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Quando Histórias Viram Força: o manifesto feminino que chegou ao coração do poder por Marta Lívia Suplicy

  • Foto do escritor: Adela Villas Boas
    Adela Villas Boas
  • 2 de mai.
  • 2 min de leitura
Martha Lívia Suplicy

No último dia 30 de abril, o Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, foi tomado por algo que vai muito além de palavras impressas em papel. O lançamento da 2ª edição do livro "Virando Páginas" transformou um dos espaços mais simbólicos da democracia brasileira em palco de afeto, coragem e representatividade — e não foi por acaso.


Há algo de deliberadamente poético nisso. Levar uma obra construída sobre histórias de mulheres que recusaram o silêncio justamente para o lugar onde as leis do país são escritas. Uma mensagem cifrada para quem souber ler: elas estão aqui. Elas chegaram. E vieram para ficar.


Virada Feminina com Martha Lívia Suplicy

Uma obra coletiva, um gesto político


A 2ª edição do "Virando Páginas" mantém a espinha dorsal que deu sentido à primeira: relatos reais de mulheres que transformaram dor em força, desafios em projetos, histórias de vida em inspiração coletiva. Mas traz um diferencial que diz muito sobre a maturidade do projeto: o conceito colaborativo. Cada escritora convidou outra mulher para participar da obra, ampliando o alcance das narrativas e fortalecendo uma rede de apoio que nasce no texto e transborda para a vida.


Não é só literatura. É arquitetura social.


A iniciativa é capitaneada pela presidente nacional Marta Lívia Suplicy, idealizadora do movimento Virada Feminina — que reúne hoje mais de 11 mil mulheres em todo o Brasil sob o lema que dispensa floreios: "Saindo da Discussão e Partindo para a Ação". Uma frase que, por si só, já vale um capítulo.


34 vozes, um Brasil inteiro

A obra reúne 195 páginas com histórias de 34 mulheres de todas as regiões do Brasil, atuando nas mais diversas áreas — política, educação, saúde, cultura, empreendedorismo, enfrentamento à violência de gênero. A pluralidade não é mero recurso editorial. É o argumento central do livro: o empoderamento feminino não tem forma única, não tem endereço fixo, não tem um único sotaque. Ele se constrói diariamente, em cada desafio enfrentado e, mais importante, superado.


Virada Feminina com Martha Lívia Suplicy

Durante a cerimônia, exemplares foram entregues simbolicamente à ministra da Mulher, Márcia Lopes — um gesto que não passou despercebido pelos presentes. Quando uma obra sobre protagonismo feminino chega às mãos de quem define políticas públicas para mulheres, a ficção e a realidade se tocam da melhor forma possível.


O que significa "virar páginas" em 2026

O título carrega uma ambiguidade generosa. Virar páginas é o ato mais simples da leitura e também uma das metáforas mais densas da vida. Significa deixar para trás o que não serve mais. Significa ter coragem de começar de novo. Significa, sobretudo, que há um próximo capítulo esperando.


Para essas mulheres, a escrita foi o instrumento. Mas o que elas constroem com ela é muito maior do que qualquer livro. É visibilidade para quem esteve invisível. É pertencimento para quem foi sistematicamente excluída dos espaços de poder. É a prova de que a narrativa feminina brasileira é rica, diversa e insubstituível.


Martha Lívia Suplicy

O lançamento na Câmara dos Deputados não foi apenas um evento literário. Foi um ato de presença. E, às vezes, presença é o gesto mais revolucionário de todos.


Artigo: Quando Histórias Viram Força: o manifesto feminino que chegou ao coração do poder por Marta Lívia Suplicy


Fonte base: reportagem original publicada pela Folha do Estado de Goiás, em 30 de abril de 2026.


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