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  • Distração é confusão sobre o que importa por Henry Ayres

    Há uma pergunta que Curt Steinhorst faz com uma gentileza quase desconcertante: "O que você está realmente fazendo quando se distrai?" A resposta mais honesta não é "perdendo tempo". É algo mais revelador: você está, naquele momento, priorizando algo de menor importância sobre algo de maior importância, sem perceber que está fazendo essa escolha. Steinhorst, especialista em atenção humana e comportamento no ambiente de trabalho, dedicou anos a estudar por que pessoas inteligentes, comprometidas e bem-intencionadas vivem em estado de distração crônica. A conclusão que ele oferece é ao mesmo tempo libertadora e exigente: distração não é um problema de força de vontade. É um problema de clareza. "Você não se distrai porque não tem disciplina. Você se distrai porque não decidiu, com clareza suficiente, o que proteger." - Curt Steinhorst Pense nisso por um momento. Quantas vezes você começou o dia com intenção genuína, e chegou ao final sem conseguir tocar no que realmente importava? Não por falta de tempo. Mas porque cada interrupção, cada notificação, cada tarefa urgente de outra pessoa pareceu, naquele segundo, mais real e mais imediata do que o seu próprio propósito. Esse é o paradoxo da distração moderna: ela raramente parece uma escolha ruim. Ela se disfarça de responsividade, de cuidado com o outro, de eficiência. Responder rápido parece comprometimento. Estar sempre disponível parece liderança. Mas Steinhorst nos convida a perguntar: a serviço de quê, exatamente? O custo invisível de não decidir Uma das contribuições mais valiosas do pensamento de Steinhorst é nomear algo que sentimos, mas raramente articulamos: a distração tem um custo que não aparece no relatório do dia. Ela corrói a qualidade do pensamento, a profundidade das relações e a capacidade de contribuir com o que só você pode oferecer. Cada vez que você fragmenta sua atenção, não está apenas perdendo produtividade. Está perdendo a chance de estar inteiramente presente em algo que merece sua inteireza. E com o tempo, essa fragmentação se torna identidade, a pessoa que "está sempre ocupada" e raramente disponível para o que importa de verdade. O antídoto, segundo Steinhorst, não é silenciar o mundo. É saber o que você veio fazer antes que o mundo dite a agenda por você. PARA REFLETIR Qual é a contribuição que só você pode fazer hoje, e que ainda não aconteceu? O que você está protegendo com sua atenção? É o que você diz que importa? Você está respondendo à vida, ou reagindo a ela? Clareza antes de calendário A proposta prática de Steinhorst começa antes da agenda. Antes de abrir o e-mail, antes de ver o Slack, antes de entrar na primeira reunião, ele defende que cada pessoa deve ter respondido, em silêncio e com honestidade, a uma pergunta simples: o que, hoje, não pode ficar para amanhã? Não uma lista de dez itens. Uma resposta. Talvez duas. Algo que, ao final do dia, vai fazer a diferença entre ter avançado ou apenas ter sobrevivido. Essa clareza funciona como proteção. Não contra as demandas do mundo, essas continuarão chegando. Mas contra a dissolução silenciosa de tudo o que você decidiu construir. Líderes que Steinhorst acompanha não são, em geral, os que têm mais força de vontade. São os que aprenderam a fazer essa pergunta com regularidade, e a confiar na resposta. Presença é a nova liderança Há algo profundamente humano no que Steinhorst ensina. Em um mundo que celebra a velocidade, a multitarefa e a conectividade permanente, ele defende o que parece quase subversivo: a presença total como ato de liderança . Estar com alguém sem estar dividido. Pensar em algo sem interromper o pensamento. Trabalhar em uma ideia até que ela ganhe forma, sem abandoná-la no meio, atraída pela urgência de outra coisa. Isso não é nostalgia pelo passado analógico. É uma escolha ativa, feita dia após dia, de honrar o que você disse que importa, com o recurso mais escasso que você possui: sua atenção. Inspirado no trabalho de Curt Steinhorst, autor de Can I Have Your Attention? e especialista em foco e liderança no ambiente de trabalho moderno. Matéria: Distração é confusão sobre o que importa por Henry Ayres @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca e Conteúdo na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.

  • Capa | Dra. Amini Haddad: A juíza, escritora e professora que transforma palavras em justiça

    Versão em Português Amini Haddad carrega na alma o que muitos apenas proclamam nos discursos: a convicção de que o Direito existe para dignificar vidas Há pessoas que constroem carreiras. E há pessoas que constroem mundos. A Dra. Amini Haddad pertence à segunda categoria, aquela rara constelação de seres humanos cuja existência parece maior do que qualquer título, qualquer cargo, qualquer láurea. E ainda assim, ela os tem todos. Juíza há mais de 27 anos, professora universitária em quase igual período, doutora duas vezes com nota máxima, pós-doutora em Salamanca e em Brasília, membro vitalícia de Academias de Letras e de Direito no Brasil e referência em fóruns internacionais de justiça e equidade de gênero, os números impressionam, mas não explicam. Para entender Amini Haddad, é preciso ir além da impressionante lista de realizações e alcançar aquilo que as move: uma fé inabalável na capacidade do Direito de transformar vidas. O Início de Tudo Nascida em 17 de fevereiro de 1974, a caçula de Misudy e Zamil, funcionários públicos federais que souberam transmitir à filha o valor do serviço e da integridade, cresceu em Mato Grosso com um dom precoce para transformar palavras em poesia. Não seria exagero dizer que, muito antes de se tornar jurista, Amini já era poeta. E talvez seja exatamente essa sensibilidade literária que faz de suas sentenças, artigos e obras algo que vai além da técnica: toca. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso, onde recebeu a láurea universitária com a primeira média geral de toda a instituição, impressionantes 9,67, ela cedo entendeu que o conhecimento não era um fim em si mesmo, mas um instrumento. "Senti que o direito poderia ser um instrumento de transformação social", recorda, referindo-se ao momento em que ouviu a voz da professora e desembargadora Shelma Lombardi de Kato e enxergou, nítida, a sua vocação. Uma voz. Um encontro. Uma vida inteira de propósito. A Jurista, a Professora, a Construtora Com dois doutorados concluídos com distinção máxima, em Direitos Humanos pela Universidade de Santa Fé e em Processo Civil e Efetividade do Direito pela PUC-SP, dois pós-doutorados, mestrado pela PUC-Rio e MBA pela FGV, Amini Haddad construiu um currículo que desafia qualquer tentativa de resumo. Mas o que mais chama atenção não é a extensão da formação, e sim a coerência entre o que ela estuda e o que ela faz. Cada título, cada pesquisa, cada publicação tem endereço certo: as pessoas em situação de vulnerabilidade. Mulheres vítimas de violência. Adolescentes à margem. Comunidades que o Estado tarda a enxergar. Foi com esse olhar que ela idealizou e criou o Centro Humanitário de Atendimento à Mulher e à Adolescente, o CHAMA; o Centro Humanitário de Apoio, o CHA; o Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União; e o Fórum Nacional das Mulheres Juristas, o FONAMJUR. Projetos que não nasceram de gabinetes climatizados, mas de uma presença real, de pés no chão e coração aberto diante da dor alheia. Participou como redatora do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ e contribuiu decisivamente para a redação da Lei Maria da Penha, ao lado da então Ministra Nilcéa Freire, primeira titular da Secretaria de Políticas para Mulheres do Brasil. Seu projeto de Política Tributária Integrada na Vara Fiscal de Cuiabá foi reconhecido como a 8ª melhor prática nacional de eficiência tributária pelo Conselho Nacional de Justiça. Não é sorte. É método. É rigor. É vocação. Condecorada com o Grau de Alta Distinção da Ordem do Mérito Judiciário Militar, pelo Superior Tribunal Militar, reconhecimento concedido por unanimidade, Amini ocupa hoje a função de Juíza Auxiliar da Ministra-Presidente Maria Elizabeth Rocha, no STM, numa parceria que ela define com afeto genuíno: "Uma grande profissional do Sistema de Justiça, amiga que tanto amo." "Uma carreira brilhante não se mede pelos títulos acumulados ou pelos cargos ocupados, mas pela capacidade de transformar conhecimento em instrumento de justiça social." A frase soa como axioma, mas em sua boca não é retórica: é autobiografia. Quando se fala em "sucesso" com ela, Amini desvia o holofote, com elegância e firmeza. Para ela, cada espaço conquistado, e foram muitos, em ambientes historicamente masculinos, representa não uma chegada, mas uma responsabilidade ampliada. "Cada oportunidade de fala pública representa uma chance de amplificar vozes historicamente silenciadas." Indicada por organizações sociais e jurídicas para uma vaga no Supremo Tribunal Federal em 2021, ela segue sendo, para muitos, o nome que deveria estar em todas as mesas onde se decide o futuro das pessoas mais vulneráveis deste país. Mas Amini Haddad não é apenas instituição. É também mulher, mãe, esposa, filha, e essa inteireza é, talvez, o traço mais bonito de sua trajetória. Mãe de Natálie, engenheira química e mestre pela Unicamp, e de Tales Mateus, estudante de Direito no IDP, ela narra os anos de magistratura itinerante, as mudanças de cidade exigidas pela carreira, os filhos pequenos, a distância do então marido, Promotor de Justiça em outra comarca, sem amargura, mas com a clareza de quem sabe o preço de cada escolha. "Não me arrependo das dificuldades que enfrentamos. Tudo me trouxe até aqui." Em 2025, uma nova estação: o casamento com Rodrigo Bittencourt de Amorim, advogado e empresário em Brasília, e a chegada calorosa dos enteados Natan, estudante de medicina na UnB, e Bruna, do ensino médio. "A família cresceu", ela diz, e o largo sorriso que acompanha a frase diz mais do que qualquer parágrafo. Há uma frase que Amini diria à versão jovem de si mesma e que ecoa muito além do conselho pessoal: "Você não está construindo apenas uma carreira, está plantando sementes para um futuro mais justo. Algumas você verá florescer, outras florescerão muito depois que você partir. Ambas são igualmente importantes." É essa consciência, serena, madura, profunda, que distingue os grandes dos brilhantes, os reconhecidos dos verdadeiramente necessários. Amini Haddad não apenas pratica o Direito. Ela o vive. E ao vivê-lo com essa intensidade de propósito, lembra a todos nós que a justiça não é apenas um conceito jurídico: é um ato cotidiano, exigente e urgente, que começa quando escolhemos, diariamente, colocar o outro no centro. Aquariana, futurista, inquieta e, acima de tudo, humana. A nossa capa deste mês não é somente uma jurista de excelência. É um exemplo vivo de que é possível ser rigorosa e sensível, poderosa e gentil, realizadora e generosa. Ao mesmo tempo. Todo o tempo. O exemplo, ela diz, é registro vivo que transborda o tempo de nossas existências. Instagram @aminihaddadcampos Capa | Dra. Amini Haddad: A juíza, escritora e professora que transforma palavras em justiça English version Cover Feature | Dr. Amini Haddad: The Judge, Writer, and Professor Who Turns Words Into Justice Amini Haddad carries within her soul what many only declare in speeches: the conviction that the law exists to dignify life. Some people build careers. Others build worlds. Dr. Amini Haddad belongs to the latter — that rare constellation of human beings whose presence transcends any title, position, or accolade. And yet, she has earned them all. A judge for over 27 years and a university professor for nearly as long, twice awarded a doctorate with highest distinction, a postdoctoral scholar in Salamanca and Brasília, and a lifelong member of Brazil’s most distinguished Academies of Law and Letters, Amini’s résumé impresses. But her essence lies beyond numbers and credentials — it resides in her unwavering belief in the law’s power to transform lives. The Beginning Born on February 17, 1974, the youngest daughter of Misudy and Zamil, both federal public servants, Amini grew up in Mato Grosso with an early gift for turning words into poetry. Long before she became a jurist, she was already a poet. Perhaps it’s that poetic sensitivity that infuses her work — every ruling, article, and lecture — with something deeply human. A law graduate from the Federal University of Mato Grosso, where she achieved the highest GPA in the institution’s history (an astonishing 9.67), Amini understood early that knowledge was never an end in itself — it was a means. “I realized that law could be an instrument of social transformation,” she recalls, referencing the moment she heard Professor and Judge Shelma Lombardi de Kato speak and recognized her own calling in that voice. One moment. One encounter. One lifetime of purpose. The Jurist, the Professor, the Builder With two doctorates — one in Human Rights from the University of Santa Fé and another in Civil Procedure and Effectiveness of Law from PUC-SP — plus two postdoctoral degrees, a master’s from PUC-Rio, and an MBA from FGV, Amini’s academic path defies summary. Yet what truly sets her apart is not the scope of her education, but its consistency with her mission. Every degree, every project, every publication is directed toward those who need justice the most: women survivors of violence, vulnerable adolescents, communities the State often overlooks. From that commitment emerged initiatives such as the Humanitarian Center for Women and Adolescents (CHAMA), the Humanitarian Support Center (CHA), the Observatory for Gender Equity in the Military Justice System, and the National Forum of Women Jurists (FONAMJUR). These weren’t conceived in air-conditioned offices but born from real encounters — feet on the ground, heart open to others’ pain. Amini was among the drafters of Brazil’s Gender Perspective Sentencing Protocol for the National Council of Justice and contributed decisively to the drafting of the landmark Maria da Penha Law, alongside Minister Nilcéa Freire. Her Integrated Tax Policy project was recognized as one of the top ten national innovations in fiscal efficiency by the same council. It’s not luck — it’s discipline, rigor, and vocation. Decorated with the Order of Military Judicial Merit, High Distinction Class by Brazil’s Superior Military Court, Amini currently serves as Auxiliary Judge to the Court’s President, Minister Maria Elizabeth Rocha — a partnership she fondly describes as "professional excellence and true friendship.” Her words embody her life’s truth: “A brilliant career isn’t measured by titles or posts, but by the ability to turn knowledge into an instrument of social justice.” When talk turns to success, Amini gracefully deflects the spotlight. Every space she’s conquered in historically male environments, she sees not as a destination but as a broader responsibility. “Every public platform is a chance to amplify voices that history has silenced.” Nominated by social and legal organizations for a seat on Brazil’s Supreme Court in 2021, Amini remains, for many, the name that should be at every table where the future of the vulnerable is discussed. The Woman Beyond the Robe Yet Amini Haddad is also a mother, wife, daughter — a whole human being. Mother to Natálie, a chemical engineer with a master’s from Unicamp, and Tales, a law student, she recalls her years of judicial travel — constant relocations, two small children, and a husband serving as a prosecutor in another city — with no hint of bitterness. “I regret nothing,” she says. “Every hardship brought me here.” In 2025, a new chapter began: her marriage to attorney and entrepreneur Rodrigo Bittencourt de Amorim, and the joyful expansion of her family with stepchildren Natan, a medical student, and Bruna, a high schooler. “Our family grew,” she smiles — a smile that says more than words ever could. If she could tell her younger self one thing, it would be this: “You’re not just building a career — you’re planting seeds for a fairer future. Some will bloom in your lifetime. Others, long after you’re gone. Both matter equally.” That quiet wisdom — reflective, assured, timeless — is what separates the great from the merely accomplished, the essential from the celebrated. Amini Haddad doesn’t just practice law. She lives it. And through her, we remember that justice is not just a legal principle but a daily choice — to put others at the center. Aquarian. Visionary. Restless. Human. Our cover this month isn’t merely a jurist of excellence, but living proof that one can be rigorous and compassionate, powerful and kind, accomplished and generous — all at once, always. As she often says, “Example is the living record that transcends the time of our existence.” Instagram: @aminihaddadcampos Cover Feature | Dr. Amini Haddad: The Judge, Writer, and Professor Who Turns Words Into Justice Versión en Español Portada | Dra. Amini Haddad: La jueza, escritora y profesora que transforma palabras en justicia Amini Haddad lleva en el alma lo que muchos solo proclaman en los discursos: la convicción de que el Derecho existe para dignificar la vida. Hay personas que construyen carreras. Y hay personas que construyen mundos. La doctora Amini Haddad pertenece a la segunda categoría: esa rara constelación de seres humanos cuya existencia trasciende cualquier título, cargo o reconocimiento. Y, aun así, los tiene todos. Jueza desde hace más de 27 años y profesora universitaria durante casi el mismo tiempo, doble doctora con la máxima calificación, posdoctora en Salamanca y en Brasilia, miembro vitalicia de academias de letras y derecho en Brasil y referente en foros internacionales de justicia y equidad de género, su currículo impresiona. Pero para comprender a Amini Haddad hay que ir más allá de los números: hay que alcanzar aquello que la mueve — una fe inquebrantable en la capacidad del Derecho para transformar vidas. El comienzo de todo Nació el 17 de febrero de 1974, la menor de Misudy y Zamil, dos funcionarios públicos que supieron inculcarle el valor del servicio y la integridad. Creció en Mato Grosso con un don precoz para convertir las palabras en poesía. Mucho antes de ser jurista, Amini ya era poeta. Y quizá sea esa sensibilidad literaria la que impregna sus sentencias, artículos y obras de una emoción que trasciende la técnica. Se licenció en Derecho por la Universidad Federal de Mato Grosso, donde recibió el máximo honor académico y la nota media más alta de toda la institución, un asombroso 9,67. Pronto comprendió que el conocimiento no era un fin en sí mismo, sino una herramienta. “Sentí que el Derecho podía ser un instrumento de transformación social”, recuerda al evocar el momento en que escuchó la voz de su profesora y magistrada Shelma Lombardi de Kato y reconoció, con nitidez, su vocación. Una voz. Un encuentro. Una vida entera con propósito. La jurista, la profesora, la constructora Con dos doctorados con distinción máxima —en Derechos Humanos por la Universidad de Santa Fé y en Proceso Civil y Efectividad del Derecho por la PUC-SP—, dos posdoctorados, un máster en la PUC-Rio y un MBA por la FGV, el recorrido académico de Amini desafía cualquier intento de síntesis. Pero lo más notable no es la extensión de su formación, sino la coherencia entre lo que estudia y lo que hace. Cada título, cada investigación, cada publicación tiene un destinatario preciso: las personas en situación de vulnerabilidad. Mujeres víctimas de violencia. Adolescentes al margen. Comunidades que el Estado tarda en mirar. Con ese enfoque fundó el Centro Humanitario de Atención a la Mujer y al Adolescente (CHAMA), el Centro Humanitario de Apoyo (CHA), el Observatorio Pro Equidad de la Justicia Militar de la Unión y el Foro Nacional de Mujeres Juristas (FONAMJUR). Proyectos que no nacieron en despachos climatizados, sino al calor de la presencia real: con los pies en la tierra y el corazón abierto ante el dolor ajeno. Participó como redactora del Protocolo para el Juicio con Perspectiva de Género del Consejo Nacional de Justicia y contribuyó decisivamente a la redacción de la Ley Maria da Penha, junto a la ministra Nilcéa Freire. Su proyecto de Política Tributaria Integrada fue reconocido como una de las diez mejores prácticas nacionales de eficiencia fiscal por el mismo consejo. No es suerte. Es método. Es rigor. Es vocación. Condecorada con el grado de Alta Distinción de la Orden del Mérito Judicial Militar por el Superior Tribunal Militar, Amini ejerce hoy como jueza auxiliar de la ministra presidenta Maria Elizabeth Rocha, en una colaboración que describe con afecto genuino: “Una gran profesional del sistema de justicia, una amiga a la que quiero profundamente.” “Una carrera brillante no se mide por los títulos acumulados o los cargos ocupados, sino por la capacidad de transformar el conocimiento en instrumento de justicia social.” En su voz no suena a retórica, sino a autobiografía. Cuando se habla de “éxito”, Amini desvía el foco con elegancia. Cada espacio conquistado —y han sido muchos— en entornos históricamente masculinos no representa para ella una meta, sino una responsabilidad ampliada. “Cada oportunidad de hablar en público es una posibilidad de amplificar voces históricamente silenciadas.” Nominada por organizaciones sociales y jurídicas para una vacante en el Tribunal Supremo Federal en 2021, sigue siendo, para muchos, el nombre que debería ocupar los espacios donde se decide el futuro de los más vulnerables del país. La mujer detrás de la toga Pero Amini Haddad no es solo institución. Es también mujer, madre, esposa e hija. Madre de Natálie, ingeniera química y máster por la Unicamp, y de Tales Mateus, estudiante de Derecho en el IDP, recuerda sus años de jueza itinerante —los traslados continuos, los hijos pequeños, un esposo fiscal en otra comarca— sin amargura: “No me arrepiento de las dificultades. Todo me trajo hasta aquí.” En 2025 comenzó una nueva etapa: su matrimonio con el abogado y empresario Rodrigo Bittencourt de Amorim, y la llegada cálida de sus hijastros Natan, estudiante de Medicina en la UnB, y Bruna, que cursa bachillerato. “La familia creció”, dice, y la sonrisa que acompaña la frase dice muchísimo más que las palabras. Hay una frase que Amini dirigiría a su yo joven, y que resuena más allá del consejo personal: “No estás construyendo solo una carrera, estás sembrando semillas para un futuro más justo. Algunas florecerán mientras vivas, otras mucho después de que te hayas ido. Ambas son igual de importantes.” Esa conciencia serena, madura y profunda distingue a los grandes de los brillantes, a los reconocidos de los verdaderamente necesarios. Amini Haddad no solo ejerce el Derecho. Lo vive. Y al vivirlo con esa intensidad de propósito, nos recuerda que la justicia no es un concepto jurídico, sino un acto cotidiano y urgente que empieza cuando decidimos poner al otro en el centro. Acuariana, futurista, inquieta y, sobre todo, humana. Nuestra portada de este mes no es solo una jurista de excelencia: es la prueba viva de que se puede ser rigurosa y sensible, poderosa y amable, eficaz y generosa. Todo al mismo tiempo. Todo el tiempo. “El ejemplo”, dice, “es el registro vivo que trasciende el tiempo de nuestras existencias.” Instagram: @aminihaddadcampos Portada | Dra. Amini Haddad: La jueza, escritora y profesora que transforma palabras en justicia

  • Quando Dar Conta de Tudo Custa Você Mesma por Lívia Bacelar

    Vivemos em uma geração em que a mulher aprendeu a dar conta de tudo. Ela trabalha, cuida, organiza, resolve, sustenta, acolhe… e ainda tenta ser forte em todos os cenários. Mas existe uma pergunta que quase nunca é feita: quem está cuidando dela? A sobrecarga feminina, muitas vezes, não começa no excesso de tarefas, mas sim na dificuldade de se colocar como prioridade. Existe uma crença silenciosa de que dar conta de tudo é sinônimo de força. Mas, na prática, essa "força" tem custado caro: cansaço emocional, sensação de vazio, irritação constante e, principalmente, um distanciamento de si mesma. A mulher multitarefa, que todos admiram, muitas vezes é a mesma que se anula. Ela aprende a atender a todos… menos a si. E esse é um ponto delicado. Porque a anulação não acontece de forma brusca. Ela é sutil. Ela acontece nos pequenos "depois eu vejo isso", "agora não é o momento", "eu resolvo isso depois". E, quando se dá conta, ela já não sabe mais o que sente, o que precisa ou até mesmo o que deseja. A sobrecarga não é apenas física. Ela é emocional. É carregar responsabilidades que não são suas. É sustentar relações sozinha. É silenciar sentimentos para manter tudo funcionando. Mas existe algo importante que precisa ser compreendido: dar conta de tudo não é sinônimo de estar bem. E mais do que isso… não é sustentável. A mulher precisa se autorizar a sair desse lugar de excesso. Precisa entender que cuidar de si não é egoísmo, mas estrutura emocional. Porque uma mulher que se abandona para sustentar tudo, em algum momento, se perde. E talvez a pergunta que fica não seja: "Como eu dou conta de tudo?" Mas sim: "O que de mim está ficando para trás enquanto eu tento dar conta de tudo?" Essa reflexão não termina aqui. Ela começa. Sou Lívia Bacelar , especialista em comportamento emocional feminino, CEO do Centro Terapêutico Lívia Bacelar e fundadora do Projeto Pérolas e Conselheiras. Se essa reflexão tocou você, talvez seja o momento de olhar com mais cuidado para si mesma e para o que você tem carregado em silêncio. https://www.instagram.com/centroterapeuticoliviabacelar/ Matéria: Quando Dar Conta de Tudo Custa Você Mesma por Lívia Bacelar

  • Vulnerabilidade não é fraqueza por Henry Ayres

    Durante muito tempo, venderam para nós uma versão dura da força. A ideia de que pessoas fortes não hesitam, não sentem demais, não demonstram medo e, sobretudo, não deixam ninguém perceber quando algo as atingiu. Mas a maturidade tem um jeito curioso de desmontar fantasias. Com o tempo, a vida nos ensina que a verdadeira força não está em parecer inabalável. Está em continuar inteiro, mesmo quando se escolhe sentir. Vulnerabilidade não é fraqueza. Vulnerabilidade é coragem sem fantasia. É o momento em que alguém decide parar de representar invencibilidade para viver com verdade. E isso exige muito mais fibra do que qualquer armadura emocional. Porque é fácil levantar a voz, fechar a cara, endurecer o peito e fingir controle. Difícil é dizer “isso me feriu”, “eu não sei”, “eu preciso de ajuda”, “eu também estou aprendendo”. Existe uma diferença importante entre ser frágil e ser vulnerável. A fragilidade se quebra com facilidade. A vulnerabilidade, ao contrário, se revela com consciência. Ela não nasce da incapacidade, mas da honestidade. Uma pessoa vulnerável não está desistindo da própria força. Está, na verdade, usando sua força de forma mais sofisticada. Ela já não precisa impressionar. Precisa apenas ser real. Os adultos mais fortes que conhecemos quase nunca são os mais barulhentos. São os mais centrados. São aqueles que conseguem sustentar uma conversa difícil sem recorrer ao orgulho. Que admitem um erro sem se diminuir. Que pedem perdão sem teatralidade. Que choram sem transformar a dor em espetáculo. Há uma elegância silenciosa em quem não precisa esconder a humanidade para preservar a autoridade. No mundo profissional, afetivo e familiar, ainda existe uma confusão perigosa entre firmeza e rigidez. Firmeza é saber quem se é. Rigidez é ter medo de ser visto. Firmeza constrói pontes. Rigidez levanta muros. Quando alguém fala com sinceridade sobre seus limites, inseguranças e aprendizados, não perde respeito. Ganha profundidade. Ganha confiança. Ganha presença. Porque pessoas maduras reconhecem o que muitos ainda tentam negar: não é a perfeição que conecta, é a verdade. A vulnerabilidade também tem disciplina. Ela não é despejar tudo sobre todos, a qualquer hora. Isso não é força emocional, é falta de filtro. Vulnerabilidade madura sabe o que dizer, para quem dizer e por que dizer. Ela não busca pena. Busca conexão. Não dramatiza. Nomeia. Não manipula. Esclarece. Esse tipo de transparência não enfraquece uma relação. Ela limpa o terreno para que o vínculo fique mais honesto. Talvez por isso tanta gente ainda tenha medo dela. Ser vulnerável remove os disfarces que nos ajudaram a sobreviver. E alguns disfarces parecem proteção, até começarem a virar prisão. Há quem passe anos sendo eficiente, admirado, produtivo e ainda assim profundamente solitário, porque nunca permitiu que ninguém conhecesse o seu lado mais humano. A força que não se abre pode até impressionar de longe, mas raramente acolhe de perto. Há algo muito poderoso em quem consegue dizer a verdade com serenidade. Em quem não transforma sensibilidade em desculpa, nem transforma dureza em identidade. Pessoas assim não usam a dor como palco, nem a escondem como vergonha. Elas entendem que crescer não é sentir menos. É sentir com mais consciência. É responder melhor. É abandonar a necessidade infantil de parecer sempre certo, sempre pronto, sempre acima de tudo. No fim, vulnerabilidade não diminui ninguém. Ela devolve dimensão. Faz a pessoa sair do personagem e voltar para si. E quando alguém finalmente se encontra nesse lugar, mais honesto, mais limpo, mais maduro, descobre uma verdade simples: a fraqueza não está em se mostrar. A fraqueza está em passar a vida inteira se escondendo. Ser vulnerável é um ato de presença. É dizer, com dignidade, “eu sou humano, e ainda assim continuo forte”. Talvez seja justamente aí que mora a forma mais alta de força. Não na ausência de rachaduras, mas na coragem de não ter medo da própria luz entrando por elas. Matéria: Vulnerabilidade não é fraqueza por Henry Ayres @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca e Conteúdo na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.

  • Quando o Sucesso Vai Além do Lucro por Juliana Pires

    O verdadeiro empreendedor não é apenas aquele que constrói negócios lucrativos, é aquele que constrói pontes, transforma realidades e assume o papel de agente ativo na sociedade. Empreender com propósito é entender que cada decisão empresarial pode gerar impacto. É sair da lógica exclusiva do lucro e abraçar uma visão mais ampla, onde o crescimento financeiro caminha lado a lado com a responsabilidade social. O empresário que se envolve em ações sociais não está “fazendo o bem” como algo à parte, ele está integrando propósito à sua essência. Ele compreende que seu negócio é uma ferramenta poderosa de transformação, capaz de gerar oportunidades, promover inclusão e devolver dignidade a quem muitas vezes foi invisibilizado. Empresas que se posicionam dessa forma se tornam mais do que marcas: tornam-se referências. Inspiram colaboradores, fidelizam clientes e criam conexões genuínas com a comunidade. Porque hoje, mais do que nunca, as pessoas não se conectam apenas com produtos ou serviços, elas se conectam com valores. Investir em ações sociais não é caridade. É visão. É estratégia. É liderança. É a consciência de que um mercado forte só existe dentro de uma sociedade equilibrada, onde pessoas têm acesso a oportunidades e podem evoluir. O empreendedor socialmente responsável entende que o seu crescimento só faz sentido quando ele puxa outros junto. Ele não espera mudanças, ele lidera mudanças. Que surja uma nova geração de empresários: mais humanos, mais conscientes e mais comprometidos com o futuro. Que seus negócios sejam instrumentos de impacto, suas atitudes sejam exemplo e seu legado vá muito além dos números. Porque, no final, o verdadeiro sucesso é aquele que transforma vidas. Quando o Sucesso Vai Além do Lucro por Juliana Pires Juliana Pires https://www.instagram.com/julianasouzapires/

  • Uma Nova Fronteira no Tratamento de Doenças por Dr. Aonio Genicolo Vieira

    A medicina regenerativa tem avançado de forma impressionante nas últimas décadas, e um dos campos mais promissores é o uso de células-tronco. Entre as diversas fontes disponíveis, as células-tronco mesenquimais obtidas de dentes decíduos (dentes de leite) têm despertado grande interesse científico e clínico. O que são células-tronco mesenquimais? As células-tronco mesenquimais são células adultas com alta capacidade de autorrenovação e diferenciação, podendo originar diversos tipos celulares. Onde são adicionadas, podem se transformar nas células do local, menos em células do sangue (hematopoiéticas). Essas células desempenham papel fundamental na reparação e regeneração de tecidos. Os dentes de leite (decíduos), quando estão na fase natural de esfoliação, contêm um tecido rico chamado polpa dentária, onde estão presentes células-tronco altamente viáveis. Entre as principais vantagens dessa fonte, destacam-se: Coleta minimamente invasiva e indolor Alta capacidade proliferativa Menor risco de rejeição (quando armazenadas para uso autólogo) Alternativa ética em relação a outras fontes de células-tronco Aplicações terapêuticas promissoras O uso das células-tronco dentárias ainda está em expansão, mas já apresenta resultados promissores em diversas áreas: Doenças neurológicas: Doença de Alzheimer Doença de Parkinson Lesões medulares As células podem auxiliar na regeneração neural e na modulação inflamatória. Doenças cardiovasculares Há evidências de que podem contribuir para: Regeneração do músculo cardíaco após infarto Melhora da vascularização Regeneração óssea e odontológica Reconstrução óssea Tratamento de defeitos periodontais Implantodontia Doenças autoimunes Lúpus Artrite reumatoide Esclerose múltipla Medicina regenerativa e estética Rejuvenescimento cutâneo Tratamento de cicatrizes Engenharia tecidual Hoje já é possível realizar o armazenamento das células-tronco dos dentes de leite em bancos especializados, funcionando como um verdadeiro “seguro biológico” para o futuro. O processo envolve a coleta do dente no momento ideal, transporte em meio adequado, isolamento e criopreservação das células. Apesar do grande potencial, ainda existem desafios importantes: Necessidade de mais estudos clínicos de longo prazo Regulamentação variável entre países Nem todas as terapias já estão disponíveis na prática clínica O futuro da odontologia e da medicina A utilização de células-tronco provenientes de dentes decíduos representa uma revolução silenciosa, integrando odontologia e medicina em uma abordagem regenerativa e personalizada. Nos próximos anos, espera-se que essas terapias se tornem cada vez mais acessíveis, ampliando as possibilidades de tratamento para doenças hoje consideradas complexas ou sem cura definitiva. Os dentes de leite, antes vistos apenas como parte natural do crescimento infantil, agora ganham um novo significado: uma fonte valiosa de células capazes de transformar o futuro da saúde. Investir em conhecimento e tecnologia nessa área é abrir caminho para uma medicina mais eficaz, menos invasiva e altamente personalizada. Uma Nova Fronteira no Tratamento de Doenças por Dr. Aonio Genicolo Vieira Dr. Aonio Genicolo Vieira https://www.instagram.com/dr.aoniovieira/

  • Capa | Marcelo Menino: O Palestrante, Empresário e Mentor que transforma vidas na saúde.

    Versão em Português Há trajetórias que impressionam pelos números. Outras, pela permanência. Mas existem aquelas mais raras, que se distinguem pela forma como conseguem unir excelência, consciência e humanidade em uma mesma linha de vida. É nesse território mais nobre, onde ambição e sentido deixam de ser opostos, que ele construiu sua história. Sua presença carrega a segurança de quem aprendeu cedo que crescer não basta. É preciso crescer sem se perder. Em um tempo que tantas vezes associa sucesso ao excesso, sua trajetória aponta para outra direção: a de uma realização sustentada por valores, disciplina, fé, vínculos sólidos e um compromisso genuíno com a vida do outro. Não se trata apenas de liderança. Trata-se de influência com propósito. Uma visão de grandeza mais profunda Ao longo de sua jornada, consolidou uma compreensão incomum sobre o verdadeiro êxito. Para ele, reconhecimento e performance só têm valor quando caminham lado a lado com coerência interior. Existe, em sua forma de pensar, uma recusa elegante à ideia de triunfo vazio. O que importa não é apenas chegar longe, mas chegar inteiro. Essa visão se traduz em uma vida guiada por prioridades muito claras. Saúde física e mental, espiritualidade, família e trabalho ocupam lugares definidos, sem disputa, sem confusão, sem inversões perigosas. Há maturidade nessa escolha. E há, sobretudo, lucidez. Porque só entende o preço do desequilíbrio quem já observou de perto o custo silencioso de uma vida bem-sucedida por fora e desmoronada por dentro. Seu discurso não romantiza o excesso, nem glorifica o cansaço. Ao contrário: afirma, com convicção serena, que nenhuma conquista compensa a perda da paz. A força silenciosa do autoconhecimento Nem toda virada acontece diante de plateias. Algumas das mais decisivas se dão no espaço íntimo em que alguém finalmente reconhece a própria natureza. Em sua trajetória, esse momento teve o peso de uma revelação. A compreensão mais precisa de seu perfil humano e comportamental reposicionou não apenas sua forma de trabalhar, mas também sua forma de liderar, decidir e se relacionar com as pessoas. A partir dali, a carreira deixou de ser apenas uma sucessão de responsabilidades e passou a se tornar expressão mais fiel de sua essência. Houve um ajuste fino entre vocação e prática, entre talento e direção. E quando isso acontece, a energia muda. O que antes exigia desgaste passa a encontrar fluidez. O que parecia esforço excessivo começa a se organizar como consequência natural de um alinhamento interno. Talvez resida aí uma das marcas mais fortes de sua construção profissional: a coragem de não permanecer onde já não fazia sentido por dentro. Liderar é compreender pessoas Em tempos de lideranças ruidosas e fórmulas prontas, ele escolheu um caminho mais sofisticado: o da escuta, da leitura humana e da inteligência relacional. Sua compreensão sobre gestão não nasce da rigidez, mas da sensibilidade estratégica. Liderar, em sua visão, exige perceber nuances, respeitar diferenças e entender que pessoas não se movem da mesma forma, nem respondem aos mesmos estímulos. Essa percepção foi especialmente decisiva dentro da própria empresa familiar, espaço em que afetos, história e responsabilidade convivem em intensidade permanente. Transformar convivência em harmonia funcional exigiu mais do que competência técnica. Exigiu maturidade emocional. Exigiu linguagem. Exigiu discernimento. Com o tempo, foi desenhando uma arquitetura de relações mais consciente, capaz de respeitar individualidades sem perder a força do conjunto. O resultado é uma estrutura em que papéis se tornaram mais claros, a colaboração ganhou densidade e a empresa passou a operar com a precisão de uma engrenagem afinada, sem perder a alma. Há conquistas que brilham porque foram vistas. Outras porque foram sentidas. Em sua trajetória, o reconhecimento alcançado carrega justamente esse valor mais raro: o de ser reflexo de uma experiência vivida por quem está dentro e por quem está do lado de fora. A cultura que construiu se tornou, ao longo do tempo, mais do que um modelo eficiente. Tornou-se ambiente fértil para crescimento, pertencimento e evolução real. E isso se percebe não apenas nos resultados institucionais, mas na força simbólica do que foi sendo validado ao longo dos anos. Quando uma organização é reconhecida de forma consistente por sua excelência, o prêmio deixa de ser apenas distinção. Passa a ser evidência de uma filosofia praticada. No centro dessa filosofia está uma convicção simples e poderosa: Pessoas florescem quando são tratadas com dignidade, clareza, incentivo e visão. Há homens que se tornam grandes no mundo e pequenos dentro de casa. Ele escolheu o caminho inverso. Em sua narrativa, a vida privada não aparece como contraponto à carreira, mas como sua base mais importante. A família não é moldura, é estrutura. Não é discurso, é eixo. Talvez por isso exista tanta ternura em sua maneira de celebrar. Não é o gesto grandioso que o comove, mas a memória compartilhada. O instante tranquilo. O símbolo guardado. O reconhecimento vivido a dois. Existe beleza nessa recusa do espetáculo. Existe sofisticação nessa escolha do essencial. Ao final, o que parece sustentá-lo não é apenas o desejo de construir, mas a consciência amorosa de com quem vale a pena construir. Disciplina também é cuidado Sua rotina fala a língua da consistência. Não da obsessão performática, mas da disciplina que protege. Há um senso de autocuidado muito claro em seus hábitos, como se cada gesto cotidiano reafirmasse um compromisso silencioso com a longevidade física, mental e emocional. O dia começa com intenção. O corpo recebe atenção antes que o mundo imponha urgências. O movimento vem antes do ruído. A pausa, por sua vez, não é negligência, mas inteligência. Há sabedoria nesse modo de viver. Uma sabedoria rara, porque entende que energia não é recurso infinito e que presença exige manutenção. Essa forma de existir diz muito sobre sua visão de sucesso: não uma corrida desgovernada, mas uma construção sustentável, capaz de durar sem destruir quem a sustenta. Nenhuma trajetória consistente é feita apenas de ganhos visíveis. Crescer também exige renúncias, reposicionamentos e, por vezes, afastamentos difíceis. Com o tempo, ele compreendeu que nem toda presença acompanha a direção de uma vida em expansão. E reconhecer isso, sem amargura e sem condenação, é uma forma elevada de maturidade. Há relações que pertencem à história, mas já não pertencem ao caminho. Saber diferenciá-las é um exercício de consciência. Não por dureza, mas por preservação. Porque ambientes moldam. Companhias influenciam. E ninguém constrói uma vida sólida ignorando a força silenciosa das presenças ao redor. Seu modo de lidar com isso não é agressivo nem ressentido. É só lúcido. O impacto de sua atuação ultrapassa os limites da empresa. Ele compreende a liderança como uma extensão da responsabilidade de servir, ensinar e abrir caminhos. Essa visão aparece na disposição constante de compartilhar conhecimento, formar outros profissionais, incentivar crescimento e usar sua experiência como instrumento de transformação coletiva. A generosidade, aqui, não surge como ornamento moral. Surge como prática. Está no cuidado com equipes, no estímulo ao mérito, na criação de oportunidades concretas, no apoio a causas sociais e no desejo de produzir efeitos que continuem ecoando para além de sua presença imediata. Existe algo profundamente admirável em quem entende que vencer sozinho é uma forma menor de vitória. Talvez uma das frases que melhor definam sua maturidade seja a mais simples: tudo o que rouba sua paz perde o direito de permanecer. Há, nessa ideia, uma clareza que não nasce da impulsividade, mas da experiência. A paz, para ele, não representa passividade. Representa alinhamento. Representa integridade. Representa a condição mínima para que a felicidade deixe de ser um evento passageiro e se torne estado possível. Sua inteligência está justamente em não confundir desafio com peso permanente. Há lutas que edificam. E há desgastes que só corroem. Saber reconhecer a diferença é uma das formas mais sofisticadas de sabedoria adulta. Por isso, suas decisões parecem obedecer menos à pressa e mais à verdade interior. Ao olhar sua história, o que permanece não é apenas a imagem de um gestor bem-sucedido. O que permanece é a figura de alguém que decidiu construir uma vida coerente. Alguém que compreendeu que influência sem afeto endurece, que resultado sem propósito empobrece e que ambição sem consciência pode custar caro demais. Seu legado não está apenas no que expandiu, conquistou ou liderou. Está no tipo de ambiente que ajudou a formar, nas pessoas que impulsionou, no cuidado com que protegeu o essencial e na forma como transformou a própria caminhada em testemunho de equilíbrio possível. Num mundo fascinado por velocidade, ele oferece profundidade. Num tempo seduzido por aparência, ele insiste em substância. E talvez seja exatamente por isso que sua trajetória ilumina tanto: porque não brilha apenas para ser vista, mas para orientar. Instagram @marcelomenino Capa | Marcelo Menino: O Palestrante, Empresário e Mentor que transforma vidas na saúde. English version Cover Story | Marcelo Menino: The Speaker, Entrepreneur, and Mentor Transforming Lives Through Health There are paths that impress because of the numbers. Others, because of their staying power. But the rarest ones are distinguished by the way they bring excellence, awareness, and humanity together in a single life story. It is in that more elevated territory, where ambition and meaning no longer stand in opposition, that he has built his journey. His presence carries the steadiness of someone who learned early that growth alone is not enough. One must grow without losing oneself in the process. In a time that so often equates success with excess, his story points in another direction: toward an achievement sustained by values, discipline, faith, strong relationships, and a genuine commitment to the lives of others. It is not simply a matter of leadership. It is influence with purpose. A deeper vision Throughout his journey, he has developed an unusually clear understanding of what real success means. For him, recognition and performance only matter when they walk alongside inner coherence. There is, in the way he thinks, an elegant refusal of hollow triumph. What matters is not simply going far, but arriving whole. That vision is reflected in a life guided by very clear priorities. Physical and mental health, spirituality, family, and work each hold their proper place, without rivalry, confusion, or dangerous inversion. There is maturity in that choice. More than that, there is clarity. Only those who have truly seen the silent cost of a life that looks successful on the outside while collapsing within can understand the price of imbalance. His message does not romanticize overextension, nor does it glorify exhaustion. On the contrary, it calmly affirms that no achievement is worth the loss of peace. Quiet self-knowledge Not every turning point happens before an audience. Some of the most decisive ones unfold in the private space where a person finally recognizes his own nature. In his story, that moment carried the force of revelation. A more precise understanding of his human and behavioral profile reshaped not only the way he worked, but also the way he led, made decisions, and related to others. From that point on, his career ceased to be merely a sequence of responsibilities and became a more faithful expression of who he truly is. There was a subtle realignment between calling and practice, between talent and direction. And when that happens, energy changes. What once required strain begins to move with greater ease. What once felt like constant effort starts to organize itself as the natural consequence of inner alignment. Perhaps that is one of the clearest marks of his professional path: the courage not to remain where life no longer made sense from within. Leadership and people At a time of noisy leadership and ready-made formulas, he chose a more sophisticated path: listening, reading people well, and cultivating relational intelligence. His understanding of management does not come from rigidity, but from strategic sensitivity. In his view, to lead is to perceive nuance, honor difference, and understand that people are not moved in the same way, nor do they respond to the same stimuli. That insight proved especially important within the family business itself, a space where affection, history, and responsibility coexist with unusual intensity. Transforming coexistence into functional harmony required more than technical competence. It required emotional maturity. It required language. It required discernment. Over time, he began shaping a more conscious architecture of relationships, one capable of honoring individuality without weakening collective strength. The result is a structure in which roles became clearer, collaboration gained depth, and the company began to operate with the precision of a finely tuned mechanism without losing its soul. Culture and recognition Some achievements shine because they were seen. Others because they were felt. In his trajectory, the recognition he has earned carries precisely that rarer kind of value: it reflects an experience lived by those on the inside and by those looking in from the outside. The culture he has built has become, over time, more than an effective model. It has become fertile ground for growth, belonging, and real evolution. That can be felt not only in institutional results, but in the symbolic weight of what has been affirmed over the years. When an organization is consistently recognized for excellence, the award ceases to be a mere distinction. It becomes evidence of a philosophy being lived. At the center of that philosophy is a simple and powerful conviction: people flourish when they are treated with dignity, clarity, encouragement, and vision. Home as foundation There are men who become great in the world and small at home. He chose the opposite path. In his story, private life does not appear as a counterpoint to career, but as its most important foundation. Family is not a frame. It is the structure. It is not rhetoric. It is the axis. Perhaps that is why there is so much tenderness in the way he celebrates. It is not the grand gesture that moves him, but the shared memory. The quiet moment. The symbol carefully kept. The recognition experienced between two people. There is beauty in that refusal of spectacle. There is sophistication in that choice for what is essential. In the end, what seems to sustain him is not only the desire to build, but the loving awareness of whom it is worth building with. Discipline as care His routine speaks the language of consistency. Not the language of performance obsession, but of discipline that protects. There is a very clear sense of self-care in his habits, as if each daily gesture quietly reaffirmed a commitment to physical, mental, and emotional longevity. The day begins with intention. The body receives attention before the world imposes its urgencies. Movement comes before noise. Rest, in turn, is not negligence, but intelligence. There is wisdom in that way of living. A rare kind of wisdom, because it understands that energy is not an infinite resource and that presence requires maintenance. That way of existing says much about his vision of success: not a reckless race, but a sustainable construction, one capable of lasting without destroying the person who sustains it. The wisdom of distance No consistent path is made only of visible gains. Growth also requires renunciations, repositioning, and, at times, difficult distances. Over time, he came to understand that not every presence can accompany the direction of an expanding life. To recognize that, without bitterness and without condemnation, is a higher form of maturity. There are relationships that belong to one’s history, but no longer belong to one’s path. Knowing how to distinguish between the two is an act of consciousness. Not out of hardness, but out of preservation. Environments shape us. Company influences us. And no one builds a solid life by ignoring the quiet force of the presences around them. His way of dealing with this is neither aggressive nor resentful. It is simply lucid. The impact of his work extends beyond the boundaries of the company. He understands leadership as an extension of the responsibility to serve, teach, and open doors. That vision appears in his constant willingness to share knowledge, develop other professionals, encourage growth, and use his experience as an instrument of collective transformation. Generosity here does not emerge as moral ornament. It appears as practice. It lives in the care he extends to teams, in the encouragement of merit, in the creation of concrete opportunities, in the support of social causes, and in the desire to produce effects that continue to echo beyond his immediate presence. There is something deeply admirable about a person who understands that winning alone is a lesser kind of victory. Peace as principle Perhaps one of the phrases that best defines his maturity is also the simplest: everything that steals his peace loses the right to remain. There is a clarity in that idea that does not come from impulsiveness, but from experience. For him, peace does not mean passivity. It means alignment. It means integrity. It means the minimum condition for happiness to cease being a passing event and become a possible state of being. His intelligence lies precisely in not confusing challenge with permanent weight. Some struggles build us. Others only erode us. Knowing the difference is one of the most refined forms of adult wisdom. That is why his decisions seem to obey less to urgency and more to inner truth. Cover line Looking at his story, what remains is not simply the image of a successful executive. What remains is the figure of someone who chose to build a coherent life. Someone who understood that influence without affection becomes hard, that results without purpose become impoverished, and that ambition without awareness may cost far too much. His legacy lives not only in what he expanded, achieved, or led. It lives in the kind of environment he helped create, in the people he lifted, in the care with which he protected what matters most, and in the way he turned his own path into a testimony of possible balance. In a world fascinated by speed, he offers depth. In a time seduced by appearances, he insists on substance. And perhaps that is exactly why his trajectory shines so brightly: not merely to be seen, but to guide. Instagram @marcelomenino Cover Feature | Marcelo Menino: The Speaker, Entrepreneur, and Mentor Transforming Lives Through Health Versión en Español Portada | Marcelo Menino: El conferenciante, empresario y mentor que transforma vidas en la salud Hay trayectorias que impresionan por sus cifras. Otras, por su permanencia. Pero existen aquellas más raras, las que se distinguen por la manera en que logran reunir excelencia, conciencia y humanidad en una misma línea de vida. Es en ese territorio más noble, donde la ambición y el sentido dejan de ser opuestos, donde él ha construido su historia. Su presencia transmite la serenidad de quien aprendió pronto que crecer no basta. Hay que crecer sin perderse en el camino. En un tiempo que tantas veces asocia el éxito con el exceso, su trayectoria señala otra dirección: la de una realización sostenida por valores, disciplina, fe, vínculos sólidos y un compromiso genuino con la vida de los demás. No se trata solo de liderazgo. Se trata de influencia con propósito. Una idea más profunda de la grandeza A lo largo de su recorrido, ha consolidado una comprensión poco común sobre el verdadero éxito. Para él, el reconocimiento y el rendimiento solo tienen valor cuando avanzan de la mano de la coherencia interior. En su manera de pensar hay una negativa elegante a la idea del triunfo vacío. Lo importante no es solo llegar lejos, sino llegar entero. Esa visión se traduce en una vida guiada por prioridades muy claras. La salud física y mental, la espiritualidad, la familia y el trabajo ocupan lugares definidos, sin disputa, sin confusión y sin inversiones peligrosas. Hay madurez en esa elección. Y, sobre todo, lucidez. Porque solo entiende el precio del desequilibrio quien ha observado de cerca el coste silencioso de una vida exitosa por fuera y derrumbada por dentro. Su discurso no romantiza el exceso ni glorifica el cansancio. Al contrario: afirma con una convicción serena que ningún logro compensa la pérdida de la paz. La fuerza silenciosa del autoconocimiento No todos los giros decisivos ocurren ante un público. Algunos de los más determinantes tienen lugar en ese espacio íntimo en el que una persona reconoce por fin su propia naturaleza. En su trayectoria, ese momento tuvo el peso de una revelación. Una comprensión más precisa de su perfil humano y conductual redefinió no solo su manera de trabajar, sino también su forma de liderar, decidir y relacionarse con los demás. A partir de ahí, la carrera dejó de ser solo una sucesión de responsabilidades para convertirse en una expresión más fiel de su esencia. Hubo un ajuste fino entre vocación y práctica, entre talento y dirección. Y cuando eso sucede, la energía cambia. Lo que antes exigía desgaste empieza a encontrar fluidez. Lo que parecía un esfuerzo excesivo comienza a ordenarse como consecuencia natural de una alineación interior. Tal vez ahí resida una de las marcas más sólidas de su construcción profesional: el valor de no permanecer allí donde, por dentro, todo había dejado de tener sentido. Liderar es comprender a las personas En tiempos de liderazgos ruidosos y fórmulas prefabricadas, él eligió un camino más sofisticado: el de la escucha, la lectura humana y la inteligencia relacional. Su comprensión de la gestión no nace de la rigidez, sino de una sensibilidad estratégica. Liderar, en su visión, exige percibir matices, respetar diferencias y entender que las personas no se mueven del mismo modo ni responden a los mismos estímulos. Esa percepción fue especialmente decisiva dentro de la propia empresa familiar, un espacio en el que afectos, historia y responsabilidad conviven con una intensidad permanente. Transformar la convivencia en armonía funcional exigió algo más que competencia técnica. Exigió madurez emocional. Exigió lenguaje. Exigió discernimiento. Con el tiempo, fue dibujando una arquitectura de relaciones más consciente, capaz de respetar las individualidades sin perder la fuerza del conjunto. El resultado es una estructura en la que los roles se volvieron más claros, la colaboración ganó profundidad y la empresa empezó a funcionar con la precisión de un engranaje afinado, sin perder el alma. Cultura y reconocimiento Hay logros que brillan porque fueron vistos. Otros, porque fueron sentidos. En su trayectoria, el reconocimiento alcanzado encierra precisamente ese valor más raro: el de ser reflejo de una experiencia vivida tanto por quienes están dentro como por quienes observan desde fuera. La cultura que ha construido se convirtió, con el tiempo, en algo más que un modelo eficiente. Se transformó en un entorno fértil para el crecimiento, el sentido de pertenencia y una evolución real. Y eso se percibe no solo en los resultados institucionales, sino también en la fuerza simbólica de lo que ha ido siendo validado a lo largo de los años. Cuando una organización es reconocida de forma consistente por su excelencia, el premio deja de ser una simple distinción. Pasa a ser la evidencia de una filosofía practicada. En el centro de esa filosofía hay una convicción sencilla y poderosa: las personas florecen cuando son tratadas con dignidad, claridad, estímulo y visión. Hay hombres que se hacen grandes en el mundo y pequeños dentro de casa. Él eligió el camino inverso. En su relato, la vida privada no aparece como contrapunto de la carrera, sino como su base más importante. La familia no es el marco: es la estructura. No es discurso: es eje. Tal vez por eso hay tanta ternura en su manera de celebrar. No le conmueve el gesto grandilocuente, sino la memoria compartida. El instante tranquilo. El símbolo conservado. El reconocimiento vivido entre dos. Hay belleza en esa renuncia al espectáculo. Hay sofisticación en esa elección de lo esencial. Al final, lo que parece sostenerle no es solo el deseo de construir, sino la conciencia amorosa de con quién merece la pena construir. Su rutina habla el lenguaje de la constancia. No el de la obsesión por el rendimiento, sino el de una disciplina que protege. Hay un sentido del autocuidado muy claro en sus hábitos, como si cada gesto cotidiano reafirmara en silencio un compromiso con la longevidad física, mental y emocional. El día empieza con intención. El cuerpo recibe atención antes de que el mundo imponga sus urgencias. El movimiento llega antes que el ruido. Y la pausa, por su parte, no es negligencia, sino inteligencia. Hay sabiduría en esa manera de vivir. Una sabiduría poco común, porque entiende que la energía no es un recurso infinito y que la presencia requiere mantenimiento. Esa forma de estar en el mundo dice mucho sobre su idea del éxito: no una carrera desbocada, sino una construcción sostenible, capaz de durar sin destruir a quien la sostiene. Ninguna trayectoria consistente está hecha solo de ganancias visibles. Crecer también exige renuncias, reposicionamientos y, a veces, alejamientos difíciles. Con el tiempo, comprendió que no toda presencia acompaña la dirección de una vida en expansión. Y reconocerlo, sin amargura y sin condena, es una forma elevada de madurez. Hay relaciones que pertenecen a la historia, pero ya no pertenecen al camino. Saber distinguirlas es un ejercicio de conciencia. No por dureza, sino por preservación. Porque los entornos moldean. Las compañías influyen. Y nadie construye una vida sólida ignorando la fuerza silenciosa de las presencias que le rodean. Su manera de afrontar eso no es agresiva ni resentida. Es, sencillamente, lúcida. El impacto de su actuación supera los límites de la empresa. Él entiende el liderazgo como una extensión de la responsabilidad de servir, enseñar y abrir caminos. Esa visión aparece en su disposición constante a compartir conocimiento, formar a otros profesionales, impulsar el crecimiento y utilizar su experiencia como instrumento de transformación colectiva. Aquí, la generosidad no surge como un adorno moral. Surge como práctica. Está en el cuidado hacia los equipos, en el estímulo al mérito, en la creación de oportunidades concretas, en el apoyo a causas sociales y en el deseo de producir efectos que sigan resonando más allá de su presencia inmediata. Hay algo profundamente admirable en quien entiende que vencer solo es una forma menor de victoria. Tal vez una de las frases que mejor definen su madurez sea también la más sencilla: todo lo que le roba la paz pierde el derecho a permanecer. Hay en esa idea una claridad que no nace de la impulsividad, sino de la experiencia. Para él, la paz no representa pasividad. Representa alineación. Representa integridad. Representa la condición mínima para que la felicidad deje de ser un acontecimiento pasajero y se convierta en un estado posible. Su inteligencia reside precisamente en no confundir desafío con peso permanente. Hay luchas que construyen. Y hay desgastes que solo erosionan. Saber reconocer la diferencia es una de las formas más sofisticadas de la sabiduría adulta. Por eso, sus decisiones parecen obedecer menos a la prisa que a la verdad interior. Al observar su historia, lo que permanece no es solo la imagen de un gestor de éxito. Lo que permanece es la figura de alguien que decidió construir una vida coherente. Alguien que comprendió que la influencia sin afecto endurece, que el resultado sin propósito empobrece y que la ambición sin conciencia puede costar demasiado. Su legado no está solo en lo que expandió, conquistó o lideró. Está en el tipo de entorno que ayudó a formar, en las personas a las que impulsó, en el cuidado con que protegió lo esencial y en la manera en que transformó su propio camino en testimonio de un equilibrio posible. En un mundo fascinado por la velocidad, él ofrece profundidad. En un tiempo seducido por la apariencia, insiste en la sustancia. Y quizá sea precisamente por eso por lo que su trayectoria ilumina tanto: porque no brilla solo para ser vista, sino para orientar. Instagram @marcelomenino Portada | Marcelo Menino: El conferenciante, empresario y mentor que transforma vidas en la salud

  • Quando o Trabalho Adoece por Francisco Sanchez

    Em 32 anos de carreira no setor bancário, liderando pessoas e negócios, vi metas aumentarem, tecnologias evoluírem e resultados se tornarem cada vez mais exigidos. Mas há algo que cresceu ainda mais rápido do que tudo isso: o adoecimento mental. Não estamos falando de casos isolados. Estamos falando de um padrão. De um sistema que adoece enquanto cobra produtividade como se nada estivesse acontecendo. Os números não deixam espaço para romantização. O Brasil, segundo documento da OMS - Organização Mundial da Saúde (2019), lidera o ranking mundial de ansiedade, com 9,3% da população afetada — mais de 18 milhões de pessoas. Também está entre os países com maiores índices de depressão e estresse. E, no meio desse cenário, o burnout deixou de ser exceção para se tornar rotina silenciosa dentro de empresas que, muitas vezes, ainda tratam o problema como fragilidade individual, e não como falha estrutural. A pergunta que precisa ser feita é simples — e incômoda: até que ponto o ambiente de trabalho está contribuindo para isso? Pressão constante, metas irreais, jornadas exaustivas e uma cultura que valoriza quem “aguenta mais” ao invés de quem vive melhor. O resultado? Corpos presentes, mentes exaustas. A criação da Lei 14.831/2024, que institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, e a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que é a diretriz base de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil, estabelecendo as obrigações gerais para empregadores e empregados, indicam um avanço importante. Finalmente, começa-se a exigir das empresas algo básico: responsabilidade sobre o impacto que causam na saúde mental de seus colaboradores. Mas leis, por si só, não mudam cultura. E é justamente a cultura que ainda precisa ser confrontada. Porque não basta oferecer terapia como benefício corporativo enquanto se mantém um ambiente que adoece. Sim, existem tratamentos eficazes — Terapia Cognitivo-Comportamental, Psicanálise, Terapias Humanistas, ACT, TRG, além do acompanhamento psiquiátrico quando necessário. E sim, hábitos saudáveis ajudam: exercício físico, sono adequado, alimentação equilibrada. Mas nenhuma dessas soluções será suficiente se continuarmos ignorando a raiz do problema. A verdade é desconfortável: estamos normalizando o esgotamento. E talvez seja hora de parar de tratar a saúde mental como um problema individual a ser “resolvido” fora do expediente, e começar a encará-la como uma responsabilidade coletiva — dentro dele. Porque no fim das contas, não é só sobre trabalhar melhor. É sobre viver melhor. E nenhum resultado justifica uma vida que, aos poucos, deixa de ser vivida para apenas ser suportada. Quando o Trabalho Adoece por Francisco Sanchez Administrador, especialista em gestão de pessoas e recursos humanos @franciscosanchez379

  • Solte o que nunca foi seu por Henry Ayres

    Duas palavras. Duas sílabas. E o poder de mudar completamente o jeito como você vive seus relacionamentos, seu trabalho e a sua própria cabeça. Essa é a promessa, e a entrega, da Teoria Let Them, de Mel Robbins. A ideia é simples, mas não é fácil. Mel apresenta a teoria como uma equação de duas partes: primeiro, Let Them, deixe eles serem quem eles são. Depois, e mais importante ainda, Let Me, agora me deixe tomar conta da situação. Essa é a Arte de Soltar o Que Nunca Foi Seu. "O problema não é você. O problema é o poder que você, sem perceber, entrega para os outros." - Mel Robbins Let Them significa parar de tentar controlar o que os outros pensam, fazem, sentem ou decidem. Se alguém não aprova sua escolha? Let them. Se alguém te julgou? Let them. Se te deixaram de fora? Let them. Não porque você é indiferente. Mas porque você finalmente entendeu que o comportamento alheio nunca esteve, e jamais vai estar, nas suas mãos. Já o Let Me é onde a transformação acontece de verdade. É o momento em que você vira o espelho para si mesmo e pergunta: "E eu? O que eu faço agora com o que está no meu controle?" É autoresponsabilidade. É poder real. "Nunca é sua função gerenciar as emoções de outro adulto. Quando alguém te aplica a lei do silêncio, faz o papel de vítima ou explode de frustração, deixa. Só deixa." - Mel Robbins A Filosofia por Trás das Palavras Mel Robbins não inventou esse conceito do zero. A teoria tem raízes profundas no estoicismo, a filosofia de Marco Aurélio, Epicteto e Sêneca, que pregava exatamente isso: separe o que está ao seu alcance do que não está. A diferença é que Robbins traduziu essa sabedoria milenar para a linguagem do cotidiano moderno, a briga no grupo de família, o colega que não te dá crédito, o parceiro que não mudou. No livro, ela escreve com uma clareza que corta: "Nunca é sua função gerenciar as emoções de outro adulto." Isso inclui o silêncio punitivo, o drama, a explosão de raiva. Quando alguém te apresenta um comportamento assim, Mel sugere uma imagem poderosa: visualize uma criança de oito anos presa dentro desse adulto. Algo muda imediatamente. O medo vira compaixão. O confronto vira clareza. "A princípio, essas palavras pareciam uma derrota. Como se eu estivesse desistindo. Mas então entendi algo importante: 'deixa eles' não era desistir. Era me libertar de um controle que eu nunca tive." - Mel Robbins Não É Fugir. É Poder. Aqui está o ponto que mais confunde as pessoas, e que Mel Robbins faz questão de endereçar desde as primeiras páginas. Let Them não é resignação. Não é engolir o que é inaceitável com um sorriso passivo e fingir que está tudo bem. Ela usa um exemplo concreto no livro: o dono de cachorro que deixa o animal sujar a trilha onde é proibido. Let Them não significa ignorar. Significa reconhecer que você não pode controlar aquela pessoa, mas pode agir, pode escolher outro caminho, pode decidir que aquilo não vai ocupar mais um segundo da sua energia. Você tem opções. Sempre teve. "As pessoas só se curam quando estão prontas para fazer isso por si mesmas. Você não pode obrigar ninguém a lutar. Não pode fazer alguém largar o vício. Não pode tornar alguém financeiramente responsável. Você não pode curar ninguém." As Áreas Onde Pensar Assim Muda Tudo Robbins estrutura o livro em grandes áreas da vida onde aplicar a teoria tem o maior impacto. Nos relacionamentos, você para de gerenciar quem fica ou quem vai. Na carreira, solta o controle sobre o que colegas e chefes pensam de você. Nas emoções, permite que as pessoas sintam o que sentem, sem fazer disso a sua missão de conserto. Nas opiniões alheias, reconhece que adultos vão ter opiniões negativas sobre tudo que você faz, let them judge, let them react, let them doubt you. E, o mais transformador de todos: o Let Me voltado para si mesmo, o exercício diário de se perguntar o que você realmente quer construir com a vida que é sua. "O caminho mais rápido para ter mais paz e poder na sua vida é parar de tentar controlar todo mundo ao seu redor." Por Que Isso Dói Antes de Libertar? Porque fomos ensinados que cuidar significa controlar. Que amor é presença constante, gerenciamento, interferência. Que se você se importa de verdade, você não deixa. Mel Robbins vira isso de cabeça para baixo com uma gentileza que desarma. Cuidar de verdade, de um relacionamento, de uma amizade, de si mesmo, exige que você solte a ilusão de que pode, ou deve, conduzir o caminho do outro. Quando você para de gastar energia tentando mudar o que não é seu, sobra espaço. Para os seus sonhos. Para as suas escolhas. Para a sua própria vida. Matéria: A Arte de Soltar o Que Nunca Foi Seu por Henry Ayres @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca e Conteúdo na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.

  • A arte da cura por Valdete

    A Homeopatia é uma especialização na área da medicina, criada pelo Dr. Samuel Hahnemann, nascido na cidade de Meissen na Alemanha em 1796. Sua visão futurística do conceito de doença e saúde é melhor compreendida nos dias de hoje, devido à tecnologia que temos disponível. Seu protocolo de tratar o doente e não a doença foi o diferencial para que essa metodologia perpetuasse até nós. Buscando reequilibrar nossas três dimensões: corpo, mente e espírito, Hahnemann encontrou nas diluições homeopáticas as respostas para tantas enfermidades da época que eram consideradas fatais. Falando de uma maneira prática, a Homeopatia seria um antídoto para nossas enfermidades que iniciam primeiramente na alma, e posteriormente se materializam no corpo. Logo, fazer uma avaliação profunda dos sintomas e relacioná-los com as emoções do paciente e sua história transforma o ato de curar inúmeras doenças. Como por exemplo, uma queixa muito comum dos pacientes no meu consultório, o bruxismo, que acomete várias pessoas com perfil de ansiedade, perfeccionismo, autocobrança, entre outras características. Nesta questão, o paciente busca ajuda em consultório odontológico por apresentar dor na ATM, desgaste articular da mandíbula, desgaste dos dentes, dor de cabeça, aceitando um tratamento longo e doloroso, onde muitas vezes não alcança a cura deste problema. Na visão da Homeopatia, este quadro é tratado de uma maneira integrativa, empregando uma fórmula elementar mineralizante de: Calcárea Phosphórica, Kali Phosphoricum e Ferrum Phosphoricum que agem relaxando a musculatura facial, atuando no sistema nervoso parassimpático, participando da oxigenação do cérebro, e com isso reduzindo a tensão, as desordens nervosas, produzindo um sono de qualidade e reparador. Esse efeito é obtido nas primeiras semanas de uso desta fórmula homeopática, sendo indicado para crianças, jovens e adultos, não apresentando efeitos colaterais, sendo muito bem tolerável e seguro para todas as idades. Com isso, podemos perceber que no caso do bruxismo, não se trata apenas de uma perturbação simplesmente mecânica do corpo, mas uma manifestação física do estado mental e emocional deste paciente, que requer um olhar além do mero paliativo, e assim receber o tratamento que verdadeiramente vai curar a causa deste efeito. A arte da cura por Valdete Valdete | Homeopata Ortomolecular @suahomeopata

  • "O que você pensa define sua experiência" por Henry Ayres

    O que você pensa molda o que você sente, e, no mundo corporativo, isso não é apenas filosofia, é estratégia. Em ambientes de alta pressão, decisões rápidas e relações complexas, muitas vezes acreditamos que são os fatos que determinam nosso estado emocional. Mas, na prática, são as interpretações que damos a esses fatos que conduzem nossas emoções, nossas reações e, no fim, nossos resultados. “O evento em si raramente é o problema. O significado que você atribui a ele é o que define sua experiência.” Considere uma situação comum: o som da porta abrindo e a presença do seu gestor. Em segundos, sua mente pode construir diferentes narrativas. Se o pensamento automático for “posso perder o emprego”, o corpo reage com ansiedade, o foco se perde e a autoconfiança diminui. O cenário externo não mudou, mas sua performance já foi impactada. Agora, se a mesma situação for interpretada como uma oportunidade, “vou usar esse momento para alinhar expectativas e evoluir minhas entregas”, o estado emocional muda. Surge clareza, proatividade e abertura para crescimento. “Não é o ambiente que dita sua performance. É o seu estado mental diante dele.” Há ainda um terceiro caminho, menos óbvio e mais poderoso: a ausência de ruído mental. Quando você se ancora no que foi planejado, no que está sob seu controle, e evita alimentar narrativas automáticas, você preserva energia cognitiva. E, no ambiente corporativo, energia é ativo estratégico. Essa disciplina mental não significa ignorar riscos ou viver em negação. Pelo contrário, trata-se de escolher, de forma consciente, quais pensamentos merecem sua atenção e quais não agregam valor. “Foco não é apenas saber para onde ir. É decidir, todos os dias, o que não merece ocupar sua mente.” Profissionais de alta performance entendem que emoções são consequência direta da qualidade do pensamento. E, por isso, desenvolvem uma habilidade crítica: a gestão intencional da própria mente. Eles não eliminam pensamentos negativos, isso seria irreal. Mas aprendem a reconhecê-los, questioná-los e substituí-los por interpretações mais úteis, construtivas e alinhadas com seus objetivos. No longo prazo, essa prática cria algo ainda mais valioso do que produtividade: consistência emocional. E é essa consistência que sustenta decisões melhores, relações mais saudáveis e uma trajetória de carreira mais sólida. “No fim do dia, sua carreira não é construída apenas pelo que você faz, mas pela forma como você pensa enquanto faz.” Em um mundo corporativo cada vez mais exigente, dominar ferramentas técnicas já não é suficiente. A verdadeira vantagem competitiva está na capacidade de gerir o próprio estado interno com a mesma excelência com que se gerem projetos, equipes e resultados. Porque, antes de qualquer entrega, promoção ou reconhecimento, existe uma escolha silenciosa, e diária: o que você decide pensar. @henry.ayres Henry Ayres é Head de Marca e Conteúdo na Samsung Brasil e é um profissional de marketing com trajetória construída na interseção entre tecnologia, mídia, conteúdo e branding, com foco em gerar conexões reais entre marcas e pessoas.

  • Capa | Prof. Dr. Roberto Tullii: um marco na medicina cosmética e estética no Brasil e no Mundo

    Versão em Português Uma carreira brilhante não se mede só em títulos, mas na transformação que ela traz à vida dos outros. Para este médico, cada “obrigado, doutor, o senhor deixou linda” é a verdadeira recompensa. Roberto Tullii não é apenas um médico: é um marco na história da medicina cosmética e estética no Brasil. Com mais de 30 anos de atuação, ele se consolidou como referência em cirurgia da adequação sexual masculina, peeling de fenol e lipoescultura ultrassônica, e como formador de gerações de profissionais em torno dessas técnicas. Sua trajetória cruza consultórios, salas de cirurgia, universidades italianas e centros de ensino no Brasil, sempre guiada por um princípio simples, mas raro: “Não explorar o paciente, mas devolver a ele algo que muda a vida”. Para quem se dedica à medicina, especialmente em áreas delicadas como a clínica e a cirurgia da adequação sexual masculina, o conceito de “carreira brilhante” ganha tons mais íntimos. Para ele, brilhar não é apenas ter diplomas ou títulos, mas ser capaz de devolver dignidade, confiança e prazer às pessoas que buscam seu consultório. “Eu tenho vários orgulhos”, diz, “não é só com uma conquista… mas eu sempre fico muito orgulhoso quando o paciente fala: ‘doutor, muito obrigado. Nossa, eu tentei várias coisas, o senhor me deixou ótima, me deixou linda’.” São esses relatos, muitas vezes emocionados, que o consolidam como alguém capaz de “consertar muito” – não só corpões, mas também histórias de dor, vergonha e insegurança. Pioneirismo e ensino que atravessam fronteiras Ao longo da trajetória, o médico se tornou referência também pelo pioneirismo em técnicas que hoje são amplamente reconhecidas. Ele introduziu cinco procedimentos inovadores que, com o tempo, passaram a ser estudados por outros profissionais. “Hoje, todas essas técnicas são reconhecidas pelos médicos e estão sendo adotadas como parte do arsenal clínico.” Entre os destaques estão o trabalho em varizes, lipocultura ultrassônica, células‑tronco e medicina regenerativa, áreas que, segundo ele, começaram a ganhar corpo nas últimas duas ou três décadas, mas cujos fundamentos já vinha explorando há muito tempo. Outro marco que o enche de orgulho é o reconhecimento acadêmico. Receber o diploma de Médico Honoris Causa foi, para ele, um símbolo de gratidão não apenas pessoal, mas profissional. “Ser chamado para dar aula em universidades italianas foi um sonho”, lembra, referindo‑se aos convites para Sassari, Siena, Udine, Pisa e Florença. “Fiquei dez anos indo lá, de 15 a 20 dias por vez, e depois voltava para cá, ficando cerca de dois meses e meio por aqui.” Durante esse período, compartilhou com residentes e colegas a experiência acumulada em clínica e cirurgia, especialmente em uma área pouco explorada na época: a adequação sexual masculina. “Era algo que poucos sabiam, e eu tive a chance de ensinar as novas técnicas”, diz. Ainda hoje, o médico não concebe se afastar da profissão. Para ele, trabalhar é um prazer, e não apenas uma obrigação. “Eu não quero me aposentar, eu quero morrer trabalhando. E amor é medicina”, afirma. O que o motiva, além da saúde que conserva, é o fato de fazer o que ama. “A saúde é um dom, mas também é um dom poder exercer a medicina com amor”, explica. “Quando eu atendo alguém, eu sinto que estou fazendo algo que realmente vai melhorar a vida da pessoa.” Ele também se apoia em outras paixões: música, arte, viagens e a beleza em geral. “Isso tudo me ajuda a manter o coração aberto, até para as coisas que não gosto de ver no Brasil hoje, como violência e desigualdade”, complementa. Apesar do ritmo intenso, ele sempre soube dividir o tempo entre o consultório e a vida pessoal. “Eu viajava, ia a festas, shows, teatro, cinema, lia”, lembra, como quem revê uma juventude ativa. “Trabalho é trabalho, diversão é diversão”, frisa. “Quando estou operando, crio um ambiente bom, às vezes com música, mas não me deixo distrair. E eu tive a sorte de viver antes do WhatsApp, Instagram e celular, o que ajudou muito a manter o foco.” Ele sofre, porém, por ter precisado abrir mão de alguns relacionamentos para dedicar tanto tempo à carreira. “Às vezes, deixei de estar mais presente com alguém que precisava de mim, e isso… não valeu a pena”, reconhece. Para se manter funcionando nesse ritmo, adota cuidados regulares com a saúde. “Faço check‑up duas vezes por ano, tenho consciência de quando preciso me cuidar”, conta. Ele já passou por cirurgias, inclusive com prótese de metal no joelho esquerdo, resultado dos tempos de futebol. “Cuido sempre do pós‑operatório, faço ginástica e treino a mente”, diz, revelando uma rotina de exercícios mentais, como memorizar dados e testar a própria memória. “Tenho uma memória muito boa para coisas da medicina, de anos atrás”, orgulha‑se. “E não bebo, não fumo. Isso é fundamental.” A felicidade, para ele, é ligada à certeza de que as decisões tomadas foram corretas e trouxeram resultados positivos. “Quando eu vejo que uma escolha foi certeira, sinto que conquistei algo que me faz feliz”, afirma. Há também um componente espiritual forte. “A felicidade é proporcional ao sucesso que você tem nas coisas que pretende fazer”, diz. “E também quando sinto que Deus me recompensa pelas escolhas que fiz. Isso é a maior felicidade que existe.” Ao ser questionado sobre o que diria ao seu eu do início da jornada, ele responde com ternura: “Eu diria: aproveite a vida, seja criança que brinca, não só que fica no computador.” Para ele, uma juventude leve, repleta de esportes, brincadeiras, amizades sinceras e amor familiar é o alicerce de uma vida futura mais equilibrada. “Fazer o bem, escolher bem as amizades, evitar roubo e drogas… isso muda tudo”, pondera. Prof. Dr. Roberto Tullii e sua filha Roberta Tullii E, para quem hoje busca propósito na carreira, o conselho é simples: “Ame o que faz, trabalhe com honestidade, não explore ninguém, estude sempre e não tenha vergonha de perguntar quando tiver dúvida. O resto… vem com o tempo.” Instagram @robertotullii @institutotulliioficial Capa | Prof. Dr. Roberto Tullii: um marco na medicina cosmética e estética no Brasil e no Mundo English version Cover Story | Prof. Dr. Roberto Tullii: A Milestone in Cosmetic and Aesthetic Medicine in Brazil and the World. A brilliant career is not measured solely by titles, but by the profound transformation it brings to the lives of others. For Dr. Roberto Tullii, the true reward isn't found in accolades, but in hearing a patient say: "Thank you, Doctor. You made me look beautiful." Roberto Tullii is more than just a physician; he is a landmark in the history of cosmetic and aesthetic medicine in Brazil. With over 30 years of practice, he has established himself as a global authority in male sexual enhancement surgery, phenol peels, and ultrasonic liposculpture. Beyond his surgical skill, he has shaped generations of professionals, exporting Brazilian expertise to the world. His journey spans private clinics, operating rooms, and prestigious Italian universities, guided by a principle that is as simple as it is rare: "Do not exploit the patient; give them back something that changes their life." Restoring Dignity and Confidence In delicate fields like clinical and surgical male sexual enhancement, the concept of a "brilliant career" takes on an intimate tone. For Dr. Tullii, success is the ability to restore dignity, confidence, and pleasure to those who seek his care. "I have many reasons to be proud," he shares. "It’s not just about one achievement. I feel most accomplished when a patient tells me, 'Doctor, thank you so much. I tried everything, and you made me feel wonderful—you made me beautiful.'" These emotional testimonials solidify his reputation as someone capable of "fixing" more than just physical appearance; he heals stories of pain, shame, and insecurity. Pioneering That Crosses Borders Throughout his trajectory, Dr. Tullii became a pioneer of techniques that are now industry standards. He introduced five innovative procedures that have since become essential curriculum for medical professionals. "Today, these techniques are recognized by the medical community and adopted as part of the standard clinical arsenal," he notes. His work in varicose veins, ultrasonic liposculpture, stem cells, and regenerative medicine laid the groundwork for advancements that are only now reaching the mainstream. Academic recognition has followed his clinical success. Receiving the Doctor Honoris Causa degree was a symbol of gratitude—not just personal, but professional. "Being invited to teach at Italian universities was a dream," he recalls, citing his time at Sassari, Siena, Udine, Pisa, and Florence. For a decade, he balanced his Brazilian practice with intensive teaching stints in Italy, sharing his expertise in male sexual enhancement—a field that was largely unexplored at the time. A Life Driven by Passion Even today, retirement isn't in Dr. Tullii’s vocabulary. To him, medicine is a calling, not a chore. "I don’t want to retire; I want to work until the very end. Medicine is love," he asserts. His motivation stems from a deep-seated belief that health is a gift, but the ability to practice medicine with love is a privilege. "When I see a patient, I feel I am doing something that will truly improve their life." This passion for life extends to music, art, and travel. These interests keep his heart open, providing a necessary counterweight to the challenges of modern society. Despite his intense schedule, he has always prioritized a balance between work and personal fulfillment. "Work is work, and fun is fun," he emphasizes. "When I’m operating, I create a focused environment—sometimes with music—but I never allow for distractions. I was fortunate to build my career before the era of WhatsApp and Instagram, which helped me maintain a singular focus." While his career has been a series of triumphs, Dr. Tullii is candid about the sacrifices made along the way. He acknowledges that the time dedicated to his profession sometimes came at the cost of personal relationships. "Sometimes I wasn't as present for someone who needed me, and that... that wasn't worth it," he admits with a touch of melancholy. To maintain his high-performance lifestyle, he is disciplined about his health, undergoing bi-annual check-ups and maintaining a rigorous mental and physical routine. A former soccer player with a knee prosthesis, he balances physical exercise with mental drills to keep his memory sharp. "I don't drink, and I don't smoke. That is fundamental." For Dr. Tullii, happiness is the peace of mind that comes from knowing his choices were right. "Happiness is proportional to the success you have in the things you set out to do," he says. "It’s also when I feel that God rewards me for the choices I’ve made. That is the greatest happiness there is." When asked what he would say to his younger self at the start of this journey, his response is tender: "I would say: enjoy life. Be the child who plays, not just the one sitting at a computer." Professor Roberto Tullii, MD, and his daughter Roberta Tullii He believes a lighthearted youth, filled with sports, genuine friendships, and family love, is the foundation for a balanced life. To those seeking purpose in their careers today, his advice is timeless: "Love what you do, work with honesty, never exploit anyone, always keep studying, and never be afraid to ask questions. The rest will come with time." Instagram @robertotullii @institutotulliioficial Cover Story | Prof. Dr. Roberto Tullii: A Milestone in Cosmetic and Aesthetic Medicine in Brazil and the World. Versión en Español Portada | Prof. Dr. Roberto Tullii: un hito en la medicina cosmética y estética en Brasil y el Mundo. Una carrera brillante no se mide por el número de títulos, sino por el impacto real en la vida de los demás. Para este médico, la verdadera recompensa no reside en los honores académicos, sino en ese instante en que una paciente le dice: "Gracias, doctor; me ha dejado guapísima". Roberto Tullii es mucho más que un médico: es un hito en la historia de la medicina cosmética y estética en Brasil. Con más de 30 años de trayectoria, se ha consolidado como el gran referente en cirugía de adecuación sexual masculina, peeling de fenol y lipoescultura ultrasónica, además de ser el mentor de generaciones enteras de profesionales que hoy aplican sus técnicas. Su camino ha transcurrido entre consultas, quirófanos, universidades italianas y centros de enseñanza en Brasil, siempre bajo un principio tan sencillo como escaso en estos tiempos: "No explotar al paciente, sino devolverle algo que le cambie la vida". Dignidad, confianza y bienestar En especialidades tan delicadas como la clínica y la cirugía de adecuación sexual masculina, el éxito profesional adquiere un matiz mucho más íntimo. Para él, destacar no es una cuestión de diplomas, sino de ser capaz de devolver la dignidad, la confianza y el placer a quienes acuden a su consulta. "Me siento orgulloso de muchas cosas", confiesa. "No es solo un logro puntual... Pero me llena de satisfacción cuando el paciente me dice: 'Doctor, muchas gracias. Lo había intentado todo y usted me ha dejado estupenda'". Son estos testimonios, a menudo cargados de emoción, los que definen a un profesional capaz de "reparar" mucho más que un físico: Tullii sana historias de dolor, vergüenza e inseguridad. Un pionero sin fronteras A lo largo de su carrera, el doctor ha destacado por su carácter visionario. Introdujo cinco procedimientos innovadores que, con el tiempo, se han convertido en estándares de estudio para la comunidad médica. "Hoy, todas estas técnicas están reconocidas y forman parte del arsenal clínico habitual", explica. Sus avances en varices, lipocultura ultrasónica, células madre y medicina regenerativa sentaron las bases de áreas que apenas empezaban a vislumbrarse hace tres décadas. El reconocimiento académico también ha sido una constante. Recibir el título de Doctor Honoris Causa fue para él un símbolo de gratitud profesional. "Dar clase en universidades italianas fue un sueño", recuerda sobre sus estancias en Sassari, Siena, Udine, Pisa y Florencia. Durante diez años, compaginó su labor en Brasil con la docencia en Italia, enseñando técnicas de adecuación sexual masculina en un momento en el que pocos se atrevían a explorar ese campo. La medicina como acto de amor A día de hoy, la jubilación no entra en sus planes. Para el Dr. Tullii, el trabajo es un placer, casi una necesidad vital. "No quiero jubilarme, quiero morir trabajando. La medicina es amor", afirma con rotundidad. Más allá de su envidiable salud, lo que le mantiene activo es la pasión por lo que hace. "La salud es un don, pero poder ejercer la medicina con amor también lo es. Cuando atiendo a alguien, siento que estoy haciendo algo que de verdad va a mejorar su existencia". Ese entusiasmo se traslada también a sus otras pasiones: la música, el arte, los viajes y la belleza en todas sus formas. Estos intereses le ayudan a mantener el espíritu abierto y a compensar las dificultades del entorno actual. A pesar de su ritmo de trabajo, siempre ha sabido separar la clínica de la vida personal: "El trabajo es el trabajo y la diversión es la diversión. En el quirófano creo un ambiente óptimo, a veces con música, pero sin distracciones. Tuve la suerte de vivir antes de la era de WhatsApp e Instagram, lo que me ayudó a mantener el foco". Reflexión y equilibrio No obstante, la entrega absoluta también ha exigido sacrificios. El doctor reconoce con cierta nostalgia que, en ocasiones, tuvo que renunciar a momentos personales para priorizar su carrera. "A veces dejé de estar presente para alguien que me necesitaba, y eso... eso no valió la pena", admite con sinceridad. Para mantener el nivel de exigencia que se impone, cuida su salud con disciplina: chequeos semestrales, ejercicio físico y una mente activa. Exjugador de fútbol —de ahí su prótesis de rodilla—, entrena su memoria a diario memorizando datos y nombres. "No bebo, no fumo. Eso es fundamental". La felicidad, para él, es la certeza de haber tomado las decisiones correctas. "Cuando veo que una elección ha sido acertada, siento que he conquistado algo. Y también siento que Dios me recompensa por mis actos; esa es la mayor felicidad que existe". Prof. Dr. Roberto Tullii y su hija, Roberta Tullii Un mensaje para el futuro Al preguntarle qué le diría a aquel joven que empezó hace tres décadas, responde con ternura: "Le diría: disfruta de la vida. Sé un niño que juega, no solo uno que está frente al ordenador". Para él, una juventud equilibrada, llena de deporte, amigos de verdad y amor familiar, es el cimiento de una vida plena. Para quienes hoy buscan un propósito profesional, su consejo es directo: "Ama lo que haces, trabaja con honestidad, no explotes a nadie, estudia siempre y no tengas vergüenza de preguntar cuando dudes. El resto... el resto viene solo con el tiempo". Instagram @robertotullii @institutotulliioficial Portada | Prof. Dr. Roberto Tullii: un hito en la medicina cosmética y estética en Brasil y el Mundo.

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