Por que estamos cada vez mais ansiosos por Dra. Roberta Sanchez
- Dra. Roberta Sanchez

- 14 de mar.
- 2 min de leitura
Vivemos em uma época de acesso quase ilimitado à informação, conexão constante e estímulos que chegam de todos os lados. Paradoxalmente, quanto mais conectados estamos, mais ansiosos parecemos nos sentir.
Uma parte importante desse fenômeno está relacionada ao modo como utilizamos as redes sociais.

Por que estamos cada vez mais ansiosos?
Segundo a Dra. Roberta Sanchez, as plataformas digitais se tornaram vitrines da vida cotidiana. Nelas, vemos viagens, conquistas profissionais, relacionamentos felizes, corpos considerados ideais e rotinas aparentemente equilibradas. No entanto, o que raramente aparece são as dificuldades, os conflitos, as inseguranças e os momentos de vulnerabilidade que fazem parte da experiência humana.
Quando somos expostos repetidamente a essas narrativas selecionadas, é natural que o cérebro comece a estabelecer comparações. A vida do outro parece mais interessante, mais produtiva, mais feliz. Aos poucos, pode surgir a sensação de que estamos sempre ficando para trás.
Esse processo é conhecido na psicologia como comparação social, um mecanismo natural do ser humano. No ambiente digital, porém, ele se torna amplificado, porque passamos a nos comparar não com algumas pessoas próximas, mas com centenas ou milhares de indivíduos ao mesmo tempo.
Além disso, as redes sociais também contribuem para um outro fenômeno típico da vida contemporânea: o excesso de informação.
Em poucos minutos, podemos consumir notícias, opiniões, vídeos, recomendações de produtividade, dicas de saúde, tendências de comportamento e debates sobre os mais variados temas. O cérebro humano, no entanto, não foi projetado para lidar com tamanha quantidade de estímulos de forma contínua.

Esse fluxo constante pode gerar sensação de urgência, dificuldade de concentração, inquietação mental e a impressão de que sempre há algo que deveríamos estar fazendo melhor.
Isso não significa que a tecnologia ou as redes sociais sejam, por si só, prejudiciais. Elas também podem aproximar pessoas, facilitar o acesso ao conhecimento e criar redes de apoio. O problema surge quando a exposição se torna excessiva e passamos a absorver, sem filtro, todas as comparações e expectativas que circulam nesse ambiente.
Talvez um dos desafios mais importantes da vida moderna seja justamente aprender a estabelecer limites nesse mundo hiperconectado. Lembrar que aquilo que vemos nas telas é apenas um recorte da realidade e não a história completa de ninguém.

Cuidar da saúde mental, hoje, também envolve aprender a pausar, reduzir estímulos e recuperar espaços de silêncio em meio ao excesso de informação.
Porque, em um mundo que nunca para de falar, a mente humana ainda precisa de momentos para simplesmente descansar.
Por que estamos cada vez mais ansiosos por Dra. Roberta Sanchez
Roberta Garzon Sanchez é médica de família com foco em saúde mental. Em suas redes sociais, produz conteúdos sobre saúde emocional, comportamento humano e a relação entre mente e corpo.




Oportunidade incrível de expor uma reflexão para um tema tão atual, as redes sociais são uma ponte para a informação, mas é inegável como se tornaram um gatilho para transtornos mentais! Espero ter conseguido trazer a luz um tema que está entranhado na rotina das pessoas de forma tão intrínseca.