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Capa | Cris Gouvêa: a Alquimista da Consciência

  • Foto do escritor: Adela Villas Boas
    Adela Villas Boas
  • 13 de jun.
  • 12 min de leitura
Prof. Dr. Aonio Genicolo Vieira
A Alquimia de Ser Inteira: Cris Gouvêa construiu uma carreira atravessando indústrias, crises e recomeços. O que ficou de pé em cada fase foi sempre a mesma coisa: ela mesma.


Bandeira do Brasil

Versão em Português


Tem gente que chega ao seu propósito de forma linear, como se a vida tivesse lido o roteiro com antecedência. Cris Gouvêa não é esse tipo de pessoa, e ela seria a primeira a dizer isso com orgulho.


Relações públicas da Mercedes-Benz, dona de agência de casting, facilitadora de autoconhecimento. São vidas que caberiam em currículos diferentes, mas que, na trajetória de Cris, formam uma coisa só: uma busca honesta por fazer sentido no mundo.


"Fiz diversas transições de carreira ao longo da minha vida", ela conta, "e sinto que, de fato, estou me encontrando agora."

Há uma leveza nessa frase que só quem já trabalhou muito para conquistá-la consegue pronunciar assim, sem drama.


Cris Gouvêa


O elogio que veio de um estranho


A memória que ela guarda com mais carinho da época na Mercedes-Benz não vem de premiações nem de reconhecimentos formais. Veio de um dono de xerox.


Em um dia qualquer, entrando em uma copiadora, ela foi abordada por um homem que não a conhecia e que começou a elogiar os eventos que ela organizava. Ele não sabia com quem estava falando. E talvez seja exatamente por isso que o elogio chegou de forma tão pura.


"Isso me deixou super feliz, radiante e orgulhosa de ter feito um bom trabalho", ela recorda. É um episódio pequeno nos registros, mas enorme na memória afetiva. Porque valida algo que Cris sempre soube: um trabalho bem feito transborda. Chega em lugares que você nem imaginou.

Cris Gouvêa

Quando a ameaça mora dentro de casa


Nem tudo na jornada foi leve. Na época da agência de casting, Cris tomou uma decisão que a colocaria diante do maior teste da sua vida profissional: trouxe sócios para dentro de casa, literalmente, em busca de capital para expandir o negócio.


O que se seguiu foi uma tentativa de expulsá-la do próprio espaço que ela havia construído. "Eles não contribuíram como esperado e ainda estavam tramando para me tirar do meu próprio negócio e da minha casa", ela conta com a serenidade de quem já digeriu o que precisava ser digerido.


Ela conseguiu reverter a situação. Comprou a casa, se manteve de pé, e saiu do episódio com uma convicção que virou princípio: às vezes, é melhor estar sozinha do que mal acompanhada. Uma frase que parece simples, mas que, quando vivida, pesa muito antes de virar sabedoria.


Cris Gouvêa

Equilíbrio não é ausência de tensão


O que chama atenção em Cris não é apenas o que ela fez, mas como ela escolheu existir ao longo do caminho. Mesmo nos momentos de visibilidade, de sucesso, ela manteve o que chama de equilíbrio entre corpo, mente e espírito como linha de chegada e, ao mesmo tempo, ponto de partida.


"Nenhum dinheiro no mundo deve ser capaz de desequilibrar essa harmonia", ela afirma.

E não soa como frase de almanaque. Soa como alguém que já viu, de perto, o que acontece quando esse equilíbrio vai embora.


Ela cuida do corpo com exercícios, dança e massagens. Nutre o espírito com boas leituras e com fé. Mas o que ancora tudo isso, segundo ela, é o compromisso com o propósito. "O mais importante é a fé em Deus e o compromisso com o meu propósito de vida."


Cris Gouvêa

Hoje, Cris trabalha com autoconhecimento e uma das ferramentas que mais a encantam é o Maha Lilah, um jogo de tabuleiro criado por sábios indianos há mais de dois mil anos. Com 72 casas que representam estados de consciência humana, o jogo funciona como um espelho: a cada jogada, o participante se depara com os próprios padrões, bloqueios e virtudes.


"Atualmente, a ferramenta que mais me fascina é o Maha Lilah, um jogo de vida criado por sábios indianos, que transita entre os vícios e as virtudes humanas para trazer clareza e sabedoria", ela explica.

Maha Lilah

O Maha Lilah é um jogo de tabuleiro milenar, originário da tradição védica indiana, criado há mais de dois mil anos pelos Rishis, os sábios da antiga Índia. Com 72 casas que representam estados da consciência humana, ele funciona como um mapa do inconsciente: a cada jogada, o participante se depara com seus próprios padrões, bloqueios, vícios e virtudes. Não é entretenimento. É tecnologia de transformação, uma das mais antigas que a humanidade produziu, e que chegou ao Ocidente com a mesma força com que atravessou séculos.

Não é por acaso que Cris chegou até aqui. Há nesse trabalho um fio condutor que atravessa toda a sua trajetória: a vontade, que ela diz carregar desde a infância, de ver as pessoas felizes. De contribuir para um mundo mais humano. O Maha Lilah é, talvez, a forma mais sofisticada que ela encontrou de fazer isso.


Cris usa o Tarot como ferramenta de reflexão. Medita. Reza, sempre, para agradecer "as pequenas e as grandes vitórias." E tem Jesus como maior referência, uma escolha que ela faz questão de nomear sem cerimônia, num tempo em que falar de espiritualidade ainda gera ruído nos espaços profissionais.


Mas o que talvez defina melhor quem ela é não é nenhuma ferramenta, prática ou conquista específica. É uma postura diante da vida que ela resume com precisão:

"Antes de agir, recue. Deixe que o silêncio te governe por um instante, é nele que reside toda a sabedoria que a pressa jamais te dará."

Para quem já enfrentou sócios que queriam tomar sua casa, é um conselho que vem do lugar mais real que existe.


Cris Gouvêa

Cris Gouvêa não terminou de se encontrar porque chegou ao destino. Ela está se encontrando porque aprendeu a gostar do caminho, mesmo quando ele desanda. E há uma diferença enorme entre as duas coisas.


Uma carreira verdadeiramente brilhante, ela acredita, é aquela que melhora a vida das pessoas. Olhando para a dela, fica difícil discordar ❤️


Artigo: Capa | Cris Gouvêa: a Alquimista da Consciência


Instagram: Cris Gouvêa | Alquimia Humana Alquimísticos Podcast 🦋 Cris Gouvêa é facilitadora de autoconhecimento e especialista em desenvolvimento humano, com uma prática construída na interseção entre espiritualidade, propósito e transformação pessoal. Conduz processos individuais e em grupo utilizando ferramentas como o Tarot e o Maha Lilah, o milenar jogo védico de consciência criado por sábios indianos. Seu trabalho parte de uma convicção simples e profunda: o autoconhecimento é o caminho mais direto para uma vida com mais sentido.



English Version

English version


Cover | Cris Gouvêa: The Alchemist of Consciousness


Some people find their purpose in a straight line, as if life handed them the script in advance. Cris Gouvêa is not that kind of person, and she would be the first to tell you so, proudly.


PR executive at Mercedes-Benz. Casting agency owner. Self-awareness facilitator. These are lives that could belong to entirely different resumes, yet in Cris's story, they form a single, coherent whole: an honest search for meaning in the world.


"I have gone through many career transitions throughout my life," she says, "and I feel that I am truly finding myself now."

There is a lightness in that sentence that only someone who has worked very hard to earn it can deliver without drama.


The Compliment That Came From a Stranger


The memory she holds most dear from her time at Mercedes-Benz did not come from an award or a formal recognition. It came from a copy shop owner.


On an ordinary afternoon, walking into a print shop, she was approached by a man who had no idea who she was and began praising the events she organized. He did not know he was talking to the person behind them. And maybe that is exactly why the compliment landed so purely.


"That made me incredibly happy, radiant, and proud of having done good work," she recalls. It is a small episode in the record books, but enormous in emotional memory. Because it confirmed something Cris has always known: good work spills over. It reaches places you never expected.

When the Threat Lives Inside Your Home


Not everything on this journey has been light. During her casting agency years, Cris made a decision that would put her through the biggest professional test of her life: she brought partners into her home, literally, looking for capital to grow the business.


What followed was an attempt to push her out of the very space she had built. "They did not contribute as expected, and they were plotting to remove me from my own business and my own home," she says with the calm of someone who has already processed what needed processing.


She reversed the situation. She bought the house, stood her ground, and walked away from the experience with a conviction that became a principle: sometimes, it is better to stand alone than to stand in the wrong company. A line that sounds simple but carries enormous weight before it becomes wisdom.


Balance Is Not the Absence of Tension


What stands out about Cris is not just what she has done, but how she has chosen to exist along the way. Even in moments of visibility and success, she held onto what she calls the balance between body, mind, and spirit as both a finish line and a starting point.

"No amount of money in the world should be capable of disrupting that harmony," she says.


And it does not sound like a quote from a motivational calendar. It sounds like someone who has seen, up close, what happens when that balance disappears.


She tends to her body with exercise, dance, and massage. She feeds her spirit with good reading and faith. But what anchors all of it, she says, is her commitment to purpose. "The most important things are my faith in God and my commitment to my life's purpose."

Today, Cris works with self-awareness facilitation, and one of the tools she finds most compelling is Maha Lilah, a board game created by Indian sages more than two thousand years ago. With 72 squares representing states of human consciousness, it functions like a mirror: with each move, the player comes face to face with their own patterns, blockages, and virtues.


"The tool that fascinates me most right now is Maha Lilah, a life game created by Indian sages that moves between human vices and virtues to bring clarity and wisdom," she explains.

Maha Lilah is an ancient board game rooted in the Vedic Indian tradition, created over two thousand years ago by the Rishis, the sages of ancient India. Its 72 squares represent states of human consciousness, and it functions as a map of the unconscious: with each move, the player confronts their own patterns, blockages, vices, and virtues. This is not entertainment. It is transformation technology, one of the oldest the human race has ever produced, and it has reached the Western world with the same force with which it crossed centuries.


It is no coincidence that Cris arrived here. There is a thread running through her entire trajectory: a desire, which she says she has carried since childhood, to see people happy. To contribute to a more human world. Maha Lilah is, perhaps, the most sophisticated form that calling has ever taken.


Cris also works with Tarot as a tool for reflection. She meditates. She prays, always, to give thanks "for the small victories and the great ones." And she holds Jesus as her greatest reference, a choice she names without ceremony, in a time when talking about spirituality still makes professional spaces uncomfortable.


But what perhaps best defines who she is cannot be reduced to any tool, practice, or achievement. It is a posture toward life that she captures with precision:

"Before you act, step back. Let silence govern you for a moment. It is where all the wisdom lives that hurry will never give you."

Coming from someone who once had to fight to stay in her own home, that is advice rooted in the most real place there is.


Cris Gouvêa has not finished finding herself because she reached a destination. She is finding herself because she learned to love the road, even when it falls apart. And there is a profound difference between those two things.


A truly brilliant career, she believes, is one that improves people's lives. Looking at hers, it is hard to argue otherwise.


Cover | Cris Gouvêa: The Alchemist of Consciousness



Spanish Version

Versión en Español


Portada | Cris Gouvêa: La Alquimista de la Conciencia


Hay personas que llegan a su propósito de forma lineal, como si la vida hubiera leído el guion con antelación. Cris Gouvêa no es esa clase de persona, y sería la primera en decirlo con orgullo.


Relaciones públicas en Mercedes-Benz, dueña de una agencia de casting, facilitadora de autoconocimiento. Vidas que cabrían en currículos distintos pero que, en la trayectoria de Cris, forman una sola cosa: una búsqueda honesta de sentido en el mundo.


"He atravesado muchas transiciones de carrera a lo largo de mi vida", cuenta, "y siento que, de verdad, me estoy encontrando ahora."

Hay una ligereza en esa frase que solo quien ha trabajado mucho para conquistarla puede pronunciar así, sin dramatismo.


El Elogio Que Vino de un Desconocido


El recuerdo que guarda con más cariño de su época en Mercedes-Benz no proviene de un premio ni de un reconocimiento formal. Vino de un dueño de copistería.


Un día cualquiera, entrando en un local de fotocopias, un hombre que no la conocía se le acercó y empezó a elogiar los eventos que ella organizaba. No sabía con quién estaba hablando. Y quizá es exactamente por eso que el elogio llegó de una manera tan pura.

"Eso me llenó de alegría, de luz y de orgullo por haber hecho un buen trabajo", recuerda.

Es un episodio pequeño en los registros, pero enorme en la memoria afectiva. Porque confirma algo que Cris siempre supo: el trabajo bien hecho se desborda. Llega a lugares que uno ni imagina.


Cuando la Amenaza Vive en Casa


No todo en este camino fue ligero. En la época de la agencia de casting, Cris tomó una decisión que la enfrentaría al mayor desafío de su vida profesional: incorporó socios a su propio hogar, literalmente, en busca de capital para expandir el negocio.


Lo que vino después fue un intento de expulsarla del espacio que ella misma había construido. "No aportaron lo esperado y además estaban conspirando para sacarme de mi propio negocio y de mi propia casa", cuenta con la serenidad de quien ya ha digerido lo que había que digerir.


Consiguió revertir la situación. Compró la casa, se mantuvo en pie y salió del episodio con una convicción que se convirtió en principio: a veces es mejor estar sola que mal acompañada. Una frase que parece simple, pero que, cuando se vive de verdad, pesa mucho antes de convertirse en sabiduría.


El Equilibrio No Es la Ausencia de Tensión


Lo que llama la atención en Cris no es solo lo que ha hecho, sino cómo ha elegido existir a lo largo del camino. Incluso en los momentos de mayor visibilidad y éxito, mantuvo lo que ella llama el equilibrio entre cuerpo, mente y espíritu como meta de llegada y, al mismo tiempo, punto de partida.


"Ningún dinero del mundo debería ser capaz de desestabilizar esa armonía", afirma.

Y no suena a frase de almanaque. Suena a alguien que ha visto, de cerca, lo que ocurre cuando ese equilibrio se pierde.


Cuida su cuerpo con ejercicio, danza y masajes. Nutre el espíritu con buenas lecturas y con fe. Pero lo que ancla todo eso, según ella, es el compromiso con el propósito. "Lo más importante es la fe en Dios y el compromiso con mi propósito de vida."


Hoy, Cris trabaja con el autoconocimiento, y una de las herramientas que más la fascinan es el Maha Lilah, un juego de mesa creado por sabios indios hace más de dos mil años. Con 72 casillas que representan estados de la conciencia humana, funciona como un espejo: con cada tirada, el participante se encuentra frente a sus propios patrones, bloqueos y virtudes.


"La herramienta que más me fascina actualmente es el Maha Lilah, un juego de vida creado por sabios indios que transita entre los vicios y las virtudes humanas para traer claridad y sabiduría", explica.

El Maha Lilah es un juego de tablero milenario, originario de la tradición védica india, creado hace más de dos mil años por los Rishis, los sabios de la antigua India. Sus 72 casillas representan estados de la conciencia humana y funciona como un mapa del inconsciente: con cada jugada, el participante se enfrenta a sus propios patrones, bloqueos, vicios y virtudes. No es entretenimiento. Es tecnología de transformación, una de las más antiguas que la humanidad ha producido, y que llegó a Occidente con la misma fuerza con la que atravesó siglos.


No es casualidad que Cris haya llegado hasta aquí. Hay un hilo conductor que atraviesa toda su trayectoria: el deseo, que ella dice llevar desde la infancia, de ver a las personas felices. De contribuir a un mundo más humano. El Maha Lilah es, quizá, la forma más sofisticada que ha encontrado para hacer eso.


Cris también utiliza el Tarot como herramienta de reflexión. Medita. Reza, siempre, para agradecer "las pequeñas y las grandes victorias". Y tiene a Jesús como su mayor referencia, una elección que nombra sin ceremonias, en un tiempo en el que hablar de espiritualidad sigue generando incomodidad en los espacios profesionales.


Pero lo que quizá define mejor quién es ella no es ninguna herramienta, práctica o logro concreto. Es una actitud ante la vida que resume con precisión:


"Antes de actuar, da un paso atrás. Deja que el silencio te gobierne por un instante. Es ahí donde reside toda la sabiduría que la prisa jamás te dará."

De alguien que una vez tuvo que luchar para quedarse en su propia casa, ese consejo viene del lugar más real que existe.


Cris Gouvêa no ha terminado de encontrarse porque haya llegado a un destino. Se está encontrando porque aprendió a amar el camino, incluso cuando se tuerce. Y hay una diferencia enorme entre las dos cosas.


Una carrera verdaderamente brillante, cree ella, es aquella que mejora la vida de las personas. Mirando la suya, resulta difícil llevarle la contraria.


Portada | Cris Gouvêa: La Alquimista de la Conciencia


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1 comentário


lucia alves
há 5 dias

maravilhosa, inspiradora😍

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