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Quando o incômodo com o outro revela o que você ainda não olhou em si por Lívia Bacelar

  • Foto do escritor: Lívia Bacelar
    Lívia Bacelar
  • 2 de mai.
  • 2 min de leitura
Lívia Bacelar

Existe um comportamento muito comum e pouco questionado nas relações femininas: o julgamento.


Frases como:


"Ela se acha."

"Pra que tudo isso?"

"Que necessidade de aparecer?"

"Só conseguiu porque alguém ajudou…"


Quase sempre vêm acompanhadas de justificativas que tentam diminuir o caminho da outra.


Mas, quando olhamos com mais profundidade, surge uma reflexão importante: e se esse incômodo não for, de fato, sobre o outro?


Na maioria das vezes, não é.


É mais fácil criticar do que reconhecer a dificuldade de validar, apoiar ou até sustentar o crescimento de outra mulher.


Existe um discurso muito presente de apoio feminino. Mas, na prática, nem sempre ele se sustenta — porque apoiar também exige maturidade emocional. Exige segurança interna. Exige não se comparar. Exige não se sentir ameaçada pelo movimento da outra.


E é nesse ponto que muitas relações se fragilizam.


Sem perceber, a admiração se transforma em crítica. O reconhecimento se transforma em resistência. E aquilo que poderia ser conexão se torna distanciamento.


O que muitas vezes parece apenas um comentário casual carrega, na verdade, padrões emocionais silenciosos: dificuldade de validar o outro, necessidade de controle, comparação constante, inseguranças não nomeadas.


Quando isso não é observado com consciência, tende a se repetir nas relações, nos vínculos e na forma como essa mulher se posiciona no mundo.


Por isso, talvez a pergunta mais honesta não seja "por que aquilo me incomodou?" — mas sim: "o que em mim ainda precisa ser fortalecido para que eu consiga reconhecer o valor do outro sem me desconectar de mim?"


Essa reflexão não termina aqui. Ela começa.


Lívia Bacelar, especialista em comportamento emocional feminino, CEO do Centro Terapêutico Lívia Bacelar e fundadora do Projeto Pérolas e Conselheiras.

 
 
 

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