítulo da sua própria história. Uma mulher que parou de pedir desculpas, decidiu ocupar espaço e, no caminho, ajudou outras mulheres a entenderem que elas também podem.



Artigo: Capa | Dra. Julia Cassab: Advogada, Palestrante e Autora do livro "Elas Pagam Duas Vezes"


Advogada criminalista, palestrante e autora do livro Elas Pagam Duas Vezes, obra que expõe a dupla punição enfrentada por mulheres após o cumprimento de pena: o estigma social, o abandono e a dificuldade de recomeçar. Referência na interseção entre Direito, gênero e comunicação, Julia se destaca por traduzir temas complexos como violência psicológica e encarceramento feminino em debates acessíveis e de impacto real. Está à frente do seu próprio escritório e desenvolve novos projetos, incluindo seu segundo livro, sobre violência psicológica, e um podcast dedicado a ampliar vozes e histórias silenciadas. Acredita que o Direito só cumpre seu papel quando chega às pessoas.



English Version

English version


Cover | Dr. Julia Cassab: Attorney, Speaker, and Author of "They Pay Twice"



There is a kind of brilliance that has nothing to do with the spotlight. It comes from the clarity of someone who knows exactly why she does what she does. That is the brilliance that radiates from Julia Cassab, criminal defense attorney, speaker, author, and cover subject of this edition of Mentes que Brilham magazine.


She could have settled for technical excellence, built a respectable caseload, and carved out a solid career within the conventional boundaries of law. Instead, she chose something more. She chose to communicate.


"For me, a brilliant career isn't just about recognition or numbers. It's about impact," she says, with the quiet confidence of someone who arrived at that conclusion through experience, not inspiration. "It's about practicing law without losing your humanity along the way."

Humanity. The word surfaces early in the conversation and never really leaves. It underpins everything Julia has built: her choice to take on the subjects others avoid, her willingness to speak openly about violence and women's incarceration, her decision to turn discomfort into a book, a lecture series, a podcast, and now her own firm. All of it flows from one conviction she refuses to negotiate: the law must meet people where they are, not wait for people to find it.


The Voice the Courtroom Couldn't Contain

Criminal law is a world Julia herself describes as tough, competitive, and still largely male-dominated. Over time, she learned that strength and sensitivity are not opposites. "I learned that authenticity is a tremendous force. I no longer try to perform a version of myself that others expect to see. I do this work being exactly who I am."


That clarity became even sharper when she began speaking publicly about psychological violence, the female prison system, and gender issues in accessible terms, without sacrificing legal precision. The result was an audience that grew well beyond legal circles: everyday people, women who saw themselves in her words, professionals from entirely different fields who finally found a language for issues that had always moved them.


"When I realized that what I was saying was generating real identification and real debate, I understood this was my path," she recalls. At a book talk, after her presentation, about six people asked why she wasn't already serving in city council. She laughed it off, but the symbolism wasn't lost on her. "It showed me that people were connecting with me, with the way I speak, with the issues I stand for. And that means everything."

They Pay Twice: When Restlessness Becomes Literature

If there is a single work that captures who Julia Cassab is, both as a professional and as a person, it is her debut book. They Pay Twice was born from a question that wouldn't let her go: why do so many women continue to be punished even after serving their sentences? The social stigma, the abandonment, the near-impossible task of starting over — all of it amounts to a second, silent conviction, invisible to the system and devastating to those who live it.


"Seeing this subject gain traction, reaching people outside the legal world, and opening up real conversations fills me with pride," she says. The book became, in many ways, a statement of purpose that transcends her legal practice. It is a declaration of the kind of professional and woman she decided to be.

A second book is already underway, this time focused on psychological violence, one of the most insidious and least understood forms of abuse. For the foreword, she invited Dr. Mariana Covre, a leading voice in compliance and gender studies — a choice that carries a meaningful backstory. "I remember she commented on a LinkedIn post of mine and it stayed with me, because she was exactly the kind of woman and professional I admired and aspired to become: independent, technically sharp, and outspoken." That admiration has since grown into a genuine partnership.


The Woman Behind the Attorney

Asking Julia about work-life balance opens an honest conversation with no easy answers. She doesn't believe in perfect harmony. She believes in seasons, in intention, and above all, in boundaries. "I've learned that I need to take care of myself in order to take care of everything else."


Sports play a central role in that equation. Running and boxing are not just healthy habits; they are tools for mental health. "Boxing has an enormous therapeutic effect on me. Sometimes one hour of training is worth as much as one hour of therapy." She says it plainly, without sentimentality, the way someone speaks when they know it from the inside out.


Around her, a network of people who make the journey possible. Her parents, who always championed her work to everyone in their circle even though they come from entirely different fields, and whose pride in every milestone moves her deeply. And her husband, her greatest supporter, the one who believes in every new project before anyone else does, whether it's a book, a lecture, or the firm she is building right now.

"In every idea I have, he always believes first and pushes me to keep growing."

What Comes Next

Julia Cassab is, at this moment, in one of the most generative seasons of her career. Opening her firm. Writing her second book. Developing a podcast born from the same calling that drives everything else: expanding conversations, giving voice to stories that rarely find a space to be heard. "I have a deep desire to keep building projects that bring together law, communication, and social impact in ways that are human and accessible."


When we asked her what she would say to someone just starting out, she didn't hesitate.

"Don't be in such a rush, and don't doubt yourself so much. Some things take time to mature — including confidence. And above all, keep taking up space without apologizing for being there."

It could easily be the subtitle of her own story. A woman who stopped apologizing, decided to take up space, and along the way helped other women understand that they can too.



Criminal defense attorney, speaker, and author of They Pay Twice, a work that exposes the double punishment faced by women after serving their sentences: social stigma, abandonment, and the struggle to start over. A leading voice at the intersection of law, gender, and communication, she translates complex issues such as psychological violence and women's incarceration into accessible, high-impact conversations. She leads her own firm and is currently working on her second book and a podcast dedicated to amplifying silenced stories. She believes the law only fulfills its purpose when it reaches people.



Spanish Version

Versión en Español


Portada | Dra. Julia Cassab: Abogada, Conferencista y Autora de Ellas Pagan Dos Veces


Existe un tipo de brillo que no proviene de los focos. Nace de la claridad de quien sabe exactamente por qué hace lo que hace. Ese es el brillo que irradia Julia Cassab, abogada penalista, conferencista, autora y protagonista de la portada de esta edición de la Revista Mentes que Brilham.


Una mujer que podría haberse conformado con ejercer la profesión con solvencia técnica, acumular expedientes y construir una carrera sólida dentro de los cauces convencionales del Derecho. Pero ella eligió más. Eligió comunicar.


"Para mí, una carrera brillante no tiene que ver únicamente con el reconocimiento o con los números. Tiene que ver con el impacto", afirma, con la serenidad de quien llegó a esa conclusión a través de la experiencia vivida, no de una revelación fácil. "Es poder ejercer la profesión sin perder la humanidad en el camino."

Humanidad. La palabra aparece pronto en la conversación y ya no se va. Es ella la que sostiene toda la trayectoria de Julia: la elección de los temas que otros evitan, la forma en que habla de violencia y de encarcelamiento femenino, la decisión de transformar la incomodidad en un libro, en conferencias, en un podcast y, ahora, en un despacho propio. Todo ello nace de una convicción que no está dispuesta a negociar: el Derecho debe ir donde están las personas, no esperar a que las personas lo encuentren.


La Voz que los Tribunales No Podían Contener

Julia Cassab trabaja en el ámbito penal, un mundo que ella misma describe como duro, competitivo y todavía muy masculino. Con el tiempo, aprendió que firmeza y sensibilidad no son incompatibles. "Aprendí que la autenticidad es una fuerza enorme. Hoy no intento representar una versión de mí misma que los demás esperan ver. Trabajo siendo exactamente quien soy."


Ese posicionamiento se hizo aún más nítido cuando decidió hablar públicamente sobre violencia psicológica, el sistema penitenciario femenino y la perspectiva de género de manera accesible, sin renunciar al rigor técnico. El resultado fue una audiencia que creció mucho más allá del ámbito jurídico: personas corrientes, mujeres que se reconocieron en sus palabras, profesionales de otros campos que por fin encontraron un lenguaje para entender cuestiones que siempre les habían concernido.


"Cuando me di cuenta de que aquello generaba identificación y debate real, comprendí que ese era mi camino", recuerda. No fue solo una percepción abstracta. En una conferencia sobre su libro, al terminar la presentación, unas seis personas le preguntaron por qué todavía no era concejala. Julia lo tomó con humor, pero reconoce el peso simbólico del momento. "Aquello me demostraba que la gente se estaba conectando conmigo, con la forma en que hablo y con las causas que defiendo. Y eso, para mí, vale mucho."

Ellas Pagan Dos Veces: Cuando la Inquietud se Convierte en Literatura

Si existe una obra que sintetiza quién es Julia Cassab como profesional y como persona, es su primer libro. Ellas Pagan Dos Veces nació de una pregunta que no le daba reposo: ¿por qué tantas mujeres siguen siendo castigadas incluso después de cumplir su condena? El estigma social, el abandono afectivo, la dificultad de recomenzar: todo ello conforma una segunda condena silenciosa, invisible para el sistema y devastadora para quienes la padecen.


"Ver que este tema gana espacio, que llega a personas ajenas al mundo jurídico y abre debates importantes, me llena de orgullo", asegura. El libro se convirtió, en cierta medida, en una tarjeta de presentación que trasciende la abogacía. Es una declaración de principios sobre el tipo de profesional y de mujer que Julia decidió ser.

Y el segundo libro ya está en marcha. Esta vez, el tema es la violencia psicológica, una de las formas de abuso más silenciosas y devastadoras, que todavía no recibe la comprensión pública que merece. Para el prólogo, invitó a la Dra. Mariana Covre, referente en las áreas de cumplimiento normativo y género, y esa invitación guarda una historia entrañable. "Recuerdo que ella comentó una publicación mía en LinkedIn y aquello me marcó profundamente, porque era exactamente el tipo de mujer y de profesional que yo admiraba y aspiraba a convertirme: independiente, técnica y con posicionamiento propio." Hoy, esa admiración se ha transformado en una alianza genuina.


La Mujer Detrás de la Abogada

Preguntarle a Julia por el equilibrio entre vida personal y profesional es iniciar una conversación honesta, sin fórmulas ni soluciones prefabricadas. Ella no cree en la armonía perfecta. Cree en las etapas, en la intención y, sobre todo, en los límites. "Aprendí que necesito cuidarme a mí misma para poder cuidar lo demás."


El deporte ocupa un lugar central en esa construcción. La carrera y el boxeo no son simples hábitos saludables: son herramientas de salud mental. "El boxeo tiene un efecto terapéutico enorme en mí. Muchas veces, una hora de entrenamiento vale tanto como una hora de terapia." Lo dice sin romantismo, con la claridad de quien lo ha comprobado en carne propia.


A su alrededor, una red de afecto que también sostiene la trayectoria. Sus padres, que siempre han hecho su "marketing" entre sus conocidos sin entender nada de Derecho, y cuyo orgullo en cada logro la emociona profundamente. Su marido, su mayor impulsor, el primero en creer en cada nuevo proyecto, ya sea un libro, una conferencia o el despacho que ahora está poniendo en marcha. "En cada idea que tengo, él siempre cree primero y me impulsa a seguir creciendo."


Lo que Está por Venir

Julia Cassab se encuentra, en este momento, en uno de los periodos más fértiles de su carrera. Abriendo su despacho. Escribiendo su segundo libro. Desarrollando un podcast que nace de la misma vocación que mueve todo lo demás: ampliar conversaciones, dar voz a historias que pocas veces encuentran un espacio donde ser escuchadas. "Tengo muchas ganas de seguir construyendo proyectos que combinen Derecho, comunicación e impacto social de una manera accesible y humana."


Cuando le pedimos que dejara un mensaje para quien está empezando, no dudó un instante.

"No tengas tanta prisa y no dudes tanto de ti misma. Algunas cosas necesitan tiempo para madurar, incluida la propia confianza. Y, sobre todo, sigue ocupando espacios sin pedir disculpas por estar en ellos."

Podría ser perfectamente el subtítulo de su propia historia. Una mujer que dejó de pedir disculpas, decidió ocupar su lugar y, en el camino, ayudó a otras mujeres a entender que ellas también pueden hacerlo.


Abogada penalista, conferencista y autora de Ellas Pagan Dos Veces, una obra que expone el doble castigo que enfrentan las mujeres tras cumplir condena: el estigma social, el abandono y la dificultad de recomenzar. Referente en la intersección entre Derecho, género y comunicación, destaca por traducir temas complejos como la violencia psicológica y el encarcelamiento femenino en debates accesibles y de impacto real. Está al frente de su propio despacho y trabaja en nuevos proyectos, entre ellos su segundo libro y un podcast dedicado a amplificar voces e historias silenciadas. Cree que el Derecho solo cumple su función cuando llega a las personas.

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